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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


30
Set14

fotografia de GC
fotografia tirada pelo fotógrafo oficial, de quem não me lembro o nome

"Vendes a torre dos clérigos em propriedade horizontal", definiram-me assim. Não é mentira. Verdade é que não sou má rapariga, sou multifacetada e muito positiva. Uma espécie de empreendedora. Esfrego o chão aos pulos ao som da RR; tenho Bimby, mas está avariada, e nunca se comeu tão bem cá em casa. Fui casada com um diplomata, na Igreja e tudo. Diplomata dos bons. Somos e seremos muito amigos; até porque temos três obras comuns, duas raparigas e um rapaz . E ainda dizem que este PM é corrupto.?!

Fui professora na Católica e andei por Gabinetes. Na Rússia ensinei em 6 universidades e traduzi (arranjei o dinheiro) um livro sobre Fátima, que contou com a presença da autora, a jornalista Aura Miguel, no Kremlin, juntando diplomatas, religiões cristãs, testemunhos de ortodoxos que "sobreviveram" à prisão pela forte fé nos acontecimentos da Cova da Iria, e mais. O diplomata russo que o apresentou, sempre se interessou pelo "dossier" Fátima, como referiu. O livro da vaticanista mudou-o profundamente, testemunhou. Morreu uns meses depois. Ao lançamento de "O segredo que conduz o papa", seguiu-se um jantar (ia a dizer na nossa Embaixada) em casa de um diplomata italiano. O livro foi apresentado na língua de Dante. Entretanto, ainda lá por fora, aproveitei e, a distância, acabei o Mestrado da Católica, e fiz uma pós graduação em Fenomenologia. Conheci e tornei-me amiga de cão, gato e piriquito. Os bons diplomatas não brincam em serviço e fazem trabalho de casa: faço bacalhau com natas, arroz de pato e natas do céu, de olhos fechados. E a luz aberta por quem me abriu o desejo de uma vida consolada, não mais deixou de bater em mim. Mas vou ao tema do título. E agora Maria?

Como "perdi" o emprego, ganho outras coisas. Procuro activamente trabalho (como me mandou o Instituto de Emprego e Formação Profissional) e apresento-me de 15 em 15 dias na R. Castilho. Hoje tenho duas entrevistas de trabalho. Mas tenho também falado com pessoas que conheço e estão bem colocadas.

Entretanto tornei-me bloguista. Às três pancadas entrevisto o belo e bom Pablo Hermoso (como consta em figura anexa) http://rasante.blogs.sapo.pt/pablo-h-de-mendoza-o-campo-pequeno-e-a-25392 , o maestro Gustavo Dudamel, Grigory Sokolov http://expresso.sapo.pt/grigory-sokolov-a-vida-e-bela-disse-me-ele-ontem-na-gulbenkian=f811162, o Lula dos Santos, o Ton Koopman, a bisneta de uma das fundadoras da Casa Batalha http://rasante.blogs.sapo.pt/encontrei-a-casa-batalha-e-a-shakira-na-24682, e escrevo algumas opiniões, como a de ontem aqui: http://rasante.blogs.sapo.pt/ps-e-poder-das-circunstancias-32630

Manoel de Oliveira tornou-se o meu campo de investigação, na Universidade, que fica mesmo junto ao passeio da minha casa. Criei o blog 100mim, a ele dedicado http://100mim.wordpress.com/ . Sigo-o a par e passo - estive nas filmagens do recente filme dele- http://expresso.sapo.pt/fui-as-filmagens-de-oliveira-vim-alfa-pendular=f865451

No sábado o Miguel Ribeiro http://www.miguelribeirophoto.com/ vai tirar-me umas fotografias, para o blogue ficar bom do ponto de vista da imagem. Escrevi à borla um ano no expresso online, o que me deu uma experiência inestimável. A"paga" foi essa e o livro que reune as crónicas, e que está para sair, com o prefácio de Eduardo Lourenço, uma pessoa verdadeiramente extraordinãria. Escrevi (em coautoria com Maria do Rosário Lupi Bello) a história da grande Maria Ulrich (Tenacitas), aquando do centenário do seu nascimento. Pelo meio, uns artigos no Público, como este http://www.publico.pt/opiniao/jornal/passas-ou-nao-passas-23703373

Novo ano. Das tertúlias cá em casa, passei para outras, fora de casa que começam no dia 4 de Novembro (não é emprego, sou eu). É uma coisa chamada Conhaque-Philo https://www.facebook.com/pages/Conhaque-Philo/520931661373616?ref=bookmarks Agora vou, porque activamente tenho duas entrevistas de emprego. E estou cheia de sorte. O segredo desta alegria que recebo cada manhã, com ou sem sol? Está na cara e no que passa por mim. É o segredo de Fátima...

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29
Set14

PS e Poder das Circunstâncias

por Fátima Pinheiro

imagens tiradas da net

até agora a "alabanza" e o "alabar" têm sido um "high skill" do PS - como diz o outro "não ná necessidade", "faz bem e o bem sem dizer a quem"

O momento é de mudança, que precisa de mobilização. Nada nem ninguém tem o poder de fugir ao poder da circunstância. O poder é que se pode apropriar das circunstâncias e fazer, ou não delas, o que elas têm para oferecer. Isto a propósito da vitória do PS, de ontem. Não sou de “alabanzas” e na minha paleta cabem muitas cores. Nem ao cepticismo deixo criar raízes. O que me interessa é a obra e o seu potencial artístico; entenda-se por este uma coisa muito práctica que é dar de beber à dor. À dor toda. A da fome mesmo, e a da fome de uma consolação total. Mente com todos os dentes quem diz que não se importa de um dia morrer. E coisa grave: quem tem o fardo e o gosto de governar o meu país deve trabalhar para o bem comum.

As intenções são invisíveis à vista desarmada. Mas à medida que o tempo passa, os “corações” vão mostrando o que são, porque o tempo “existe” para isso mesmo: para construir ou destruir. A “vã” glória de mandar - do “non” de Vieira & Oliveira - pode ser o trampolim para uma Política de “YES WE CAN!” Resta perguntar: “CAN” O QUÊ? A ver quem sabe…

As pessoas ocupam o meu centro, o que mata qualquer forma de maniqueísmo. Por isso não sou de achar “agora é que é!”. Ou seja, não acredito em voluntarismos de peito cheio, reciclo-os. São só ares que se desvanecem no bidon que não há. António Costa disse na sexta que “é tempo de começar a pensar Portugal”. Acho “mal”. Só agora é que acordou? Mas, como se diz, valerá mais tarde que nunca. E hoje sublinho só duas ou três coisas.

Quem não deseja e quer mudar? Para melhor, claro. Para pior já basta assim. Espero que se aprenda do Passado. O quê? Que a pasta agora devolvida ao PS não volte, um dia, como aquela que, num outro dia chegou às mãos deste Governo e pressionou – mal ou bem - um memorando e afluentes. Espero que a ida e volta de José y Gasset para Paris não tenha sido um “fait divers”, e que a filosofia seja mesmo uma mais valia. Espero que a síndrome Mário Soares não seja obnubilada pelo bem que a ele devemos. Há muito que aprender daquilo de que ninguém fala, porque, meus caros, ao Soares nem com uma flor se toca. Era bom que se tocasse. Ainda é preciso dizer porquê?

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fotografia da net

Porque gosto muito de Fernando Santos, ele foi um dos escolhidos para o meu "post" de ontem, onde transcrevi aqui - http://rasante.blogs.sapo.pt/fernando-santos-e-passos-coelho-coaches-32040 - o que o novo homem da seleção disse aos jornalistas depois da "tomada de posse": "no futebol o mais importante é ganhar". Como tenho em alto apreço a filosofia de Aristóteles - toda ela, nomeadamente a que explana na "Política" e na "Ética", actuais como as cerejas no tempo delas...,o que se repete cada ano...-, sei por que é que, no que diz respeito ao processo da acção, ela vem primeiro na intenção, e é á última no tempo da execução. Este processo passa-se muitas vezes sem que o agente se aperceba (nem para aí está virado). Já para não falar da deliberação e da decisão. É o "sim, porque sim", e "tá" a andar, "faço e pronto". Conheço pessoas, a começar por mim - por isso é que o segredo está no "conhece-te a ti mesmo, que o resto é acréscimo - , e isto é mesmo assim. Não só é assim, como só percebe estas palavras aquele que se interessa por levar uma vida transparente. Quero dizer, uma vida feliz, cheia de correspondências ao que mais se deseja do fundo de si. Ora como nem todos estão interessados em ir "ao fundo de nada", as modalidades de viver são um mar salgado. A liberdade é sagrada, e cada um chora e ri como quer. Ponto. Não estou a dizer que antes de fazer uma coisa é razoável "perder" tempo. Antes pelo contrário.

Há coisas que são para fazer sem serem pensadas - reage-se imediatamente a um carro que vem contra mim em contra mão; a um beijo que precisa de ser dado na hora, a uma bola que me chega aos pés e vai logo para golo, mergullhar para salvar o que se afoga, etc - , outras precisam de outro tempo. E aqui não digo que as primeiras estão "erradas" e as segundas é que estão "certas". Para já, não há um esquema nem uma receita para o agir. Cada caso é um caso, porque a pessoa é irrepetível e a ser imitada, só de fora, tipo macaco de imitação, que é o que vejo cada vez mais cá em casa e lá fora; o que se traduz num seguidismo patético e alienante: vidas em "segunda mão", sabem como é! Contudo há as "invariantes" (Husserl), traços do humano que são universais. As "antigas" essências de Aristóteles. Boas como as uvas, que tem a sua natureza (ok, podem ser melhoradas, ou não, com os transgénicos....provem....). Há natureza humana há. Mas isto é como as "cerejas": lá estou eu a mudar de tema. Volto à acção e a Fernando Santos.

O treino serve para jogar, mas sem estratégia a coisa é desumana. Como é desumano esgotar o processo apenas num dos seus momentos. Exemplo. Conheço pessoas que param na fase no deliberar, e dele não saiem. São incapazes de decidir, o que redunda num serem decididos por outros. São vidas adiadas na ilusão de que um dia isto e aquilo; e que não se apercebem que o passo está pronto a ser dado. Falo de coisas comezinhas, melhor, parto e fico na vida, que é comezinha. E nestes últimos tempos "políticos" - demasiado ou não, não me perguntem que não sei -, ai tanto passo dado! E não dado. E dado sem como , nem porquê. E vendido, e comprado. Sei lá. Por isso ao acordar lembrei-me - tive a intenção - de perguntar ao novo homem da Bola se para ele, tal como no futebol, na política o importante é ganhar. E, claro, ganhar o quê. Como ele não se chama Herberto Helder, estou em crer vir a obter uma resposta simples e directa, que aqui partilharei se entender oportuno. Uma execução feliz.

E já agora, que oiço quem cante a eventual falha de Passos Coelho, o mais importante é lembrar que a bola que lhe caiu em mãos não era como a rolavam. Denúncia anónima? Se me tivessem perguntado, ter-lhes-ia dado um outro alibi. Uma outra banana, se quiserem. Mas já percebi que esta do receber por fora e o fisco são assim uma espécie de essências ou invariantes, compradas na loja dos 300. Ou do chinês. Que falta de imaginação! E principalmente que ignorância de todos os factores em questão.

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Temos amigos comuns. Já estive com ambos em ocasiões diversas. Se estou agora a misturar futebol e política? Estou. Misturo mas distingo. E não dou para a caixa da confusão. Mas na vida é tudo assim. Tudo acaba - ou começa - por estar conectado de alguma forma. Uma coisa que gosto neles (e já agora, em mim): não andam aqui para mariquices. E não metem dinheiro ao bolso. Um substituiu ontem Paulo Bento para entrar em campo, neste caso para ser o "coache" da seleção nacional; do outro se diz agora que haverá razões para que saia de jogo porque cometeu uma falta. Pois hoje, sem mariquices nem a meter dinheiro ao bolso, aqui vão umas impressões digitais para uma conclusão pessoal. Muito pessoal, mesmo.Talvez por isso seja melhor não lerem. E eu que não sei por aquela bolinha vermelha a prevenir. A não ser que ponha uma do Benfica. Não seria fora de jogo...

Nem tudo o que é privado deve ser calado em público. Muitas vezes é mesmo mais razoável dizer publicamente um certo número de coisas. Não por se estar a "fazer peito" voluntarista, mas por ser sinal de maturidade, de quem não confunde. Dou um exemplo. Uma vez fui a um lançamento de um livro sobre o Papa, escrito por pessoa de sólida convição católica. Foi Fernando Santos que o apresentou. E fê-lo de tal maneira, que me surpreendeu. Não estou habituada a coisas destas, porque não é "normal" um treinador conhecido e com a sua qualidade, dizer assim que é católico. Passou-se isto, ainda para mais, no Museu do Fado. Não só leu o livro - o que nem sempre acontece a quem apresenta livros -, como até nem estava numa fase aurea do seu percurso profissional.

E fê-lo como se estivesse - e como esteve ontem - na sede da seleção nacional, ali ao Rato (mesmo ao pé da Empordef, onde trabalhei uns tempinhos, e portanto é um lugar que me é muito familiar - às vezes os jornalistas e os polícias entupiram-me a passagem). Mas voltando ao homem que ontem foi notícia: Fernando Santos apresentou o livro na primeira pessoa, sem altos e baixos de voz, com naturalidade, e feliz por ser quem é. Como nada vida, para quem pensa que ela é também um jogo onde cada lance é decisivo , por isso, só pode empenhar a pessoa "toda". Faz-se uma coisa de cada vez, mas cada uma é para ser feita com todos os argumentos. Se há razões adequadas para, por exemplo, substituir um jogador, então que se substitua. A arte de dirigir é singular, e é isso que distingue quem sabe andar e fazer andar os outros.

O "coaching" não pode prescindir dos talentos da cada um - a começar pelos do próprio "coache" - sob pena de assentar no vazio e de nos serem oferecidos "coachees" robots ou marionetas. Os resultados dizem tudo. Numa palavra, o homem que nos vai levar a França 2016 - o Euro começa a 10 de Junho, dia de Portugal; espero que acabe também num dia de Portugal.... - é homem de uma cara só. Dá a cara. E assim ainda sobe mais enquanto treinador. O esconder, a cobardia, o medo, a mentira, são obstáculos que têm sentido se forem ultrapassados num golo de todo o tamanho. Como ele disse ontem, pragmático, "no futebol o mais importante é ganhar." É como na vida. Ganhá-la!

E Passos? É para sair de jogo com esta Tecnoforma? Em Maio a coisa abanou, ontem amainou. Não sei o que realmente aconteceu.Se foi uma falha, será ela razão para subsituir um jogador? Pois não sei. Só o treinador é que pode arriscar (quem é neste caso o selecionador?). É como na vida: sem dó nem piedade, arriscamos, queiramos ou não, em cada Passo; disso ninguém escapa, como ninguém escapa do apito final. Mas nem sempre se vive com a consciência das razões adequadas, isto é, "é-se" vivido, fora de jogo.


PS: AS BELAS CAPAS DOS JORNAIS DE HOJE

Lá fiz o meu exercício de comparar as capas dos jornais de hoje. Cinismo e hipocrisia são coisas feias. Só em relação aos treinadores de futebol é que compreendemos e perdoamos os erros do passado? Atiram-lhe a primeira pedra, se for caso disso? Sim refiro-me ao PM. Ainda é com politiquices que os jornais lutam por audiências. Ou com textos literários em que a sobranceria e o cassandrismo cantam vitórias. Vão assim, vão. E eu digo sempre: felizmente. Porque mesmo as coisas más fazem sentido. Querem uma boa capa e não há tempo? Ponham uma capa a branco. Assim como na angústia da página em branco, que não é assim tão branca como a querem pintar.

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os teus talentos. da net

O meu facebook é inundado de frases dele, Gustavo Santos (GS), caso de lider de audiências. É uma espécie de guia bom a dizer-me: se não gostas de ti como podes gostar dos outros? O seu livro "Arrisca-te a viver!" é um dos seus sucessos. Se quiseres podes ser feliz e frases "assim". Quem não quer uma coisa dessas? Quanto ao GPS todos sabem. É uma coisa que me ajuda a ir daqui para ali. É bom. Como se o carro fosse sozinho. Por acaso já está "pronto" um carro que não precisa de ninguém para o conduzir, que guia sozinho; mas sempre de "comando" à distância.

A APS - http://www.apsconsultores.pt/formacao/ - só conheci há semanas, a 5 de Setembro, na Embaixada do Brasil. É dela que quero falar. A entrelaçar quero dizer umas coisas de como os nossos livros se vendem, de como a Maria Ulrich foi e é uma mulher de liderança, e de como faz sentido aprender sempre. Como? "Leyam." E a entrevista com a Ana Paula Santos estará aqui, daqui a uns dias.

Ao GS "perguntei" as razões que o levam a dizer que é assim e assado? Nas suas "sentenças" não as encontro. E eu quero saber as razões. Ponho de lado. Há muito tempo que para mim a era do "tem que se", passou à vida. Mas percebo o seu sucesso e o "viver melhor" que traz. Já calculava, mas eu ponho o olho em tudo, e penso mesmo que todas as coisas têm o seu valor. Até o diabo (mas esta agora é para um livro, e não para um post; gostava de escrever um livro chamado "venha o diabo e escolha"). É como o que penso de Paulo Coelho - que podem ler aqui http://100mim.wordpress.com/2011/07/19/paulo-coelho-porque-sera-que-sera-codigo-da-vinci-saramagotom-hanks-e-os-outros/ . Entra aqui a questão da venda de livros. Aqueles tops de vendas são bem pensados. Um livro lidera as vendas, então eu vou comprar. E as vendas vão aumentando. Percebem? Não que seja sempre assim, mas....

Maria Ulrich hoje porquê? Porque termino este "post" com uma mulher que é um exemplo na área empresarial desde há 17 anos, ao criar a sua empresa, a APS, as iniciais dela: Ana Paula Santos. Contou-me um Projecto que se concretiza em meados de Outubro e que está carrregado de razões para ser conhecido. Ainda há quem pense que Portugal é Lisboa! A APS tem a base em Leiria. Mas ia eu em Maria Ulrich, uma autência pioneira da educação no nosso país e que nos explica que sem autoridade não se vai longe (podem ler o livro que escrevi, em co-autoria, sobre ela no centenário do seu nascimento http://www.fnac.pt/Encontro-com-Maria-Ulrich-no-Seculo-XXI-PINHEIRO-MARIA-DE-FATIMA-VIZE/a283039). A criança é um tesouro de perguntas a gritar por respostas. O mal do humano que cresce é que as esquece, e se põe a fazer ao calhas. É fazer e "prontos". Houve quem percebesse a fome de saber e de formação "escondida" em cada pessoa, e se tenha posto a oferecer "mando" a "desmando"; hoje não há cão, gato e piriquito que não seja "formador". Eu estou a generalizar, eu sei. Mas é para se ver melhor! - diria o lobo ao capuchinho vermelho. Há, este campo, muitos progressos. A APS é um deles.

O Best About People Leadership® - o que destaco da APS para o mês de Outubro http://www.apsconsultores.pt/wp-content/uploads/bap_planificado_v4.pdf. - tem por base métodos ativos, como o "learning by doing", combinando o "coaching" com formação teórica e situações práticas. As atividades realizadas são orientadas para a consecução de objetivos específicos. Os conceitos são desenvolvidos e apreendidos durante as práticas, seguidos de avaliação da performance dos participantes, de forma a acompanhar a sua evolução e o seu desenvolvimento ao longo do programa. Haverá "outdoor training" e testemunhos na primeira pessoa:

10 | outubro – Engº Mira Amaral, Presidente do Banco BIC - “A contribuição da experiência profissional e política para a liderança empresarial”,.

11 | outubro – Dr. José Bancaleiro, Managing Partner da Stanton Chase - “Procuram-se líderes para futuro compromisso”,.

17 | outubro - Dr. António Seiça Gonçalves, CEO do Grupo Bernardino Gomes | Hotéis Real - “A alma é o segredo do negócio”,.


Arrisca-te a vir "fazer" pessoalmente, não em "série"! Aqui: http://www.apsconsultores.pt/wp-content/uploads/bap_planificado_v4.pdf.

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"Cristo" de Antonello, da net

Cada ano apagamos pelo menos uma vela. Eu acendo muitas,embora não seja mulher de muitas ceras. Ceras só "búfalo" ou marca branca. E gosto de esfregar o chão. À vela da seta do tempo de cada um, prefiro chamar labareda. E não a apago, acendo-a. Atiço-a. Vai sendo por isso cada vez mais e mais simples de "a pagar", porque o fôlego necessário e adequado aumenta. Sei que a vida não é cor de rosa (se estivesse a falar do Governo seria verdade; mas em breve não...). A vida é vermelha porque feita de sangue. Não preciso de dar exemplos pois não? É simples. Procurar razões que me façam dizer se o copo está meio vazio ou meio cheio. Pedir ajuda. Claro que posso dizer que não há copo. Hoje, que se acendeu em mim mais uma labareda é para dizer que levo e dou estalos. E falo da Teresa, de António Lobo Antunes e de Herberto Helder. Um dia encontrei por acaso o jornalista Daniel Oliveira. A certa altura disse-me que era filho dele. Sem querer comentei : "não parece nada". "Gostava tanto de entrevistar o seu pai!" Recebi um redondo e seco "não". "Nem pense!" É que nem pensar! Cada estalo é uma festinha.

Cá e lá fora, em cada um de nós a carne é implacável. E cruzamo-nos. E amamos. Ou matamos. Por vezes apenas num olhar. Cada ano que passa para que serve? E não preciso de muito tempo para arregaçar as mangas do dia. Pareçe vira o disco e toca o mesmo, mas não. Um amigo meu - filósofo de verdade - dizia-me há semanas que a negatividade que enfrentava neste momento da sua vida o obrigou a apagar todas as outras negatividades. O que quer dizer que cada dia - o tempo - é uma oportunidade, um "take" que faz rodar outra vez, noutra perspectiva . " Acção!" Que obriga - posso sempre dizer "não" - a um "take" melhor para o fime se tornar naquilo que quero mesmo. E para quando se ouvir o "corta" à medida - o qual vem sempre inesperado - seja um "corte" que prolongue o fime no " the end" que ninguém de nós, que por cá anda, ultrapassou. Tarkovsky mostrou isto tão bem - aqui http://youtu.be/quoWpNljHRU?list=PLWvDlkE5aLvS5NGsjILCMpmt3_-qLg3vI.

A liberdade é um santuário. Mas a amizade verdadeira que recebo e dou é a que se antecipa a dar o que o outro precisa. Dizer: não vês o copo? Às vezes é à estalada, à auto-estalada também. Uma doce violência que é uma festinha gulosa. E lembro-me de Lobo Antunes e Herberto Helder. Podiam ter sido tantos. A Teresa, por exemplo, que agora foi para a escola e que me acendeu a primeira labareda.

Lobo Antunes
Um dia azucrinei-o na FLAD. Convidaram-me para ir ouvi-lo. Chegou a altura dos olhos, do olhar e do tocar. Foi no jardim. Tive então a certeza de estar diante de um homem que sabe até onde quer ir. Sabe pôr e tirar a "máscara" muito bem, quando lhe apetece e quando quer. Dotado de uma inteligência fabulosa sabe mais do que diz, e sabe que sabe que não diz tudo o que sabe. E isto, diante da angustiante e famosa folha branca, às vezes não tão branca como a pintam. Perguntei se o abismo de que falou na conferência era para saltar. Ele responde em silêncio com os olhos fixos em mim, e em quem me acompanhava, "mas quem são vocês?!" É que nós não lhe pedimos o autógrafo, ficamos para o fim, só para estar com ele. Só se pode saltar, disse eu, na certeza de que há uma mão que nos vai agarrar. Tal como no Hospital. O eu e o touro não estão totalmente sozinhos...

Não é preciso enrolar tanto, disse a certa altura, precisamos de ser "mais" crianças. Da simplicidade rápida e inteligente. De olhos impressionados - uma expressão da qual ele fez, aliás, um pequeno e certeiro exercício fenomenológico. O que mostra que o tempo pode ser um instante. Como cada cigarro que fumava enquanto falava, enquanto mostrava e escondia o olhar. É um touro de raça. Como um bom livro. A literatura - a vida - é afinal uma bela tourada.

Herberto Helder
Poesia não é quando um homem quer. Sim, nessa "carne" há mais, muito mais que o constitucional poético. Da minha parte li-te, reli-te, já fui à leitaria da Trindade mil vezes, e nada. A vida é simples, eu sei. E exige, por isso luta, certo. Dou sempre quase tudo. Nunca é demais. Por isso tenho a certeza que "vou por ai", embalada num cântico cheio de luz, que não é meu: é régio e não é "negro".

Pode o nosso grande poeta recusar-se a presentear-nos com uma conversa? (não me rala de públicos; como diz o Manoel de Oliveira, "públicos, só os urinóis"). Tanto pode que não dá. No outro Verão, numa capa de uma revista dos nossos jornais lá vinha o nosso Helder. "Uau, conseguiram!", pensei. Não. Era um artigo acerca do homem que se recusa - e com a sua liberdade - a dizer-nos mais do que aquilo que diz na sua poesia. Partilhará com os seus, e longe de mim achar que se pode invadir tal querida privacidade. E "não dará" nenhuma entrevista. "Então mato-me!", alguém terá dito. "Que se mate", terá comentado.

A poesia não é a resposta, mas também faz parte do jogo. Por isso eu acho que quem a faz como ninguém, hoje, tem o dever de nos dar uma prosa política, hoje. Dar tudo nunca é de mais. "Para que serve a vida se não for para ser dada?" (Paul Claudel). Espero que me leias, e se pensares "vai dar uma volta", acredita que vou, e feliz. Desiludida? Não. Só uma coisa me desilude. Mas essa não ta digo; em público, claro.

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imagem da net

É um exercício que por vezes faço. É muito bom, aprendo muitas coisas: comparar as primeiras páginas dos jornais. Hoje é evidente um linha editorial que se destaca por ser a única a por na capa palavras que valem ouro. Parabéns. Do que interessa uma jornalista que se faz stripper ou prostituta se há mais no céu e na terra do que nessa coisinha que não interessa nem ao menino Jesus. Mas é muito bonita. A rapariga. Por isso claro que interessa ao Menino Jesus. Por outras razões.

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Luis Filipe Menezes, da net

Este blogue tem um audiência modesta. E devo dizer que há dias que me surprendem, pela positiva. E, para quem não me conhece, devo dizer que escrevo porque gosto muito e no sentido de construir. Isto mesmo quando às vezes parece brincadeira.

E também devo dizer que me aconteceu uma coisa inédita: no dia 20, o meu post acerca de Luis Filipe Menezes teve 0 visitas. Acabei de visitar as estatísticas. Talvez seja porque o tema é demasiado desinteressante.

Agora vou ali e já venho. Tenho uma peçinha que vou deixar da parte da tarde sobre o Jornal I. Até já.

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Nuno Crato, imagem tirada da net

"Desculpa" parece ser a palavra mais difícil, canta Elton John http://youtu.be/c3nScN89Klo. Tracy Chapman, Brian Adam cantam parecidas. E há mais. Isto hoje porquê? Não estou a brincar. Pedir desculpa é o melhor que há, o mais simples. Por isso é que Elton John dirá "seems". "Desculpa" é uma palavra simples? Sim. E do mais banal. É uma palavra boa, que cura, resolve o conflito; é uma espécie de arregaça mangas para andar em frente, sem que nada fique escondido debaixo do tapete. A relação reganha a confiança e há condições para que uma determinada situação se venha a reparar. Isto hoje porquê? Duas desculpas, uma atrás da outra. Pede desculpa quem tem culpa. Onde está a culpa e quem é o culpado? Há duas desculpas na ribalta. As desculpas vêm de um ministro e de uma ministra. No primeiro caso parece que afinal o culpado não era ele. Isto porque quem foi corrido foi o director geral. Então quem devia pedir desculpa não era Nuno crato. Com a Ministra da Justiça, se ela afirma que o problema não é assim tão grave, então do que se pede desculpa? Não é seguramente daquele género em que se quer, por exemplo, passar à frente de alguém e se diz, por cortesia "desculpe", "obrigada". Então o que é? A resposta é simples.

Ridículo é o facto de Crato entender e afirmar o seu gesto como de pioneirismo ou heroísmo governamental. O que era preciso é que viessem mais desculpas, mesmo. Outras desculpas parecidas. De culpas diárias que minam a justiça e a verdade da vida das pessoas que precisam do nobre "bem comum". Contem-se carros, contem-se assessores, contem-se excepções e regalias, contem-se viagens públicas inúteis, prolongadas e não por razões de estado, contem-se os subsídios de cruz e de favores, contem-se os trabalhos kafkianos de tarimbas de alcapa, de uma duplicação inútil (apenas para justificar o cargo e queimar o tempo), e por aí adiante. Mas páro. A balança não é minha. O que posso fazer é pedir desculpa por já ter andado a fazer coisas parecidas. A única coisa que posso fazer é ser livre de o afirmar. E é muito simples, garanto. Mas o que está feito estará feito, como diz o povo? É que nem pensar. O passo a seguir ao que está feito só faz sentido se for para ser a sério.Nem sempre que se faz asneira se reconheçe que se fez. Basta ser homem para reconhecer o que se fez, e ser homem será assim tão difícil? Se eu estou atenta ao que faço, ao tomar consciência do que vou fazendo, é muito simples: vou ter com a pessoa e peço desculpa. Haverá coisa mais simples? A vida é simples, nós é que nem sempre o sabemos ser.

"O que hei-de fazer quando o raio me atingir? O que tenho eu que fazer para que me queiras? O que farei eu para ser ouvido? O que direi eu quando está tudo acabado e 'desculpa' parece ser a palavra mais difícil? É triste (tão triste) tão triste, uma triste, triste situação. E está a tornar-se mais e mais absurda. É triste (tão triste) tão triste." (Elton John). Será? Deus escreve direito por linhas tortas, e a história destes pelouros ainda não acabou. O ano lectivo já começou. O judicial também. Querer é poder. Não é com desculpas que se "vai lá". Eu sei que da política muitos fogem, ficam nos seus cantos. Mas quem se mete nela ou é para "tacho" ou é para o "bem comum". É mesmo uma vocação. E? Cortem no que devem. E por razões de estado. É mais simples do que parece: é cortar a direito, correndo o risco de se ser politicamente incorrecto.

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20
Set14

Luis Filipe Menezes,ai, ai!

por Fátima Pinheiro
esta é de luxo, da net

E pronto! Mais um a ficar "manchado". Casas de luxo. Se não for a mãe da frente, é o filho lá de trás. Bom fim de semana. Se possível. Com ou sem luxo. Mas era melhor uma definição de casa de luxo. Eu acho que sei. Mas "just in case"...

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