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Rasante

Rasante

Quando os prefácios eram prefácios

Sou do tempo em que prefácios e apresentações de livros eram realmente isso. Tinham como objetivo dar em breves palavras uma pincelada sobre o livro, que era suposto conhecerem. Para além disso tinham também como objetivo suscitarem o interesse para o livro. Mas já era. O bom que se vai perdendo. A troco de quê?

Tenho lido tudo o que é livro sobre o Papa e Fátima. Ele está a chegar. Ontem peguei em mais um, li. O prefácio era de uma pessoa célebre. Até fiquei envergonhada! Quatro a cinco parágrafos que podiam servir em qualquer livro. Tipo chapa zero. Eles não estragam o livro, mas quase. O ponto a que chegamos.

Ainda nos admiramos que os livros tenha perdido o interesse. Umas coisas obsoletas. O livro, editoras, autores, cederam também a venderem gato por lebre. Até percebo. Eu também tenho que pagar as contas no fim de cada mês. Mas vamos cruzar os braços ou amá-los? Eu ainda acredito. Salve-se quem puder.