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Rasante

Rasante

A maior inovação

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Inovar está na berra mas não é moda. Não é moda porque "a moda é aquilo que passa de moda", e a inovação veio para ficar. Inovar é uma espécie de "vou fazer o que ainda não foi feito." Mas dizem que nada há de novo debaixo do sol!! Devo dizer que sim e não. E ainda que a maior inovação é um facto e que o resto é analogia. Tudo está nas minhas mãos, sendo a responsabilidade uma ponta por onde se me pegue. O mais é brincadeira, ou desnorte, ou entretenimento. 

Fazer novo é fazer "do nada". Coincide esta definição com o conceito judaico-cristão de criação. Só Deus "faz" a partir do nada. Aliás é isso que Ele é. É o que permite o desenvolvimento sustentado e sustentável. Os outros artistas, com as suas ideias, criam a partir de matéria já existente. E a História tem mostrado maravilhas. Como também tem mostrado horrores, no que respeita a inovações. "Nem lembra nem ao menino Jesus", é uma frase bem conhecida. Dos horrores do Holocausto, à Madre Teresa de Calcutá.

Inovar tem sentido? Cada um de nos é uma inovação. Por isso faz sentido inovar o que somos, o que fazemos, e, como não somos illhas, faz sentido inovarmo-nos uns aos outros. Então não há mãos a medir. Do nascer ao por do sol. Até no dormir se inova. E nestes dias atribulados e confusos em que temos vivido...

Do peido de Salvador ao material explosivo de Tancos, do ajuste de contas partidárias a um presidente que exige investigações "a fundo", como se fizesse sentido exigir uma investigação assim-assim, de eleições à porta e promessas de paraísos, que tal viver num mood de inovação o novo dia que nasce e por nós chama? Como? Muito simples:

  • ter a noção que estamos vivos e estar à altura
  • ter a noção de que este pode ser o meu último dia aqui, na terra, e actuar para deixar tudo no seu lugar...
  • viver este dia como se fosse o meu primeiro dia de vida, que saí agora da barriga da minha mãe com a idade que tenho hoje (desafiaram-me um dia a fazer este exercício...)
  • olhar,olhar,olhar
  • ver,ver, ver
  • viver em primeira mão
  • saber e lutar pelo que mais vale, cada um de nós.

Tudo o mais é trabalho de cadáveres adiados.

 

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