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Eu a ter visões e aparições

por Fátima Pinheiro, em 17.05.17

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O bom bom foi mesmo o 13 de Maio no meio da confusão do recinto. Mas valeu a pena ver e ouvir as televisões, na véspera. Não muda muito em relação ao que as pessoas têm dito de Fátima nestes dias que antecedaram e sucederam à visita do Papa. Impressiona- me a ignorância em relação a este assunto, como em relação à Religião e às Igrejas. É semelhante em relação à filosofia. Toda a gente fala dos filosófos, sem nada ter aprendido de significativo acerca deles. O "Penso, logo existo" é um bom exemplo. De Matemática ninguém se atreve a falar com tanta ligeireza. Mas percebe-se...

Pior ainda quando a essa ignorância se junta uma visão da vida "porque sim", sem indagação, sem estudo, por "dá cá aquela palha". Não me venham com inquisições, pedofilias, torturas, crimes financeiros, ditaduras, e quejandos. Há disso tudo em todas as instituições. Eu nunca fui ao engano e sei que a cera das velas é reciclada e meter ao bolso é que está a dar. Sempre foi e será o afrodisíaco dos poderes. E sei que o primeiro papa, o apóstolo Pedro, a rocha sobre a qual Cristo edifica a sua Igreja, foi o mesmo que O negou três vezes.

Voltando a Fátima. Vi reportangens cretinas. Uma Tvi com peças ignorantes, perniciosas, e subversivas. E muito mais. Alguém se preparou? É a tv espetáculo, luta de audiências a qualquer preço. Quem estudou a matéria? Quem sabe o que se disse em Fátima a 13 de Maio em 2000? O que é o terceiro segredo? O que disse Francisco de novo, nesta sua visita? O que se pssou na Rússia em 1917? O que distingue estes últimos três papas em termos não só de simpatia e diplomacia, mas em termos teológicos e filosóficos? Que  escreveram?

E como era Jacinta? O que fazia, como vivia, que personalidade? Em que diferia do irmão?

 

S.Paulo disse que ao lado de Cristo tudo é esterco. Bem descreveu  Francisco que "Fátima é um manto de luz". Cabe e cobre tudo.

Ninguém é obrigado a ser católico. Poupemo-nos. Mas sejamos adultos, decentes. A conversa do respeito e da tolerância é um pressuposto, e não deixa de ser estranho termos que dizer que o somos.

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28 comentários

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De XYZ a 17.05.2017 às 11:48

Este texto mais parece uma alucinação, ( ou visão?), a fazer lembrar os tempos da censura...

:-)

Ouçamos o papa dos ateus com atenção, sobre o que a religião pode fazer às cabecinhas humanas, sejam elas propensas para a filosofia ou para a ciência:

https://www.youtube.com/watch?v=As63AzP98JM
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De Anónimo a 17.05.2017 às 12:27

Parece mas não é.
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De Anónimo a 17.05.2017 às 12:31

Richard Dawkins não tem a mínima noção do que é fé e razão.
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De Anónimo a 17.05.2017 às 12:32

Nem sabe o que é educação!!!!
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De XYZ a 17.05.2017 às 12:57


Facto: ele tem-se, e a comunidade científica tem-no por grande Educador... e agora?

Foi a comunidade científica que tornou possível, esta nossa conversação e todas as nossas maravilhas tecnológicas actuais, na ida à Lua, apesar das armadilhas do progresso... e agora?

Em quem é que eu, ignorante, vou acreditar?

Nos filósofos actuais, numa Religião, ou ?

Estou com um problema grave de fé...



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De XYZ a 17.05.2017 às 13:44


Mais do Papa dos ateus...

https://www.youtube.com/watch?v=bm_sE45uY_I
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De Anónimo a 17.05.2017 às 14:15

Acalme-se. Não está com nenhum problema de fé. O seu problema é mais de fezes. Cague à vontade. Não tenha medo. Repare que toda a gente se está a cagar para toda a gente. E ninguém se rala com isso. Veja como os nossos queridos líderes, uns dizendo-se crentes e outros agnósticos, lidaram com a visita do Santo Padre. Os primeiros, que são uns grandes cagões, preocuparam-se em serem bem vistos a beijar o Papa. Os outros cagaram-se para isso e tomaram conta de criancinhas... Somos, pois, um país de cagões e se a merda fosse dinheiro éramos os mais ricos do mundo.
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De XYZ a 17.05.2017 às 17:52


Sou calmo por natureza e obro sempre à vontade e quando tenho algum impedimento uso supositórios de glicerina :-). Na verdade, não vim aqui obrar, mas apenas debater com a autora, que respeito, ou pelo menos tentei.

Acho que não foi por acaso que o Francisco a seguir à visita, disse que o problema da Igreja é o clericalismo ( julgo que foi assim que ele se referiu) e por acaso vi a reportagem da TVI, em assunto aqui, e diverti-me.

O nosso clero na generalidade, entretido mais com teologia e filosofia, parece-me, faz parte do movimento reaccionário à actual Liderança. De resto, sobre a nossos líderes concordo consigo.
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De Anónimo a 17.05.2017 às 15:02

Não vale a pena linguagem de baixo nível. Indo ao tema deste post, nem tudo o que parece é. E nem a quantidade foi argumento para nada. Quando um cientista fala destas questões está a ser filósofo. Donde lhe vem legitimidade para assim falar? Os argumentos que utiliza escapam à metodologia científica.

Mais, acho que em relação a estas questões, há que usar as palavras no mesmo sentido para nos podermos entender. Se eu digo "fé", ou "razão", ou "filosofia", tenho que saber se a outra pessoa esta á falar a mesma língua.
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De Anónimo a 17.05.2017 às 17:16

Caro anónimo indignado com o anónimo de baixo nível:
Como sabe, o universo não tem princípio nem fim. É uma coisa que não tem explicação, mas que é verdadeira para todos os cientistas. Aqui chegados, ninguém põe em causa a metodologia científica que chegou a essa conclusão inexplicável. Consequentemente, não é o verdadeiro cientista que põe em causa a existência de Deus. E porquê? Porque o método que lhe permitiu concluir que o universo é infinito, sem princípio nem fim, é o mesmo que o crente utiliza para concluir que Deus é infinito, sem princípio nem fim. E dirá o meu caro anónimo indignado: mas, do universo eu vejo parte dele, as estrelas, planetas, etc.; enquanto que de Deus não vejo nada. Pois é, após termos tomado mão da razão para discernir/filosofar sobre a existência inexplicável duma dimensão infinita, resta-nos a fé para aceitar o sobrenatural. E, ao cabo e ao resto, é tão natural e aceitável concluir que o universo não tem princípio nem fim, como é natural e aceitável concluir que Deus existe. Passe bem.
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De XYZ a 17.05.2017 às 18:26


Desculpe lá qq coisinha, mas o seu raciocínio é falacioso... o cientista desenvolveu e usou pelo menos o telescópio para concluir da imensidão do universo e pelo caminho chegou à física das partículas, à Evolução das espécies e tirou a Terra do centro do Universo. O crente do " God of the Gaps" está num nível cognitivo no mínimo medieval e tem um grave problema de conhecimento, para glosar a Autora do post em outras considerações.

E eu pessoalmente até acho que é uma manifestação de inteligência admitir a transcendência, seja lá o que isso for, enquanto não chegamos pela ciência, se chegarmos, a desvendar o mistério ... mas fé?! Isso é irracional caro anónimo...
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De Fátima Pinheiro a 17.05.2017 às 18:48

A razão não é monolítica, utilizamo-la de várias formas.A ciência tem como objeto o que se pode medir, seja lá como for, e quanto mais instrumentos melhor. A evolução da ciência tem sido fabulosa.

Se Deus é Deus não se mede. Mas é a própria razão que reconhece um X, que a ultrapassa. Isto faz do acto de fé um ato da razão. Mesmo que se diga que é um salto no irracional (Kierkegaard), quem dá esse salto é a razão.
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De XYZ a 17.05.2017 às 22:02


Desculpe se abuso da sua paciência minha Cara, mas a tarologia também é fundamentada em saltos da razão para a irracionalidade, que diga-se de passagem e como o nome indica são conceitos antagónicos. Neste caso devemos equiparar estes tipos de fé?

O facto da inteligência esclarecida admitir o X, já que entre outras coisas não conseguimos lidar com o infinito e quanto à criação o melhor que a ciência tem de momento é o Big Bang, racionalmente tal não implica qualquer acto de adoração da incógnita. Antes, a procura lógica e racional da equação que a encontre.
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De Fátima Pinheiro a 17.05.2017 às 22:16

o que se admite como superior à razão não é irracional, senão nem era considerado como superior à razão. Eu usei esse termo apenas porque Kierkegaard o usou, e passou a fazer parte da história da filosofia.

Uma coisa pode ser superior à razão e não lhe ser contrária.
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De XYZ a 18.05.2017 às 18:10


Olá Fátima.

Essa de haver coisas superiores à razão, colocou-me o pequeno cérebro em chamas... :-))

(a razão)

« Como uma forma de chegar a conclusões, é frequentemente contraposta não só com o modo como os animais não-humanos parecem tomar decisões, mas também com a tomada de decisões baseada na autoridade, na intuição, na emoção, na superstição ou na fé. A razão é considerada pelos racionalistas a forma mais viável de descobrir o que é verdadeiro ou melhor. A forma exacta como a razão difere da emoção, fé e tradição é controversa, dado que as três são consideradas potencialmente racionais, e, em simultâneo, potencialmente em conflito com a razão. »

O nosso Damásio já elaborou sobre a emoção e razão (Erro de Descartes), falta agora alguém que ligue a Fé e Tradição ao Racional... ou já alguém escreveu?

Muito obrigado pela sua atenção e paciência.
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De Fátima Pinheiro a 18.05.2017 às 20:26

sim. muito e bem se escreveu 😃
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De Fátima Pinheiro a 17.05.2017 às 22:21

"criação" significa que se faz a partir do nada. O que não é contrário ao conceito de evolução. A ciência tem as suas competências bem definidas. A não ser que se mude o significado de ciência.

Paciência tenho toda, senão não estaria nos blogues há anos.
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De s o s a 17.05.2017 às 22:52

Gostei das perguntas, alias sao as perguntas que permitem compreender melhor o texto. Assim nao seja, á mesma gostei das perguntas.

Aproveito. cada Papa, cada visita, pessoas sao ouvidas a dizer que esse mudou a sua vida ... e quando inquiridas o que querem dizer, pois nao sabem explicar.
Insisto para que fique claro: pessoas, as mesmas pessoas a dizerem o mesmo a cada visita papal, ou seja ja mudaram tres, quatro ou cinco vezes.
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De Fátima Pinheiro a 17.05.2017 às 23:01

mudar eu mudo, se for para melhor 🙂

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