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Rasante

Rasante

Passas?

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 Sintra

 

"Passar" é dos verbos mais ricos e polivalentes que temos. Misterioso mesmo. E muito, muito estratégico. Sem ele não se vai onde planeamos. Por isso acabamos por deixar de planear, o que não nos favorece. Certo é que são poucos o que lhe tiram o chapéu. Usamo-lo à toa, com aliás usamos tudo, muitas vezes, à toa. O tempo, nas suas rotinas, está sujeito a mudanças. Começa uma semana, outra vez. Decidi passar a fazer a diferença. Vou passar a dar umas passas bem boas.

No meu tempo "dar uma passa", todos sabiam o que era. Não deixava se ser uma forma de passar o tempo, melhor ainda, era uma forma de não o deixar passar. Decidi que hoje não vou deixar passar nada em branco. O mesmo é dizer que decidi ser "eu". Discernir, para saber por onde e para onde quero passar. Navegar à vista, siga a marinha, mas não sem passar por um olhar avassalador, curioso, cheia duma justiça que até pode admitir que me pisem os calos. Agora, ninguém  me passa a ferro, nem passa sem que eu esteja no lugar que me compete. Nem Pilatos. Nem Herodes.

A Comédia é divina, eu sei. Passar em Bruxelas, sim, está anunciado para as hoje às 10h e 30. Passo para onde? Se eu não decido e não luto por isso, passo a uma prateleira. Pode ser. Sou soberana da minha liberdade.  Mas não há uma prateleira igual a outra. Tudo o mais é passar a vida a ver como os outros passam as suas. Estratégicos facebooks que ajudam a queimar o tempo e a encher muitos bolsos, que passam a estar cheios de nada.

E passou tudo tão depressa, diz-se. Não acho nada. Ritmos diferentes, escolhas, tolerâncias, respeitos e liberdades. Nada disso. Os nuetros hermanos  dizem "no passa nada". Não meus queridos: passa tudo! Nós é que andamos mesmo distraídos. Zénicos? Ok, mas q.b.

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