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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


fotografia da net

Porque gosto muito de Fernando Santos, ele foi um dos escolhidos para o meu "post" de ontem, onde transcrevi aqui - http://rasante.blogs.sapo.pt/fernando-santos-e-passos-coelho-coaches-32040 - o que o novo homem da seleção disse aos jornalistas depois da "tomada de posse": "no futebol o mais importante é ganhar". Como tenho em alto apreço a filosofia de Aristóteles - toda ela, nomeadamente a que explana na "Política" e na "Ética", actuais como as cerejas no tempo delas...,o que se repete cada ano...-, sei por que é que, no que diz respeito ao processo da acção, ela vem primeiro na intenção, e é á última no tempo da execução. Este processo passa-se muitas vezes sem que o agente se aperceba (nem para aí está virado). Já para não falar da deliberação e da decisão. É o "sim, porque sim", e "tá" a andar, "faço e pronto". Conheço pessoas, a começar por mim - por isso é que o segredo está no "conhece-te a ti mesmo, que o resto é acréscimo - , e isto é mesmo assim. Não só é assim, como só percebe estas palavras aquele que se interessa por levar uma vida transparente. Quero dizer, uma vida feliz, cheia de correspondências ao que mais se deseja do fundo de si. Ora como nem todos estão interessados em ir "ao fundo de nada", as modalidades de viver são um mar salgado. A liberdade é sagrada, e cada um chora e ri como quer. Ponto. Não estou a dizer que antes de fazer uma coisa é razoável "perder" tempo. Antes pelo contrário.

Há coisas que são para fazer sem serem pensadas - reage-se imediatamente a um carro que vem contra mim em contra mão; a um beijo que precisa de ser dado na hora, a uma bola que me chega aos pés e vai logo para golo, mergullhar para salvar o que se afoga, etc - , outras precisam de outro tempo. E aqui não digo que as primeiras estão "erradas" e as segundas é que estão "certas". Para já, não há um esquema nem uma receita para o agir. Cada caso é um caso, porque a pessoa é irrepetível e a ser imitada, só de fora, tipo macaco de imitação, que é o que vejo cada vez mais cá em casa e lá fora; o que se traduz num seguidismo patético e alienante: vidas em "segunda mão", sabem como é! Contudo há as "invariantes" (Husserl), traços do humano que são universais. As "antigas" essências de Aristóteles. Boas como as uvas, que tem a sua natureza (ok, podem ser melhoradas, ou não, com os transgénicos....provem....). Há natureza humana há. Mas isto é como as "cerejas": lá estou eu a mudar de tema. Volto à acção e a Fernando Santos.

O treino serve para jogar, mas sem estratégia a coisa é desumana. Como é desumano esgotar o processo apenas num dos seus momentos. Exemplo. Conheço pessoas que param na fase no deliberar, e dele não saiem. São incapazes de decidir, o que redunda num serem decididos por outros. São vidas adiadas na ilusão de que um dia isto e aquilo; e que não se apercebem que o passo está pronto a ser dado. Falo de coisas comezinhas, melhor, parto e fico na vida, que é comezinha. E nestes últimos tempos "políticos" - demasiado ou não, não me perguntem que não sei -, ai tanto passo dado! E não dado. E dado sem como , nem porquê. E vendido, e comprado. Sei lá. Por isso ao acordar lembrei-me - tive a intenção - de perguntar ao novo homem da Bola se para ele, tal como no futebol, na política o importante é ganhar. E, claro, ganhar o quê. Como ele não se chama Herberto Helder, estou em crer vir a obter uma resposta simples e directa, que aqui partilharei se entender oportuno. Uma execução feliz.

E já agora, que oiço quem cante a eventual falha de Passos Coelho, o mais importante é lembrar que a bola que lhe caiu em mãos não era como a rolavam. Denúncia anónima? Se me tivessem perguntado, ter-lhes-ia dado um outro alibi. Uma outra banana, se quiserem. Mas já percebi que esta do receber por fora e o fisco são assim uma espécie de essências ou invariantes, compradas na loja dos 300. Ou do chinês. Que falta de imaginação! E principalmente que ignorância de todos os factores em questão.

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3 comentários

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De kika a 26.09.2014 às 12:21

Já vamos nos 3 F
Fernando , Fé e fé no seu partido
Vou esperar pelo seguinte F se
é que haverá outro.
Será fado ?
Fado não é certamente....
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De kika a 26.09.2014 às 12:31

Afinal havia outro F
Futebol
( pessoalmente já não preciso de mais , 4 é a conta certa :-)) )
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De kika a 28.09.2014 às 17:00

Bem vistas as contas é 5
F de festa

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