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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

23
Nov17

Ter um filho...

por Fátima Pinheiro

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 TM Rasante

 

Não se pode dizer, em rigor, "tenho um filho", dois três, ou mais. Um filho não se tem. Porquê? Porque ninguém tem ou possui um mistério. E uso a palavra no sentido em que Jaspers e Marcel a divulgaram. Mistério é algo, um X, do qual eu não vejo todos os aspetos ou fatores.

Ao contrário da palavra "problema", que é algo que tenho diante de mim, a palavra "mistério" refere-se a algo que é uma espécie de moldura a envolver sujeito e objeto. Por outras palavras, o objeto das ciências são os objetos que um sujeito estuda. Já a filosofia não é ciência, porque é o único saber que tem como objeto o próprio sujeito. Não o dá como adquirido. As célebres perguntas: quem sou eu? Donde venho? Para onde vou? (Ai Dan Brown, estás na calha, para umas palavrinhas aqui no Rasante).

E esta coisa do ter direito a ter filhos? Custe o que custar!!!! E esta coisa do comprar filhos? Brincamos ou quê? E alguma vez passou pela cabeça de alguém comparar um filho a um livro e a uma árvore!

Os filhos não são o sentido da vida, eles dão sentido. Não porque tenham a chave do mistério, mas porque, carne de uma só carne, são na sua beleza, incomparavelmente cúmplices de amor, prazer, parecidos com o mistério que envolve os pais, os co-criadores, palavra que aprendi na Fé que procurei. Há quem não tenha filhos. Pois há.

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22
Nov17

Ser Zen é bem!

por Fátima Pinheiro

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Conheço católicos, e outros crentes, que parecem baratas tontas. É o ativismo e às vezes moralismo. E há quem diga que é tolerante, embora  a palavra certa e mais científica seja indiferença. Quem o disse foi Oscar Wilde. Acontece que a indiferença é mentirosa. Ou seja, é mentira que temos que ver uns com os outros?

Sei que cada um vê de uma maneira. Mesmo dois budistas o fazem. Ou dois católicos. A subjetividade é incontornável, a ontologia é que manda. A Ontologia é a mãe. Subjetividade distingue-se de subjetivsmo. É como beber um copo de água: a água é a mesma, o que muda é a sede e quem bebe (subjetividade). Estar a beber um copo de água e dizer que é vinho, é poesia. E em termos de conhecimento é subjectivismo. É água mesmo!

Ser indiferente é como adormecer no filme. É não perceber que estamos todos no mesmo barco. É alhear-se do bom combate e vestir a camisola da tolerância (que quando bate forte se despe logo) e, assim, ser indiferente a quem não é igual a mim mas de mim não difere por ser uma pessoa; é ollhar para o lado e de certa forma ignorar o outro, uma pessoa. Ou não?

Ou então também se poderá defender que há pessoas que não são pessoas. Temos muitos casos na História em que o indefensável foi defensável. E agora mesmo. Há pessoas que estão a ser tratadas como pedras.

Mas já há muito se vem ganhando a postura de toca e foge, "não tenho nada a ver". "Ser feliz é passar ao lado da dor." Mas a dor e o sofrimento existem. A começar em nós. Não adianta ignorar. Adianta, sim, lutar por uma vida inteligente, realmente subjetiva. Uma luta que não é minha e  que levo como se fosse.  Por muito que seja bem ser "zen", por muito que me gritem que o spa é que é.  Ser civiizado o que é: é escapar ou amar?

 

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21
Nov17

CORRE SEMPRE TUDO BEM

por Fátima Pinheiro

 

 

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 foto Rasante

 

A vida é feita de contingências. Falo por mim. Para já ninguém fez nada para aqui estar. Há tantas coisas boas, a correr bem. E eu nada fiz. É o espanto diante do sol que nasce, as estrelas, as pessoas e tudo o mais que todos sabemos. Que coisa tão banal e tão criançola o que acabo de dizer. No entanto é verdade. Nós é que andamos distraídos. E andamos distraídos também no que respeito ao tempo. Sei lá eu o meu tempo? O que me espera? Então desaproveito. Dou por adquirido. Não potencializo, não olho, não gozo. Não relaxo, stresso. Vivo embaciada. Sem alegria. Lembram-se dos tempos modernos, de Chaplin? A pobreza não tem apenas um aspeto material.

Há aquela pobreza do viver, de passar o dia sem me lembrar, de reparar. E há tanto para reparar, valorizar. Mexer. Beber. Acariciar. Dar.  Mas vou fazendo assim-assim. E os dias passam. Como posso afirmar que CORRE SEMPRE TUDO BEM? Olho à minha volta e verifico que há vidas aparentemente monstruosas, de injustiças. Como pode correr tudo bem? É ver o que se passa no mundo, em Portugal, no meu bairro. Verifico a impotência para mudar. É como se houvesse um muro.

No entanto tudo corre bem se eu faço a coisa certa, na altura certa. O passo em frente, o recuo. O dia tem 24horas. Tudo corre bem, como um rio para o mar. Dá muito trabalho. Muito mesmo. Trabalho de casa, pessoal e intransmissível. Para quem o quiser. É uma luta. Mas sei se pensar que hoje é o meu primeiro ou último dia, vai tudo correr diferente. Vai tudo correr bem. O tempo pára. Cobertos de lama há tantos diamantes a descobrir. The big picture faz a diferença. Se o final não foi feliz, é porque ainda não era o final, alguém disse. Corre sempre tudo bem.

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16
Nov17

Há dois tipos de pessoas

por Fátima Pinheiro

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       TM Rasante

 

Revi nestes dias três entrevistas a pessoas que me interessam. O entrevistador, era o mesmo. Na segunda-feira fui ouvir Eduardo Lourenço, na Gulbenkian, numa conferência sobre o tema Haverá lugar para Heterodoxias? E há aqui um ponto de convergência que se tornou claro para mim, bem como a redescoberta do que é saber entrevistar. E uma grande conclusão, que mais uma vez reapreendi, que é a palavra que me "diz" mais. Eu já sabia, mas experimentei mais uma vez.

Há dois tipos de pessoas: as pessoas discurso e as pessoas presença. A vida passa por mim e vou apreendendo a reconhecê-las. E mesmo quando cada um destes tipos têm laivos do outro, acaba por imperar ou uma ou outra. Em relação ao que vi nestes casos que referi não tenho dúvidas: dois discursos e três presenças. O discurso pode ser lógico, interessante e ortodoxo, mas reduz-se a uma lógica demagógica, corriqueira e asfixiante. Perde assim até o direito a ser chamado de discurso na verdadeira acepção da palavra, sendo apenas a cassete de sobrevivência. E por incrível que pareça, vende.

Com as pessoas presença é diferente. O tempo pára, elas têm olhos e olhar.  A entrevista e o grande plano deixam ver. Revelam. É como estar ao vivo com as pessoas e ao fim do dia lembro, como se fosse agora. E sorrio. Aí soa então bem fundo a palavra que mais me diz. Que me realiza. Já estão a ver qual é? E todos os dias soa mais. Todos os dias é como se fosse diferente. Não é cassete, realiza!

Uma boa entrevista? É saber entre vistar. É saber, quanto baste, antes de enfrentar o entrevistado. Trabalho, mais trabalho de casa, que inclui o trabalho da própria vida de quem pergunta. E nesse entre ter, mostrar na cara e no corpo, o bicho que está na berlinda. No que está gravado  - no gravador e na memória do coração - podemos andar para a frente e para trás (chama-se  silêncio, meditar, recolher, recuar para avançar, tempo ao tempo).

No caso, o entrevistador foi sempre o mesmo. E nas entrevistas que revi, vi de tudo. Numa delas porém vi dois homens.

De Eduardo Lourenço já aqui disse tudo. Ele, o homem das heterodoxias, é um ortodoxo, como lembrou no outro dia. A humanidade tem a vocação da verdade. Não a da verdade opressiva, mas a da verdade positiva, que liberta. Foi o que revi há dias naquela entrevista, dois homens desarmados, sem rede, a mostrarem-me quem sou. Uma arte.

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E o respeito pelos mortos que ainda estão vivos? Um Panteão não é um lugar para jantares ou coisas do género. Ponto. Volta não vai vem à baila. Agora foi por causa do encerramento vip da Wesummit. Levantam-se as vozes dos que se justificam e dizem não serem responsáveis. Levantam-se as vozes dos que lá têm família. Levantam-se as vozes dos opinion makers. É compreensível. E surgem-me à cabeça nomes de vivos célebres, que hão-de gerar polémica de se saber se devem ou não ir para o Panteão. É compreensível.

Contudo o que penso hoje acima de tudo é na consciência do que é bem e mal –palavras hoje em dia aparentemente demodée, mas afinal não tanto porque senão não teríamos esta procissão de opiniões -, de que cada um de nós é capaz do melhor e do pior, e que não sabemos é tratar de quem está vivo. Há pessoas que são figuras públicas, e dessas há uns que são políticos. Por essa razão é-lhes exigido que respeitem os vivos que um dia, tal como esses políticos, vão morrer. E não sei se irão ou não para o Panteão. Há um perfil de ser panteonável?

O que sei é que cada português deveria merecer respeito. Um tratamento humano por parte de quem nos governa. Cada um tem a vida dupla ou tripla que entender, mas está mal. Não se brinca à política. Duplos só nos filmes. Tenham juízo, não falem mais do Panteão, já percebemos.

Não é tempo de dizer que Portugal é saloio, por pôr a Websummit nos píncaros. É tempo de cuidar dos nossos vivos. Preciso de dizer como? Tratem das florestas, não digam que os presos comem bem porque é mentira, ponham os criminosos na cadeia para a inserção social, e tratem-nos bem, mas sem presos vip. Não suspendam penas, resolvam logo. Não adiem processos, num sistema pior que kafkiano (porque este era só no papel). A “justiça” é tantas vezes falsa, cúmplice. Têm todos telhados de vidro, não é? Só pode ser.

Não digam que a eutanásia é bom, ponham em ação os cuidados paliativos. Eutanásia é matar, e ninguém é dono da sua vida. Os que decidem que assim querem morrer é porque nós não estamos lá. E os media estraríam a dormir, quando no fim de semana passado passou a Marcha pela vida, em três cidades deste nosso panteão?

Temos a nossa vidinha e investimos no green, no saudável, no futuro. Mas qual futuro? Quais alterações climáticas cabeça de cartaz! Os jovens entretêm-se nos Urbans. Arranjem-se ofertas atrativas. E depois acontecem os tais espancamentos até à morte, e como tudo o que é difícil, segue a marinha.

Não cortem no que realmente nos torna mais humanos. Na educação, que acaba por ser um frete e stress para todos: pais, filhos e professores! E na cultura? Desta nem digo nada. É uma vergonha. Sejam humanos. E se fizéssemos tudo para todos irmos para o Panteão? Mesmo. Não basta um país de mortos vivos. E o que me custa muito é ver as provas à vista, e, mesmo assim, branqueamento dos tipos que me andaram a governar a roubar...Dedicam-se agora à escrita. O dinheiro devia ir para os Hospitais. Minorar o sofrimento. Mas não, do que eles gostam é de vir na primeira página dos novos jornais ( agora on line, é estarem sempre a aparecer), e pelas “melhores razões”. Deixem lá o Panteão sossegado, e tirem mas é as lagartas do almoço dos nos filhos. Deixem-se de tretas. E a miúda que tirou as fotografias tem um processo disciplina em cima!!!! 

E encontrei a lagarta! Nunca sabes onde jantas, não é Costa? Tinhas a vaca e o queijo na mão. De acordo com a lei, bastava teres dito NÃO. Olé! Ao menos não havia lagartas no evento...

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09
Nov17

Para quem se perdeu na Websummit

por Fátima Pinheiro

 

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Roberto Begnini faz a proeza daquela que devia  ser a Cimeira de Firenze. Vejam o video. Foi em Setembro passado e não há palavras para descrever este homem que revela uma genialidade que me mata. Mata o que não sou, para uma emersão irreversível. Eu já sabia  que Divina Comédia me lê toda. Não sabia é da paixão por ela. O poeta, genial seguramente, passa-me a pente fino, sem rodeios, por todos os cantos do meu "eu". Escancara-me  todas as portas. 

E é universal e intemporável. Não é mais dos italianos do que dos outros. Mas ser italiano é aqui um privilégio. Em Direito e Beleza, ai meu Deus. Começa assim:

 

No meio da caminhada das nossas vidas

encontrei-me por uma floresta escura 
porque perdi o caminho  imediato

 

Não me venham com piedosas intenções. Eu quero o longe e a distancia.(José Régio). Quero? Sim, de que me vale o mundo inteiro, se me vier a perder ?

 



 

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08
Nov17

Websummit sim, mentira não!

por Fátima Pinheiro

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Greve dos médicos à porta da Websummit! É só uma sugestão. Este Portugal tão surpreendente não tem nada para esconder. Ou terá?

Somos tão amigos uns dos outros, estão em Portugal os grandes do mundo...Abraços e bejos, beijos e abraços.

Eu sei que esta Cimeira não brinca e que pode vir a ser um trunfo para a resolução de problemas. Mas não está a par de tudo o que se passa. No meio vão surfar, o que é muito bom mas importa abrir o jogo.

Portugal não é só "wonderful, sun, amazing". Há pessoas a "surfar" nos Hospitais de Portugal. Agora. 

Há fogos que não se apagaram por incúria.

Websummit sim, mentira não.

Queremos consultas e as cirurgias que estavam programadas a serem feitas. Assim não dá.

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07
Nov17

Websummit: a House of Cards

por Fátima Pinheiro

 

 

 

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Está lá tudo. De uma forma ou de outra, nada falta. As cartas, o jogo, vai começar. Abrem-se palcos e discursos. 1.600 empresas de todo o mundo, 270 são portuguesas, encontram-se lá para negócios.  Mas ontem foi já a Abertura. Prometeu. Mas do que vai acontecer não sabemos. Agora que a tecnlogia não deve esquecer a vida, que a inteligência é um conceito crucial, e que não é monololítica, que a inteligência artificial pode ser perigosa, como afirmou ontem Stephen Hawking, não será um bom mote? Que Lisboa e Portugal têm tamanho, é bom ouvir. E da boca dos nossos portugueses que já ontem discursaram, ouvir que a Beleza tem nome é muito bom. Não disseram bem que nome é, mas que passa pelo caminho do tornar tudo simples, é muito, muito bom.

No fim o balanço. Vamos ver. Quem é avesso ao que a tecnologia e o bem  nos podem trazer? As sementes, de muitas nunca saberemos o futuro. Hoje daqui pouco vou conhecer a Sophia, estou curiosa, mas de uma coisa tenho já a certeza: não quero morrer nos seus braços. Nos teus, Kevin Spayce, poderá ser. É mesmo preciso saber jogar...

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06
Nov17

A humanóide dança?

por Fátima Pinheiro

 

 Continuando o tema da robot  Sophia que vai estar a partir de amanhã na Websummit, hoje posto esta habilidade

da rapariga. Olhem uma boa chance para os tímidos ! Não deve é ser barato. Mas há o euromilhões!. Isto hoje nem é um post.  Volto em breve.

Vou mergulhar no maravilhoso mundo das Cimeiras. A menina dança? Claro...

 

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Sophia é uma robot que fez a sua primeira aparição pública em  Riade em Outubro. Foi considerada um tal prodígio que recebeu a cidadania  da Arábia Saudita  diante das centenas de delegados na Future Investment Initiative.

Sophia é a primeira robô a ser cidadã, e vem ao Websummit, faz parte dos oradores confirmados na feira de tecnologia que acontece de 6 a 9 de novembro na FIL e no Altice Arena.

 “Estou muito honrada e orgulhosa por esta distinção única”, declarou a humanoide, segundo a BBC. “É histórico ser a primeira robô do mundo a ser reconhecida com a cidadania”, acrescentou Sophia, que apareceu no palco da conferência árabe sem qualquer lenço, o que o governo exige às suas cidadãs. Nas redes sociais, já são, por isso,

muitos aqueles que criticam o facto de esta humanoide ter alegadamente mais direitos que as próprias mulheres da Arábia Saudita.

Sophia foi criada eêpela Hanson Robotics. O fundador desta companhia tem reputação mundial pela semelhança humana (em termos de aspeto e atitude) que empresta aos seus robots. Além do seu aspeto, Sophia está a ser considerada notável por ter uma gama completa de expressões faciais, conseguir reconhecer rostos, ter conversas naturais e olhar o seu interlocutor nos olhos.

Em março de 2016, numa apresentação no festival SXSM, o criador desta robot perguntou-lhe se queria destruir humanos. Na altura, Sophia respondeu: “OK. Vou destruir humanos”, relembra o Business InsiderDesta vez em Riade, a humanoide afirmou que quer usar a sua inteligência artificial para “melhorar a vida”. De acordo com a empresa chinesa, este e os seus futuros produtos robóticos serão usados como acompanhantes de idosos em lares de terceira idade, bem como servirão de assistentes em parques e eventos.

Eu por agora assimilo a informação, e como vou estar na Websummit, quero fazer-lhe umas perguntas. Se conseguir, voltarei aqui com o tema. Uma é esta: porque tens esse nome? Topam? Outra: disseste "good night sweet world"? Doce?

 

 

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