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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


A propósito da entrevista que deu, o Bispo Azevedo*, um dos dirigentes do departamento/repartição cultural do Estado do Vaticano, tem toda a razão, Nossa Senhora não precisou de aprender português para falar com a Lúcia.


O que Vossa Excelência Reverendíssima ainda desconhece com certeza é que aquando das Cortes de 1646 onde D. João IV assumiu coroar a imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, como rainha de Portugal, Ela ficou de tal maneira comovida que resolveu pedir (aliás como sempre o fez em Fátima...pedir) a alguns doutos portugueses que com Ela partilhavam o Reino Celeste, para lhe ensinarem o português. Entre eles se encontravam Santo António, que seria Doutor da Igreja em 1946, mas na altura já um belíssimo orador, Frei Bartolomeu dos Mártires a que se juntou uns anitos mais tarde o Padre António Vieira, especialista em figuras de estilo. Aprendeu num ápice ou não tivesse já Nossa Senhora a fantástica experiência do Pentecostes.

Numerosos anjos se lhe juntaram, tendo sido os mais assíduos, o Anjo da Paz e o Anjo de Portugal, este último até por dever de ofício. Daí que, quando apareceu em Fátima aos pastorinhos, Nossa Senhora, tivesse já mais de 270 anos de experiência na língua de Camões, muito mais do que Vossa Excelência Reverendíssima, ou eu temos. Já agora, e sendo, um dos dirigentes da secção cultural da Santa Sé, em quantas línguas dos homens, Vossa Excelência Reverendíssima é expert, 7, 8, 12...70 X 7 (490)? Já que imagino que a língua dos anjos seja cadeira curricular básica em qualquer seminário.

Quando eu concluir o meu livro "Presença de Nossa Senhora em Fátima. Contributo para uma fenomenologia das Aparições", com base no que aprendi em Washington com Robert Sokolovsky, a conversa será outra. Hoje foi um discurso meio blogueiro.

 

O discurso teológico avança e faz-se com a ajuda preciosa da sua eterna serva, a  filosofia, "The making of essential distinctions", como bem a define aquele autor. Isto no momento adequado, sem esquecer a pastoral da Igreja, e sempre no serviço da fé. Agora, como "eu sou eu e a minha circunstância", escrevi estas linhas, na espuma destes dias, que  antecedem a vinda do Papa ao Santuário de  Fátima no centenário das Aparições.

 

* Nós para os outros Bispos também só usamos os apelidos ex: Cardeal Ratzinguer, Cardeal Montini etc. Porque é que para os de nacionalidade portuguesa temos de usar o nome completo e de mais com Dom... Nunca ouvi chamar Dom Joseph Aloisius ou Dom Christoph Schonborn ou mesmo Papa Dom Francisco....

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