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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


06
Fev18

Eutanasia-me...

por Fátima Pinheiro

 

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Eutanasiar uma pessoa dá que pensar. Pensar por exemplo se aquele amigo mo pedisse. E penso. Deixo um pedaço da minha opinião, dita tão bem, que limitei-me a copiar.

"Morte assistida! Todas as mortes devem ser acompanhadas com cuidado respeito e afeto: não assistidas como quem vê o espectáculo, mas como quem vive solidário esse momento tão importante de cada vida humana. Porquê trocar os nomes à realidade? Para enganar quem? Se estou a facilitar e dar condições para que alguém se suicide, não é suicídio assistido, é conivência e participação. Se estou a “eutanasiar” outra pessoa, ainda que com todo o jeito e preparação, estou a matá-la. Mesmo que tenha sido a seu pedido, não é assistência, é ser autor “responsável”. Para quê branquear o acto de matar com o título de “morte assistida”? Se é preciso perceber o que se quer dizer com “mata-me!”, também é preciso desmascarar o que se quer dizer com “dou assistência à tua morte!”

Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas e doentes que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos, nós, a discutir como matar para eliminar o sofrimento! Que atraso civilizacional!"

Padre jesuíta

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