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Rasante

Rasante

Haja homens e dinheiro para vinho!

 

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Muito se tem falado de dinheiro, homens, mulheres e vinho. Não há cultura que os não tenha. As redes sociais são uma mistura de verdades e falsidades, pelo que, para chegar ao diamante, é preciso trabalho. O trigo e o joio crescem juntos e, diz o mesmo livro, é preciso discernir sempre. Uma opinião que construa bem comum torna-nos mais humanos porque incide sobre a vida de cada um de nós. Uma opinião tem mais valor ou razão se tiver em conta os aspetos da vida, sem nada esquecer. Sou eu que decido o que quero, por muito que apertem os condicionalismos que habitam nas minhas circunstãncias. Sou eu que paro, olho, e vejo. E peço ajuda.

Davide Rondoni está em Lisboa. Fui ouvi-lo ontem numa conferênia "O amor não é justo: uma leitura de Miguel Mañara". Antes dele o Pe Pedro Quintela fez um discurso que é tão verdadeiro e atual como a obra que fundou e dirige, o Vale de Acor. Assim começou o Meeting de Lisboa 2017, cuja abertura oficicial é hoje, e tem como tema "Do amor ninguém foge".

A alternativa de Mañara é também a minha. Não se trata de decidir entre a vida e a morte, mas sim entre o Amor e a Morte. O coração, o eu, tem uma sede de infinito que o faz procurar, por entre as mulheres e vinhos. Não encontra. E procura. É bom ser D.Juan. É sinal de um bater de coração, que não se satisfaz com meias tintas, nem com intermitências de prazer. Ele quer comer e beber o que mais deseja, e não desiste de procurar. Ao encontrar the one, e de ser correspondido, acaba por não a poder ter. Aí estão o problema e a solução. Amar é não possuir. Se te dizem "tu és a razão da minha vida", estão a dizer-te uma impossibilidade. Haja homens e dinheiro para vinho. Amar e ser amado, é lançarmo-nos, entre beijos e abraços, em algo que não abraçamos totalmente, sublinhou o incatalogável Pe Pedro Quintela.

Haja homens e dinheiro para vinho. Logo à noite, na praça de touros do Campo Pequeno, as pegas vão ser muitas. Do amor ninguém foge. Sei porquê e quero mais.