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Rasante

Rasante

Ponham a Angelina Jolie na capa, e vai ser Upa, Upa...


Ontem comprei o "Sol". Coisa rara em mim. Guterres vende. E vende cá e lá. Aquelas garrafais são irresisitíveis. E um jornal de papel terá sempre lugar garantido. Aposto que a tiragem ontem aumentou. Depois de ler o artigo e os restantes, até que fiquei um bocado desiludida. Quanto a jornais de papel mantenho-me fiel à Actual e à Revista do Jornal de Ricardo (irmão do outro Costa, que gosta do António do "Sol"; isto até dava uma novela género "Poder e sedução", mas hoje não). Mas não me arrependo de o ter comprado. E se para a semana puserem a Angelina Jolie na capa, eu compro outra vez. E a tiragem sobe. E quando ela vier cá a Portugal em plena campanha? Upa, upa.

Não conheço Guterres. Mas o que sei é que andou a fazer o bem. O bem da ONU (ontem até li, coisa rara em mim, o artigo do Vicente Jorge Silva). E como cada um de nós precisa cada vez mais de refúgio e justiça, nem mais. A cadeira será dele. Por acaso tinha visto ontem uma notícia sobre os assessores de Cavaco em que se criticava o facto de ele ter aquele rol de assessores e uma que estava de belas pernocas ao leu, mesmo sentadinha ao lado desse meu Presidente, a receberem já não sei quem.

Em 2005 e 2006 vai ser a dança das cadeiras, e vira o disco e vai tocar o mesmo. Deus queira que me engane. Basta ter dedo e meio de testa, que é o meu caso, para imaginar o que vai acontecer. Mas como a imaginação é "a louca da casa", nunca se sabe. Sei é que não é preciso muito esforço e que a dança é tipo "Vira", dança tradicional portuguesa, que nos está no sangue. Mas também se assemellha ao "passo doble", também quase nossa tradição, pelo que de nós compra o nosso vizinho. E que este passo tem sido o que PS e PSD têm praticado. Não é o Júlio Iglesias que canta "às vezes tu, às vezes eu"? Ou o Marco Paulo: "eu tenho dois amores"?

Nem sei porque é que puseram o Lello a criticar tanto o Marinho Pinto - e continuo no "Sol" de ontem. "Trauliteiro", diz Lello que é o que Marinho é. E quem fala assim de outra pessoa, o que é? E depois com direito a entrevista e tudo (o Lello). Eu sei, eu sei, até ao lavar dos cestos é vindima; ou que "mais vale prevenir que remediar". Que bem metido que foi este manifesto desejo de se candidatar. Isto é que é política. Foi mesminho depois dos "escândalos" (ups, engasguei-me) de Barroso. Mas não vou falar hoje deste rico e transversal tema: os escândalos. Ah, já agora quando quiserem dizer mal de Barroso, queridos jornalistas, ponham a fotografia do filho "certo". Eu sei que eles são parecidos, mas andam a pôr a fotografia do do meio, e não é esse que trabalha no Banco de Portugal, é sim o mais velho.

E já que falo de jornalismo, parabéns ao "Observador": jornalistas (mesmo) como José Milhazes não há muitos. E já vi pelo menos dois excelentes artigos dele lá. Assim sim. Não é o dinheiro e o poder que fazem um jornalista. Aliás, dinheiro e poder podem estar ao serviço de tudo e são coisas boas, como em tudo nesta vida. Depende sim de quem os tem. E já não tenho tempo para falar de cultura, que era o que eu queria. Só isto: não gosto de uma espanhola "à frente" da Casa dos Bicos. Saramago é bom e é português. E o "caso" Saramago é claro como água, para quem sabe o que é literatura, e para quem efetivamente leu Saramago...

E ainda gostei muito menos daquela fotografia que passou em tudo o que é "media", dela, "a presidenta" Pilar, agarrada a António Costa, mesmo em frente a esse monumento num dia em que ele lhe dava as chaves, ou coisa assim. Prefiro Guterres a posar com Angelina em frente a Belém, ou, quiça, a comer um pastel de nata (bolo rei "jamais"). Ela é gira, ele também, e eu sou muito generosa e pelo-me por uma boa emulação. Escândalos, Saramago e Jornalismo, ficam para a próxima, que alguém chama por mim. Não tenho a certeza, mas só uma pessoa poderá derrotar Guterres. Voltarei a isto.

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