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Arménios: genocídio "nosso" nos dais hoje?

por Fátima Pinheiro, em 12.04.15

 

Papa convoca Jubileu Extraordinário da Misericórdia/youtube

 

O genocídio do Povo Arménio, o primeiro do século XX, foi lembrado esta manhã na missa em Roma presidida pelo Papa Francisco, que lembrou outros genocídios . Os que acontecem hoje, agora. É a primeira vez que o termo "genocídio" é utilizado pela Igreja para se referir a este massacre. Os Turcos não terão gostado...

 

«Em várias ocasiões, defini este tempo como um tempo de guerra, uma terceira guerra mundial combatida por pedaços, assistindo nós diariamente a crimes hediondos, a massacres sangrentos e à loucura da destruição. Ainda hoje, infelizmente, ouvimos o grito, abafado e transcurado, de muitos dos nossos irmãos e irmãs inermes que, por causa da sua fé em Cristo ou da sua pertença étnica, são pública e atrozmente assassinados – decapitados, crucificados, queimados vivos – ou então forçados a abandonar a sua terra. Também hoje estamos a viver uma espécie de genocídio, causado pela indiferença geral e colectiva, pelo silêncio cúmplice de Caim, que exclama: A mim, que me importa? (…) Sou, porventura, guarda do meu irmão? (Gn 4, 9; Homilia em Redipuglia, 13 de Setembro de 2014). » O que vou fazer, decidir, este Domingo?

 

Aproveitemos a porta aberta por Francisco na sexta-feira passada ao proclamar um Jubileu da Misericórdia (a começar a 8 de Dezembro próximo, Dia da Imaculada Conceição, e  a terminar dia 20 de Novembro de 2016, Dia de Cristo Rei do Universo). Do alto do milenar vaticano ouviu-se: «Caros irmãos e irmãs, tenho pensado muito sobre como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual. Por isso, decidi convocar um jubileu extraordinário que terá no seu centro a misericórdia de Deus.» «Estou convencido que toda a Igreja poderá encontrar neste jubileu a alegria de redescobrir e tornar fecunda a misericórdia de Deus, com a qual todos somos chamados a consolar os homens e as mulheres do nosso tempo.» mais disse (ver video acima).


Durante este período será enfatizada a misericórdia de Deus pelos homens e as igrejas de todo o mundo serão convidadas a abrirem as suas portas mais tempo do que o costume, para promover o acesso ao sacramento da confissão, ou da reconciliação, como é conhecido também. Why not?  E há mais....

Na Bula que traça os grandes objectivos da iniciativa, Francisco pede uma Igreja centrada no essencial, propõe o perdão e a misericórdia como critério imperativo no concreto das intenções, atitudes e comportamentos quotidianos,  pedindo especial atenção aos que vivem nas mais diversas periferias existenciais que o mundo moderno cria de maneira dramática.

 

Para isso, é preciso “não cairmos na indiferença que humilha, nos hábitos que anestesiam a alma e impedem descobrir a novidade, ou no cinismo que destrói”, o que implica “abrir os olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados de dignidade e ouvir o seu pedido de ajuda”.

 

Francisco dirige-se também “aos homens e mulheres que vivem no mundo do crime”: “mudem de vida” e “não caiam na terrível armadilha de pensar que a vida depende do dinheiro”. O Papa conta com os “autores e cúmplices da corrupção”, que o Papa define como “uma chaga putrefacta da sociedade e um grave pecado que brada aos céus, porque mina as bases da vida pessoal e social”. Francisco espera ainda que este Ano Santo da Misericórdia “favoreça o encontro entre religiões”: vamos acabar com todo o tipo de desprezo, violência e discriminação?

 
 

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