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Rasante

Rasante

A Carlos o que é de Carlos, a César o que é de César

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  "Sunrise", Murnau (1927)

Enquanto a Coreia do Norte atinge "historicamente" o mar do Japão e Augusto Santos Silva, ontem, na RTP, "presumia" (eu sei, eu sei, que ele foi o escolhido - bruxo - por Costa para nos "governar", enquanto ele foi a banhos) de 1º Ministro, e Trump twitava neste 4 de julho tão singular, assim como que a gozar com o lider coreano e a apressar a China, enquanto isto tudo , uf, Carlos César defendeu o indefensável. Ele é que precisava de umas boas férias, daquelas de mais de 22 dias. Nenhuma situação se resume a demissões, disse. Pois. O resto é também um chorriho de lugares pouco comuns. Pelo menos, comigo nada têm de comum. Que governar - transcrevo - se reduz a coordenar. Que Costa tem direito a férias e que nós não temos nada com isso, ao que digo que eu me preocupo com quem nos governa, pois todos temos direito ao descanso, mas, claro, descanso depois do trabalho. Por exemplo, quem precisa de umas boas férias são os bombeiros, são os meus compatriotas de Pedrógão (desculpem- me esta espécie de humor negro, os que morreram já foram...), e férias deste desgoverno. Por outro lado, também lamento as férias precoces da geringonça, e do nosso Presidente.

A política da avestruz até pode dar resultado. Mas não é digna desse nome. A Democracia que ofereceu de bandeja o governo a estes senhores que agora ainda querem pedir as armas a Espanha, e que, ainda na voz de quem já foi ministro de várias pastas, incluindo a da Defesa, vem pedir com um rosto cheio de gravidade e de indignação que se deixem as Forças Armadas de fora do jogo político, essa política, dizia eu , não merece esse nome.  Não haverá por aí ninguém que fale com mais autoridade e responsabilidade  - mais soberano - sobre as Forças Armadas? Nem está mais que sabido que nada escapa aos jogos políticos?

Parabéns Assunção Cristas, parabéns Clara Ferreira Alves, respetivamente ontem e no eixo do mal, pelo que disseram do que é imputado a este governo. E desculpe senhor primeiro ministro, embora saiba que não lhe vou estragar as férias, o senhor foi de férias para não se queimar, diga lá!!! Até o percebo, já houve fogo para dar e vender. Mas Portugal não vai de férias não. Há neste País exemplos notáveis de pessoas que todos os dias vão fazendo obra.

Mas olhe, há males que vêm por bem. Deu para ver quem ainda é primeiro ministro. Enquanto isto, ontem, depois do trabalho, ainda tive tempo de ir à cinemateca ver um filme que recomendo, a mim, em primeiros, e a todos, O Retrato de Dorian Gray.

 

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