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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


 

 

  A vida é um espaço de encontro/TM Rasante

 

E para terminar os meus posts sobre o Meeting de Lisboa 2015, deixo o registo da conversa com um dos responsáveis, o André Pina. A conversa teve lugar na sessão inaugural, na sexta-feira passada, que abriu com chave de ouro: Paul Bhatti, ex-ministro da Harmonia Nacional do Paquistão. Após  o assassinato do seu irmão, Paul, médico, é agora um activista pelo diálogo inter-religioso no Paquistão. Apesar de viver sob ameaça de morte, Bhatti  tem uma presença imponente, corajosa, e de uma paz sorridente e desarmante. Foi ele que deu o mote a este evento cultural, que marcou presença no CCB.

 

Elvira Fortunato, Henrique Leitão, Afonso Reis Cabral, como aqui já referi, encerraram a noite, rasantes.

 

 

 

 

 

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 Miguel Araújo, ontem no encerramento do Meeting/ TM rasante

 

Miguel Araújo, um dos membros fundadores do grupo "Os Azeitonas", deu ontem o toque final do Meeting de Lisboa 2015. Fê-lo com um olhar e uma presença onde "há qualquer coisa" . O seu recente album a solo "Crónicas da Cidade Grande" é qualquer coisa! Obrigatório. Fala de mim, como poucos. Fala de todos, ao cantar a vida de um homem, o José Santos, um homem "normal", com uma vida que termina na "Valsa Redonda" , última música do album.

 

Trocamos algumas palavras no final da sua intervenção no painel conclusivo do Meeting. Registei-as e gravei-as num lugar dentro de mim. Um olhar que ganhei. E é isto que, não sei por que feitiço, nos vai dando sempre novo alento.

 

Foi um encontro, que afinal é o que este evento cultural pretende ser: um espaço de encontro. Verifiquei-o neste seu olhar cantante, que sabe que a felicidade é um dever, é uma coisa que dá muito trabalho, com o gozo de ter sempre a mão na massa. O Norte tem uma pronúncia e um olhar onde "ele há qualquer coisa"...

 

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 ontem à noite /TM rasante                                      Miguel Araújo/ Imagem da net

 

aqui dei notícia do Meeting de Lisboa 2015, a decorrer na tenda do CCB e que termina hoje. O  tema: "Se a felicidade não existe, então o que é a  vida ?" “São histórias de homens e mulheres que vivem na certeza da felicidade que queremos propor no Meeting Lisboa, através de exposições, encontros, concertos e espaços de convívio” resume a Associação Cultural Meeting Lisboa (ACML) promotora da iniciativa.  "É que há qualquer coisa", é o que vai "cantar" Miguel Araújo - o dos Azeitonas - na conferência de encerramento às 16h. Vou a correr, a hora mudou.

 

Ontem à noite, Elvira Fortunato, Henrique Leitão e Afonso Reis Cabral testemunharam que os Prémios que receberam são partilhados e que ajudam, incentivam, e são uma coisa boa que aumenta exposição e responsabilidade, mas estão noutro registo, que não é o da felicidade. A felicidade existe sim, mas não é efémera. Um prémio não enche o "coração". É uma alegria momentânea. A vida? Uma pergunta encarnada que nos toca. 

 

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28
Mar15

imagem da net/ aquela poderosa estátua em frente ao Hotel Regina, em Paris

 

O copiloto que fez despenhar o voo da Germanwings, levando consigo mais 149 pessoas, estava a receber acompanhamento psiquiátrico até ao dia antes do acidente. Digam o que disserem, que a namorada o deixou, que isto e aquilo, isto que aconteceu tem a ver comigo. Estamos todos na mesma rede. Um gesto meu, uma demissão minha, uma falta de cuidado ao que vive comigo, ao meu vizinho, seja a quem for; à cara que não olho, à mão que não estendo, ao abraço que adio, e mais e mais, dá em curto circuito. Ou isto é tudo para não ser levado a sério?

 

Ando aqui para enganar as horas? Para me enganar a mim mesma, ou quê? Porque é que não desisto Já?

 

Anteontem na Apresentação do livro "Rasante" pelo Henrique leitão, agradeci-lhe o que disse e terminei com palavras de Oliveira, proferidas no CCB na presença de Bento XVI, falando em nome do mundo da Cultura: “os seres humanos caminham na esperança, apesar de todos os negativismos. Como diz o padre António Vieira: ‘terrível palavra é o Non, por qualquer lado que o tomeis é sempre Non...’,  terminando por lembrar que o Non tira a Esperança que é a última coisa que a natureza deixou ao homem.”

 

Quanto ao livro, já o deitei fora. Foi-me apresentado anteonteontem , a mim; dei um passo "dentro" do mais íntimo do meu íntimo  e levantei voo. E os que matamos? Espero que também.

 

 

 

 

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27
Mar15

 

 

Eduardo Franco, um dos organizadores do 100 Orpheu Congresso Internacional 2015, conta aqui ao Rasante em seis minutos, o que dele se pretende. Decorre na Fundação Calouste Gulbenkian e no Centro Culural de Belém, desde 4ª feira. Termina amanhã a viabilizar uma reflexão, para quem ainda não desistiu desse trabalho.

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27
Mar15

 

o meu TM é...TU SABES!

 

Não mudo uma vírgula...

 

http://rasante.blogs.sapo.pt/daniel-oliveira-disse-me-sou-filho-do-33513

 

Herberto Helder é, entre os poetas vivos, topo. Contudo, não dá a cara. Para ele, dar a cara é escrever o que escreve. Mas poderá alguém considerar-se dono da sua poesia? Como poeta, saberá isto melhor que eu. Ou será ele um espírito? Então ele, para quem a palavra “carne” diz tudo! É só ler a sua poesia. Os leitores, que como eu o admiram e lhe compram os livros de edição limitada, a um preço complexo, terão alguns direitos. Não desistirei de o entrevistar. Só se morrer primeiro que ele. E se "não sou digna de entrar em sua morada", seja ao menos entrevistado por um jornalista de carteira. Eu sei, a cultura "dá pouco". Os jornais não a consideram dama de primeira página. E se o fazem é "assim" em letra pequenina que é para aparentar que "aqui" tratamos de tudo, até de cultura! Ou então são do género de porem na capa outras damas, em grande e a mostrar o melhor dos seus argumentos. Eu cá prefiro não ir ao engano! Mas voltando à vaca quente, gostaria de uma entrevista minha, porque tenho as minhas perguntas. Ainda bem que tenho uma pinta de paciente, a ciência da Paz.

Evocando outros poetas que estimo. A maior sofisticação está na maior simplicidade, não é Sophia? Que o coração não é para adiar, sim António! Que a vida se vai comendo como os gomos de uma laranja, em metáfora, pois é Nuno! E que o amor... vou buscar os sonetos do William, ou não saio de "casa" e pego no Luís. Mas já que falo de Camões, experimento que o que é bom "arde e vê-se", não fosse o nosso sangue bater "contra a carne", não é Herberto? E por falar de ti, quando é que, com os teus olhos de prosas - que nos sonegas - nos dizes o que achas disto tudo? Do nosso hoje; do que gira em Portugal. Do PS “renovado”, ou da reedição do Sócrates, ou do "António Costa representa o pior de Sócrates", como glosou ontem Nuno Melo à Rádio Renascença, sei lá. Ou Passos Coelho, que dele só se aponta o "lado B". Todos temos as nossas quedas, ou não? Destas e de outras coisas podias falar, dizer o que pensas? Carne contra carne. Retórica sim, essa devia ser privada. Não precisamos de “poesia” barata. A política e os comentários são para fazer com caixa alta. E quem escreve "assim" Poesia....

Sim, nessa "carne" há mais que o constitucional poético. Da minha parte li-te, reli-te, já fui à leitaria da Trindade – onde dizem que vais - mil vezes, e nada. Pode o nosso grande poeta recusar-se a presentear-nos com uma conversa? Um dia, a capa de uma revista era o nosso Helder. "Uau, conseguiram!", pensei. Não. Era um artigo acerca do homem que se recusa a dizer-nos mais do que aquilo que diz na sua poesia. Partilhará com os seus e "não dará" nenhuma entrevista. "Então mato-me!", alguém terá dito. "Que se mate", terá Herberto comentado.

Mas eu quero. Porque nos poemas que fazes, todos ensanguentados, são tarantinos de sombra e luz "contra a carne". A minha também. Abrem caminhos, canais, portas, janelas, rios - e eu também tenho o direito de aí querer correr fora do papel. Cara a cara. Para todos.

Prende-se isto ao que se entende pelo labor ou paixão de escrever. Ninguém escreve só para si. A folha em branco é a cara do "outro" que do outro lado, ou dentro de nós, espera palavras prometidas. Anseia por humanidade. E eu quero uma vida humana, onde o orçamento conta, seguramente, mas não é tudo. A poesia não é a resposta, mas também faz parte do jogo. Por isso eu acho que quem a faz como ninguém, hoje, tem o dever de nos dar uma prosa política, hoje. A arte tem uma dimensão e uma força anímica universais que não escapam a uma inscrição “carnal” na História. E hoje esta faz-se, constrói-se, com outros meios, estando nós mais longe e mais perto uns dos outros. Meu caro, quer queiras quer não, estás na tourada.

Espero que me leias, e se pensares "vai dar uma volta", acredita que vou, e feliz. Desiludida? Não. Só uma coisa me desilude. Mas essa não ta digo; em público, claro. E para começar diz-me: “porque foges tanto?” E "para que serve a vida se não for para ser dada?" (Paul Claudel). Quando quiseres dou-te o meu telemóvel. Pede-o ao teu filho e convida-me para um café.

 

 

 

 

 

 

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Henrique de Sousa Leitão, ontem na livraria FNAC CHIADO

 

O Meeting de Lisboa 2015 tem como tema: "Se a felicidade não existe, então o que é a a vida ?" “São histórias de homens e mulheres que vivem na certeza da felicidade que queremos propor no Meeting Lisboa, através de exposições, encontros, concertos e espaços de convívio” resume a Associação Cultural Meeting Lisboa (ACML) promotora da iniciativa, que decorre na tenda do Centro Cultural de Belém desde hoje até domingo. O Pe Vaz Pinto disse-me há dias aqui que é um disparate procurar a felicidade; a felicidade existe mas é um subproduto. Boa imagem para dizer que a vida é feita de momentos mais ou menos "felizes" - quem não os tem? - e que é através da construção que cada um de nós lança de si que "ela" acontece, permanece e enche o coração, até nas horas em que somos aparentemente esmagados, de forma dramática, por vezes até trágica.

 

Paul Bhatti, antigo ministro das Minorias Religiosas do Paquistão, hoje às 19h30, profere uma conferência intitulada "grande para amar, forte para lutar". O encontro inaugural vai contar ainda com a participação do padre David Sampaio, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre em Portugal, e moderação de Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença. Destaco para amanhã “A vida não é um prémio”, a partir das 21h30, que terá como intervenientes Henrique Leitão (na imagem), prémio Pessoa 2014; Afonso Reis Cabral, prémio Leya 2014; e a cientista Elvira Fortunato, prémio 2008 European Research Council na área da engenharia.

 

Um evento aberto a todos, cuja primeira edição, na arena do Campo Pequeno, teve como tema, "Sejam realistas, peçam o impossível". O Meeting Lisboa tem como objetivo “criar espaços de diálogo entre pessoas de culturas, tradições e credos diferentes” e nasceu da experiência cristã de pessoas ligadas ao movimento católico Comunhão e Libertação.

 

 

 

 

 

 

 

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 Já dei os murros na mesa. Porra, porra, porra.

 

http://expresso.sapo.pt/herberto-helder-tens-trancas-no-coracao=f856387#ixzz3VLBl2co1

 

http://expresso.sapo.pt/herberto-helder-escolheu-ha-muito-a-pistola-a-special-one=f811868#ixzz3VLCJeI4T

 

http://expresso.sapo.pt/herberto-helder-entro-no-teu-orcamento=f798578#ixzz3VLAyn839

 

Desculpa Daniel. 

 

Mas isto não acaba aqui. Quando o final não é feliz, é porque não é ainda o final. disseram-me e eu acredito.

 

 

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24
Mar15

Roubaram-me e gostei!

por Fátima Pinheiro

 Agora passei a andar de avião/ TM rasante

 

"Rasante",  roubaram-me de caras numa garagem de automóveis. Gostei. Mas foi o carro. Agora ando de avião.  E a mim, sei eu bem quem me quer roubar, mas não quero dizer. Agora, hoje só quero aqui deixar um post do livro "Rasante" (Chiado editora"), que é apresentado na 5ª feira, na FNAC CHIADO às 19 e 30h. Foi escrito faz a 25 de Março 1 ano. Se gostarem apareçam na livraria...

 

 «Foi engraçada a minha estreia aqui, no expresso online. Faz hoje um ano. O carro não pegou nesse dia, tive que pegar um táxi para chegar, na hora combinada, à sede da Impresa. Detesto chegar atrasada. O primeiro post publicado em vez de sair cedo, como inicialmente previra, saiu ao meio dia em ponto. Regresso depois ao local onde tinha deixado ficar o carro. O reboque veio e tive que pagar uma pipa de massa pelo arranjo. Pensei: isto promete! 25 de Março de 2014, um dia igual aos outros, mas novo. Branco no branco. Porque o preto é ilusão. Um ano de “Luz e Lata”. 365 dias de “vale a pena se alma não é pequena”. Como não sei o tamanho da minha, faço memória de um “sim” que fez e faz História. A Igreja que frequento celebra hoje a Festa da Anunciação do Anjo a Maria, ao mostrar o modo de viver daquela rapariga. Lembra assim para que serve afinal a vida. E faz a prova - e leva a provar - que o “impossível”, naquilo que significa, é apenas uma palavra mas também uma realidade da qual desconhecemos os contornos. Vivemos na base do que consideramos serem possibilidades. E fazemo-lo por razões que conhecemos e desconhecemos. Invocando Deus, diz um texto do livro mais lido do mundo: ao olhar o universo e tudo que ele contem, o que é o homem para que Vos lembreis dele? (Salmo 8). 

 

Paul Claudel, que aqui referi, di-lo de outra forma: “para que serve a vida se não for para ser dada?” (in Anúncio a Maria). Desde o dia 25 de Março de 2013 até hoje, foi um tempo em que atravessei o útil e o inútil. Postei e des-postei. Na certeza de que nada é possível sem o impossível, o de uma Luz que sei e não sei. Um tempo em que certezas foram avesso de dúvidas e vice-versa. Um tempo em que o “tactear” ocupou mais espaço do que o do tiro no alvo. Parece um balanço, e se calhar é. E serve para dizer que a Lata morre solteira, e que a Luz é o horizonte sempre presente a conquistar em liberdade. Ela tinha 15 anos e esperava desde pequena um Gozo que lhe matasse a sede toda. No imprevisto de uma impossibilidade pressentida, a sua barriga começou a oferecer um Pão menino. José, seu noivo, quis sair de cena. Não porque não confiasse na noiva, mas porque considerou não ter pinta suficiente para tal mistério. O Verbo a fazer-se carne; ele, um simples carpinteiro sem pregos nem martelo à altura. Mas o Anjo foi mais teimoso. Era meio-dia. Ela disse que sim, e José não soube dizer que não, apesar de se sentir indigno para tal aventura. No dizer de T. S. Eliot: nesse dado momento do tempo, o tempo aconteceu. Até ao osso, digo eu. E comemoro hoje esse “sim” que me con-voca a liberdade. Olhar essa “cena” é experimentar a impotência de nada perceber, a não ser que é verdade. É verdade porque me corresponde, embora nem sempre comigo coincida. “Caçador” de mim é o que me experimento. Não mando na vida. Não a faço, simplesmente a aceito e a vou criando à minha maneira. Ela, a vida, amou-me primeiro, numa anunciação que me fez ser empurrada do ventre da minha mãe. Chorei como todos os bebés. Não sei onde me leva este anúncio, mas é com ele que me entendo e é com ele que nunca mais chorei da mesma maneira. Não nado em dinheiro, mas até gostei de ter pago aquela pipa de massa que tive que pagar há um ano. E mais foi, porque quando os homens das garagens vêem que é mulher, acham que somos umas nabas, e dizem que o problema do meu carro é muito grave. Eu deixei que ganhassem. Não são eles nem o Expresso que me pagam. É o olho da “rua”.

 

(Fátima Pinheiro, "RASANTE", Chiado Editora, 2014)

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PRESS RELEASE:

 "Rasante", diz tudo. Sem meias tintas, Fátima Pinheiro, filósofa e bloguer, escreve sobre política, arte, igreja, cultura, gastronomia, amor, cinema (de Tarantino a Oliveira) e a vida em geral. Um ano de crónicas diárias no Expresso on line, mais de 300 escritos matinais, sobre tudo e todos. 


"Obrigada, Fátima! - estes pequenos textos, com a sua energia renovável, conseguem evitar os lugares comuns do discurso político que tantas vezes polui o nosso ambiente de palavras", convida José Manuel Durão Barroso, na contracapa. "Não pretendo influenciar ninguém, a não ser a mim mesma", desafia a autora.

Fátima Pinheiro aprendeu e lecionou na Católica, viveu e trabalhou entre Luanda, Washington e Moscovo, E organiza conferências, sob o título Conhaque-Philo. Na última, juntou o selecionador nacional, Fernando Santos, e o Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente. Não perca!

 

Um amigo - que sabe que sou comunicativa por natureza - falou-me na possibilidade de criar um blogue. Comecei por achar que era uma tarefa impossível, até porque não sou muito dada a tecnologias e não sabia como começar tal “coisa”; mas a certa altura resolvi arriscar, e “atirei-me” a essa aventura. Na altura vivia uma circunstância pessoal difícil, e vi este desafio como uma oportunidade de me abrir à vida e aos outros, em vez de me fechar na minha própria dificuldade.

Tomei como fonte de inspiração uma grande figura da nossa cultura, de quem gosto e que admiro muito, o cineasta Manoel de Oliveira. Alguns dos seus filmes foram marcantes na minha vida, e por isso decidi dedicar-lhe a minha entrada na blogosfera. Daí ter escolhido como primeira imagem do meu blogue a estátua de Joana d’Arc que se pode encontrar em Paris e que surge precisamente no filme de Oliveira “Belle Toujours”.

De certo modo posso dizer que tudo o que escrevo tem no olhar o modo como Oliveira olha para a vida, portanto nesse sentido este conjunto de crónicas é um pouco “o filme da minha vida”.

Tal como dizia Camus, quem escreve deseja ser lido, não há escrita exclusivamente para si próprio, e portanto estes meus textos são também isso: reflectem a necessidade e o gosto de chegar aos outros, de comunicar, de dar um pouco de mim, das minhas alegrias e das minhas tristezas, da minha forma de pensar e de sentir a vida – e, claro, de receber em troca o feedback de quem me lê.

O ritmo de escrita de um blogue como este é o ritmo quotidiano, por isso estes textos estão marcados pelos acontecimentos diários do nosso país, do mundo, e pelo modo como eles atravessaram a minha vida.

Há poucos anos publiquei um livro a quatro mãos, com uma amiga minha, a Maria do Rosário Lupi Bello, sobre uma outra grande figura da nossa cultura, a pedagoga Maria Ulrich, de quem aprendi que na vida tudo interessa, não há nada desprezível, que não mereça o nosso olhar e o nosso juízo. Também este aspecto me norteou sempre na construção dos meus textos: o desejo de olhar tudo o que acontece com curiosidade e vontade de compreender.

 

 

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