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Rasante

Rasante

E o elefante, nada?

 imagem da net

 

Sigo a tradição se ela me corresponde, se me torna tudo mais claro, a fazer sentido. Incluo ditados, provérbios e assim. Vem este post porque conversa puxa conversa. Melhor, porque blogue puxa blogue. Embora o tema deste post não seja de hermenêutica; é sim, também, para umas boas festas. Perguntava o autor do outro blogue: quem anda a estorvar quem? Isto a propósito da sua interpretação de um capítulo do livro, considerado por insuspeitos e homens de gosto, o melhor livro de sempre. Para mim é um livro sem adjectivos. Aquilo é que é um livro. Até o meu Oliveira o usa à exaustão num dos seus filmes. Já digo qual é. Se digo agora depois ninguém me atura até ao fim. Mas o livro sim: Os irmãos Karamazov. Quem sabe ler, se não não leu este, anda a leste. 

O que estorva? Para já "estorvar" é uma palavra maravilhosa. Entra a wikipedia: fazer estorvoimportunar, incomodar; embaraçar;  tolherdificultar; impedir.  Palavra maravilhosa porque é leve para o que significa. Não é por acaso que na brincadeira se diz que a palavra russa para "sogra" é "sóstrova". Avante.

By other side, "se um elefante incomoda muita muita gente, dois incomodam muito mais."  Neste caso não acho a tradição muito rigorosa. Não que seja especialista em elefantes.Conheço apenas os cinzentos, o cor de rosa e o invisível (o que toca, ou tocava, o sino no Jardim Zoológico não conta, era mais macaco). Então?

É que tudo depende do que é incomodar? Pois é. Aqui não preciso de ir ao dicionário. O filme não lembro agora do nome. E vou tentar hoje, mais uma vez, não in-comodar ninguém. A não ser tremelgamente. Ossos do ofício.A filosofia é a única "profissão" que mesmo a brincar está em serviço. Uma chata, é que é. Mudem  de elefante. Pronto eu digo: o filme é A Divina Comédia (Manoel de Oliveira, 1991).