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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

10
Dez16

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O que me disse o Pe Duarte sobre o amor

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22
Fev16

Queres ter prazer?

por Fátima Pinheiro

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@FP

 

Agita, usa e deita fora. Às vezes é assim nas nossas vidas. Mas tenho duas pernas como "aprendi" no filme  Lucky Start. Duas pernas servidas para tudo e para nada. No filme o milagre acontece: a  incapacidade de andar é morta pelo amor que faz aquele homem correr. Ele galopa movido pelo seu coração que quer ardentemente o que deseja. Pernas para que vos quero?  S.Tomás de Aquino ajuda. Cada acto humano, se é livre, tem a sua perfeição. Um plus, um excesso, um brilho, numa palavra: prazer. Tanto há prazer em pensar, como há prazer em comer, e por aí fora. A Suma Teológica explica isto de forma brilhante.

 

Este fim de semana fui a um retiro, como é habitual na quaresma. Não é uma fuga. É para me re-ter no prazer de pensar. As rotinas levam-nos muitas vezes a sermos pensados pelos outros, a sermos uns alienados, vampirizados "sem cabeça". Não, obrigada.

 

Eu quero uma vida em primeira mão, dias e noites cheios de prazer. Se assim for é uma vida que vale a pena, uma vida a transbordar e a chegar para todos. O que conta não é o que digo é o que faço, eu sei. E para fazer é preciso cabeça, discernimento. Mais, re-tirei-me para que tirem de mim o que precisarem. Eu dou. A minha espiritualidade não é asséptica: é uma espiritualidade encarnada. Em tudo o que faço ou ponho-me toda, ou nada.  E de asneira em asneira vou sendo re-colhida por aquele que não me engana.

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15
Fev16

Mata-me de amor

por Fátima Pinheiro

 

mata.jpg

 imagem do último de Tarantino, tirada da net

 

Dias sem sentido são monstros . Às horas cegas seria eu a primeira  a pedir a eutanásia, a "bela morte" como diz a etimologia (  e há a distanásia, e mais tanásias, é muita coisa....). Alto ou baixinho gritaria a alguém: LEVA-ME DAQUI PARA MELHOR; AH, E QUERO ASSISTIR A ESSE MELHOR (o nada não cabe na cabeça de ninguém). Mas uma coisa é o que digo, o que quero, outra é o que quero MESMO. Escrevo hoje sobre a eutanásia porque a circunstância está no Parlamento. A urgência de legislar. São mais que sabidos os prós e os contras, as literaturas a respeito, os filmes, os casos contados na primeira pessoa. E na semana passada uma rádio a informar-me de um facto que eu não sabia: a razão mais invocada  para quem pede ajuda para morrer é o estado de depressão em que se encontra. Assim sendo a eutanásia tem um vasto campo de actuação. Ou não.

Uma depressão pode pedir remédios. Mas muitas vezes não há. As pessoas vivem mal. O dinheiro anda mal distribuido. Deixemo-nos de tretas. Por outro lado, há a história dos cuidados paliativos, hoje em foco nos media. Uma espécie de revisão da matéria já dada. Números, saúde, vida, filosofia, psicologia e liberdade.

 

Uma depressão pede uma mão com tempo e amor, esta é a verdade. Uma  depressão não se aguenta com picares de ponto, com palavras magras - "quem sabe vai passar", "se queres, és livre, eu faço o que queres" , "ajudo-te a acabares com isto"-, ou boas intenções. Uma depressão exige ternura e firmeza; em palavras como "eu não saio daqui, de ao pé de ti." Bem sei que não sei o que é um viver quase "vegetar" , mas calculo que o que sei chega para desejar que me ajudem  a matar o que de mim experimento à vista desarmada. Mas chega também para saber que, se quiser, posso pedir que não me larguem as mãos e os olhos. A Eutanásia que quero é a de uma morte que me acompanha desde que nasci. Uma bela morte que está no horizonte que pode ser apenas o espelho de um desejo apertado  ou uma janela para contemplar o que me faz viver, um X que desconheço mas me faz gritar e, por pouco que seja, abrir um canto do olho.

Podem as leis apoucar ou engrandeçer o meu Desejo? No fundo, no fundo, o que quero é viver. Mas com dignidade, dizem-me por toda a parte. Esqueçemo-nos que a vida vem sem adjectivos. Nua. 

Digam que isto é música celestial, ou poesia. Não me importa, não é Antero? Não é Mário? Não é Bernardo?

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16
Jan16

Quem melhor que a música?

por Fátima Pinheiro

Em O Gebo e a Sombra, Raul Brandão diz:”nada exprime o amor como a música”. Schubert é um caso. O invisível abraça-nos  o coração.

 

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"Mas nós somos principiantes absolutos

Com olhos completamente abertos"  https://youtu.be/o_cHvtPB2dY

 

 

imagem tirada da net

 

O que "aprendi"  (ou ficou mais claro para mim) sobre o olhar na semana que passou! Fui a uma conferência. Uma autêntica fenomenologia do olhar. O que falou perguntou: que olhares te tocaram mais, na fibra mais íntima de ti? Sim, que olhares te desatam o Coração? Que olhares te desapertaram o Desejo? E aí parei e páro.

Contudo ele perguntou: e tu, tu ao olhar o outro páras, re-paras, páras e duras no seu olhar? Nesse olhar o tempo parou? Ou olhamo-nos em máscaras? Em preconceitos?  Não importa. Na natureza nada se perde, tudo se transforma. Foram-se os olhares, ficam de novos e de novo os olhos. Virgens.  Absolute beginners, digo hoje, porque o resto foi escrito ontem.

 

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28
Ago15

Onde se "fall" in love?

por Fátima Pinheiro

 

 imagem tirada da net

 

"Cair" é algo inesperado. Assim se passa com o "fall in love". Caiem os dois, vertigem e abismo, conscientes ou não, naquele instante, naquela hora, naquele dia, daquele ano. Não é porém como cair num poço. É sim uma janela que se abre. O vendaval do tal poeta. Depois? É ir por ela e voar, nadar e assim por aí. Nunca por menos. Por isso S.Agostinho (cuja festa litúrgica se celebra hoje) reconhece com razões (é preciso ler os livros dele), que o amor é recíproco, um débito conjugal. Menos que isso é morrer antes de nascer. O crédito, esse, é ilimitado. Mesmo na condição de as prestações não serem pagas a tempo e horas. Eu calço um 36, e detesto os sapatos que me apertam e os que me estão largos. Sou livre - e este é o tema central da filosofia agostiniana - se o meu desejo se satisfaz. A liberdade está na experiência de ter o sapato certo com se andasse descalça. 

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23
Ago15

A CARNE

por Fátima Pinheiro

 

 imagem tirada da net

 

A CARNE 

 

A poesia mudou-se

o tempo morreu

vivo agora

de instante

no corpo

que é teu.

 

Entregue

por nós

sem intermezzo

misteriosamente

encarnados gestos

eternamente.

 

Os intervalos?

São um vazio

caras implodentes

num sorriso sem prazo

dose cheia

da maneira.

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12
Ago15

A vida é questão de músculo

por Fátima Pinheiro

  Satantago (1994)/ imagem tirada da net

 

A vida é questão de braços e de pernas.E é também dois dias. Como sempre, são filosofias o que trago no avental. E a filosofia, ao contrário do que se pensa, trata do "simples". Não parece mas é. Tão simples, tão simples, que é esquecido, adulterado, e pior...

Vamos ao que interessa. Todos nascemos um dia,  e um dia todos morreremos, embora não saibamos nem onde nem como. Contudo todos sabemos que a vida chegou-nos numa espécie de kit que se vai desdobrando e descobrindo., momento a momento. Agora é só decidir: abraço-a com todos os meus braços, ou, "vou andando", "tudo bem" com todas as pernas que for arranjando?

 

A vida, já mo disseram, é "Decisão para a existência". Eu acabo de decidir. Vou abraçá-la ao último trago, até ser por ela abraçada no dia em que iremos para outro lugar. Aí terei a certeza, ou evidência, que por ela sim, fui sempre abraçada. Com cuidado. Porque confirmarei quem foram as caras, os sorrisos, os olhares, os ombros, as lágrimas, as festas que sempre enxuguei, encostei, e me vão sustentando. Realmente isto não se faz sem Companhia. E às vezes não parecendo - porque a liberdade não está em saldos - , isto é muito BOM!

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03
Ago15

Marimbo-me

por Fátima Pinheiro

imagem tiradada net

 

Não faço mesmo cerimónia. Trato as pessoas e a vida por "tu", e sigo sempre atrás dos amigos, ao lado dos que se querem encostar. Não tenho agenda rigorosa, embora esteja mais ou menos a par do que se passa. Não há televisão. O que não ponho é nada de lado. Porque em cada esquina encontro um interesse, uma surpresa, uma insignificância, um bocado de tudo, um pedaço de lixo, um vaso partido, e uma tampa ainda boa para o meu frasco. Tudo me pode acontecer hoje. Ontem já foi, e amanhã será. Hoje, agora é que ... ups! já passou! Uma cara nova, um "eu" mais à frente, uma gargalhada diferente. Por isso é que "isto" é bom.

 

É um gosto de vida nova que acontece, cada dia. Às vezes parece que andamos para trás. Mas o que é, é sempre para a frente. Ponho a fasquia junto à lua, já não é preciso sonhar. Dão-me a sopa à boca. Não se agarra tudo nesta vida! Mas já percebi que é assim: a vida não é para agarrar "tudo", a vida é para agarrar Toda. Hoje é segunda. Pode ser que sim. Se não for, tenho a certeza que será melhor. Porquê? Porque quem me garante a vida hoje, não me larga.

 

Ridícula é a injustiça que mata, minuto a minuto. Sigo sem cerimónias, a aparar a vida. A sorver tudo. A beijar as caras todas, as de dentro e as de fora de casa. A prescindir de últimos capítulos, a estrear vestidos novos e a gozar concertos memoráveis. E os sorrisos dos meus pássaros, que no momento que vieram ao mundo, começaram a voar! Que bons que são.

 

As voltas das horas desaguam-nos no Infinito. É o  gosto de respirar fundo. Estar com os amigos e gozar. Ser de tudo, de todos, de cada um e de ninguém. A Foz quem a sabe? Marimbo-me, ou seja não me levo a sério, como diz a genial Agustina. 

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 Subject: Vídeo: Até Voares

 

«A paixão pelo humano» em Portugal.

Presos: todas as cadeias, todos os crimes. São quarenta.
 
É um homem que os acolhe. A rezar o terço.
 
Parece mentira, mas não. É impressionante. De facto, "we dont need money, we need change", disse Mary Gordon, Fundadora e Presidente da Roots of Empathy, que esteve esta semana em Portugal para dar uma conferência. Não fui, mas tenho o texto na mão. Só visto. Corta o respirar. O que faz o João Almiro? É muito simples...
 

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