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Rasante

Rasante

Até com esperança fiquei, caro António Barreto

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A distinção entre a cabeça cheia e a cabeça inteligente. Ontem vi a grande entrevista de Vítor Gonçalves a António Barreto - 29 de  Junho rtp3. Abençoado facebook. Aqui vai. Dantes, há uns aninhos, tudo o que era sociólogo eu arrumava e ficava para quando tivesse tempo. Vítor Gonçalves sempre foi para mim um jornalista assim-assim, género podia ser meu filho, jovenzinho promissor, mas... Mas o que é, vem sempre ao de cima. Tenho por hábito não mentir, nem sequer piedosamente, e ando a facilitar- me a vida porque tenho vindo a saber usar uma linguagem sim,sim, não,não. Mesmo assim meio mundo me chama louco. Mas como tenho só metro e meio e não me levo muito a sério sou feliz e vivo sem presunções e a afinar os preconceitos que tenho. Gosto dos resultados e cada dia é mesmo uma aventura.

E diz Barreto, na entrevista, que não tem experiência recente para aceitar exercer hoje determinadas altas funções. Altos, caro senhor, são os sapatos, quando os são. De resto as funções medem-se por outros parâmetros. Deu gosto e consolo ouvi-lo. E até com esperança fiquei. 

Gosto porque ouvi chamar as coisas pelo nome. Coisa rara. Para o que o senhor tem em lucidez, ollhe que ao dizer "não",  pode vir a ter que dizer "sim". Não lhe enfiam o barrete não. E não me parece que seja homem de falta de sentido de estado. Não está para agradar, não está só para consolar - que reconheceu necessário mas não suficiente - , está para fazer e bem. Daí as reticências. Mas sem razão adequada para as ter. Olhe os políticos que nos governam....

Os últimos tempos mostram-me mais uma vez um Portugal de cócoras. Todos sabemos a história, como o senhor reconhece a certa altura. Só me faltava ouvir o Presidente da República afirmar ontem que é preciso investigar até ao fundo o que aconteceu em Tancos. Até ao fundo? E de Espanha, do que gosto mesmo é de calamares.

Quanto a ti, Vítor, peço- te desculpa e um abraço. Aguardo notícias. As de hoje e as outras. Eu não desisto.