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Rasante

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Manuel Maria Carrilho não veste Filosofia


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"O diabo veste Prada", e Carrilho não veste Filosofia. Isto não é um post cor de rosa (aliás esta terminologia vai acabar, não há revistas azuis nem cor de rosa, certo?....). No meu blog tenho muita coisa escrita  sobre Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carilho. E até em alguns aspectos mudei de opinião. Agora em relação a Carrilho tudo se confirma. O assunto veio à baila, pessoas que estimo tem escrito sobre o assunto e realmente um homem não é assim.

De sorriso sempre posto,  a sair e entrar do tribunal, com arsenal filosófico para se ver. Bem diferente do casal maravilha do princípio, a bela tipo holywood e o intelectual, à francesa, comme il faut, como que a  fazer a prova de que um filósofo não é um homem nas nuvens, mas alguém com os pés e as mãos bem assentes. Mas o sol de Manuel fica a milhas do de Platão. Aliás o professor de filosofia sempre andou por outras águas. Derrida e assim. Que pelos vistos não derri-dá nada.

Como tudo muda assim, do paraíso para um inferno que apesar de tudo não tira o auto-pretenso Glamour que agora Carrilho carrega sozinho? Talvez a resposta venha dentro daquela revista. Explico.

Na recente imagem que vi, nestes pas de deux com a justiça, o ex-ministro da cultura empeitava a revista "Philosophie", revista francesa, pois claro. Com a capa bem virada para nós e onde se podiam ler os títulos. Um chamou-me a atenção: "Qu'est-ce qu'être fort?".

Nem sei porque estou a escrever sobre isto. Talvez porque é o que aparece à mesa, tavez por ser de Filosofia e um dos meus trabalhos ter sido sobre os fortes e fracos na filosofia de Nietzsche. Talvez por ser filha, mãe e mulher. Talvez por tudo isto e por outras causas que não sei.  Fui ver, a neve caia e a Filosofia não bate assim.