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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


30
Jun17

Mijinhas ou evidências segundas.

por Fátima Pinheiro

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imagem tirada da net

 

É o esplendor nos relvados! Hoje é o dia mundial das redes sociais. Que fiche! Olho o dia , oiço as notícias, os gémeos de Ronaldo, as barrigas de transição (não é agradável dizer barrigas de aluguer, até parece que pagamos por uma barriga), mais a barriga de Georgina, maravilha! Uma espécie de "paradoxo da tangência" (que adoro, no Canal Q). Nada se censura ao menino de diamante! Mais o SIRESP, as cinzas da catástrofe com um Costa impune e um presidente que não gosta de abrir frentes, um Passos a agir como não deveria (mentira, Passos não engana...),  a telenovela de Pinho (coitado do homem!), mais grupos de trabalho, a maravilha que são os êxtases das autárquicas,  os movimentos em torno do peido de Sobral (basta ter ouvido para se perceber que não é assim como pintam), enfim tudo às mijinhas. 

Porque não uma política de longo alcance? É tudo mais simples do que parece. Fabrice Hadjadj, que dirige o Instituto Europeu de Estudos Antropológicos Philanthropos de Friburgo, considera que a actualidade teria a ganhar se recordasse as evidências primeras: "que a mulher é mulher e o homem é homem; que o matrimónio é entre um homem e uma mulher; que as vacas não são carnívoras; que o natural não é uma construção convencional; que o ser não é o nada”.

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29
Jun17

Salvador: A case of me

por Fátima Pinheiro

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Fotografia tirada da net

 

Um homem que canta o que cantou, as palavras mais apropriadas para aquela noite, na qual corria ainda muito sangue, e veio ainda depois pedir desculpa pelo que disse, e agora é enxovalhado!!!!!! Mostra o país em que vivemos. Transcrevo as palavras de Jonnhy Mitchell, A case of you. Sangue do meu sangue. Salvador é um caso. É genial.

 

"Just before our love got lost you said "I am as constant as a northern star" And I said "Constantly in the darkness Where's that at? If you want me I'll be in the bar" On the back of a cartoon coaster In the blue TV screen light I drew a map of Canada Oh Canada With your face sketched on it twice Oh you're in my blood like holy wine You taste so bitter and so sweet Oh I could drink a case of you darling Still I'd be on my feet oh I would still be on my feet Oh I am a lonely painter I live in a box of paints I'm frightened by the devil And I'm drawn to those ones that ain't afraid I remember that time you told me you said "Love is touching souls" Surely you touched mine 'Cause part of you pours out of me In these lines from time to time Oh, you're in my blood like holy wine You taste so bitter and so sweet Oh I could drink a case of you darling And I would still be on my feet I would still be on my feet I met a woman She had a mouth like yours She knew your life She knew your devils and your deeds And she said "Go to him, stay with him if you can But be prepared to bleed" Oh but you are in my blood You're my holy wine You're so bitter, bitter and so sweet."

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28
Jun17

Não tomaste conta de mim!!!

por Fátima Pinheiro

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 imagem tirada da net

 

O gesto de ontem no Meo Arena vale por si. A beleza da solidariedade e dos valores envolvidos, diz tudo. Parabéns a todos. Da minha parte, que raramente vejo a tv, vi, e liguei para aquela linha muitas vezes. Devo dizer que gosto muito da Cristina Ferreira. Tem gargalhada genuínas.  A vida é bela, disse antes de cantar o Salvador Sobral. Mas do que eu gostei em especial, mesmo, foi do direto do Presidente da Câmara de Pedrógão, e dos diretos feitos por um Pedro Teixeira como eu nunca tinha visto. Maravilhoso.  Sem uma pinga de espírito negativo, o homem que ficou a tratar dos vivos, e não veio a Lisboa, apesar de ter sido convidado, como confessou na entrevista, é um homem maduro. E no top ponho o meu Pedro Abrunhosa e aquele genial angolano, que eu não conhecia, e cantou "todos me chamam louco".

A noite tinha um manto de espírito positivo, uma montanha de sorrisos de portugueses a apreciarem os portugueses, uma onda de "nós somos incríveis, sabemos unirmo-nos, fazer um mega evento", e por aí. Tipo "we are the portuguese". E o mundo das estrelas da rádio e da tv. E que que grande concerto! Que artistas temos!

Mas não posso deixar de lado o que penso. Cantam mas não "animam". Só uma pessoa vale mais que 1 milhão e 153 mil euros. Este número tem sido repetido nos media, que já incomoda. Sabem quanto custa um estádio? Ou quanto custou a Quinta do Relógio?  Não estou a dizer que este dinheiro de ontem não vale. E como valem os discursos comovidos das pessoas que ontem falaram.  Mas nada apaga o que aconteceu. E o concerto de ontem - eu sei que a ideia não é essa - pode ser um tapar o sol com a peneira.  O que eu queria mesmo, porque um País que se preze é assim que funciona,  tem sido e vai seguramente ser adiado. É uma palavrinha de quem nos governa. E ação estruturada. Visão.

Parafraseando o meu querido Abrunhosa, cada morto de Pedrógão pode dizer "não tomaste conta de mim". O calor do Meo Arena é também um fogo. Por isso me chamam louco. São as estrelas no céu. O brilho da arte. A arte está de de Parabéns. E nós portugueses também. Os vivos e os mortos.

 

 

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21
Jun17

 

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 imagem tirada da net

 

Não se aguenta tanto disparate e tanta falta de ação. Isto não é uma carta aberta, são palavras de quem votou em Marcelo e no PSD. Quem é o primeiro ministro de Portugal? E quem é o meu Presidente? Não peço desculpa do que vou dizer, porque não tenho culpa.  De Marcelo até digo que em certas ocasiões foi afetuoso e compreensivo comigo. Mas do que falo hoje é de uma gravidade tal que apaga o resto. E escrevo porque não me levo nada a sério, limito-me a dizer o que penso. Chega. Movimento sim, agitação não. Dizem os jornais: "Marcelo imparável!". Ou "Primeiro-Ministro quer saber o que se passou." Para mim estão queimados... 

Marcelo. Quando ontem o ouvir dizer  "não vamos agora abrir mais frentes!", até fiquei com falta de ar. Sim, o fogo parece que já mostrou que as frentes são muitas, não precisamos de mais. De frentes de fogo. Mas quanto às outras "frentes"...não faça de Pilatos, nem passe o seu afecto pelo Costa e sua (também sua Professor Marcelo) geringonça. Há afectos a longo prazo, e um Presidente tem como munus saber abrir frentes. Um Presidente não faz de conta. Um Presidente quer saber, perguntar. Um presidente actua, não se agita. Um Presidente não é para dizer "enterrem-se os mortos, tratem-se dos vivos." Isso diz o povo, digo eu. De um Presidente espera-se mais qualquer coisa. Falta ser Presidente. Eu bem sei quem estaria bem na sua cadeira. Não seria assim, garanto-lhe. Não votarei mais em si. Pouco lhe interessa, eu sei. Mas não faz mal. Os actos ficam com quem os pratica.

António Costa  - o homem que "geringonça" o meu querido Portugal, e que se não fosse Passos Coelho teria hoje menos razões para sorrir meio zénico, sobretudo quando sai daquelas centênicas reuniões, de cócoras, em Bruxelas -, António Costa, dizia eu, nem um reparo merece? Pois é Senhor Presidente!!! Como eu o entendo!!! Prefere não abrir frentes. Mas não se esqueça é de não abrir mais feridas. E para que serve o senhor se não é para abrir frentes? É para as fechar e não nos levar a lado nenhum, a não ser observá-lo, em agitação mas sem movimento, sem finalidade, a não ser essa? É para dizermos de si "e no entanto ele mexe-se!" ? Para quê?

O post vai longo. António Costa: tem a certeza que governa este país de, parece, irresponsáveis? A começar por si, claro. Também não dá a cara, é? Ainda a tem? Não me parece. Queimou-se e por lá ficou, nas terras que devoraram muitos de nós e hão-de consumir para sempre muitos que chorarão, para sempre, de um  " fogo que arde sem se ver."

Já nem falo dos media...Nadinha em relação a seus amados de verdade...

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20
Jun17

Apetece-me mandar todos à...

por Fátima Pinheiro

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imagem do site da Rádio Renascença

 

Falta de política? Já nos habituamos a isso. E será que li bem aqui ontem no face: o Governo vai abrir um estudo para saber o que aconteceu em Pedrógão. Desculpem? !!! Eu é que pergunto ao Governo. Não é suposto que o Governo nos Governe? E o que aconteceu...O Miguel, no Púbico, cortante, doce e realista, escreve : "As dimensões terríveis da tragédia obrigam-nos a pensar no horror que seria só ter morrido uma pessoa. Foi o que aconteceu, muitas dezenas de vezes. E nem o luto sabe responder." E a Rádio Renascença quando quer continua a ser uma senhora. Parabéns! E agora? Muito simples...

Estou até nem sei onde sem poder ollhar para este caleidoscópio de incompetentes que só ligam a votos e ao futebol.  E à Europa. E eu que estimo a política e o desporto nacional! E nada me estraga os Domingos. Se não fossem os domingos é que isto estava tudo estragado. Então e agora? É simples. Complexo, mas simples. É abrir os cordões  à bolsa, ter visão para uma estratégia, e consolar, consolar, consolar.

Uma estratégia. Não é para isso que os políticos lá estão? Ou é para irem juntanto o nosso dinheiro, mais carros e assessores, pôr a família em lugares bem pagos, irem gozando, que, diz-se, é o que se leva da desta vida, que é curta, e um dia mais tarde vamos descobrir que afinal houve corrupção!

Os que morreram, passaram desta para melhor, diz o o povo a que pertenço. O que há a fazer, é, agora para além da estratégia, cuidar dos que viram o inferno e sobreviveram. Gastar-se tudo em reconstruir. A parte material não tem problemas. Em estádios de futebol, calculo que há dinheiro. As feridas emocionais, essas não têm preço. Até porque não têm cura. Mas podem ser "minoradas", consoladas, amparadas. Podem sim senhor, disse-me um grande médico. E é para agir quanto antes. Há dores que não se aguenta. 

Não me falem de mais holocautos, nem de que já não se pode fazer poesia. Nem me falem do próximo verão. Só não mando tudo a um certo sítio porque somos todos feitos do mesmo sangue e da mesma massa. Chega de cretinice, porra! O luto pode ajudar a responder....

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19
Jun17

Ninguém te pode continuar!!!

por Fátima Pinheiro

 

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 fotografia da flor que pus em cima do seu caixão

 

Comecei a ler Saramago depois do galardão. E posso dizer que é uma pessoa que me acompanha todos os dias. Gosto da sua escrita de linguagem poupada, mas de palavras novas, que constroem o real. Fiquei satisfeita quando afirmou no lançamento do seu livro Caim na Culturgest: “…considero que Caim é do melhor que escrevi”. Foi isso mesmo o que tinha achado do livro! E é bom estabelecer-se entre autor e leitor um entendimento. E, paradoxalmente, não poderíamos ser mais diferentes, é verdade. Tenho muitas críticas em relação à obra. Digo apenas, hoje, que ele não “estraga” o Tesouro que é a Bíblia. A novidade de Caim é que Saramago se mete “quase” todo no livro que escreve. E eu estou lá também. É do questionar do humano que se trata. Estamos fartos do discurso sobre banalidades, do entretenimento de televisões e políticas! E foi isso mesmo que eu vi no filme José e Pilar: José, Pilar, como eram na recta final dele, ao som de uma magnífica banda sonora, montagem maravilhosa, ritmo, humor. Através de uma poética que é sempre singular, condicionada pelas circunstâncias, o resultado é de uma evidência que não deixa dúvidas a quem vê. A escolha em que resultou o filme (ficaram horas e horas de gravação que não vimos, claro) sabemos muito bem que não é ingénua e ainda bem. Caim ocupa grande parte. E é melhor porquê? Porque Saramago está lá metido, em ficção pouco ficcionada, é caim e abel, é lillith, é deus e os anjos, é noé, é abrãao e isaac, sou eu, é o humano em todas as suas contradições, paradoxos, bons e maus costumes e é sobretudo nas perguntas que, no livro, vai fazendo sobre o sentido das coisas. Ele perguntou naquele lançamento: “o que é o Sagrado?” Este sempre foi o seu desassossego. Aliás foi o que disse logo no início do evento, que gostaria de escrever um livro do desassossego, mas que Pessoa se adiantou, e já não podia ser. Mas frisou que o seu desassossego seria outro. Acredito. E não o escreveu porque não quis. Ou então a obra toda ela é esse desassossego. O livro impossível, dele. E a pergunta – “O que é o Sagrado’”, perguntou ele nesse dia.

 

Quando ele morreu "pedi-lhe" que perguntasse a quem de direito. E que mostrasse esse desassossego que não o largou nunca. Todos nos magoamos, como bem mostrou também no Ensaio sobre a Cegueira, mas somos mais que isso. Por isso Saramago numa entrevista tenha dito que se vivia num inferno. Pois é, não fomos feitos para o inferno, não nos corresponde. Agora, não sendo a medida, não sabendo responder a tudo, temos uma exigência de resposta a esta inquietude que só a cobardia pode fazer parar! Não somos a medida mas temos a medida de saber o que nos enche o coração e a pele. No filme que referi, a propósito deste desassossego afirma: Deus não existe! Quem quiser acredite, pronto! E que morrer era: ter estado e já não estar. E começa e acaba dizendo a Pilar que se encontrariam noutro lugar. Vou fingir que entro no filme e lhe digo (e ele já no outro lugar): “Quando naquela entrevista que deste à televisão (uma entre tantas) pediste que quando estivesses morto te fossem levar um flor para tu veres que não se esqueceram de ti….afinal acreditavas na vida eterna. Tua, pessoal. Espero que repares na rosa grená com uma ramagem o mais masculino possível que encontrei. Era bonito, o ramo, não era? Vim de propósito pô-lo, por cima do teu caixão, mas sobretudo no outro lugar. Tempo. Continuar. Na recta final Pilar perguntou-te o que querias. Tu respondeste: ‘tempo’ e disseste-lhe ‘continua-me’. 

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17
Jun17

Como consigo o equilíbrio...

por Fátima Pinheiro

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 imagem tirada da net

 

A ideia deste post vem porque Nick Wallenda, de 33 anos, membro de uma célebre família de artistas de circo, conseguiu – sob um fio de aço, a uma altura de quase 50 metros e por uma distância de quase 550, e em pouco mais de meia hora – atravessar as Niagara Falls. Usou uma corda de segurança. Até porque o seu avó morreu numa aventura do mesmo tipo. Muitas conversas sobre a dificuldade em equilibrar a vida.

Como consigo o equilíbrio? Esta história verídica que vou contar ilumina. Uma amiga contou-me a história de uma amiga que lhe contou que chegava ao fim do dia exausta. O trabalho. Os filhos. O marido. Os amigos. Os outros. O supermercado. O “descanso”. As refeições. Tudo. E que na véspera, à noite, chorara e chorara. Não sabia conseguir o equilibrio nisso tudo. Despedaçada. Como o Raskalnikov. A minha amiga perguntou-lhe então: “quando choraste ontem à noite, qual dessas partes tuas chorou?”. E ela desatou a chorar outra vez. Era ela toda que chorara. Ela. Compreendeu, e chorou de alegria. O equilibrio é realmente impossível porque eu não sou feita de partes, às fatias. Fatia executiva, fatia recreativa, fatia mulher, fatia mãe, fatia voluntariado, fatia famíla alargada, fatia cultura, fatia religiosa, fatia administradora do condomío, uf! Viver por segmentos só é possível se eu me contentar em “ser” assim fatiada, na eterna questão de conseguir o tal equilíbrio na minha vida. E então como é? Se sou eu inteira que choro, é porque é sendo inteira em tudo, que está o segredo. Um orçamento equilibrado, tudo bem, e é bom que se faça. A disciplina do Nick, ok. Mas a vida não se sujeita a orçamentos. Quem domina o princípio e o fim? Viver é assim deixar de fazer contas, soltos no fio, ou seiva, que em cada instante nos é dado. O único trabalho é o de ser livre. Agora. Arriscar. E arriscar porque há razões para isso. O que ME INTER-ESSA. De certo modo não “dá trabalho” porque a vida acontece. A criança não entra no quarto escuro sozinha. Mas de mão dada em quem confia, arrisca. Há razões para entrar. O Nick não deixou de fazer o que fez, sem esse fio que o segurava. E arriscou. Arriscou-se. Eu quero. É simples. Só não é simples porque nós complicamos. Olhar para os olhos esbugalhados de quem vive assim, ajuda. Ilumina.

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16
Jun17

Grande mariquice

por Fátima Pinheiro

 

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 imagem tirada da net

 

Eu sei que estou a fazer o mesmo que hoje critico. Mas não faz mal, é só hoje! Isto dava mesmo pano para mangas. Podemos dizer "Madonnas há muitas!". Pois podemos, e até devemos. E títulos também. Mas o que agora ponho  aqui no meu blog se calhar enferma já de vícios de olhar. Uma Madonna já não é o que era. Nem um título. Muitas vezes não sabemos ao que vamos, outras vezes somos enganados. Para ir ao que interessa tenho passado, antes, a ler os verdadeiros opinion makers, que para mim são pessoas que pensam. Referências. Graças a Deus ainda há quem pense. Parafraseando Nuno Abecasis, "o que se escreve ou é uma coisa séria, ou é uma grande mariquice". Referia-se à política, mas não estamos longe dessa grande área. Pensar, escrever, dizer, fazer. Exterminar as barracas intelectuais que crescem em tablets e coisas digitais, como se o caminho fosse por aí. Digital sim, mas com cérebro. E a Madonna?

Não sei quem escolheu o título da exposição que está agora no Museu das Janelas Verdes, sobre a Mãe de Deus. Mas também isso não me interessa. Olho o título e poderia ser um convite a uma exposição sobre a estrela rock que tem andado pelo nosso país, e, diz-se, vai comprar a bela Quinta do Relógio, em Sintra, onde neste momento me encontro. Ainda ontem passei por ela, pela Quinta.

A exposição tem como título "Madonna. Tesouros dos Museus do Vaticano". Embora a cantora não seja ainda de museu, o título combina com ela no mood de um Dan Brown ou de um Rodrigues dos Santos. Estratégia de marketing para chamar para uma visita ao museu? É mesmo ao arrepio de chamar as coisas pelos nomes. As pessoas em geral pensam que Madonna é a Madonna. Como uma vez, estavamos perto da Páscoa, pus no Goole "Quaresma" e sairam-me só coisas de futebol.  

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07
Jun17

Vem isto a propósito das declarações do PR nos Açores sobre a política dos afectos. Há o antes e o depois dela. Será que ele disse  que há o antes e depois dele?

Sei que a política, como disse e bem Aristóteles, é a atividade mais nobre porque é a procura do bem comum. O bem comum que só merece se for o bem de cada pessoa. O bem de cada pessoa. Mais afecto que isto não há. Trabalhar para que cada pessoa esteja bem, que comungue do que de melhor a humanidade pode proporcionar a cada um, sem exclusões, é edificante para quem a faz e para quem disso benificia. Em sentido amplo todos fazemos política. O homem é, disse o mesmo filósofo, o homem é um animal político.

Mas quando se fala de Politica, em sentido específico, falamos dos que nos governam. A política é neste sentido, a actividade mais nobre porque se faz a um nível de big picture, ou seja, de quem tem nas mãos a complexa agricultura de semear o que vale para uma colheita digna de seres humanos. De quem tem a complexa tarefa de nada nem ninguém esquecer ou deixar de fora.

O PR refere-se ao Universo dos afectos. Sem dúvida. Mas isto não é a metro. Nem com voluntarismo. Beijar e abraçar, certo. Mas os meus braços não chegam a todo o lado. Os braços têm que investir em grandes decisões. Diz o Pedro Abrunhosa : "quando um beijo não basta...".

A política, como a entendo, tem a coragem, sim, do grande abraço. Um beijo pode ser tudo num determinado momento, contudo a política é estratégia e gabinete, é rodear-se de quem sabe e não engana. É ir à Rua sempre que preciso. É ouvir. Mas é sobretudo mudar, transformar, beneficiar. Um presidente é investido de "qualquer coisa " que o distingue. Por isso é que é Presidente. Não é "apenas" um homem de afectos. É um homem que afecta. Por alguma razão Aristóteles acabou por dizer que o homem  é um animal falante. Mas sabe o que diz, e sabe  o momento adequado para o dizer. E sabe calar. Recata-se e quando é a hora pula, se necessário, dando-se. Politicamente.

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06
Jun17

Também tenho falta de ar

por Fátima Pinheiro

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Não tenho asma ou coisa parecida mas às vezes falta- me o ar. A falta de ar manifesta-se de muitas formas, tem muitas causas, e muitas das vezes é atitude, ou falta dela. Digo hoje mais palavras que dizem o que digo sempre. Em grande parte faço da vida o que ela merece, ou não. Tudo me é servido de bandeja, os bens e os males. A mim cabe-me decidir. Decidir isto ou aquilo, decidir existir. A vida tem o grande mistério de um futuro que eu não sei, simplesmente porque o futuro não existe. Existe o que está aqui, hoje, agora. Falta-me o ar sim, bato com o murro na mesa. Isso acontece se me falta visão, e se resolver achar que a vida será como eu projetar. Tudo se atropela. O que fazer?

Parar, ter consciência que da minha parte, nas minhas mãos, tenho  "apenas" o bem precioso que é a liberdade , e, claro, os condicionalismos que todos conhecemos.  Agir em conformidade. Erguer a cabeça. Olhar o essecial. Que é bem visível aos olhos. Começo então a respirar, de novo. E com verdade devo dizer que nada fiz por isso.

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