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Rasante

Rasante

O índio e o cowboy

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uns anos mais tarde 

 

O Presidente do México, ouvi agora na rádio,  não acredita em muros. Eu também não, os muros vêem-se bem, não precisamos de acreditar neles. Mas não era isso que que ele queria dizer. O que ele queria dizer é que os muros matam. Ainda a ouvir a rádio, alguém dizia que o muro é "desumano e ridículo". Não quero simplificar o tema, e dizer "mas o muro começa dentro de cada um". Mas é que é verdade! Só que há um problema:  quem é que começa a partir o muro? Lembro-me das minhas primeiras guerras...

Eram de dois tipos. As guerras com o meu  irmão, mais velho que eu quatro anos. Ele é que decidia. Era sempre o cowboy. E eu caia sempre, com ele a correr atrás de mim. Ele é que era! Nove anos mais tarde acabei por fazer o mesmo com a minha irmã, só que agora era eu a ganhar. Hoje sabe Deus quem de nós os três é o quê. Tenho uma ideia...

As outras guerras eram de mim comigo. Lembro- me como se fosse hoje. Começava a chorar por qualquer razão que agora não me lembro e não conseguia calar-me. Então dizia (lembro-me como se fosse há minutos, da casa, da minha mãe, do quarto...) : "eu quero calar-me e não posso, eu quero calar-me e não posso...". Repetia esta frase, vezes sem fim. Chorava no meio, até que acabava por me silenciar, contrariada, aos soluços, cada vez mais espaçados. 

Trump tem sido alvo dos noticiários. E até parece que é em júbilo que verificam o estrito e rigoroso cumprimento das promessas eleitoriais da parte do novo dono da Casa Branca,  e dono, pensa ele, de mais, muito mais. Não diz ele que acima de tudo os EUA? Sempre ouvi dizer que o feitiço se vira contra o feiticeiro. 

 

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