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Rasante

Rasante

Os meus posts e a minha «selfie» com o «Expresso»



«Selfie» com o Professor Sobrinho Simões

Quem não me conhece diz: «fazes esses blogues para apareceres.» Então, a ser verdade, apareço muito mal. Porquê? Porque se aparecesse bem o Jornal «Expresso» - ainda um de referência - não teria prescindido do meu blogue “Luz e Lata”, que nesse Jornal tive diariamente «online» durante um ano. E prescindiu sem aviso. Isto não é uma “indirecta”, é mesmo “directa”. Também há a hipótese de se calhar o blogue aparecer bem, mas quem entrou de novo a mandar na linha editorial tenha vindo com as suas ideias. Eu poderia até ter feito o mesmo: limpeza, arrumação da casa, avançando com o meu plano. Não se passa assim em todo o lado? Os Ministros não levam os seus homens para os gabinetes? As suas secretárias? Os seus especialistas?

Mas quem me diz aquilo tem uma certa razão. Claro que se escrevo é para «aparecer». Só que não é para exibicionismos. Faço porque gosto. Com ou sem erros gramaticais – que tenho muitos – escrevo porque preciso. É como respirar. Ao ar. Ao público. E dou um exemplo de como faço um “post”.

Normalmente é na luz rasante da manhã, como ontem. Outras vezes estou no lugar certo porque sei que vai acontecer uma coisa que me interessa. No caso que a fotografia ilustra, eu sabia que o Professor Sobrinho Simões ia lançar um livro sobre o Cancro. Numa linguagem acessível. Fui. Quando ele chegou agarrei-o e perguntei. Ele disse-me: “tem uma caneta?”. E pronto, fez-me o boneco. A seguir fui ler o livro, mas em versão rápida; não fiquei para o ouvir porque tinha um compromisso, mas lá escrevi sobre isto quando cheguei a casa. Numa palavra: como na vida, "corro" para alcançar O que está a acontecer.

E ainda o «Expresso». Depois de eu telefonar a perguntar o que fazer (porque os posts que costumava fazer não saíam) pediram-me para parar e pediram desculpa de não me terem avisado antes; porque o arranque deste novo projecto os estava a absorver completamente. Mais tarde enviram uma carta a todos os bloguistas na minha situação. Formalmente não era preciso pedir desculpa; sempre lá estive por iniciativa própria sem promessas. Nada há a desculpar. Do ponto de vista moral, também não é preciso desculpas. Nunca assim foi, nem será. A verdade é que estamos assim muito melhor. A era do Digital Diário.

Se estou ressentida? Claro que sim, o que é normal. Mas como me dou muito bem comigo, dou-me muito bem com os outros. É muito saudável. A fotografia dá para ver. E já foi tirada depois da corrida do "Expresso".

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