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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


19
Out17

Pede desculpa quem quer!

por Fátima Pinheiro

 

 

marcelo.jpg

 fotografia de Paulo Novais/Lusa

As "desculpas" de ontem, as de António Costa no Parlamento, não valem. Lembram-me aquelas coisas de criança: se queres que peça desculpa à mãe eu peço. Não, não valem. A desculpa só vale se for o próprio a querer pedir desculpa e a pedir desculpa. Por esta ordem, querer pedir e depois pedir. Como fez Marcelo e como o Rasante aqui ontem destacou...Tudo o mais são intenções, palavras ocas, de ocasião. 

Até agora (e ressalvando o que se passa no íntimo de cada um, onde só o próprio e Deus, têm acesso) em termos de desculpas, o PM revelou que tem um lado do B. Pesa-lhe o que aconteceu, foi o que disse ontem. A vida toda.  Tem, ou vai tendo, noção que não fez tudo que podia ser feito? Mas será que tem um lado A? O de pedir desculpa mesmo? A sua política irá ter moralidade? 

Falar é fácil, dizem. Mas pedir desculpa nem sempre é. Não falo de desculpas esfarrapadas mas de desculpas mesmo. E há desculpas que nem precisam de palavras, há desculpas que se fazem em abraços. Mas, e apesar de a cara dizer tudo, há o imperativo de falar. A falar é que a gente se entende.

Impossivel é uma palavra que não consta do meu vocabulário.  E quem traz de volta os que morreram? Impossível, não? Parece que sim. Agora, é impossível largar esta pergunta : quem traz de volta os que morreram? Fala-ei, com todas as forças que arranjar, todos os dias da minha vida. Senão serei nesta vida apenas um cadáver adiado. E tenho sinais que não é isso que me define. Sendo eu mais uma pergunta que uma resposta, tenho em mim um lado A que não fui eu a compor. Uma luz dos meus olhos, a mesma que esta mãe que Marcelo abraça,  chorando de desespero, grita que perdeu.

Por fim, quero dizer que Paulo Novais é genial porque conseguiu a proeza de registar, não só os olhos de Marcelo mas um olhar que trarei comigo sempre e  até sempre. De um verde que traz esperança.

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