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Rasante

Rasante

5 highligts para ser feliz já hoje


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fotografia de um dos meus Conhaque-Philo, que me fazem muito feliz, na Casa Museu Medeiros e Almeida

 

O meu método para ser feliz custou-me apenas o que vivi até hoje e é feito de lugares comuns. Só se distingue dos outros porque é o meu. Contudo, porque é mais o que nos une do que aquilo que nos separa, partilho. Penso que posso poupar tempo a muitos, e porque faz parte da vida um princípio básico: experimento mais alegria em dar do que em receber, o que só acontece - a alegria - depois de dar. Sem saltar primeiro,  nada de verdadeiramente  interessante me acontece. É uma receita sim. Uma prescrição que tenho aprendido. Paradoxalmente, é no entanto intransmissível. E os 5 highligts andam sempre juntos e sem ordem cronológica. São casados.  O sol nasce para todos, mas ninguém o vê por mim. O meu método numa palavra: rasar. 

 

Manoel de Oliveira, o Papa, Eduardo Lourenço, Santo Agostinho, Luigi Giussani, Luis Osório, Mafalda Sá da Bandeira, Georges Stobbaerts, Tim Cook,  são decisivos. "O resto é mar, coisas que eu não sei contar".

 

1. Confiar

Sem isso nada feito. Confiar significa apostar na hipótese de que ela, a vida, é e está para me ser favorável. Também posso mandar tudo à fava. É uma opção. Razões para a minha hipótese? Basta reconhecer que houve pelo menos uma vez na vida em que foi assim.

 2. Simplificar 

A vida é simples, não é difícil. Ela, a vida é, sim, complexa. Razões? O que faço eu para me por a funcionar, o que fiz e faço para ser e existir? Rien, de rien. Do envelope vazio não tiro 20€, verdade? Dificil é por exemplo, e digo para mim agora, fazer o pino ou jogar como o Ronaldo. Por outras palavras,  a vida está ao meu alcance, o trabalho que me é exigido é tão  só seguir ou desbravar as circunstâncias. Ser muito esperta a olhar, abrir os olhos. Observar, observar, observar. O quê? O que me vai caindo ao colo, e levantar o rabinho para ir ver por detrás, debaixo da mesa, ou do outro lado da rua. A vida é simples e exige simplicidade. E trabalho.

3. Distinguir

Distinguir o que interessa daquilo que não leva a lado nenhum. Distinguir essenciais. Aguçando o interesse, o gosto, ir ao core, ao que vale a minha atenção. "Não me encontrei no lixo". Um bom banho ajuda sempre. E depois? Depois sento-me e escrevo num papel o que quero. Um plano ambicioso. Mas verdadeiro. Um plano com aquilo que quero mesmo, de coração na mesa e sem medos. Neste momento não interessa se vou ou não vou conseguir. Interessa sim saber identificar aquilo que me pode fazer feliz. Sem rodeios, identificar o alvo. Mas sem pintar a manta ou brincar às utopias mentirosas, porque nos enganam com adiares perniciosos e subversivos. Por exemplo, não me venham dizer que gordura é formosura.

4. Decidir

Identificado o que quero, segue-se a grande revolução: ter coragem para decidir lutar pelo que quero. Revolução significa ruptura e por vezes vilolência. Este é o ponto de viragem. E não é difícil!!!!! Está à mão. É arranjar a coragem, cuja etimologia é "ação do coração".  Escuso de subir aos altos das montanhas ou ao fundo dos mares. É já.

5. Pedir

Não dá para nos isolarmos. É mentira. Tudo e todos ajudam. Mesmo quem nos é obstáculo. Podemos usar a varinha mágica do espírito positivo que corta a direito e entende quem mais não sabe do que emanar o negativo. Há pessoas e coisas leves e outras pesadas. Neste ponto o segredo está no pedir eficaz, que pede à pessoa certa. Se pedimos também a Deus, então chama-se oração. E peço também aos outros e a tudo.  Arrepio caminho, ganho gosto e consolação. É mesmo "impossível viver sozinho". Companhia, memórias, sabedoria, amor. Vamos a isto, agora!!!