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Rasante

Rasante

Obrigada Rui!

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Há coisas que parecem passar de moda. Ser mártir hoje, por exemplo.  Há mártires sim, mas com outro sentido. Há quem seja capaz de tudo fazer para comprar o último grito disto e daquilo. Ou para ter um corpo danone. Ou para satisfazer ambições. Há os lambe botas. Enfim, deixo à imaginação. Dietas malucas, musculações efémeras. Carreirismos. Exposições solares altamente cancerígenas. Acabar em ossos ou incinerado, tudo vai dar ao mesmo.

Eu sou daqueles que têm outra opinião. Só faz sentido ser mártir de uma "coisa" maior que eu. Eu não me sacrifico para um futuro que outros verão e eu não. Sou pelo valor da presença e não por utopias. Estas só geram alienação. Não obrigada. Lembrei-me disto por causa de Inácio de Azevedo e companheiros, mártires, +1570. Pode ler-se aqui o que lhes aconteceu e a Igreja celebra hoje. O culto desses mártires foi confirmado pelo Papa Pio IX em 1854. Ofereceram-se para ficar. Para sempre. 
Foi o Rui que me lembrou. Estar em boa Companhia é outra loiça...