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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


04
Out17

As Armas e os Barões Assinalados

por Fátima Pinheiro

 

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 cena do fime "A vida é bela"

O poder de umas autárquicas: mostram com mais clareza as armas e os  barões  assinalados. Não me refiro aos barões que aparecem agora a reunir. Entendo o que isso significa, mas antes escrevo sobre todos nós. Todos nós somos barões assinalados, como bem cantou Luís de Camões.  Gosto mesmo que me tratem por baronesa assinalada. Independente do que amesquinha e me pretende fazer a cabeça, digo o que penso, faço o que devo, e a minha participação política, que passa por Rasante, é viver tendo em conta os fatores todos. Desde o nascimento à  morte. Da família ao trabalho, do íntimo ao social. Uma cultura.

Assinalo  que a abstenção é crime porque mata parte da seiva que faz ser português. Assinalo o Adeus às Armas, que foi Tancos, e o facto de que no momento de votar o que interessa é o bolso. Tancos não interessa para nada! Nem a Marcelo, que não quer chatices com Costa. Marcelo, o Presidente de todas as selfies.

O que vale mais: a cara de Costa, uma cara leve que transborda de "porreiro pá" ou a cara pesada de Passos Coelho, que previne, não ilude e sublinha os podres? Também eu gosto da cara sorridente de Medina, e da  cara do  giro do BE. Já há homens giros no Bloco! (meninas, isto é para nós).

Não faço rescaldos, nem o caldo está entornado mais do que estava. Portugal move-se. Agora noutras  águas e o cenário é previsível. Dos fracos não reza a História. O que reza é quem pensa em desafios com futuro. Mas o que interessa o futuro? Eu também me interesso é pelo presente. Agora,  o presente não é um hoje sem densidade. O presente é a única oportunidade de construir um Portugal com coluna vertebral. O  resto, meus compatriotas, é caminhar passo a passo para a pompa e circunstância de funerais solenes na Basílica da Estrela, onde todos aparecem pesarosos.

Os barões assinalados são pessoas de bem, comem, bebem, e não fazem mal a ninguém. Uma  medianizinha como diz o RAP no " Calceteiro". Mas o mundo assim vai, e Trump e o da Coreia são pior. O sol e o turismo muito melhor.

O gesto da consciência humana é o que permite olhar para tudo isto com olhos de agradecimento. Sei por onde vou e arregaço as mangas. E como não sou maniqueísta, sei que somos feitos paredes meias de nobreza e vileza. O que me faz avançar é ter recebido um grande Amor, que me dá vida em cada adormecer e em cada  acordar. 

De nada  serve pensar como governar Portugal se eu não sei o que quero para mim. Que quero eu da vida? Mas estará realmente alguém interessado nisso? O tempo é pouco e  a questão é difícil. O melhor será ir andando ao sabor da onda, e depois "logo se verá"? Não. "A vida é  bela", como mostra o filme, cheio de razões que nem sempre temos pachorra para descortinar. Sei muito bem Por quem os Sinos dobram.

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