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Saiu-me e disparou

por Fátima Pinheiro, em 19.05.17

 

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 a capa de umas revistas que gosto

 

Explodi! Ele há coisas, há.  Já ando um bocado farta da agenda mediática Fátima, Papa, Sobrais e Benfica. Dá muito jeito uma agenda  pronta a comer, quase self service. Eu própria, como se está a ver, estou neste momento a usá-la. Eles, os tópicos, não são de agora e não são consensuais.  Mas nestes dias só se fala deles. Sempre com filtros, monoclos, não há outra forma. Descartes pensava que sim, mas enganou-se. E tudo ao mesmo tempo, o que levou a uma espécie de atropelamento, por vezes um certo stress, de sempre mesmo do mesmo. Assuntos interessantes, mas sem se adiantar nada de novo, de constructor. Salvo raras excepções. Abençoado João Canijo. E certos livros.  Passada a febre, já voltamos ao normal. Ou não??

Madonas, Trump, Rússia, a má da Coreia, Brasil, agora pela voz de Temer, Uber, Lua de mel de Bruno Carvalho, e pouco mais. Sempre no fundo a intolerância, a ONU de Guterres, as autárquicas, os mártires cristãos na Siria, Macron, Chico Buarque e Carminho, Rui Moreira. E Marcelo, Ronaldo e Costa sempre. Ah, e o terrorismo, já me ia esquecendo. Sobral no Parlamento e a Aveiro a fazer furor, agora no Brasil. A economia a crescer, e de quem é afinal o mérito, e onde e como vai ser o festival da Eurovisão. As videntes e a Terceira Guerra Mundial. Voltamos a ler-nos no epidérmico. Mas onde é que está o gato?

Voltando ao que me referia inicialmente  - onde já vai a discussão teológica visões versus aparições - há dois dias saiu-me quase sem querer um post.  Muito porque nâo gostei da televisão, salvo raras excepções. Estive em Fátima a 13 mas pernoitei de véspera em casa de uns amigos, e vi pela televisão. Tiraram-me a fotografia que inspirou o dito post. Tive tantas visualiações! E fiz o que sempre faço. Escrevo o que penso das coisas que se passam e gostei de ter tido muitas visualizações. E penso na razão que terá feito subir os que por aqui passam.

Cheguei a uma primeira conclusão. O facto de toda esta circunstância  ser rica de potencialdades mudou-me; fez-me carregar o botão com mais força e parar. Fazendo o que sempre faço, fi-lo de forma mais exigente, paradoxalmente, baixando os braços. A querer respostas mais completas. A querer uma comunicaçâo social mais séria, uma vida mais autêntica. A pedir que me ajudem na procura e construção de músicas, teologias, políticas e pessoas mais belas. A ser uma pessoa mais bela.  É o que quero. Talvez o Salvador, a cantar como ninguém, seja o mais pessoal e universal de tudo isto, mais um "pastorinho" que me ensina o que me corresponde: eu sei que não se ama sozinho.

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