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Rasante

Rasante

Grande Rasante no Porto

 Manoel de Oliveira e Rui Moreira/imagem tirada da net

 

A  Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) deu à Câmara Municipal do Porto (CMP), na semana passada, o galardão de Melhor Programação Cultural Autárquica 2014. "É o reconhecimento de que a estratégia de Rui Moreira estava certa", disse  Paulo Cunha e Silva. Ao Jornal de Notícias, o vereador da cultura declarou que a política cultural tem "o apoio incondicional de todo o Executivo e a vontade de participação da cidade". Que sortuda eu sou. Em boas mãos estarei quando na próxima 5ªfeira o meu livro "Rasante" (Chiado Editora, 2014), for apresentado pelo Presidente da Câmara, na Casa do Infante. E mais, porque tudo o que o escrevo, desde 2012 no meu primeiro blog, o 100mim - digo e repito -, o devo a Manoel de Oliveira; e é diante do Douro que toda esta faina se passa. Uma espécie de "Acto da Primavera". E estou à vontade, sinto-me em casa. Não há por aqui falsas humildades.

 

O que aconteceu pela mão da CML desde 2013: criação do Teatro Municipal do Porto (com a agregação do Rivoli e Campo Alegre), reabertura da Galeria da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a Feira do Livro nos jardins do Palácio de Cristal, o lançamento do Fórum do Futuro (que este ano voltará a realizar-se), concertos, exposições (de que se destaca "You Love Me, You Love Me Not", da Fundação Sindika Dokolo), entre muitas outras. Ainda dizem que o Porto é escuro. Estou a puxar a brasa à minha sardinha? Pois estou. É uma honra para mim ser acolhida no Porto na quinta-feira. O Rasante é apenas um pretexto. Bom, mas pretexto. O que conta é o que não sei dizer. O que conta é aquilo que faz a arte.

 

Rasante? Foi Eduardo Lourenço que um dia me disse que o que passa por mim - por cada um de nós - assim se chama. Fogo que arde sem se ver. E nós consentimos. Ou não. Não é muito melhor dizer "sim"?

 

 

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