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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


30
Nov15

 

 

Audiência do Papa Francisco com o Movimento Comunhão e Libertação na Praça São Pedro no dia 7/03/2015

 

Não invento. São palavras que já Bento XVI usava. Ele, Papa Francisco, também. São palavras retiradas do Evangelho, ditas por Jesus ao enviar os seus amigos para as suas vidas. Hoje, na reta final final da sua ida a África , e com o programa que se sabe, elas revelam-se bem atuais. Francisco tem pinta: salero, samba, pé para qualquer tipo de tango. Tem medo é de mosquitos, ficamos entretanto a saber na sexta-feira passada.

 

Pinta? Sim. Hoje ele corre riscos aos quais se poderia escusar. E eu não sou nada de fazer de quixote. Falo de coisas objectivas. Sei que qualquer pessoa o pode fazer: arriscar. Mas Francisco faz, e é dele que hoje falo. Foco sim as razões pelas quais ele faz. Percebi na carne quando ele olhou para mim há uns meses, na Praça de S.Pedro. Fazer por fazer cansa. Francisco faz porque encontrou um caminho que tem o nome: FELICIDADE. E não descansa enquanto não vir todos felizes. A mim faz. Tudo na vida parte de um encontro.

 

Na fotografia ele está mesmo a olhar para mim. Há uns meses fui a Roma no âmbito de uma peregrinação, e como vejo mal ao longe (Atchim!), furei até ali...Pedi ao meu parceiro do lado: "quando ele passar pode tirar uma fotografia dele a olhar para mim, se ele olhar, claro; pode ser a olhar para si; tamvém serve....". Ainda experimento esse momento: uma positividade, uma docura e uma energia de vitória, assim como um chefe guerreiro. Também me esqueço e vou noutras ondas. Mas isso não interessa nem ao Menino Jesus. O amor é uma decisão a tomar em cada trago, sendo que o que me define não é o meu balançear mas aquela marca, aquela raça que faz de mim um "snoopy" de carne. 

 

Cada dia tem razões  para eu me levantar. Senão é uma "monstruosidade" ou um voluntarismo. Cada dia é uma reta final. O que interessa é ser resistente (disse ele hoje de manhã) e deixar-se atravessar pelo sangue da boa nova. Não tenhamos ilusões nas luzes bruxuleantes deste natal esvaziado, que bem nos quer animar mas não tem potência. Se posent sur ma bouche, mais jamais sur mon coeur.

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 imagens tiradas da net, a da esquerda trata-se de um caso similar ao que refiro; a da direita é o Papa a chegar ao Uganda ontem.

 

A minha leve aproximação a queimaduras é um escaldão na praia. Estou a falar da minha pele. E mesmo assim não é nada do outro mundo. É que sou morena (e por acaso bem gira!),passa depressa. Hoje faz 50 anos que um punhado de religiosos católicos a anglicanos do Uganda foram quemados vivos. Alguns deles torturados antes aqui. Foi para fazer memória deste facto que o Papa Francisco se deslocou a África. 

Sei destas coisas porque ainda há pessoas que as contem. Neste caso a Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença, e a única vaticanista portuguesa. Diz ela que foi por causa da fé que o fizeram. Ninguém lhes tirou a vida, mas sim foram eles que a deram, à semelhança d'Aquele pelo qual o fizeram. 

A jornalista acompanha o Papa, tal como acompanhou João Paulo II e Bento XVI , e desta vez teve o apoio da "minha" Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (que eu dantes pensava que era "quase" só jogos). A fé é de uma atualidade que impressiona, que é excepcional. Imparável, permanente, atravessando séculos de humanidade, que é exaltada através de tanta asneira, de tanto mau senso! Estou a falar da minha pele e dos meus companheiros de Jesus. O Papa jesuíta, já tinha lembrado na missa da manhã em Santa Marta que   a " Igreja é fiel se o seu tesouro é Jesus e não as seguranças do mundo”. Obrigada queridos irmãos ugandeses.

(a Aura Miguel vai estar no Conhaque-Philo 2005, no dia 22 de Dezembro, muito bem acompanhada, para nos contar os pormenores e a Europa, que somos.)

 

 

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27
Nov15

 imagem tirada da net

 

Falo dos Governos. Se é de esquerda ou direita pouco me importa. É conveniente sim um Governo "às direitas". Exige-se competência. Como a um barbeiro, ou a um enfermeiro. Hoje escrevo esta pequena nota no "Rasante", só para desejar uma boa ocupação de S.Bento.

Acabo de ouvir na Rádio que  da educação, matéria vital de qualquer sociedade, já se pretende alterar matérias que não se sujeitam a "agora sim", "agora não" (em Maio de 2016 os alunos já não fazem exames no 4.º ano).Isto estando ainda fria a cadeira do novo ministro. Como foi a pressa de aprovar questões delicadas, fraturantes como agora se diz, mesminho antes do XX contitucional sair. Ai se fosse a "direita" a tê-lo feito! Mas hoje não quero falar de oportunismo, seja ele político ou outro.

Já agora, uma graçola. Diz o facebook que ontem, na tomada de posse, houve ali um impasse (ou uma "imposse", se quiserem). Os antigos ministros tinham que sair com os seus motoristas, certo? Os novos terão esperado pelo regresso dos carros. Também tinham que sair, certo? Uma espécie de vai e vem especial. Mas isto só interessa mesmo ao Menino Jesus.

E o facebook tenha juízo. Eu que sou assumidamente Passos Coelho como primeiro-ministro que soube ser, não gosto de ver o "meu" novo Governo a ser achincahado com bocas e imagens pouco próprias a um sociedade civilizada. Não vou esperar para ver...

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16
Nov15

 

 Imagem tirada da net

 

Fátima, ouvia-a muitas vezes no seu Programa, antes do directo, a dizer que só faltava ter a Torre de Belém iluminada. Há algum tempo que não tenho podido ir  ao Prós e Contras, mas calculo que tenha mantido esse momento que a brincar, a brincar (para desconstrair antes do 3,2,1), era bem verdade. Eu sempre a favor, e achava, e acho que sim. Batia as palmas em conjunto e percebia. A luz na Torre, vista da ampla janela do auditório da Fundação Champalimaud, era por e ter a parada num plano de clareza, frontalidade, sem encomendas.

 

Quando vi a Torre vestida das cores liberté, egalité, fraternité, lembrei-me  do seu desejo. Não que ela não tivesse sido iluminada antes. Mas era para coisas festivas. Desta vez era para uma coisa muito séria.  Andamos mesmo a brincar com o fogo. É, noutros termos, o que fazemos aqui no rectângulo. E as redes socias "unem-se" à tragédia com "I love" isto e aquilo. "Sou Paris", isto e assado. Intenções onde ontologicamente - e ainda bem - não posso entrar. Mas não chega, uma consciência não se tranquiliza assim. Nem pode. Não dá para ficar sentado, ou a teclar. É preciso que se grite, e que grite com um murro na mesa quem tem a faca e o queijo na mão. Chega de cinismo e hipocrisia. 

Eu também não sou de falinhas mansas. Assim como a Fátima que bem tenta arrancar dos seus convidados mais do que um "nim". 

 Termino, é um desabafo e uma boleia sua, para dizer que   ontem, ao ver aqueles aviões azuis, vermelhos e brancos a marchar para bombardear quem bombardeou, tive vontade de ir pintar a minha Torre. De outra cor...até morrer com ela.

 

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13
Nov15

Portugal, precisa-se!

por Fátima Pinheiro

 

 Sátántangó , Béla Tarr, imagem tiradad da net

 

 

José Ribeiro e Castro,Raquel Abecasis e Pedro Quintela numa conversa inacabada no Conhaque-Philo, sobre a Europa. Decorreu ao mesmo tempo em que Maria de Belém confessava a Maria João Avillez, na Capela do Rato, que gostava do Pai-Nosso e que o Povo é quem mais ordena. Com efeito, na 4ªa feira a Casa Museu Medeiros e Almeida foi lugar de mais uma tertúlia do  Ciclo "A Europa Somos nós". O meu gravador não registou tudo, deixo simplesmente o mote de Ribeiro e Castro (na minha amadora gravação). Digo apenas que me esclareceu este "juntar"  de pessoas tão diderentes e tão iguais, de obra feita e a fazer. Foi uma espécie de "personstorming".

Uma jornalista que é mesmo jornalista, sem esquemas ou  poses mediáticas, com olhos de perguntar, a querer abarcar todos os factores e não o polticamente correto, e que na vida e no trabalho é a mesma pessoa; um padre, mistura de S.Francisco e S. António, a quem a vocação foi a de seguir, não a Academia, onde seria uma estrela, mas a fundação e direção de uma Associação,o Vale dÁcor, que acolhe e cuida de pessoas com toxicodependência; um europeista convicto, de perfil mais conhecido que os outros, e que aportou ao debate a porta que o vale dÁcor alberga, promessa de felicidade para cada um. Sim, porque Portugal e a Europa somos nós. Refere literatura especializida, e lembra em que prato da Balança Portugal está. Não é brincadeira, precisa-se.

 

Na próxima 3ªfeira, dia 17, sentam-se no mesmo local Francisco Sarsfield Cabral e João Luís César das Neves sob o mote: "A juventude da Velha Europa". A nossa.

 

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10
Nov15

 

 à porta da Capela do Rato estava o Rui Ochoa

 

“A Europa não existe” disse Eduardo Lourenço na abertura do Conhaque-Philo2015, faz hoje uma semana. Não existe mas seduz, comentei. Ele, que estava ao lado de José Manuel Fernandes para conversar sobre o tema “Europa: Observas-te a ti mesma?”, coincidia com este num ponto: a crise é profunda, é diferente das outras, por não ser uma crise intra-europeia, e é necessário encontrar saídas. Ou não?

A Europa não existe, a Europa somos nós. A lembrar o que Oliveira dizia do Cinema: o cinema não existe, o que existe são as cadeiras. O mesmo a dizer dos “públicos”: só os urinóis. Existiram sim para mim esta semana (por entre os milhares de "agoras" que vivi) o cruzar-me com aqueles dois bons rapazes mais um outro, Marcelo Rebelo de Sousa – nas conversas sobre Deus, uma iniciativa do Pe Tolentino Mendonça -, a provocarem-me  uma reflexão sobre a Europa.

Eu sei que uma barriga vazia precisa “primeiro” de pão. Mas eu vejo muita barriga cheia, a começar pelo meu lindo umbiguinho, bem longe destes maduras “peripatices”. E no entanto ela seduz! E porquê? A India e a China, disse o José, fornecem tecnologia e mão de obra, ao passo que a Europa é o Museu. Não que nela não se "faça" do bom e do melhor, mas porque a Europa é o  lugar de memória. Não de um fixismo no passado, mas de um húmus do qual se alimentam liberdade e criatividade. De mulheres e homens que são bons – Marcelo sublinhou que “Deus é a razão de ser da vida” -, pelo menos e sobretudo no sentido ontológico (a moral vem “depois” é outra coisa). De homens e mulheres que são capazes de amar mas têm tendência a ter medo uns dos outros – “O drama do nosso tempo é o medo do outro” (Bento XVI) – e que precisamente por meio desses medos e desuniões vão atraindo e seguindo em frente, incluindo. Eu sei que parece que não. Mas nem tudo o que parece é.

 

 

 

 

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