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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


01
Ago17

A minha querida LGBTIQ+++++....

por Fátima Pinheiro

 

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A ideologia de género é mesmo ideologia e não faz o meu género. Pretende fazer do zero, rebentar com a família, embora use o mesmo termo para a sua aquitectura. E, obviamente, eu, e alguns como eu,  sou categorizada, pertenço, a um período histórico mental ultrapassado.  Até a gramática já mudou!! A língua, essa, já mudou.

Não é por acaso que a Filosofia, há milénios, começou com a lógica, com um estudo das palavras e, sempre que surge um filósofo, é da linguagem que tem de tratar primeiro. Aristóteles ontem, Husserl em 1900, e hoje, para abreviar, os analíticos. Não falo hoje da origem, mas da natureza. Da origem há novidades: Dan Brown já nos deu o presente de Natal.  Da natureza sim, vou abundar. Para isso recorro ao meu filósofo preferido que diz que reconhece, e bem, que "o enunciado não termina em si, mas na coisa". Por exemplo, se eu digo "este copo é de vidro" este enunciado não fica fechado em si mas aponta para "isso" que intenciono. E posso intencionar de forma gestual, ou das formas que eu for capaz de criar para referir a mesma coisa, neste caso o que é designado pela palavra "copo". Com a LGBTIQ (a abreviatura tem vindo a aumentar) passa-se o mesmo.

Pouco importa o nome que eu der a esta ou àquela pessoa, o masculino e o feminino são intencionados por mim, mesmo se eu usasse outras palavras. Há homens e há mulheres. Ponto. Por muito que se diga o contrário quando alguém nasce, não nasce selvagem, é menino ou é menina. É como na gramática haver o género masculino e o femininino. 

Uma vez perguntaram ao  D.José Policarpo se era a favor do casamento homosexual. Ele, que conhecia o jovem jornalista, respondeu: "só se for na tua terra!". 

Obviamente que "cada cabeça sua sentença", não nos vamos processar uns aos outros por pensarmos as coisas de forma diferente. Posso ser Lésbica, Gay, Bisexual, Transexual, Intersexual ou ainda a Questionar. Trata-se de uma ideologia porque trás disto vem uma visão do mundo, não faz por menos. É uma uma forma de entender os homens e as mulheres,  uma forma de ver que parte da cabeça e perde pouco tempo a olhar as coisas; que defende que uma visão do sexo apenas como atração entre um homem e uma mullher é mentirosa e redutora. É só uma opção, uma entre tantas... Ser mulher  e ser homem é algo que cada um vai decicidindo ao longo da vida. O "y" dos cromossomosas é para esquecer.

E se argumentos mais não tenho para pensar de forma diferente, paciência. Tenho o mais forte de todos: a natureza. Gosto de ter pai, de ter e ser mãe e de ter filhos. Claro que se algum deles fosse das comunidades LGBTIQ, amá-lo-ia assim, da forma como escolheram viver. Faz parte da minha natureza e da deles. Amarmos e ser amados.

Donde tira a sociedade, de onde tiramos nós, a ideia dos papéis masculino e feminino? Não é de ser rico ou pobre. É das vidas e das caras das pessoas que por mim passaram e passam. É das vidas e das caras das pessoas por quem passei e passo. E esses encontros e desencontros são muitas vezes duros e complicados. Mas não é por isso que as coisas deixam  de ser o que são. Só a liberdade é que gosta de "sair", faz parte da sua natureza. Tudo o mais é para se construir. Um filósofo português lembrou que o homem é dado em natureza para se reconstruir em liberdade. E  ontem Eduardo Lourenço - um homem que sempre quiz ser homem ao longo da vida... - na entrevista que deu ao Público disse "Sei tanto agora que tenho quase cem anos como quando tinha dois."

Quando eu era pequenina, aos domingos de manhã, ainda na cama, ouvia o meu pai e a minha mãe, também ainda na cama, falavam, falavam, falavam. Por isso eu sou hoje tão feliz. Ao longo da vida fui questionando, finalmente encontrei-me e sei o que quero. Fui a menina do meu pai. Não fui a sobrinha do tio que ia casa do irmão brincar ao "ursinho" com a menina que conheci em mulher, e ainda  lhe dói o que calou durante anos. 
Teria mil mil histórias para aqui contar. E sei que somos todos únicos e irrepetíveis. Lembro só a da Patrícia, que antes de se chamar  assim, se tinha chamado Pedro,  fez uma operação ... Disse que ainda era infeliz, mas que ao pé de mim se sentia bem, que nem precisava de fumar. A cara rebentava de silicone.

E a história do João, que passa a vida a dizer bem das tias, que eram gays, lésbicas, ou homosexuais, mas que o criaram, e que lhe deram tudo, mais do que muitas famílias com pai e mãe. Ainda bem. O amor é muito bom. Agora, as coisas são o que são. E cada caso é um caso.  Como se passa com os heterosexuais. Eu não me reduzo a um número.

Por vezes é como se os meus queridos LGBTIQ tivessem várias peles vestidas. Às vezes despem-nas. Para mim!!! Alguns fumam...

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4 comentários

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De José Gabriel a 01.08.2017 às 13:25

Boa tarde, Fátima!

Nem sequer li ainda o que escreveu hoje, passo já a dizer-lhe ao que venho! Não sei se esta aplicação onde coloca os seus pensamentos, lhe permite apagar comentários inconvenientes, de qq modo julgo ter o fair play suficiente para suportar o que vem a seguir...

Sigo-a desde que iniciou as suas crónicas blogueiras no Expresso, e aqui tenho de referir, que algumas delas eram tragáveis, outras nem tanto. Já fomos amigos virtuais no feicebuk, amizade que terminou bloqueada da sua parte, julgo, por divergências insanáveis de entendimento da "realidade" que nos rodeia, colocadas em comentários (raros) meus no seu mural!

Não me querendo alongar, venho depois de ver o que colocou e escreveu sobre touradas no seu mural o seguinte:

A sua incoerência é total!

A minha cara, que defende um certo humanismo, não consegue esconder a contradição que existe quando defende o indefensável!

É apenas um conjunto de gente foleira, que se dedica a tal irracionalidade, sendo certo que contam, por exemplo com as TV's preocupadas apenas com os shares..


Com efeito, as touradas são espectáculos abomináveis, conduzidas e apoiadas por gente abominável, a que se junta pelos vistos a Fátima, esquecendo que qualquer pessoa que se diga civilizada, apenas pode lamentar, lutar contra, e condenar tal barbaridade!!!!

Como é que nós ocidente e dito 1º Mundo podemos condenar TRADICIONAL mutilação genital feminina, ou a luta de galos sangrenta asiática, quando permitimos a regressão da civilização e o regresso da barbárie com os touros de morte em parte do PAís???

Continua...


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De José Gabriel a 01.08.2017 às 13:36

( cont.)

Como compreender esta bestialidade humana, quando gente supostamente bem formada, dá o seu aval a tamanha desumanidade, sem perceber sequer qua a tourada é a expressão metafórica da maior parte da violência doméstica, e fundamenta em grande parte do país o assassinato em casos de alegadas infidelidades conjugais ou de parceiro/a ?!!!!!

Continua...
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De José Gabriel a 01.08.2017 às 14:14

E muito mais haveria a dizer, mas não pretendo abusar da sua paciência e dos eventuais leitores e sendo assim, eu que já fui caçador por tradição familiar, e abandonei incompatibilizando-me completamente com a CAÇA Desportiva (!!!!!!), admitindo apenas a cetraria e caça para correcção das imparidades induzidas na Natureza pela actividade humana, convido-a a desbloquear-me do seu feice buk, para assistir à verdadeira tourada: o faena da BESTA HUMANA, que se desenvolve no meu Mural e nos Murais da Turma de JAVÉ (ÉLA) - Lucas Sky Walker, Adolfo Rocha MT, Manuela Prevot Melo Bastinhas, Manuel Silva, !!!!....

para quem não sabe quem eu sou, pode consultar aqui, e a de JAVÉ (ÉLA) também, ( os meus nicks no passado aqui no seu BLOGUE: xyz, monstro das bolachas, phileas fog, etc):

https://www.facebook.com/jose.gabriel.1004837

https://www.facebook.com/profile.php?id=100006210585347


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De José Gabriel a 01.08.2017 às 14:21

E informo-a que vou colocar a ligação para este seu artigo no meu Mural.

Cumprimentos cordiais
José Gabriel

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