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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


07
Ago17

Hoje não vou amuar

por Fátima Pinheiro

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 fotografia tirada da net

 

Houve tempos em que amuei. E verifico que ao longo dos anos os amuos foram sendo diferentes. E de fora ficam os amuos brincalhões que duram pouco, terminam com um beijinho e até têm graça. Quero hoje dizer que amuar não leva a lado nenhum. Falo por mim, é muito melhor. Tudo flui com mais eficácia, e os nós que encontramos ou fazemos durante o dia, desfazem-se. As coisas resolvem-se e tudo à nossa volta fica solar. E mais. Tendo verificado os efeitos positivos de tal postura, cada vez tenho menos vontade de amuar, mesmo se as circunstâncias a isso me apelam. E as razões para amuar vão, paradoxalmente,  aumentando com o tempo. Mas eu é que mando em mim!!!!!

Em pequenina os amuos eram uma espécie de coisa natural, instintiva, de defesa, ou para chamar a atenção. Ou uma espécie de bloqueio, de não saber o que fazer. Resultado de ter sido contrariada.  "Ai é? Vou amuar." Lembro-me como se fosse hoje. Depois vêm os amuos da escola, os da adolescência, os do namoro e os do casamento. Estou a falar de mim e da minha geração. A geração de hoje amua de formas digitais, mais frias e muitas vezes irreversíveis. Mas hoje há outras "espécies"   - os amigos amigos, os do face, os seguidores, os que me likam no instragram, etc. -, o que assume contornos que ainda não sei definir. Mas em termos do que entendo por amuo, penso que falo da mesma coisa. Até porque sou também um pouco desta geração.

Amuar contigo, o que é? Um sinal que te dou para dizer que não concordo, que corto, que não me interessa, não vale a pena. Tudo isto mais ou menos radicalmente. Mas se amuo é porque tens valor para mim. Então o mais razoável é dialogar. E na hora. Senão azeda. E difere o amuo das relaçoes. Se é nas relações de família, no trabalho, e noutras.

Em suma,  no meu programa para hoje vou incluir o facilitar-nos a vida. Uns olhos lavados, uma boca que abre e fecha para edificar, uns ouvidos no lugar, um nariz a funcionar, umas mãos abertas, e uma vontade firme e corajosa de viver melhor.  Claro que este planeamento deve incluir os inesperados, pois neles consiste a vida. Surpresa radical esta vida que me acordou para mais um dia, e que me enche as mãos de um nada onde tudo pode acontecer, à minha maneira...

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