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Rasante

Rasante

A minha "Teoria de tudo"

 imagem do filme "Para sempre Alice"/ tirada da net

 

Palavras e expressões. Cruzadas? Inúteis? Trocadas? Levadas pelo vento? Cruéis? Amantes? Gastas? Preciosas? Perdidas? Caladas? Punhais? Don´t come easyFechadas nelas ou a levar-nos longe? Sérias? Não se encontram, por vezes? Necessárias? Custam a engolir? Desentendem Delon e Dalida? Há homens delas? Estavam no Princípio? Sem elas nada se fez, nada se faz? Escusadas? Seja como for algumas tento não usar, assim como: "impossível", "a vida é difícil", "esquece". Então porquê? Tenho razões. E mais, sei que que de nada valem, se o que conta é realmente o que eles nos ajudam a intencionar. E sei que tudo valem, porque sem elas não sei como seria. Até o maior silêncio delas vive. Stephen Hawking (vejam o filme "A teoria de tudo", que estreou há pouco) com a doença que ainda hoje (com 72 anos) lhe fechou a boca, di-las com  um piscar de olho para o teclado e num olhar de encanto e de encantar.

 

"Imposível". Eu sei lá. Sou apenas metro do que posso medir. Ao cosmologista, com 25 anos diagnosticaram-lhe uma doença que lhe daria apenas 2 anos de vida.

 

"A vida é difícil". Depende de cada um, mas para mim seria díficil, por exemplo, fazer o pino ou fazer como o Ronaldo. A vida é, sim, complexa. Digam-me se é difícil eu, por exemplo, ter feito as minhas células e poder rir ou chorar? Ou fazer cada batida do meu coração? Sim , falo do canasto e do que que nele acontece.

 

"Esquece!". Basta ver o filme - ainda "quentinho" para mim -  "Para sempre Alice". Mas não preciso de ir aí. Quero saber. Digo: "não percebi!". A outra pessoa diz: "esquece!". Não esqueço. Eu quero saber. Doa o que doa. A que preço for. Tudo. Gerir o "momento"? Sim, é possível, é complexo (mas simples) e não esqueço -  muitas vezes sim, mas isso não é obstáculo e dou-me bem comigo. Levanto-me sempre. Não desisto de me entender a falar.