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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

16
Nov17

Há dois tipos de pessoas

por Fátima Pinheiro

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       TM Rasante

 

Revi nestes dias três entrevistas a pessoas que me interessam. O entrevistador, era o mesmo. Na segunda-feira fui ouvir Eduardo Lourenço, na Gulbenkian, numa conferência sobre o tema Haverá lugar para Heterodoxias? E há aqui um ponto de convergência que se tornou claro para mim, bem como a redescoberta do que é saber entrevistar. E uma grande conclusão, que mais uma vez reapreendi, que é a palavra que me "diz" mais. Eu já sabia, mas experimentei mais uma vez.

Há dois tipos de pessoas: as pessoas discurso e as pessoas presença. A vida passa por mim e vou apreendendo a reconhecê-las. E mesmo quando cada um destes tipos têm laivos do outro, acaba por imperar ou uma ou outra. Em relação ao que vi nestes casos que referi não tenho dúvidas: dois discursos e três presenças. O discurso pode ser lógico, interessante e ortodoxo, mas reduz-se a uma lógica demagógica, corriqueira e asfixiante. Perde assim até o direito a ser chamado de discurso na verdadeira acepção da palavra, sendo apenas a cassete de sobrevivência. E por incrível que pareça, vende.

Com as pessoas presença é diferente. O tempo pára, elas têm olhos e olhar.  A entrevista e o grande plano deixam ver. Revelam. É como estar ao vivo com as pessoas e ao fim do dia lembro, como se fosse agora. E sorrio. Aí soa então bem fundo a palavra que mais me diz. Que me realiza. Já estão a ver qual é? E todos os dias soa mais. Todos os dias é como se fosse diferente. Não é cassete, realiza!

Uma boa entrevista? É saber entre vistar. É saber, quanto baste, antes de enfrentar o entrevistado. Trabalho, mais trabalho de casa, que inclui o trabalho da própria vida de quem pergunta. E nesse entre ter, mostrar na cara e no corpo, o bicho que está na berlinda. No que está gravado  - no gravador e na memória do coração - podemos andar para a frente e para trás (chama-se  silêncio, meditar, recolher, recuar para avançar, tempo ao tempo).

No caso, o entrevistador foi sempre o mesmo. E nas entrevistas que revi, vi de tudo. Numa delas porém vi dois homens.

De Eduardo Lourenço já aqui disse tudo. Ele, o homem das heterodoxias, é um ortodoxo, como lembrou no outro dia. A humanidade tem a vocação da verdade. Não a da verdade opressiva, mas a da verdade positiva, que liberta. Foi o que revi há dias naquela entrevista, dois homens desarmados, sem rede, a mostrarem-me quem sou. Uma arte.

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E o respeito pelos mortos que ainda estão vivos? Um Panteão não é um lugar para jantares ou coisas do género. Ponto. Volta não vai vem à baila. Agora foi por causa do encerramento vip da Wesummit. Levantam-se as vozes dos que se justificam e dizem não serem responsáveis. Levantam-se as vozes dos que lá têm família. Levantam-se as vozes dos opinion makers. É compreensível. E surgem-me à cabeça nomes de vivos célebres, que hão-de gerar polémica de se saber se devem ou não ir para o Panteão. É compreensível.

Contudo o que penso hoje acima de tudo é na consciência do que é bem e mal –palavras hoje em dia aparentemente demodée, mas afinal não tanto porque senão não teríamos esta procissão de opiniões -, de que cada um de nós é capaz do melhor e do pior, e que não sabemos é tratar de quem está vivo. Há pessoas que são figuras públicas, e dessas há uns que são políticos. Por essa razão é-lhes exigido que respeitem os vivos que um dia, tal como esses políticos, vão morrer. E não sei se irão ou não para o Panteão. Há um perfil de ser panteonável?

O que sei é que cada português deveria merecer respeito. Um tratamento humano por parte de quem nos governa. Cada um tem a vida dupla ou tripla que entender, mas está mal. Não se brinca à política. Duplos só nos filmes. Tenham juízo, não falem mais do Panteão, já percebemos.

Não é tempo de dizer que Portugal é saloio, por pôr a Websummit nos píncaros. É tempo de cuidar dos nossos vivos. Preciso de dizer como? Tratem das florestas, não digam que os presos comem bem porque é mentira, ponham os criminosos na cadeia para a inserção social, e tratem-nos bem, mas sem presos vip. Não suspendam penas, resolvam logo. Não adiem processos, num sistema pior que kafkiano (porque este era só no papel). A “justiça” é tantas vezes falsa, cúmplice. Têm todos telhados de vidro, não é? Só pode ser.

Não digam que a eutanásia é bom, ponham em ação os cuidados paliativos. Eutanásia é matar, e ninguém é dono da sua vida. Os que decidem que assim querem morrer é porque nós não estamos lá. E os media estraríam a dormir, quando no fim de semana passado passou a Marcha pela vida, em três cidades deste nosso panteão?

Temos a nossa vidinha e investimos no green, no saudável, no futuro. Mas qual futuro? Quais alterações climáticas cabeça de cartaz! Os jovens entretêm-se nos Urbans. Arranjem-se ofertas atrativas. E depois acontecem os tais espancamentos até à morte, e como tudo o que é difícil, segue a marinha.

Não cortem no que realmente nos torna mais humanos. Na educação, que acaba por ser um frete e stress para todos: pais, filhos e professores! E na cultura? Desta nem digo nada. É uma vergonha. Sejam humanos. E se fizéssemos tudo para todos irmos para o Panteão? Mesmo. Não basta um país de mortos vivos. E o que me custa muito é ver as provas à vista, e, mesmo assim, branqueamento dos tipos que me andaram a governar a roubar...Dedicam-se agora à escrita. O dinheiro devia ir para os Hospitais. Minorar o sofrimento. Mas não, do que eles gostam é de vir na primeira página dos novos jornais ( agora on line, é estarem sempre a aparecer), e pelas “melhores razões”. Deixem lá o Panteão sossegado, e tirem mas é as lagartas do almoço dos nos filhos. Deixem-se de tretas. E a miúda que tirou as fotografias tem um processo disciplina em cima!!!! 

E encontrei a lagarta! Nunca sabes onde jantas, não é Costa? Tinhas a vaca e o queijo na mão. De acordo com a lei, bastava teres dito NÃO. Olé! Ao menos não havia lagartas no evento...

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09
Nov17

Para quem se perdeu na Websummit

por Fátima Pinheiro

 

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Roberto Begnini faz a proeza daquela que devia  ser a Cimeira de Firenze. Vejam o video. Foi em Setembro passado e não há palavras para descrever este homem que revela uma genialidade que me mata. Mata o que não sou, para uma emersão irreversível. Eu já sabia  que Divina Comédia me lê toda. Não sabia é da paixão por ela. O poeta, genial seguramente, passa-me a pente fino, sem rodeios, por todos os cantos do meu "eu". Escancara-me  todas as portas. 

E é universal e intemporável. Não é mais dos italianos do que dos outros. Mas ser italiano é aqui um privilégio. Em Direito e Beleza, ai meu Deus. Começa assim:

 

No meio da caminhada das nossas vidas

encontrei-me por uma floresta escura 
porque perdi o caminho  imediato

 

Não me venham com piedosas intenções. Eu quero o longe e a distancia.(José Régio). Quero? Sim, de que me vale o mundo inteiro, se me vier a perder ?

 



 

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08
Nov17

Websummit sim, mentira não!

por Fátima Pinheiro

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Greve dos médicos à porta da Websummit! É só uma sugestão. Este Portugal tão surpreendente não tem nada para esconder. Ou terá?

Somos tão amigos uns dos outros, estão em Portugal os grandes do mundo...Abraços e bejos, beijos e abraços.

Eu sei que esta Cimeira não brinca e que pode vir a ser um trunfo para a resolução de problemas. Mas não está a par de tudo o que se passa. No meio vão surfar, o que é muito bom mas importa abrir o jogo.

Portugal não é só "wonderful, sun, amazing". Há pessoas a "surfar" nos Hospitais de Portugal. Agora. 

Há fogos que não se apagaram por incúria.

Websummit sim, mentira não.

Queremos consultas e as cirurgias que estavam programadas a serem feitas. Assim não dá.

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07
Nov17

Websummit: a House of Cards

por Fátima Pinheiro

 

 

 

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Está lá tudo. De uma forma ou de outra, nada falta. As cartas, o jogo, vai começar. Abrem-se palcos e discursos. 1.600 empresas de todo o mundo, 270 são portuguesas, encontram-se lá para negócios.  Mas ontem foi já a Abertura. Prometeu. Mas do que vai acontecer não sabemos. Agora que a tecnlogia não deve esquecer a vida, que a inteligência é um conceito crucial, e que não é monololítica, que a inteligência artificial pode ser perigosa, como afirmou ontem Stephen Hawking, não será um bom mote? Que Lisboa e Portugal têm tamanho, é bom ouvir. E da boca dos nossos portugueses que já ontem discursaram, ouvir que a Beleza tem nome é muito bom. Não disseram bem que nome é, mas que passa pelo caminho do tornar tudo simples, é muito, muito bom.

No fim o balanço. Vamos ver. Quem é avesso ao que a tecnologia e o bem  nos podem trazer? As sementes, de muitas nunca saberemos o futuro. Hoje daqui pouco vou conhecer a Sophia, estou curiosa, mas de uma coisa tenho já a certeza: não quero morrer nos seus braços. Nos teus, Kevin Spayce, poderá ser. É mesmo preciso saber jogar...

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06
Nov17

A humanóide dança?

por Fátima Pinheiro

 

 Continuando o tema da robot  Sophia que vai estar a partir de amanhã na Websummit, hoje posto esta habilidade

da rapariga. Olhem uma boa chance para os tímidos ! Não deve é ser barato. Mas há o euromilhões!. Isto hoje nem é um post.  Volto em breve.

Vou mergulhar no maravilhoso mundo das Cimeiras. A menina dança? Claro...

 

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Sophia é uma robot que fez a sua primeira aparição pública em  Riade em Outubro. Foi considerada um tal prodígio que recebeu a cidadania  da Arábia Saudita  diante das centenas de delegados na Future Investment Initiative.

Sophia é a primeira robô a ser cidadã, e vem ao Websummit, faz parte dos oradores confirmados na feira de tecnologia que acontece de 6 a 9 de novembro na FIL e no Altice Arena.

 “Estou muito honrada e orgulhosa por esta distinção única”, declarou a humanoide, segundo a BBC. “É histórico ser a primeira robô do mundo a ser reconhecida com a cidadania”, acrescentou Sophia, que apareceu no palco da conferência árabe sem qualquer lenço, o que o governo exige às suas cidadãs. Nas redes sociais, já são, por isso,

muitos aqueles que criticam o facto de esta humanoide ter alegadamente mais direitos que as próprias mulheres da Arábia Saudita.

Sophia foi criada eêpela Hanson Robotics. O fundador desta companhia tem reputação mundial pela semelhança humana (em termos de aspeto e atitude) que empresta aos seus robots. Além do seu aspeto, Sophia está a ser considerada notável por ter uma gama completa de expressões faciais, conseguir reconhecer rostos, ter conversas naturais e olhar o seu interlocutor nos olhos.

Em março de 2016, numa apresentação no festival SXSM, o criador desta robot perguntou-lhe se queria destruir humanos. Na altura, Sophia respondeu: “OK. Vou destruir humanos”, relembra o Business InsiderDesta vez em Riade, a humanoide afirmou que quer usar a sua inteligência artificial para “melhorar a vida”. De acordo com a empresa chinesa, este e os seus futuros produtos robóticos serão usados como acompanhantes de idosos em lares de terceira idade, bem como servirão de assistentes em parques e eventos.

Eu por agora assimilo a informação, e como vou estar na Websummit, quero fazer-lhe umas perguntas. Se conseguir, voltarei aqui com o tema. Uma é esta: porque tens esse nome? Topam? Outra: disseste "good night sweet world"? Doce?

 

 

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02
Nov17

Eu, fiel viva

por Fátima Pinheiro

Está cinzento. Hoje comemora-se o Dia dos Fiéis Defuntos em Portugal e no resto do mundo. A data também é conhecida como Dia dos Finados, Dia dos Mortos e Dia das Almas (conhecida como All Souls Day a nível mundial). Um dia serei comemorada assim. Muitos põem uma cara pesadona, outros choram. Eu não comemoro em especial. Todos os dias tenho presente este factor das nossas vidas e pergunto o sentido da minha vida. Tudo fica mais claro.

Nestes dois últimos anos morreram-me muitos. E, claro, o facto de lidar com a morte todos dias, não me tira o espanto e a dor daqueles que passam a estar comigo de outra forma. E também choro. E também choro os que não conheço. Contudo o que faço, e aqui está a outra face da mesma moeda, hoje comemoro o dia dos fiéis vivos. Eu incluída.

Hoje é então também dia de comemorar a vida. Mas claro que aproveito para conhecer mais sobre os que morreram. Tanto nas recentes mortes em Pedrógão e nos outros fogos que se seguiram, como com os mortos conhecidos universalmente, como Santo Agostinho, um dos meus mortos favoritos. E está bem vivo. Para ele foi a morte de um amigo que o levou à Filosofia. Não descansou enquanto não encontrou a resposta para o sentido de andarmos aqui.

Eu sei que não é preciso ser filósofo para encontrar a resposta.  E também sei que aqui sim, é uma estrada para pôr o acelerador a fundo. Não é matéria para picar ponto. Não satisfaz flor na campa, nas cinzas ou deitá-la ao mar e siga a marinha. Não é picar ponto.

Mas somos livres. Cada um faz como quer. Era o que faltava! Não me impeçam é de comemorar à minha maneira. Certo?

Começo por um ramo de flores. Vou sobretudo olhar os outros de forma nova. Ao meio dia e meia tenho um encontro marcado com um santo. O resto vou fazer tudo igual, o que para mim está sempre na novidade de fazer sempre novo, porque um dia não é igual ao outro. É através de tudo isto que a alegria não me larga e gere o choro e me põe a andar.

 

 

 

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31
Out17

Estaline teve um caso...

por Fátima Pinheiro

 

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Em pleno centenário da Revoluçao russa, porque conheçi o Pe Romano Scalfi, que partiu para o céu o ano passado, no dia de Natal, e porque hoje um seu "colega", sem igual, Eugen Kissin, vai fazer parar o tempo, celebro a efeméride com esta bela história.

Quem "inventou" que diante da Beleza um coração pode ressuscitar? Ou que a experiência da liberdade está ao alcance de todos, mesmo que pareça tarde de mais? Maria Yudina era uma miúda russa que desde pequenina começou a tocar piano maravilhosamente. Os pais aperceberam-se dos seus dons e, com sacrifício, puseram-na no Conservatório de Moscovo, onde se aprendia e aprende mesmo a sério. Só que como ela professava a religião ortodoxa, não tinha grande "futuro" profissional. Não terá sequer ido à Alemanha de Leste.

Realmente as vidas marcam. Um dia ela tocou um concerto que passou na Rádio e Estaline ouviu. E espantou-se. Pediu logo que falassem para a Rádio a pedir um disco dela. Claro que não havia discos de Maria Yudina. Mas não se podia dizer "não". Nessa mesma noite, às quatro da madrugada, gravou-se o concerto. O primeiro maestro que foi convocado para a inesperada encomenda não tinha lá muito jeito. Veio um segundo, só que estava bêbado. E à terceira acertaram. No dia seguinte metem o disco numa capinha e levam a Estaline.

Consta que quando Estaline morreu tinha no gira-discos o disco dela. Mas vem agora o mais importante e que mostra a pinta, a coragem dela, e o que isso terá nele provocado. Estaline quando recebeu o disco meteu uns rublos (muitos) num envelope e fê-lo chegar à pianista. Ela escreve-lhe uma nota agradecendo mais ou menos com estas palavras: 'em primeiro lugar agradeço-lhe o facto de ter apreciado, reconhecido a arte, a beleza da música, e quero dizer-lhe que a partir de hoje vou rezar todos os dias pela sua alma, para que Deus lhe perdoe todos os males que fez à humanidade. Quanto ao resto, agradeço a oferta que me fez, a qual acabo de dar à Igreja que costumo frequentar.' Isto é uma experiência de liberdade...É um história fantástica! De pessoas livres! Estaline nem teve coragem para fazer nada contra ela, tal foi a liberdade que terá experimentado...

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30
Out17

Bateria no meu Peito

por Fátima Pinheiro

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Sim é sobre Rui Rio e Filomena Cautela, no "5 para a meia-noite". Foi na semana passada, passou no meu feed de notícias. O meu facebook mostra-me o que me querem mostrar. Facilita-me a vida.

Hoje quero dizer duas coisas, uma sobre Rio, outra sobre Cautela. E ficamos a saber quem, à meia-noite, passa a abóbora. Nem de propósito, em onda de Hallowen, mas com Cinderela em Horizonte, a coisa do sapatinho a caber.

Filomena. Dita e feita para o programa. Um sex appeal muito inteligente, de dentro, do peito. Noutro registo: que miúda gira! E não é para todos. É preciso talento mediático. Mas hoje não escrevo sobre o programa. Digo apenas que tem estilo, tem espaço e revela potencial. Tipo americano, mas potencialmente inovador.

Rui Rio. Afinal é um tipo cool,  com um "lado A" relax e fofinho. E gosta de Bateria! Ai que maravilha. Desceu a Lisboa, em Campanha. Ficou bem no retrato, os presentes, incluido as apresentadoras, não podiam ser mais apoiantes. Eu não sei quem escolhe os convidados, mas que cheira a apoio a Rio, disso não duvido. Cheira-me a coisa organizada, pensada; ele, leio noutros sítios, considera-se estável. Tudo dito. E o título do excerto que o "5 para a meia-noite" destacou é este: "Rui Rio: 'Preferia fazer os debates com o Santana Lopes'.” Fora de contexto é mentira. Rio recusou debater com Pedro Santana Lopes.  Chama-se a isto induzir em erro ou manipulação. É muito feio. Cautela!

Não disse nada de jeito, ou de peso, eu. Mas verifiquei mais uma vez que nada  é por acaso. E dá-me a ideia que as preferências  - estávamos na RTP -  são óbvias.

Perfeito coração bateu no meu peito? Só no da Cautela.

Preparem-se para cenas destas que mais não são do que  "uma asa que não voa/Esmorece e cai no mar"

Eu sigo o que o a Amália canta, que quer um perfeito coração a bater. Não corro por menos. E sempre para unir, num sapatinho onde possa caber Portugal, meu Amor na tua mão. 

 

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