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RASANTE

RASANTE

Margarida Durão Barroso: e por detrás de uma grande mulher?

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"Onde a minha saudade a Cor se trava?"

 

Querida amiga ! Tinhas, e tens os olhos de Deus. Há precisamente um ano escrevi estas palavras que aqui hoje ponho, porque hoje não as tenho. Faço copy past e vou fazer o que ainda não foi feito. 

 

« Mais que batidas as teclas: “por detrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.” E é das tais que nunca serão deixadas de se ouvir. Curioso que nunca se ouviram estas: “por detrás de um grande homem, está sempre um grande homem”; ou estas “por detrás de uma grande mulher, está sempre uma grande mulher.” As palavras que usamos têm razões. Por vezes saem de uso porque as razões deixaram de o ser. Neste caso, em que ficamos?

A filosofia é feita de razões. Nesse sentido é verdade afirmar que todas as filosofias têm razão. Todo o alinhavado de palavras que saia deste cabide é tudo menos razoável. Devo esclarecer – para não ser mal interpretada – que a poesia, e as outras artes, contem filosofia, só que são expressões diferentes. Cada uma tem a sua modalidade de dizer razões. À filosofia cabe o papel de articulá-las de forma lógica, demonstrativa e intuitiva. No caso, mulher e homem, grandes, onde, são tantas as perguntas! Complementaridade entre eles? O que é ser “grande”? E o “onde”, que aqui não é usado para designar o local, mas outro lugar, aponta para quê?

Acordei com isto na cabeça. Por isso é que “rasante” é o nome deste blog. O meu trabalho é filosofar e muitas outras coisas. Poesia muita, também. E nem sempre me sai bem. Por isso é que se pode dizer que todas as filosofias têm razão, mas há umas que têm mais razões que outras. E para escolher um dos bons, um poema de Mário de Sá Carneiro, que me tem nestes dias levado ao colo. Diz o que é ser grande, homem, mulher e o lugar.

 

Último Soneto: Que rosas fugitivas foste ali:/ Requeriam-te os tapetes – e vieste…/– Se me dói hoje o bem que me fizeste,/É justo, porque muito te devi./Em que seda de afagos me envolvi/Quando entraste, nas tardes que apareceste –/Como fui de percal quando me deste/Tua boca a beijar, que remordi…//Pensei que fosse o meu o teu cansaço –/Que seria entre nós um longo abraço/O tédio que, tão esbelta, te curvava…//E fugiste… Que importa? Se deixaste/A lembrança violeta que animaste/Onde a minha saudade a Cor se trava?… Mário de Sá-Carneiro, Indícios de Oiro, Paris, Dezembro 1915 in Verso e Prosa, Assírio e Alvim, Lisboa, p 114. 

 

Hoje não quero filosofar. »

 

18 de Agosto de 2015

Governar é afinal uma questão de contabilidade?

 

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imagem tirada da net

 

Não, o MNE não é o único. Aliás já Nietzsche recentemente, ali a rasar o ano de 1900 nos lembrou o quão saudável é o esquecimento e a vondade de poderr  (a grega, não a dos ressentidos). O povo diz para meter debaixo do tapete, ou do colchão, dependendo do material. Li no Negócios: "O ministro dos Negócios Estrangeiros foi a Bruxelas para uma reunião com os chefes da diplomacia europeus e viajou em executiva. Mas os governantes estão obrigados a viajar em económica em deslocações até quatro horas, escreve o Correio da Manhã. Os governantes estão proibidos, desde 2012, de viajar em classe executiva em voos até quatro horas. Mas foi isso mesmo que Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, fez na deslocação oficial a Bruxelas entre os dias 13 e 15 de Dezembro. O Correio da Manhã desta terça-feira noticia que o número dois do Governo deveria ter viajado em económica, mas fê-lo em executiva. Santos Silva reconheceu que desrespeitou as regras." Foi em Dezembro, lembrou-se a tempo...

 

No próximo Código de conduta,  pelo qual anseio almadamente, um dos valores primordiais deve ser o arrependimento e a devolução. Assim como quando vamos às compras e depois podemos devolver, ou trocar, pagando a diferença. "A minha deslocação a Bruxelas, entre os passados dias 13 e 15 de Dezembro, não teve nada de excepcional. E, assim, incumpri a norma legal aplicável(...). Em consequência, assumirei a respectiva responsabilidade financeira, pagando pessoalmente a diferença de valores". Muito bem. Afinal o que é governar senão uma modalidade de ir às compras, e passar a esponja? 

 

Não tapo o sol com a peneira, e nem Guterrres, nem os jogos olímpicos, me desviam a atenção destes assuntos que não são contabilísticos mas éticos. Coisa séria. 

António Costa: vai demiti-los ou pode viajar à borla?

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 imagem tirada da net

 

Pode sim. Mas só até à entrada em vigor do código de conduta, anunciado ontem por Augusto Santos Silva, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo que nos governa. Para dar uma ajudinha: não esquecer o tema "bofetadas": Das bofetas em geral e daquelas que os ministros podem dar. Por acaso pensava que já havia esse Código. Daqueles que não estão escritos. Tipo a lei especial que a Antígona celebrizou.   Ah, e pode sim senhor,  se não se esquecer de reembolsar as Galpes por uma coisa que não tinha problemas nenhuns, mas que afinal tinha (senão porque é que os três secretários de estado do momento se prontificaram a reembolsar?). E disseram-me agora que há um Código de Conduta do Fisco, em vigor, que tem um artigo a dizer que os responsáveis pelo Fisco não podem aceitar presentes.

 

Não podem continuar. O CDS já pediu a demissão dos governantes em causa. Se continuarem estão de pés e mãos atados. Surge na mesa uma decisão que envolve indústria, internacionalização e a Galp. O que fazer? Isto até nem é bom para a Galp. Há erros, esses sim, que têm que ser pagos.

 

E não acho nada de mais que os membros de um Governo, tenho ele a cor que tenha, sejam  pessoas que saibam pelo menos o basicozinho de conduta. Só há uma saída, estou certa. Quem voa mais do que pode, a mais não é obrigado.

A Esquerdinha perdeu o piu?

 

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 imagem tiradada net

 

Quando não lhe interessa a Esquerda encolhe-se. Dois (ou três) Secretários de Estado a irem ao Euro 2016 à borla , da Galp! Muito bem, almoços grátis, sim senhor. Aumento de IMI para quem tem sol ? E a diminuir se está por perto um cemitério? Isto nem lembra a um morto. E é assim mortinha, murchinha, a esquerda, que até parece de férias. Mas aqui ninguém está de férias. Fosse a direita, Durão Barroso e assim, seria um chorrilho em Bloco.

E que o governo anterior aumentou impostos? Será ainda preciso dizer por que razões teve de o fazer? Cresçam e apareçam, boa? Ninguém é perfeito, muito menos governos e oposições. Mas, e on purpose, uma oposição à la Carte, preconceituosa e cínica, non merci! Cresçam e apareçam, boa? A ver se a estação  é menos silly.

 

Voltando à Bola. O PR não se pronuncia! E o Governo? Dar por encerrado? Criar código de conduta? Reembolso? Não brinquemos. É o famoso e conveniente "passar a esponja sobre o assunto", que só serve o bel prazer. Qualquer criança bem educada entende o que aqui acabei de dizer. Quais códigos! Será o Da Vinci

Então Durão não pode escolher?

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O jogo dos media já o sabemos. Faz parte do negócio. Títulos atraentes, a despertar a compra para leitura. Uma deontologia por vezes vaga, por serem também vagos os conteúdos. Tudo bem. Mal estamos, porém, se a insinuação e a suspeita sem fundamentos acabam, com ou sem intenção, por gerar violência. Injustiça não a suporto; seja com quem for. Atravesso-me, lanço-me, e mordo. Durão Barroso outra vez na praça. Um ex não pode ir para um lugar estratégico? Então porque haveria de ir para um lugar não-estratégico? Sabem-se as razões da sua decisão? Sabe-se, sabe-se.

 

E o maniqueísmo a abundar. Uns são inocentes. Outros são do piorzinho. Durão Barroso hoje na capa da Revista "Visão", associado a uma empresa que vive de escândalos, truques, teorias da conspiração e quejandos. A Revista resolveu contar a história da Goldman Sachs. Poderia ter contado outra. Mas não, outros temas parecem não interessar (e eu que me estou a lembrar de tantos tão bons...). Acresce o facto de  a estação estar perigosamente silly; eutanásia e barrigas de encomenda (que desilusão Senhor Presidente, então e os AFECTOS?) estarem já saturadas e não interessarem nem ao menino Jesus, e o facto de o papa Franscisco, em alta até há pouco, ter já começado a incomodar por ser durão também. 

 

Se Durão errou? Todos erramos. Estará agora a errar? Acha-se mesmo que sim? Ele não vale mesmo nada, nada, nada? Não saberá ele escolher? Quem tem na mão os dados todos? Estão a vê-lo a recorrer a " denunciadores, cassetes secretas e até prostitutas contratadas para sacar negócios."? 

 

Desafio os media a um esforço inovador e empreendedor: a serem objetivos, pelo menos por uns tempos, a marcarem por um jornalismo sério. Não façam de cassandras, porque não têm como. Façam o que ainda não foi feito. Até posso sugerir explicitamente outros alvos (isto a querem manter a onda). Mas não preciso, pois não? E mesmo aqui à mão, à grande e à francesa, a viverem do que têm por debaixo do tapete. Intocáveis. O que vale é que Barroso não é "apenas" um ex. Quem o quer arrumar está, como dizia a minha avó, "muito mal enganado". 

Fernando Santos: ganhámos porque acreditaste e fizeste por isso

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fotografia da Lusa, antes de Fernando Santos anunciar os selecionados

 

Não existe nenhum Manual do género "Como ganhar um europeu". Cada caso é um caso. Mas os factos não enganam. Fernando Santos leu ontem uma carta que escreveu antes do campeonato, onde dizia que iria trazer para Portugal a Taça. Que antes de mais agradecia a Deus Pai, e que quando voltasse Lhe iria agradecer tudo, e que desejava e esperava que este acontecimento fosse "para glória do Seu nome." Porque acreditou, ganhou.

 

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. Neste caso saber selecionar. Ontem, mais uma vez, não pôs o Quaresma a jogar desde o início, ficou sem Cristiano Ronaldo, mas não baixou braços, nem perdeu a serenidade com a sacanice do francês, e, sem ninguém esperar, soube apostar, já no fim, no ilustre desconhecido que fez, com todos, a gota de água.

 

Não há futebol católico, como não há matemática católica. Há factos. E a verdade é que só é protagonista, só faz história, quem se arrisca todo em tudo, e quem arrisca tudo em todos. Também gosto de ti Cristiano. Mostraste o que vales. Quem tem autoridade para te cortar os joelhos ou as asas?

 

Há também duas cartas que eu lhe escrevi aqui, a ele, o engenheiro genial, antes da final, que diziam assim:

 

"Sei distinguir futebol e religão, como tu. Mas eu, pequenina, faço a minha vida no meu pequeno retângulo.  Tenho contudo a certeza que poucos como tu, expostos como tu, fazem o que fazes. Eu seria capaz de assinar uma petição contra a eutanásia, aliás já assinei. Agora tu?! E assinaste, há dias. Estimo pessoas que não querem nem sabem dizer 'nim'. Esses  - que sou eu às vezes - somos, uns baralhados, mediocres, e o mais não digo. Homens inteiros, há poucos. Meu nosso Fernando, alguém duvida de que vamos ganhar? Eu sei que no futebol há um baralho. Agora,  o futebol é total, e eu acredito. Em ti.

Um beijinho."

 

E da segunda carta: "Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação." Até já.

 

 

 

Sachs, Mentiras, Caneladas & Golden Men

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imagem tirada da net

 

Aí a temos, a final do Euro 2016 e os seus GOLDEN MEN:  o nosso Cristiano, paredes meias com Fernando Santos a quem coube, e cabe, a guidance que só ele sabe oferecer. Mesmo assim ainda houve tempo para comentários sobre outros assuntos. Durão Barroso outra vez, e para variar, com dedos acusadores em cima. Com epítetos como os de "energúmeno" ou "peixe podre", o presenteiam aqui nas nets. E até António Costa, noutro contexto, num encontro da Nato, ao ser ontem interprelado em conferência de imprensa sobre o ex presidente da CE, respondeu que felicitava Durão pela sua nova carreira. Mas não foi disso que se tratou, pese embora a palavra do PM. Aceitar o lugar de Administrador não executivo da Goldman Sachs que Durão aceitou não é mudar de carreira. Talvez muitos gostassem que assim fosse. Em suma, e valendo todos nós, portugueses,  mais que o nosso peso em ouro, nem todos temos os mesmos talentos, e ainda bem. Uns voam e jogam como ninguém. Outros são políticos e sabem mesmo sê-lo como ninguém, não entrando em joguinhos de entala, e empata.

 

Caneladas, essas, há por todos os lados. Dentro e fora de jogo. Barroso é o "representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar", escreveu no Twitter o secretário do Comércio francês, Matthias Fekl. Aliás foram vários os líderes políticos franceses  que criticaram nestes dias a nomeação de Barroso considerando que há "conflito de interesses" e que é uma "indecência". Indecência? Vem-me logo à cabeça um comentador francês, especialista em futebol que afirmou ontem à noite que Portugal é um país nojento (ser nojento é, digo eu, comer os macacos do nariz e coisas do género). Eles, políticos e comentadors franceses, não aguentam é com tanto golo! 

 

Desejo e acredito na vitória de Portugal. Os nossos meninos são de ouro. "We´ll always have Paris" e não é a Golldman Sachs que governa o mundo. Vou vestir-me a rigor e estar à altura do jogo. O resto são invejas. Siga a marinha.

 

Fernando Santos só volta a casa quando quer

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 Fernando Santos e D. Manuel Clemente juntos, na 2ªed. do Conhaque-Philo

na Casa Museu Medeiros e Almeida

 

Debate-se o estado da Nação. A Nação tem as atenções na final de Domigo. Tudo certo, tudo faz parte. A vida é uma bela mistura. Também Fernando Santos sabe que é assim. E sabe que ganharemos porque acreditamos. Mas fazemos por isso.

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. É a aventura de arriscar permanentemente naquilo que mereçe a nossa tensão. Balelas, desculpas, reticências, pessimismos, caneladas, faltas, amarelos, podem entrar, mas não têm categoria para me definir, nem para decidir por mim. Tal como o selecionador, eu também só volto a casa quando quero, ou seja, quando me deixo descobrir pelas razões que me atraem e me fazem perder medos de existir e ser feliz, mesmo se às vezes dói. Melhor, é através do que dói que a melhor parte nos é reservada e servida de forma requintada. A Torre Eiffel é minha, e não há nada nem ninguém que ma possa tirar, como não há ninguém que me teça cada batida do meu coração, que domingo soa mais forte. 

Estranha forma de vida? Antes pelo contrário. E preferia que tudo se decidisse nos 90 minutos. Quem tem autoridade para me apoucar o desejo? 

Ia a dizer que o facto deste homem ser católico não é para aqui chamado. Mas seria mentira. Ele é um homem de camisa e camisola, que se põe todo em tudo e sabe porquê. Quando não há razões, isto é uma burricada, como diz a Sofia Areal, onde tudo é novo, mesmo a Oriente. Seja a França ou a Alemanha.

Eu acredito nele, é um homem de corpo inteiro. Não tem medo de existir. São poucos os homens com a simplicidade desarmante que sabe que dependemos de tudo, e principalmente da nossa liberdade, no apostar dos talentos que cada um tem. Tenho o privilégio de conhecer alguns desses homens. Ele é um deles. Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação.

 

Fernando Santos e Quaresma

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fotografia da Maria da Paz Cantista

 

Já no Conhaque-Philo  o Quaresma era o centro das atenções. Deixo o video da Tertúlia, realizada na Casa Museu Medeiros e Almeida e espero que logo à noite sejam estes os nossos sorrisos...

E, já agora, neste lançe fica a data de início da 3ºedição do Conhaque-Philo, 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, do Fernando também! Sempre na Sala do Lago daquela Casa Museu. O tema? Cinema e energia. Tudo a ver com o jogo de mais logo: um grande filme, meia bola e força!

 

 

 Fátima Alves lança a Bola....

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