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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.


26
Out17

Start up person?

por Fátima Pinheiro

 "Passar o dia a apagar fogos" é uma expressão que ouvimos e dizemos. Eu acho que está bem e mal.  Depende dos fogos. Os bons, é deixá-los  arder. Quanto aos outros quero dizer duas coisas. Para concluir com uma necesidade que se deve transformar em exigência de vida.

 

Apagar fogos pode ser resolver urgências, tapar coisas mal feitas, por água na fervura e por aí. Seja com que intenção  for. O preço é muitas vezes esconder o que não deve ser escondido.

 

O nosso País, eu, todos, somos muitas vezes elogiados pelo improviso e  desenrascanço. E até achamos  graça. Mas não tem graça nenhuma. Revela falta de profundidade, ausência  de  horizonte, não querer limpar debaixo do tapete. Não me meter em trabalhos.  Os outros que façam. Somos muita vezes uns Pilatos.

Eu sei que a vida nao cabe numa excell, mas haja senso, ou seja estratégia. Parafraseio o saudoso Diogo Vasconcelos.  Ser  uma  star  up  person. Tino, estrategia e amor. Produtividade com cara  de pessoa.  Vamos a isso!! Produtividade com sentido.

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2 comentários

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De Anónimo a 26.10.2017 às 11:44

Ainda sobre o "apaga fogos"...

Da net (blogue o Jumento):

(...)

QUEM DÁ MAIS OU O PERÓN DE CELORICO

Uma semana depois dos incêndios da semana passada o país vive um leilão. Quem dá mais beijinhos e abraços? Quem dá mais medidas? Quem dá mais dinheiro às vítimas? Quem dá mais vontade de chorar com os discursos oficiais? Quem apoia mais as medidas do governo?

No meio de tudo isto as vítimas são marionetas de ambições pessoais, de jogos partidários, de comentadores de qualidade discutível. Os problemas deixam de ser avaliados de forma racional, as políticas não carecem de reflexão, os dinheiros públicos jorram sem controlo público, as oposições devem deixar do ser em nome do unanimismo. Todos trabalham para a imagem, convém usar gravata preta e ter uma cara de acabou de saber que lhe morreu o pai.

O país vive uma bebedeira provocada pelos incêndios, Marcelo impôs uma metodologia de abordagem dos problemas, vai à frente dar beijos e abraços, chorar lágrimas de crocodilo, conquista o amor do povo, a velhinha chora, ele afaga, a televisão filma, o fotógrafo fotografa, o autarca põe um ar condoído, a jornalista chora, a senhora protesta e pede apoios para já, ele aponta ao governo, se ali não estivesse o protesto não seria filmado, ninguém ouviria a pobre senhora.

Os políticos deixam de ser avaliados pela competência, pela capacidade de refletir, o que dantes implicava preparação deve ser agora decidido na hora, Marcelo ouve o protesto e pede à televisão para transmitir em direto. No telejornal o apelo aparece, o primeiro-ministro vê, chama a televisão e diz que vai resolver o problema. É o governo na hora, ninguém pensa, ninguém equaciona, ninguém faz oposição, anda tudo a toque de caixa, é competente quem chorar mais, quem der mais beijos e abracinhos, quem conseguir levar os outros à lágrima.

O país deixou de ter governo, os governos deixaram de ter programas, o presidente suspende a agenda, o país nada perde porque as agendas presidenciais não passam de um calendário de almoços e jantares, alguns deles bem duvidosos como aquele do Santana Lopes. Sem agenda o presidente anda pelos problemas e subverte a democracia, a partir de agora o poder não emana da maioria parlamentar, não está na ponta da espingarda como diria Mao, agora está na lente da objetiva, na ponta da objetiva, de onde saíam balas saem agora imagens para destruir governos.

Já não é o general que a mando do comandante ordena que se aponte o canhão, agora é o presidente que monta o cenário, o assessor da comunicação que diz aos jornalistas quando devem filmar e estas apontam a câmara no momento adequado para passar a mensagem. O governo deixa de governar, agora anda a toque de caixa e faz o que o presidente manda em direito, as ovelhas estão sem comer? o governo manda rações, a velhinha perdeu as galinhas? o governo manda um galinheiro novo. Estão a ver, diz o presidente, como eu consigo o que ninguém consegue? Nunca o país viu um santo milagreiro tão eficaz.

O problema é que neste imenso choradinho nacional promovido por Marcelo são os problemas que ele exibe que ficam mal resolvidos e todos os outros são ignorados, se hoje o que está a dar é o Pedrógão, amanhã serão esquecidos os de Pedrógão e passam a ser os de Oliveira do Hospital a estarem na moda. Como já estiveram os sem-abrigo, as agências de rating, o crescimento económico e tudo aquilo que foi útil para usar as televisões.

Este país já não precisa de governos e de Estado, é uma nova anarquia organizada, basta um presidente, uma comitiva de jornalistas e diretores de informação que usem os diretos e manipulem convenientemente a informação. O país mergulhou numa bebebdeira populista nunca vista, aos poucos a crisálida da TVI está a transformar-se no Perón de Celorico.


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De Fátima Pinheiro a 26.10.2017 às 13:40

Quem dá mais e o que cresce e aparece! Start up...

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