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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


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"Onde a minha saudade a Cor se trava?"

 

Querida amiga ! Tinhas, e tens os olhos de Deus. Há precisamente um ano escrevi estas palavras que aqui hoje ponho, porque hoje não as tenho. Faço copy past e vou fazer o que ainda não foi feito. 

 

« Mais que batidas as teclas: “por detrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.” E é das tais que nunca serão deixadas de se ouvir. Curioso que nunca se ouviram estas: “por detrás de um grande homem, está sempre um grande homem”; ou estas “por detrás de uma grande mulher, está sempre uma grande mulher.” As palavras que usamos têm razões. Por vezes saem de uso porque as razões deixaram de o ser. Neste caso, em que ficamos?

A filosofia é feita de razões. Nesse sentido é verdade afirmar que todas as filosofias têm razão. Todo o alinhavado de palavras que saia deste cabide é tudo menos razoável. Devo esclarecer – para não ser mal interpretada – que a poesia, e as outras artes, contem filosofia, só que são expressões diferentes. Cada uma tem a sua modalidade de dizer razões. À filosofia cabe o papel de articulá-las de forma lógica, demonstrativa e intuitiva. No caso, mulher e homem, grandes, onde, são tantas as perguntas! Complementaridade entre eles? O que é ser “grande”? E o “onde”, que aqui não é usado para designar o local, mas outro lugar, aponta para quê?

Acordei com isto na cabeça. Por isso é que “rasante” é o nome deste blog. O meu trabalho é filosofar e muitas outras coisas. Poesia muita, também. E nem sempre me sai bem. Por isso é que se pode dizer que todas as filosofias têm razão, mas há umas que têm mais razões que outras. E para escolher um dos bons, um poema de Mário de Sá Carneiro, que me tem nestes dias levado ao colo. Diz o que é ser grande, homem, mulher e o lugar.

 

Último Soneto: Que rosas fugitivas foste ali:/ Requeriam-te os tapetes – e vieste…/– Se me dói hoje o bem que me fizeste,/É justo, porque muito te devi./Em que seda de afagos me envolvi/Quando entraste, nas tardes que apareceste –/Como fui de percal quando me deste/Tua boca a beijar, que remordi…//Pensei que fosse o meu o teu cansaço –/Que seria entre nós um longo abraço/O tédio que, tão esbelta, te curvava…//E fugiste… Que importa? Se deixaste/A lembrança violeta que animaste/Onde a minha saudade a Cor se trava?… Mário de Sá-Carneiro, Indícios de Oiro, Paris, Dezembro 1915 in Verso e Prosa, Assírio e Alvim, Lisboa, p 114. 

 

Hoje não quero filosofar. »

 

18 de Agosto de 2015

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imagem tirada da net

 

Não, o MNE não é o único. Aliás já Nietzsche recentemente, ali a rasar o ano de 1900 nos lembrou o quão saudável é o esquecimento e a vondade de poderr  (a grega, não a dos ressentidos). O povo diz para meter debaixo do tapete, ou do colchão, dependendo do material. Li no Negócios: "O ministro dos Negócios Estrangeiros foi a Bruxelas para uma reunião com os chefes da diplomacia europeus e viajou em executiva. Mas os governantes estão obrigados a viajar em económica em deslocações até quatro horas, escreve o Correio da Manhã. Os governantes estão proibidos, desde 2012, de viajar em classe executiva em voos até quatro horas. Mas foi isso mesmo que Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, fez na deslocação oficial a Bruxelas entre os dias 13 e 15 de Dezembro. O Correio da Manhã desta terça-feira noticia que o número dois do Governo deveria ter viajado em económica, mas fê-lo em executiva. Santos Silva reconheceu que desrespeitou as regras." Foi em Dezembro, lembrou-se a tempo...

 

No próximo Código de conduta,  pelo qual anseio almadamente, um dos valores primordiais deve ser o arrependimento e a devolução. Assim como quando vamos às compras e depois podemos devolver, ou trocar, pagando a diferença. "A minha deslocação a Bruxelas, entre os passados dias 13 e 15 de Dezembro, não teve nada de excepcional. E, assim, incumpri a norma legal aplicável(...). Em consequência, assumirei a respectiva responsabilidade financeira, pagando pessoalmente a diferença de valores". Muito bem. Afinal o que é governar senão uma modalidade de ir às compras, e passar a esponja? 

 

Não tapo o sol com a peneira, e nem Guterrres, nem os jogos olímpicos, me desviam a atenção destes assuntos que não são contabilísticos mas éticos. Coisa séria. 

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 imagem tirada da net

 

Pode sim. Mas só até à entrada em vigor do código de conduta, anunciado ontem por Augusto Santos Silva, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo que nos governa. Para dar uma ajudinha: não esquecer o tema "bofetadas": Das bofetas em geral e daquelas que os ministros podem dar. Por acaso pensava que já havia esse Código. Daqueles que não estão escritos. Tipo a lei especial que a Antígona celebrizou.   Ah, e pode sim senhor,  se não se esquecer de reembolsar as Galpes por uma coisa que não tinha problemas nenhuns, mas que afinal tinha (senão porque é que os três secretários de estado do momento se prontificaram a reembolsar?). E disseram-me agora que há um Código de Conduta do Fisco, em vigor, que tem um artigo a dizer que os responsáveis pelo Fisco não podem aceitar presentes.

 

Não podem continuar. O CDS já pediu a demissão dos governantes em causa. Se continuarem estão de pés e mãos atados. Surge na mesa uma decisão que envolve indústria, internacionalização e a Galp. O que fazer? Isto até nem é bom para a Galp. Há erros, esses sim, que têm que ser pagos.

 

E não acho nada de mais que os membros de um Governo, tenho ele a cor que tenha, sejam  pessoas que saibam pelo menos o basicozinho de conduta. Só há uma saída, estou certa. Quem voa mais do que pode, a mais não é obrigado.

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04
Ago16

A Esquerdinha perdeu o piu?

por Fátima Pinheiro

 

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 imagem tiradada net

 

Quando não lhe interessa a Esquerda encolhe-se. Dois (ou três) Secretários de Estado a irem ao Euro 2016 à borla , da Galp! Muito bem, almoços grátis, sim senhor. Aumento de IMI para quem tem sol ? E a diminuir se está por perto um cemitério? Isto nem lembra a um morto. E é assim mortinha, murchinha, a esquerda, que até parece de férias. Mas aqui ninguém está de férias. Fosse a direita, Durão Barroso e assim, seria um chorrilho em Bloco.

E que o governo anterior aumentou impostos? Será ainda preciso dizer por que razões teve de o fazer? Cresçam e apareçam, boa? Ninguém é perfeito, muito menos governos e oposições. Mas, e on purpose, uma oposição à la Carte, preconceituosa e cínica, non merci! Cresçam e apareçam, boa? A ver se a estação  é menos silly.

 

Voltando à Bola. O PR não se pronuncia! E o Governo? Dar por encerrado? Criar código de conduta? Reembolso? Não brinquemos. É o famoso e conveniente "passar a esponja sobre o assunto", que só serve o bel prazer. Qualquer criança bem educada entende o que aqui acabei de dizer. Quais códigos! Será o Da Vinci

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