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A Europa como nunca a viu

por Fátima Pinheiro, em 29.10.15

 

Carlos do Carmo, imagem tirada da net

 

Pois é. A Europa, tema central mas até agora mais ou menos exclusivo para académicos, saltou para o meio da praça com o acordo de esquerda que aí vem.

Se podemos ter um Governo apoiado pelos comunistas e bloquistas que nos querem fora do euro, como vamos ficar na Europa?

E que Europa é esta que nos exige o que não conseguimos dar? E que Europa é esta onde uns acolhem e outros expulsam refugiados? E que Europa é esta onde todos sonham vir parar mas onde o sonho parece estar a ruir? Que Europa é esta, onde os velhos direitos se vêem gregos para conviver com o novo (velho?) capitalismo  emergente? Que Europa é esta?

Provocador e desafiante, o Conhaque-Philo, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro que convida gente a conversar, com café, um vinho ou mesmo um conhaque,  vai juntar políticos, jornalistas, economistas, artistas e quem mais vier. Para debater a Europa.

É na Casa Museu Medeiros e Almeida, Rua Mouzinho da Silveira, em Lisboa. Entre 3 de Novembro e 22 de Dezembro, uma vez por semana, «A Europa somos nós».

Só para abrir o apetite: começa com Eduardo Lourenço e José Manuel Fernandes, já no dia 3, a responderem à pergunta: «Europa: Observas-te a ti mesma?». E acaba a 22 de Dezembro, com Jorge Silva Melo e Aura Miguel a questionarem se no mapa europeu «Há mais vida para além do cenário».

Não resista. Vão lá estar o João Botelho, a Sofia Areal, o João Soares, o Pe Pedro Quintela, o José Milhazes, a Raquel Abecasis, a Aura Miguel, o Francisco Sarsfield Cabral, o João César das Neves, o Luís Osório e o Carlos do Carmo.

Desafiante e provocador! A Europa somos nós.

 

Programa em detalhe:

Conhaque-Philo 2015 - A EUROPA SOMOS NÓS

 A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolhe o CONHAQUE-PHILO 2015, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro https://www.facebook.com/pages/Conhaque-Philo/520931661373616?fref=ts . Durante sete sessões semanais (3, 11, 17, 25 Novembro/ 1, 8 e 15 de Dezembro, das 21.30 às 23h - ENTRADA LIVRE – R.Mouzinho da Silveira,6,Lx) o tema é “A Europa somos nós”.

Facebook: https://www.facebook.com/casa.museu.medeiros.e.almeida

Website: www.www.casa-museumdeirosealmeida.pt

Uma conversa informal, provocadora e desafiante entre quem desafia e todos os que quiserem assistir e ser desafiados. A Sala do Lago da Casa-Museu transforma-se num espaço descontraído, onde se bebe um café, um vinho... ou mesmo conhaque.

 

3 Novembro

Europa: Observas-te a ti mesma?

Eduardo Lourenço/ José Manuel Fernandes

 

11 Novembro (4ª feira)

Que Vale, a Europa?

José Ribeiro e Castro/Raquel Abecasis/ Pe Pedro Quintela

 

17 Novembro

A juventude da velha europa

Francisco Sarsfield Cabral/João Luís César das Neves

 

25 Novembro (4ª feira)

As virtudes do desassossego

João Botelho/Sofia Areal

 

1 Dezembro

 Onde acaba a Europa?

José Milhazes/ João Soares

 

8 Dezembro

Se deixasses de ser minha?

Luís Osório/Carlos do Carmo

 

22 Dezembro

 Há mais vida para além do cenário?

Aura Miguel/Jorge Silva Melo* (*a confirmar)

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As "Confissões" de Jorge Silva Melo

por Fátima Pinheiro, em 22.10.15

imagem tirada da net

 

Eu tento ser católico, apostólico, romano, disse ontem o encenador na Capela do Rato. Não são "Confissões" a uma nossa e querida Maria João Avillez, que conduz o ciclo de Conversas com o título "Deus", e vai trazer Marcelo, Maria de Belém, Fernando Santos e outros. O Pe Tolentino Mendonça (que acaba de receber mais um prémio literário, desta vez italiano) abriu com chave de ouro esta sua iniciativa. Jorge foi um crisóstomo para aquela sala cheia, que também tem muito que falar, sob o olhar de uma estátua de uma Nossa Senhora linda, num fundo laranja e azul, que prende e solta. O que confessou este homem que se apaixonou bem cedo por Deus? Como S.Agostinho, confessou aos homens a sua experiência de que é preciso gritar bem do fundo de si o desejo de felicidade.

 

Foi a Companhia de Amor e Perdão que o cativou.  É muito melhor "Maria vai com as outras", como é muito melhor "torcer que quebrar" (lembrou o  que o Pe António Vieira disse da superação da matéria). Acho que devia haver o sacramento da Confirmação todos os dias, e não ser limitado a ser uma segunda via do baptismo. Mas no princípio, para ele, está o episódio da Transfiguração, do Monte Tabor, que S. João, que lá estava, é o único dos quatro evangelistas que a ele não faz referência. Homem de teatro, mas que entrou pela porta do cinema (teve João Bénard da Costa como professor, sublinhou), ele transfigura-se em todos os palcos, a partir das 21h,  assistindo ao nascimento de novas criaturas, os actores que "dirige". Teatro e catolicismo nunca se deram muito bem, reconhece. Mas olhe, Jorge  (e agora é a minha fala), olhe que não: uma alegria estampada nos olhos, na face, uma honestidade intelectual invulgar e contangiante, um homem que dá gosto.

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Jorge Silva Melo e Sofia Areal juntos!

por Fátima Pinheiro, em 12.10.15

Jorge Silva Melo/ imagem tirada da net

 Foi só copiar. É hoje às 18h e 30.

 Artistas Unidos - Teatro Da Politécnica

Rua da Escola Politécnica, 54, 1250 Lisboa
 
PARA UM FILME SOBRE A ALEGRIA de Jorge Silva Melo Imagem | José Luís Carvalhosa Assistente de Imagem | Paulo Menezes Som | Armanda Carvalho Montagem | Vítor Alves e Miguel Aguiar Realização | Jorge Silva Melo Melo 
Uma Produção Artistas Unidos

No Teatro da Politécnica a 12 de Outubro às 18h30

«Sofia Areal, pintora, é um caso singularíssimo nas artes portuguesas. A sua pintura é expansiva, aberta, solar, vital, afirmativa (chamou mesmo “Sim!” à sua primeira antológica), ela não recua perante noções como “o belo” ou “a alegria”. “É uma promessa de felicidade?”, perguntei-lhe num dia de filmagens. “Ou é mesmo a felicidade.”, respondeu.
Depois de ter feito alguns filmes sobre artistas mais do que consagrados, nasceu esta vontade de ir filmando os gestos e o fazer de uma artista mais nova do que eu, de lhe filmar a afirmação e as certezas, de filmar o seu “caminho, caminhando.”
O filme (“ Sofia Areal, um filme sobre a felicidade”), começou a ser rodado em 2011, foi interrompido por falta de financiamentos.
Mas a Sofia Areal continua a pintar. E eu quero filmar a sua pintura afirmativa. Que, como ela diz, “é uma questão de sobrevivência.”»

Jorge Silva Melo, Julho, 2015.

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Passos Coelho: grande malandro...

por Fátima Pinheiro, em 08.10.15

 Imagem tirada da net

 

Não sou advogada do diabo, até porque o diabo não tem advogado. Nem sou nada como a Amália, que quando não se queria comprometer com respostas a certas perguntas que lhe faziam dizia "esqueci-me, esqueci-me....", e assim, de facto não tinha esse problema. Vem isto a propósito do tema favorito dos media, política, políticos  e seus podres. Pedro Passos Coelho tem ouvido das boas. Um malandro é o que ele é, e assim...

Atirem-lhe a primeira pedra. Motoristas? Secretárias? Não saber o que se passa em todos cantinhos da "máquina"? E os amigos dele? Do pior.

Atirem. Hoje andam entretetidos com uma ambulância, ou um helicóptero. E coisas assim. E que o Presidente é do "partido dele", como se um Presidente não pudesse ser de um partido. E logo o dele. E que é por essas e por outras.

E ele não fez mesmo nada pelo país neste últimos anos. Nada mesmo! Pergunto: sim ou não? Mas que esquecidos...

E a herança PS? "Esqueci-me, esqueci-me. Bora começar do zero, agora é que é! ".

É preciso dizer "basta!". E fazer a grande política. Até o foram acusar de oportunismo por ter aparecido com a mulher, que estava sem cabelo. Não se faz. Haja respeito pelos outros, sejam eles quem forem. Todos temos a mesma dignidade. Não estará tudo, nem tudo terá sido feito da melhor maneira. Pois é, então atirem-lhe a primeira pedra. 

 

Eu? Ninguém me pagou para dizer isto. Eu valho muito mais do que qualquer cheque. Simplesmente acho que tudo é às vezes uma palhaçada e que nos esquecemos de ser felizes, que é o que todos queremos. Ou não?

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Outro Palhaço

por Fátima Pinheiro, em 04.10.15

Pasolini, numa imagem tirada da net

Ti ride negli occhi la stranezza di un cielo che non è il tuo

(Cesare Pavese)

 

A propósito das eleições e porque abre-se hoje aqui um espaço novo, muito íntimo, segredo que quero um palhaço, a toda a hora, em cada coisa, em casa terra, em cada casa, em cada céu. Palhaçadas é que não.

Como o de Kierkegaard, o do palhaço que, vendo o circo a arder, corre à vila a avisar da iminente chegada, destruidora. Ninguém acredita! Não é ele o palhaço?

Rimo-nos, rimo-nos. E fazêmo-lo cada vez mail alto porque o seu grito é cada vez mais verdadeiro. Os seus olhos espelham a estranheza de uma verdade que não é dele, diria Pavese. A Itália tem tanta coisa boa! Hoje celebra-se o dia do seu patrono,  S.Francisco de Assis.

  

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Aplausos

por Fátima Pinheiro, em 01.10.15

Ana Paula e eu, já não sei onde 

 

Do baú:

 

APLAUDO

 

 

Amanhã

que importa?

Se nunca

meu foste?

 

O tempo devora

 a memória

do que nunca foi.

 

O  que não é

senão

entreter,

ter entre

duas marés.

A perder

a vista…

 

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