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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


17
Ago17

Não parece, mas abordo hoje um tema de profunda atualidade. O que me leva a fazê-lo? Um artigo do Expresso de papel, do fim de semana passado, a história de Manuela Moura Guedes com revelações que não me entram por um ouvido e saem por outro, a frontalidade de Camilo Lourenço e do Observador, sobretudo de José Manuel Fernandes e outras coisas aqui e ali que não deixam de ser menos determinantes para me ajudarem a construir o que penso. Sim, porque ando aqui para pensar. Sem isso como transcendental, sou apenas um pedaçito de matéria que de espacito caminha para o "the end." Apesar de ainda acreditar que é possível um jornalismo credível, há muito que verifico que o que temos agora, com honrosas excepções, é um monte de esterco, e apenas sabe parir ratos.

Nem preciso de me alongar com exemplos. Está à vista. Apenas uns sublinhados. Eu sei que os jornais precisam de vender. Mas não a qualquer preço. Seremos uma república de bananas? Quem manda calar quem? É quem tem guito. Meus queridos jornais, digam-me "espelho meu", qual o valor que os portugueses deram para os fogos? Não sabem!! Não vos pagam para dizer, não é? Isto é que são cabeças bem rapadas.E o artigo do Expresso sobre barrigas de aluguer? Cheira-me a encomenda. Laurinda Alves escreveu no "Observador" o melhor artigo que saiu sobre o tema, com o título "Cheira a negócio", no qual refere praticamente todos os aspectos implicados com esta lei. E o que faz o Expresso? Vai ao clássico expediente do puxar da lágrima, e afirma, sic, que esta lei permite a Isabel realizar o sonho de ter um filho. Graças à lei a felicidade aumenta sobre a terra. Bruxo, que a mãe dela, de Isabel  - a quem já foi dado o nome de avó - oferece  a barriga sem cobrar. É por amor. Não dúvido, e apreçio o gesto da senhora! Mas o artigo,que só pretende contar este caso, o primeiro na lista de candidaturas, acaba por tecer discurso sobre a lei. Discurso incompleto e enganador. Não me venham com piedosas intenções. Quero uma cabeça cheia de verdades, clareza e rapada de preconceitos que só enchem o bolso dos outros. Quero preconceitos que ajudem, que façam de mim, do meu País e do meu mundo um lugar de esperaça, e já. 

Há muita vida para lá das eleições. E vou continuar a ouvir e a apostar em quem não me engana. A vida é bela, não apesar, mas mesmo através deste desnorte!

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