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JE SUIS HAMEL

por Fátima Pinheiro, em 30.07.16

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 Dão licença?

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Então Durão não pode escolher?

por Fátima Pinheiro, em 21.07.16

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O jogo dos media já o sabemos. Faz parte do negócio. Títulos atraentes, a despertar a compra para leitura. Uma deontologia por vezes vaga, por serem também vagos os conteúdos. Tudo bem. Mal estamos, porém, se a insinuação e a suspeita sem fundamentos acabam, com ou sem intenção, por gerar violência. Injustiça não a suporto; seja com quem for. Atravesso-me, lanço-me, e mordo. Durão Barroso outra vez na praça. Um ex não pode ir para um lugar estratégico? Então porque haveria de ir para um lugar não-estratégico? Sabem-se as razões da sua decisão? Sabe-se, sabe-se.

 

E o maniqueísmo a abundar. Uns são inocentes. Outros são do piorzinho. Durão Barroso hoje na capa da Revista "Visão", associado a uma empresa que vive de escândalos, truques, teorias da conspiração e quejandos. A Revista resolveu contar a história da Goldman Sachs. Poderia ter contado outra. Mas não, outros temas parecem não interessar (e eu que me estou a lembrar de tantos tão bons...). Acresce o facto de  a estação estar perigosamente silly; eutanásia e barrigas de encomenda (que desilusão Senhor Presidente, então e os AFECTOS?) estarem já saturadas e não interessarem nem ao menino Jesus, e o facto de o papa Franscisco, em alta até há pouco, ter já começado a incomodar por ser durão também. 

 

Se Durão errou? Todos erramos. Estará agora a errar? Acha-se mesmo que sim? Ele não vale mesmo nada, nada, nada? Não saberá ele escolher? Quem tem na mão os dados todos? Estão a vê-lo a recorrer a " denunciadores, cassetes secretas e até prostitutas contratadas para sacar negócios."? 

 

Desafio os media a um esforço inovador e empreendedor: a serem objetivos, pelo menos por uns tempos, a marcarem por um jornalismo sério. Não façam de cassandras, porque não têm como. Façam o que ainda não foi feito. Até posso sugerir explicitamente outros alvos (isto a querem manter a onda). Mas não preciso, pois não? E mesmo aqui à mão, à grande e à francesa, a viverem do que têm por debaixo do tapete. Intocáveis. O que vale é que Barroso não é "apenas" um ex. Quem o quer arrumar está, como dizia a minha avó, "muito mal enganado". 

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fotografia da Lusa, antes de Fernando Santos anunciar os selecionados

 

Não existe nenhum Manual do género "Como ganhar um europeu". Cada caso é um caso. Mas os factos não enganam. Fernando Santos leu ontem uma carta que escreveu antes do campeonato, onde dizia que iria trazer para Portugal a Taça. Que antes de mais agradecia a Deus Pai, e que quando voltasse Lhe iria agradecer tudo, e que desejava e esperava que este acontecimento fosse "para glória do Seu nome." Porque acreditou, ganhou.

 

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. Neste caso saber selecionar. Ontem, mais uma vez, não pôs o Quaresma a jogar desde o início, ficou sem Cristiano Ronaldo, mas não baixou braços, nem perdeu a serenidade com a sacanice do francês, e, sem ninguém esperar, soube apostar, já no fim, no ilustre desconhecido que fez, com todos, a gota de água.

 

Não há futebol católico, como não há matemática católica. Há factos. E a verdade é que só é protagonista, só faz história, quem se arrisca todo em tudo, e quem arrisca tudo em todos. Também gosto de ti Cristiano. Mostraste o que vales. Quem tem autoridade para te cortar os joelhos ou as asas?

 

Há também duas cartas que eu lhe escrevi aqui, a ele, o engenheiro genial, antes da final, que diziam assim:

 

"Sei distinguir futebol e religão, como tu. Mas eu, pequenina, faço a minha vida no meu pequeno retângulo.  Tenho contudo a certeza que poucos como tu, expostos como tu, fazem o que fazes. Eu seria capaz de assinar uma petição contra a eutanásia, aliás já assinei. Agora tu?! E assinaste, há dias. Estimo pessoas que não querem nem sabem dizer 'nim'. Esses  - que sou eu às vezes - somos, uns baralhados, mediocres, e o mais não digo. Homens inteiros, há poucos. Meu nosso Fernando, alguém duvida de que vamos ganhar? Eu sei que no futebol há um baralho. Agora,  o futebol é total, e eu acredito. Em ti.

Um beijinho."

 

E da segunda carta: "Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação." Até já.

 

 

 

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Sachs, Mentiras, Caneladas & Golden Men

por Fátima Pinheiro, em 10.07.16

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imagem tirada da net

 

Aí a temos, a final do Euro 2016 e os seus GOLDEN MEN:  o nosso Cristiano, paredes meias com Fernando Santos a quem coube, e cabe, a guidance que só ele sabe oferecer. Mesmo assim ainda houve tempo para comentários sobre outros assuntos. Durão Barroso outra vez, e para variar, com dedos acusadores em cima. Com epítetos como os de "energúmeno" ou "peixe podre", o presenteiam aqui nas nets. E até António Costa, noutro contexto, num encontro da Nato, ao ser ontem interprelado em conferência de imprensa sobre o ex presidente da CE, respondeu que felicitava Durão pela sua nova carreira. Mas não foi disso que se tratou, pese embora a palavra do PM. Aceitar o lugar de Administrador não executivo da Goldman Sachs que Durão aceitou não é mudar de carreira. Talvez muitos gostassem que assim fosse. Em suma, e valendo todos nós, portugueses,  mais que o nosso peso em ouro, nem todos temos os mesmos talentos, e ainda bem. Uns voam e jogam como ninguém. Outros são políticos e sabem mesmo sê-lo como ninguém, não entrando em joguinhos de entala, e empata.

 

Caneladas, essas, há por todos os lados. Dentro e fora de jogo. Barroso é o "representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar", escreveu no Twitter o secretário do Comércio francês, Matthias Fekl. Aliás foram vários os líderes políticos franceses  que criticaram nestes dias a nomeação de Barroso considerando que há "conflito de interesses" e que é uma "indecência". Indecência? Vem-me logo à cabeça um comentador francês, especialista em futebol que afirmou ontem à noite que Portugal é um país nojento (ser nojento é, digo eu, comer os macacos do nariz e coisas do género). Eles, políticos e comentadors franceses, não aguentam é com tanto golo! 

 

Desejo e acredito na vitória de Portugal. Os nossos meninos são de ouro. "We´ll always have Paris" e não é a Golldman Sachs que governa o mundo. Vou vestir-me a rigor e estar à altura do jogo. O resto são invejas. Siga a marinha.

 

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Fernando Santos só volta a casa quando quer

por Fátima Pinheiro, em 07.07.16

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 Fernando Santos e D. Manuel Clemente juntos, na 2ªed. do Conhaque-Philo

na Casa Museu Medeiros e Almeida

 

Debate-se o estado da Nação. A Nação tem as atenções na final de Domigo. Tudo certo, tudo faz parte. A vida é uma bela mistura. Também Fernando Santos sabe que é assim. E sabe que ganharemos porque acreditamos. Mas fazemos por isso.

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. É a aventura de arriscar permanentemente naquilo que mereçe a nossa tensão. Balelas, desculpas, reticências, pessimismos, caneladas, faltas, amarelos, podem entrar, mas não têm categoria para me definir, nem para decidir por mim. Tal como o selecionador, eu também só volto a casa quando quero, ou seja, quando me deixo descobrir pelas razões que me atraem e me fazem perder medos de existir e ser feliz, mesmo se às vezes dói. Melhor, é através do que dói que a melhor parte nos é reservada e servida de forma requintada. A Torre Eiffel é minha, e não há nada nem ninguém que ma possa tirar, como não há ninguém que me teça cada batida do meu coração, que domingo soa mais forte. 

Estranha forma de vida? Antes pelo contrário. E preferia que tudo se decidisse nos 90 minutos. Quem tem autoridade para me apoucar o desejo? 

Ia a dizer que o facto deste homem ser católico não é para aqui chamado. Mas seria mentira. Ele é um homem de camisa e camisola, que se põe todo em tudo e sabe porquê. Quando não há razões, isto é uma burricada, como diz a Sofia Areal, onde tudo é novo, mesmo a Oriente. Seja a França ou a Alemanha.

Eu acredito nele, é um homem de corpo inteiro. Não tem medo de existir. São poucos os homens com a simplicidade desarmante que sabe que dependemos de tudo, e principalmente da nossa liberdade, no apostar dos talentos que cada um tem. Tenho o privilégio de conhecer alguns desses homens. Ele é um deles. Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação.

 

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Fernando Santos e Quaresma

por Fátima Pinheiro, em 06.07.16

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fotografia da Maria da Paz Cantista

 

Já no Conhaque-Philo  o Quaresma era o centro das atenções. Deixo o video da Tertúlia, realizada na Casa Museu Medeiros e Almeida e espero que logo à noite sejam estes os nossos sorrisos...

E, já agora, neste lançe fica a data de início da 3ºedição do Conhaque-Philo, 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, do Fernando também! Sempre na Sala do Lago daquela Casa Museu. O tema? Cinema e energia. Tudo a ver com o jogo de mais logo: um grande filme, meia bola e força!

 

 

 Fátima Alves lança a Bola....

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Paula Teixeira da Cruz e Luís Osório juntos

por Fátima Pinheiro, em 05.07.16

 

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 ontem no lançamento do livro no Porto, fotografia tirada da net

 

Paula Teixeira da Cruz e Luis Osório juntos? Sim. Ele escreveu o livro "Amor" e  ela vai apresentá-lo hoje em Lisboa.Ontem foi no Porto, como se vê acima. O "Amor" o que é? Para mim eu sei, mas por sua própria natureza vou conheçendo cada vez menos. Mas posso dizer que o conheço pessoalmente e o texto que melhor o descreve vem num livro que toda a gente conhece. O novo livro do jornalista não conheço mas vou conhecer. Deste livro nada sei, mas vou saber.

O que é AMOR? O autor esclarece: "AMOR não tenta matar as sombras, assume-as e vive com elas. É um livro em que me enfureço e faço as pazes, em que me apaziguo e me perco. Há páginas em que as janelas estão escancaradas para o mundo e para os outros, mas há outras em que a casa nem sequer tem janelas à vista."

 

Editado pela Oficina do Livro, conta com apresentação de Paula Teixeira da Cruz e a participação de Nuno Costa Santos. Porquê Paula Teixeira da Cruz?  Continua Luís:  "O meu livro é um livro de pensamentos. Um livro que fala de Amor, de desilusão, de morte, de Deus, de gente capaz de se iludir e de se desiludir. Paula Teixeira da Cruz é a melhor pessoa que eu podia desejar para apresentar AMOR – por não ser óbvia, por ser diferente de mim, por conhecer a vida no que ela tem de mais extraordinário, contraditório e monstruoso."

 

O LANÇAMENTO | 5 jul. '16 | 18h30 | Anfiteatro | Entrada Livre

 

"O livro estará disponível em primeira mão para quem for aos lançamentos (à vendas nas livrarias apenas uma semana depois). E mais importante do que isso, muito mais importante, adoraria que fossem num dia em que (tenho de assumir) quero dar o primeiro passo para um outro caminho." 

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Fernando Santos: anda tudo baralhado...

por Fátima Pinheiro, em 01.07.16

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imagem tirada da net

 

 

Eu não disse aqui ontem que, para mim , é tudo por "tu"? Quem tem  garras para esta equipa que ontem, mais uma vez, mostrou o valor que tem? Eu sei. E tu também. Quem sabe o valor do que vale, não estraga, mas sim constrói  - , escrevi aqui depois do jogo com a Hungria. E a prova é que as meias finais estão à porta. Quem aposta naquele rapaz de 18 anos que ontem meteu dois golos tão importantes, e que ainda é meio conhecido? Não precisas dos meus elogios, eu sei, eu é que preciso de desabafar. E quem consegue por o Ronaldo a jogar assim, em equipa? Também sei. E se hoje distingo é para unir.

Sei que não desistes, nem te passas. Nem com aquele óbvio penalty de ontem, que não foi assinalado. E tu, não te vais abaixo. Devia haver uma sanção para o árbitro que não se engana (atchim), ele e para os laterais, muito laterais, mesmo; brincamos, ou quê? São as tecnologias são... Mas o futebol tem muita coisa baralhada. Então um polaco que dá uma rasteirola e o Ronaldo cai e a bola não entra! Ele bem protestou. Mas temos que baixar a bolinha, senão ainda levamos amarelos. Detesto amarelos, sobretudo os inúteis em termos de golos; como se dissessem que impediste um golo (que aqui é o que interessa), mas levas esta grande punição. Tarde e a más horas.

E as rasteiras são uma coisa muito feia. Quem diz rasteiras, diz o resto; as violências que sabemos e vemos, e as outras. Menos se protesta contra elas, do que se protesta contra os direitos dos animais, touradas e coisas assim. Quantos touros vale uma canela?

Só mais uma palavra. Sei distinguir futebol e religão, como tu. Mas eu, pequenina, faço a minha vida no meu pequeno retângulo.  Tenho  contudo a certeza que poucos como tu, expostos como tu, fazem o que fazes. Eu seria capaz de assinar uma petição contra a eutanásia, aliás já assinei. Agora tu?! E assinaste, há dias.

Estimo pessoas que não querem nem sabem dizer "nim". Esses  - que sou eu às vezes - somos, uns baralhados, mediocres, e o mais não digo.

Homens inteiros, há poucos.  Um dia destes até desenvolvo o tema... Hoje não.

Meu nosso Fernando, alguém duvida de que vamos ganhar? Eu sei que no futebol há um baralho. Agora,  o futebol é total, e eu acredito. Em ti. Um beijinho.

 

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