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Rasante

Rasante

Os meus namorados ficam meus amigos!

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 Tirando 3 namorados, com os outros tenho uma sorte! É um crédito que não perco nem por nada.  Sendo eu uma namoradeira, e considerando que começei aos 15 anos, que casei aos 27, tenho 56, e que depois dos 40 desatinei por uns tempos, há que considerar que tenho mesmo muita sorte. Hoje dou- me a outros "namoros", e o retorno é cada vez melhor.

Ontem, um simples exemplo, o Manel Serôdio ligou-me perto das onze para me ler uma frase de Eduardo Lourenço! Eu estava já na fase pré-dormir, mas ouvi com toda a atenção e pusemos a boa conversa em dia. É muito bom ter bons amigos e falar do que interessa, e não babuzices. Fiquei mesmo feliz.

De Manoel de Oliveira, os dedos não contam para contar o que tenho recebido. E por aí.

Aproveito para dizer umas palavras sobre o namoro. O meu primeiro namorado, o dos quinze anos, tinha olhos verdes. Acho que foi  por causa disso. Na altura ninguém me tinha ensinado que namorar era para ver se era a pessoa para casar. Por isso é que hoje se diz "tar com",  curtir, e coisas assim.

Não há idade para namorar. E há pessoas que desde que se conheceram, e depois de casar continuam. Assim é que é. O resto é fugaz, deixa amargo na boca e não serve para nada. Uma vez, numa noite de verão numa sala em Colares eramos três mulheres: a minha filha mais nova, uma amiga dela que é como se fosse minha fillha e eu. Bebíamos um chá quando ela dispara: "tia, existe the one?" Como eu ainda andava com uns laivos de desatinanço, mas tinha encarnado em mim o que quero, respondi. Não me membro de uma palavra. No dia seguinte diz- me ela: obrigada tia, nem sabe o que ajudou!!!! Acredito que sim, porque hoje, passaram dois anos, estamos ótimas e verdadeiras. Felizes.

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