Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


02
Mai17

 

18118855_1462648860453203_6936024233940433316_n.jp

                                           photo Chris Schwarz

 

Uma pergunta que faço, a propósito deste engarrafamento de artigos, livros e filmes sobre Fátima, agora que se aproxima o centenário 13 de Maio. Fátima não é um dogma, pode ser-se um "bom" católico sem se acreditar em Fátima, todas as crianças, não apenas os pastorinhos, são santos ( não conhecem os meus filhos...) tem-se dito. Para não falar da falsa dicotomia aparições/visões. Quem quiser acredite, quem quiser não acredite. É usar a razão.! Contudo, quem acredita no Deus das Aparições acredita em Alguém que não cabe na minha medida. É mesmo transcendente.

Li hoje um artigo no DN, uma entrevista a um teólogo que hoje lança um livro seu, moderando um debate, na Gulbenkian, onde estarão presentes, entre outros, Marcelo, Ramalho Eanes e Adriano Moreira. Proeza, não é? Um teólogo que precisou de Ernst Bloch e de Nietzsche para situar a questão central na sua maior atualidade. Quem sou eu, donde venho, para onde vou, o que espero? Dr. Anselmo , essas questões são ancestrais, e as crianças, sim, agora sim, todas as crianças, têm essas perguntas bem vivas, mesmo quando não as formulam. Uma criança que sofre, e o senhor muito bem as refere, tem essas perguntas estampadas no rosto. E tem fome. Eu peço o impossível, porque ao Deus em Quem acredito não ponho limites, e a minha oração vai de mão dada com as mangas que nada me faz desistir de arregaçar.

Mais, um teólogo que remete para os cientistas a explicação do Milagre do sol, um teólogo que nuns milagres acredita e noutros não, parece enfermar do gnosticismo que refere, sem a frontalidade que a questão exige. Uma teologia encolhida às pressões do cultural pós- pós - moderno (muito à frente mesmo). Se eu fosse ateia, diria "eu, na minha humilde postura"( Nietzsche aqui sim!) , a postura do "quem sou eu para julgar".... Mas sou libertada de presunções porque Aquele em Quem acretido, que me "faz" em cada instante (não um Deus ex-machina) como o senhor bem refere na sua entrevista, é superior à razão, embora em nada a contrarie (Maurice Blondel).

Pois então, para concluir, não sei dizer quem é um bom católico. Quanto a um bom teólogo, já a coisa muda de figura. O Papa não um é demagogo, nem um populista. É um teaser, com muita pinta. 

Ah, e sei que dizemos que a Aparição não o foi em sentido técnico, e que há três tipos de percepção, estudei Husserl e li com muita atenção texto de Bento XVI. Mas também não ponho limites às Aparições. Nossa Senhora apareceu  e eles viram, como Deus bem entendeu. É algo entre eles. Chamem-me pré-moderna. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


3 comentários

Sem imagem de perfil

De XYZ a 02.05.2017 às 14:25


O verdadeiro pós modernismo não deve descartar nada, mas antes observar a realidade no seu todo.

Já há dias escrevi aqui que a Filosofia e a Teologia outrora mãe e pai da ciência passaram à história, logo que esta, a ciência, cresceu e se tornou adulta.

Hoje estas disciplinas são apenas o entretém de muita gente, e deverão ser vistas como história e códigos morais... as suas respostas para as dúvidas ancestrais, não passam no crivo do método científico. As suas premissas e conclusões não passam de um bordado de ideias e palavras.

Estamos presos num mundo material do qual fazemos parte e por isso dificilmente a nossa razão - material -, poderá entender a suposta, filosoficamente falando, transcendência. A única via será a ciência e a dúvida metódica.

As questões do culto e da crença (fé), estão imprimidas no nosso ADN, afinal o nosso cérebro pouco evoluíu em 10 mil anos, daí as Religiões, a Astrologia e o espiritismo, suportes da nossa fragilidade ontológica.

De qualquer modo, admitir a transcendência é uma manifestação de inteligência.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 02.05.2017 às 16:20

onde escreveu?
Sem imagem de perfil

De xyz a 02.05.2017 às 17:35

Na crónica de 22 de Abril.

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D


Links

imagens rasantes