Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

RASANTE

RASANTE

Scorcese: ponho aqui o seu "pezinho"...

scorcese.jpg

Martin Scorsese, imagem tirada da net

 

O Filme "Silêncio" de Martim Scorcese, estreia para a semana. Tem suscitado grandes e diferentes expectativas, vindas de sensibilidades, perspectivas e credos. Não só o filme mas também o próprio Scorcese se têm dado a conhecer num assunto que, por muito que digam o contrário, não é do foro privado. A eterna discussão acerca do que é público tem sido uma faca de dois gumes. Factos são factos. Falam por si sem "dentros" nem "foras"; não se sujeitam a interpretações baratas, nem às que "dão de barato". É preciso tempo para conhecer e discernir.

Japão, século XVII, misionários católicos "convidados" a abjurar. Pisar o fumié (peça fininha, tipo tapete com a imagem de Cristo), e as torturas vão sendo mais subtis: a da fossa (cabeça para baixo, sovacos cortados, que é para não morrer logo, e uma fossa bem pertinho do nariz), a da água a subir, que é para se ir  morrendo afogado, e páro. Há quem nem vá ver o fime por isto. É preciso apanhar o peixe gordo. Cristovão Ferreira, um jesuíta nascido em Torres Vedras, é um desses. Os pequeninos imitam os grandes. Mas Deus é que sabe!

Volto aqui depois de ver o filme. Mas um filme não tem "mensagens". Desconfio!

As obras de arte não transmitem mensagens, honram-nos com a sua presença; são. Por isso digo já o que penso acerca do que por aí corre, nas narrativas. 

Não me queiram convencer que o martírio é uma "coisa" desnecessária. A História da Igreja está aí, mostrando ser um organismo vivo, que tem crescido com muito sangue, e, também, com muito erro. E isso sabia-o e sabe-o, o seu fundador, que começou logo por escolher para primeiro Papa um homem que o negou publicamente, Pedro. Isso sabio-o, Ele  também, porque a Sua Cruz era para todos. Disse-o: se Me perseguiram a mim, o mesmo vos farão.  Isso sabia-o Pedro: foi crucificado, e de cabeça para baixo (não quis ter honra de ser crucificado como o Mestre).

A Igreja é um Mistério. Não à maneira de Hitchcock, mas como uma coisa que surpreende há dois mil anos com "cenas" destas. Cristianismo sem Cristo? Não obrigada. S.Paulo também sabia que "já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim". Mas nada de confusões, eu sou tanto mais eu quanto mais me distingo. Porquê? Porque sou liberdade. 

Mário Soares: uma rosa não morre.

imagems.jpg

 imagem tirada da net

 

Porque morreste escrevo-te uma carta. Preferia ter falado contigo. Fica para depois. Mesmo. Eu, que até nem te tenho entre os meus preferidos, queria estar agora ao teu colo. Estranho não é? Mas a morte rega-me de uma espécie de à vontade ontológico, nesta ditadura que a vida parece ser. O que quero dizer? Tanta coisa. A morte obriga a por o preto no branco. Óbvio que não terminaste. Nem sequer te podes limitar a viver nas memórias, essas também morrem. As rosas é que não. Podes ser cremado, mas isso não é determinante.

Sempre te definiste como português, laico e republicano. Eu também sou portuguesa, e sou católicia, e boa rapariga. Na outra parte do Céu, que é aquela onde estarás agora  - não acredito que não queiras falar com Ele -, espero vir a falar contigo. Acredito que o Céu seja o face-a-face, o eterno diálogo, abraço que não termina. No céu os abraços não terminam. E como o Céu é a verdade das coisas, eu já começei a abraçar há algum tempo. Com intermitências, claro. Santo não é o que nunca cai, mas sim aquele que se levanta sempre, porque há uma mão que o convida e agarra. Desde pequena que tenho os joelhos cheios de betadine.  A minha Religião chama cada pessoa à santidade. E não é por acaso que me ensina que cada um de nós é  à "imagem e semelhança de Deus". Estas duas palavras, imagem e semelhança, não estão aqui por acaso. Nem todo o que diz que é católico, o é. Como também não é correcto dizer que se é católico não praticante. Seria como dizer "sou um nudista não praticante". Ou dizer que um esquimó é um frustado porque não o pode praticar (ao nudismo ).

Eu, que nem gostei muito de ti, agora, paradoxalmente, tenho o coração amolecido. Ia agora a dizer-te "é-te indiferente", mas isso seria mentira. Corre-nos nas veias o sangue dos nosso avós. E sabes que mais? Não te quero reduzido a três dias de luto nacional, nem ao homem que vai ficar na História pela sua luta pela liberdade, pelo papel fundamental na adesão à União Europeia. E muito menos pelos erros que todos nós cometemos. Bandeiras pisadas, içadas, e quejandos. Interessa -me o teu destino. Fomos feitos para viver sempre. Vá lá!

Por outras palavras, todos os homens são iguais e todos são diferentes. Iguais como pessoas. Diferentes como as pessoas  que fazem, e fazem diferente. Agora uma distinção fundamental: há homens com pinta e homens sem pinta. Tu tens pinta. O importante é a rosa, o importante é que Ele gosta de ti.

 

 

 

2017: Sei o que não quero

 

ra.jpg

imagem tirada da net

 

A passagem de ano " imita" o emergir da ordem a partir do caos. Planos para o ano novo, inversões de valores e perspectivas, análises e respectivas sínteses, dietas e ginástiscas, revolucões, anarquias, carpe diem(s) e depressões. E reinterpretações. Muitas. O que é o mesmo que dizer, fazer uma leitura nova do que se passou, quer a um nível pessoal, quer aos outros níveis: político e assim. Muitos: "agora é que é"; "não vale a pena" isto e aquilo; etc.

 

Eu decidi prender-me ao que me interessa. Sempre em casa, mudar de casa; não iludo aquela inquietude e perplexidade diante do mistério. Quero viver! E FINALMENTE resolvi - e estou a conseguir - não querer arrumá-la de uma vez. As arrumações do pensamento impedem que a vida se saboreie nas ondas em que vem. Deixamos de mandar em nós, de sermos donos dos nossos actos; deixo de ser livre. Digo e repito: quem sabe o minuto seguinte? O que ainda não chegou, mas já se foi. E mesmo o escrever, sabe Deus. O escrever só é escrever se não for uma alienação; se não for uma dentada na vida, de nada vale. As palavras do escrever são "logos" ( o Logos fez-se carne e habita entre nós), carnudas.

 

Dentada, atrás de dentada. Às vezes não sei o que quero. Mas RESOLVI deixar-me de compassos e esperas inúteis e vomitar o que não quero. É muito bom. E simples: basta, correndo ou voando, con-seguir. Verifico então que o que quero aparece a contra-luz. Emerge do que não presta, ou não me interessa. E o ano vai ficando novo!

Fernando Santos: selecionar e ser selecionado

 

Conhaque-philo.jpg

 

Fernando Santos esteve no Conhaque - Philo em 2014. Hoje, dia em que foi considerado o melhor selecionador do mundo, passo aqui um excerto da sessão na qual esteve acompanhado por outro "selecionador", o Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente. O video da Sic Notícias pode vê-lo aqui, e a transcrição abaixo. D. Manuel Clemente e Fernando Santos trocam ideias sobre “o que é seleccionar”. Uma tertúlia animada e realista na Casa-Museu Medeiros e Almeida, com Santo António e Paulo Bento à mistura. A Rádio Renascença também registou a sessão aqui: o que têm em comum um patriarca e um treinador de futebol? (Aura Miguel e Ricardo Fortunato)

 

Repórter da Sic Notícias: Selecionar, ser selecionado, escolher, deixar que os outros escolham por nós... O dilema cruza a vida dos homens, sejam eles selecionados, pela palavra de deus, ou selecionadores de futebol, de um país. 

Fátima Pinheiro (Rasante): Porque é que não põe o Quaresma a jogar desde o início?
Risos
Fernando Santos: É prima, é prima...
Interveniente: Há aqui uma coisa que tem sido permanente, ele tem resolvido os jogos, nos seus últimos jogos como selecionador. E eu pergunto é: quando é que o vai deixar jogar desde o início?

Fernando Santos: Eu acho que a resposta foi dita... Quando é que o vou selecionar? Ele tem sido sempre selecionado, não sei a razão, não percebi a pergunta... Eu percebi, mas não quero responder! Risos
Se eu respondesse à sua pergunta agora pela negativa ou pela positiva estaria sempre de alguma forma a pôr em causa um grupo de trabalho que é para mim muito mais importante do que o individuo por si só.
Repórter da Sic Notícias: O encontro entre Fernando Santos e D. Manuel Clemente fluiu com outras perguntas do público. Quem foi à Casa Museu Medeiros E Almeida em Lisboa ouviu selecionador e patriarca de Lisboa a concordarem num ponto.Dom Manuel Clemente: É exatamente na medida em que nós nos treinamos a selecionar, é que nos tornamos selecionadores. 

Fernando Santos: Sim, claro.

Dom Manuel Clemente: Isto é, se nós tivéssemos assim uma conceção parada da vida e tínhamos de repente um conjunto de possibilidades à nossa frente, assim como quem vê o/um festival de filmes ou coisa do género, e então depois fossemos escolher, nós nunca escolheríamos nada.
Repórter da Sic Notícias: No futebol e na religião as escolhas são muitas vezes condicionadas pelo que está à volta.

Fernando Santos: As campainhas tocam, não é? E quando tocam, levam-te a pensar. E levando-te a pensar, aqui não há uma questão de condicionar... Mas levam-te a pensar e levam-te eventualmente até à conclusão de que na realidade quem estavam certos eram eles e não eramos nós, e isso mudar, fazer-nos mudar um pouco. Mas isso só os burros é que não aprendem, acho eu. Eu de burro acho que não tenho nada, felizmente. Risos

Dom Manuel Clemente:  É um processo educativo, é um processo que tem de ser necessariamente demorado porque nem a pessoa, nem o sujeito, tem consciência daquilo que é capaz. Temos que lhe dar tempo e às vezes é errando uma e outra e outra vez que depois acerta.
Repórter da Sic Notícias: As reflexões da iniciativa “Falemos dos Outros” da bloguista e filósofa, Fátima Pinheiro, regressam em 2015 com outros protagonistas da vida pública nacional.

 

Se não chego ao dia de Natal

feliz natal.jpg

 

Eu sei lá se chego ao dia de natal. Não é brincadeira e digo-o em primeiro lugar a mim mesma. Muitos de nós não chegarão lá. Digo isto para mim, para não andar no natal em stresses, e para fazer as pazes com quem ainda me falta fazer. Deus queira que eu tenha mais tempo para isso, para poder ainda abraçar a tempo. Não porque tenha medo de ir parar ao inferno. Eu quero sim viver bem, sem nós, mas, ses e mas(es), porcariazinhas. Sem falsos risos ou chorares. E irei adiar...

Se  não chegar ao natal não terei o prazer de abraçar quem magoei ou quem me magoou. Quero uma coisa feliz, plena do que fazem os afectos.

Pode Chernobyl ser uma beleza? Pode sim senhor Ministro.

  

IpNce.jpg

  imagem tirada da net

Andrei Tarkovsky, "Stalker" (1984)

 

Pode Chernobyl ser uma beleza? Pode sim senhor Ministro. O cinema é a 7ª arte. Por isso Chernobyl pode sim, ser uma beleza. A Cinemateca, Deus a guarde, vai passando estas genialidades. Alguém, ido ao engano, arrependido de ter ido ver este filme dizia: "a paisagem é horrível!". Não sabia que o que estava a ver se passava na estação nuclear de Chernobyl. Melhor, no que de Chernobyl restou e só ao realizador russo lembrou fazer ali: o percurso de vida de cada um. Um com letra grande. O meu percurso de vida. O Caminho.

 

A força de cada imagem leva-nos ao perguntar que todos temos e queremos e sabemos calar. Mas a força do sentido, que teima em gritar em cada mesma imgem, vence o mais desprevenido. Não há bons nem maus filmes. Há filmes. E estes não têm mensagem. Como dizia o mestre Oliveira - que lembramos mais estes dias porque faz 108 - o cinema é a vida, e públicos só os urinóis. A "paisagem" é horrível? Pois é, vêmo-la todos os dias nestas convivências de uns com os outros que mais parecem um teatro de cegueira.

Paradoxalmente, ao homem que desde o início nos deu a cara de Oliveira, que todos estimamos, cortam-lhe as pernas. Sim senhor Ministro, estou a falar de Luís Miguel Cintra. Toda a regra tem uma excepção. Eu sou democrata, mas sei o que é a poesia. Públicos? Só os urinóis. E Cintra? Responda quem sabe.

 

 

 

 

Curta metragem de Eduardo Lourenço sobre Manoel de Oliveira

 

1091398.jpg

Para comemorar o dia do nascimento de Manoel de Oliveira, deixo aqui o que me disse Eduardo Lourenço sobre o nosso genial cineasta. Em termos do que de melhor  a cultura tem, é uma espécie de dois em um. Com a lucidez, inteligência e simplicidade que lhe são inerentes, o professor dá-nos Oliveira trocado por miúdos.

 

 

Manoel de Oliveira 108: uma energia renovável

MO.jpg

Faz hoje 108 anos. Passaram três anos da sua morte. E afinal havia outro (aposto que na gaveta há mais…). O último filme Documentário de Oliveira: “Um século de energia”, encomenda da EDP para a sua campanha publicitária, a ser exibido em 10 cidades portuguesas, a pedido do cineasta, que, durante os trabalhos de montagem, foi por outra “porta”, e acabou por não ver o resultado final. Eu podia ver o filme e ficar calada. É de uma beleza tão “ordinária” - o making of também - que bastava ver e experimentar a correspondência ao mais "eu" do meu "eu". Contudo, como Henri de Lubac sublinha, a mística é uma colheita da tarde.

O mundo em que vivo – a minha rua – diz-me que há muita espiritualidade. Pois depende do que por isso se entende. A mim, há muitos que me sabem a pouco. Há mesmo, por vezes, mais mística no futebol. Este post é um registo filosófico, em si menor (isto exige outro texto), do que esta obra de arte oferece ao mais que socrático, “conhece-te a ti mesmo”.

Olhando para "Um século de energia", a partir de como mais de um século de energia se realiza uma história, uma vida. Oliveira vai mais uma vez ao que é o humano. E é porque a sua experiência energética é tão rica que consegue mostrar o tecido que faz a vida, o invisível que nos rega, nos move e ilumina. Oliveira, fenomenológico,  mostra de forma genial imagens que "aparecem" (fenómeno) plenas de "lógica" (logos), acontecendo assim um todo em que as partes se distinguem sem se confundir. “Hulha Branca”, que realizou em 1932, antecipa o documentário; é retido e cresce, no presente; naquele espaço de Serralves, ao "criar" a música e a dança que projectam as suas sombras, numa unidade que dá cada coisa no seu lugar. A força artística dos movimentos das bailarinas e os sons do quarteto que insiste no tom, são um todo cujas partes não se perdem contando assim uma história onde é ilustrado o processo de transformação de energia. Os moinhos de vento antecipam-se nas suas sombras nos pinheiros e arbustros. Aparecem depois na sua imponência a mostrar futuras formas de energia. Como os braços, nos gestos erguidos daquelas mulheres que dançam nas cores de um escarlate, que se funde no preto e branco do que não passou. Os fios eléctricos são riscas horizontais no fundo azul de um céu: uma pintura viva de natureza, arte e trabalho (minuto 7, minuto 9). O que acontece desde a imagem inicial onde se vê também o Douro da faina fluvial. A arte que MO põe sobreposta excede, promete, espanta, como um grito bom a pedir e mostrar sentido. Tudo a um ritmo conjugado de pitch´s, fotografias, flashes; doações,segundo a segundo; bateres de corações: coincidências em que me revejo, ausências grávidas de presenças, a mostrar o invisível; faces do cubo que nunca se dá todo, e é sempre envolvido num todo pressentido em horizonte. E a água, traz o sol e o vento. Como irmãos,da mesma terra, da mesma fonte. Sem que a aparente inutilidade da arte belisque o trabalho ou negócio, espelhados em caras de homens alegres, de dentes tortos, e olhos e mãos iguais a "mim". De mãos dadas, na mesma luta - o melhor de mim -, como canta Mariza no making off. No filme não há letra. Há a música da água, de sinos, do vento, do poderoso silêncio. Dos pássaros. E o som do mostrar que "sem ver,é acreditar"; "é preciso perder para se ganhar". "O melhor de mim está por chegar". Aqui compara-se a cena final do filme e a do making off: MO de mãos postas na bengala, a equipa que para ele olha a pedir a genialidade. O minuto 2.54 não mente a mesma câmara,os mesmos séculos, o mesmo "eu". Tudo a terra une. E a água enche-se de humanidade,escorrendo por paredes abaixo, e por debaixo de pontes,arcos e escadas de pedras, no mesmo sangue. 

Frei Bento Domingues e eu, faz hoje 4 anos

 

 

jesus-de-nazarc3a9-o-burro-e-a-vaca.jpg

 

O burro, a vaca e Frei Bento Domingues.

Todos temos preconceitos. Eu, por exemplo, antes de conhecer uma pessoa faço uma ideia dela. Favorável ou não. Outra coisa é essa pessoa acontecer-me... E depois se acontece é uma amizade, ou não. Para isso existe uma coisa chamada tempo. E as pessoas são muitas, e o tempo é pouco. O que quer dizer que é para ser assim. Não vale a pena criar macacos no sotão. E só tenho que tomar conta dos “meus” ( mas este universo é…lá volto ao princípio), dos que me foram entregues (mas depois há os que estão para me ser entregues, e eu finjo que não reparo). E há as preferências. E detesto quando se diz “já não quero conhecer mais ninguém”; é como se eu dissesse que quero parar que a vida me continue a acontecer. Isto por causa do título. Eu – que sou uma incorrigível filósofa e queque de direita – só podia não esperar nada do bem amado teólogo de esquerda que, não sendo um teólogo de sistema acaba por fazer uma teologia de crónicas, aos domingos.

Frei Bento de Domingues, que hoje recebe uma homenagem, na Universidade Lusófona. Noutro dia falaram-me dele. Curioso que na crónica de ontem ele cita o texto da imagem que pus acima, neste post. E até põe aspas: “Nenhuma representação do presépio prescindirá do boi e do jumento”. E alargou o debate. Fixar-me no essencial. Fazer aquilo que nunca foi feito. Maria escolheu a melhor parte. A ver se ando. Hoje, pelo menos. O que é essencial no Cristianismo? A mensagem não, porque ela é de todas as éticas, morais e por aí: igualdade, liberdade, fraternidade. Um filósofo russo, do início do século XX, dizia que o essencial do Cristianismo era a pessoa de Cristo e tudo o que dele provém. Pois eu quero que Ele me continue a acontecer, não como imaginei, não uma ideia dele. Ele mesmo, com o burro e a vaca.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D