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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

03
Ago17

Quem decide as eleições...

por Fátima Pinheiro

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Volto ao meu tema recorrente nestes últimos tempos do diz que diz, e depois diz outra coisa. E desaparece e volta a aparecer. E permite e promove declarações "sabe Deus", como aquela do CEMGFA, sobre a sucata. Anda a calar Marcelo, ou então Marcelo é mesmo assim. Mas porque volto a Costa? Eu explico. É mesmo para ateu não crer, ou não querer, depende da perspectiva.

Primeiro era a tanga. Depois da fuga veio o período socrático. Fartança. Passos veio a seguir e começou a  reconstruir Portugal, depois de tanto desgoverno e de bolsos de muitos a encherem-se sob uma a justiça low profile, isto é, com dois pesos e duas medidas.

Com Passos tivemos pois que apertar o cinto. Ao fim de um Governo de medidas austeras porque necessárias, mesmo assim ganhou as últimas eleições. Mas, diz quem diz saber, não chegava para governar. Marcelo dá o Governo a um PS que inventou, em conjunto com gente interessada, a famosa geringonça. E agora, expliquem-me, todos os dias dizem-me que - e apesar das recentes tragédias causadas por um governo em férias - as nossas vidas estão uma maravilha. Como se consegue uma coisa assim?

Eu sei que quem decide as eleições são os bolsos. Todos os dias oiço que vão aumentar as reformas, os subsídios, que vamos ter mais não sei quantos hospitais. Coisas boas.  E as coisas que não funcionam e que prometem que a casa um dia destes vem outra vez abaixo? Não, não sou desmancha prazeres. Sou é a favor de muitas vezes ter que fazer o que não gosto, quando é preciso. Detesto sim a mentira, a imparcialidade, o mau gosto e a falta de carácter. E que estraguem o meu país, a vida das pessoas.

Desmintam-me: caminhamos de ilusão em ilusão, para um Portugal virtual, ou a curto prazo, verdade? Quem não quer por mão nisto? Costa virá abaixo, um dia. Entretanto goza na minha cara. E na sua? 

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27
Jul17

De passitos...

por Fátima Pinheiro

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Entrei hoje em Campanha eleitoral por Pedro Passos Coelho. E estou cheia de razões!!!! Querem ler?

Grão a grão enche a galinha o papo, devagar se vai ao longe. E o seu contrário: quem não arrisca não petisca, quem vai ao mar perde o lugar. Olho a História Universal e os casos confirmam. Nem preciso de puxar muito pela cabeça. Não sou vingativa em relação aos que nada fazem e parece terem tudo, nem em relação aos que só sabem prejudicar. E muitos são os que agem assim para comigo. Também não me deixo ir por conversas de recompensas futuras.  Em última análise a vida é um eterno presente. Nem digo: o último a rir é o que ri melhor, um dia hão-de ver, e frases do género. Mesmo que tudo diga que não, quem vive o agora é que é.

Olho à minha volta e vejo. Limitadamente, claro. É apenas um olhar. Mas há os outros olhares todos onde vejo o que eles vêem. Limitadamente. O que nos torna  numa espécie de companhia ilimitada. As novidades sucedem-se umas atrás das outras. Que raio de conversa esta hoje?!!!!

É que Portugal precisa de governo. Como dona de casa sei bem o que isso é. Quem vejo ao meu redor que tenha mostrado trabalho feito, paciência para suportar sacanices, mentiras e injustiças?  Quem está no lugar onde é mesmo preciso estar? Estar mesmo, e não apenas para a fotografia? Quem tem falado para apontar o que está errado? Quem é discreto e corajoso? Quem não se atreve a dar passos maiores que as pernas? Quem dá os passitos certos, na hora? Quem é honesto e não vive a fazer de conta mas em primeira mão, a prescindir de cosméticos e de campanhas de imagem caras?

Quem foi capaz de enfrentrar Ricardo Salgado e dizer "acabou- se  papa doce"?

Leio agora no DN digital que o Presidente da República, em entrevista ao Diário de Notícias que será publicada no próximo fim de semana, lembra que vivemos numa democracia e, "portanto, em democracia não há desaparecimento de vítimas, não há, como se contava de algumas ditaduras estrangeiras, aviões a lançar corpos no mar. Isso não existe". Mas, e agora digo eu, numa Democracia não há desaparecimento do primeiro-ministro, leia-se António Costa, quando o País mais precisa. Numa Democracia não há desaparecimento do Comandante Supremo das Forças Armadas, num momento de autêntico caos, de dito por não dito. De desnorte de soberania. Não estaremos a brincar aos indíos e cowboys! ? Não estou a dizer que o PR não tenha estado lá (depois da confusão dos primeiros dias esteve, depois desapareceu e só voltou - obviamente - depois da lista divulgada). Estou a falar de desaparecimento de autoridade. 

Nessa entrevista ao DN  - uma entrevista a dedo para assegurar o regular funcionamento das insituições... -  o PR pede "cabeça fria". Mas isso é o que mais tem havido!!!! Quer mais fria do que a do primeiro ministro que vem falar de segredo de justiça em relação à tal lista!!!  E de reformas para o futuro e no computador e mais dinheiro na saúde e planos e planos, a serem feitos mesmo ali, em Pedrógão (deve ser para fazer o luto....) para um Interior global, sustentável e digital? Segundo a sua conceção de Democracia, Senhor Presidente, o seu  António Costa não sabe o que isso é.  E pelos vistos o Senhor também não. Também o que poderia eu esperar: não foi o Senhor que lhe deu o governo sem ele ter ganho as eleições? 

 

 

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transferir (9).jpgO País? Bem. Vê-se no espelho de quem governa e no espelho de quem garante o regular funcionamento das instituições.  Os fogos passarão. A onda de optimismo que caracteriza a esquerda, agora alargada, continua em crescendo, uma espécie de vie en rose. A ilusão de que a culpa é do fogo, e de quem atravessou a estrada quando não devia; essa ilusão floresce nas barbas de quase todos, incluindo-se aqui o misterioso, inefável e inestimável apoio de onda dos media em geral. Só falta o canto de Sócrates que agora , e uma vez descoberto o dono do dinheiro, vai piando mais fino. Mas a farsa é tal que algumas ricas vozes sensatas insistem em chamar as coisas pelo seu nome. Bem hajam. Sem vocês, tudo seria uma esquizofrenia, ou uma monstruosidade.  Ainda acredito no fogo que arde sem se ver, no fogo que muda e vira as páginas da História.

 

O senhor feliz, após breve e notório desaparecimento foi agora para Mação. Só quem lá está é que compreende, diz. Então eu não compreendo? Será que o País caberia todo em Mação, ou estaremos condenados à ignorância? Feliz por ser compassivo com quem sofre, o senhor feliz, magnânino, até ignora a mentira do CEMGFA. Primeiro o material de Tancos era sucata, e ontem ficamos a saber pela mesma boca, que o material não era sucata. Na minha terrra isto chama-se mentir. Por que não ser magnânimo com o General? Eu bem queria acreditar que as instituçoes estão a funcionar regularmente, mas não consigo. Nem quero ser desmancha prazeres. Mas não vejo razões que me dêem prazer. O utilitarismo do senhor feliz desgosta-me. O seu comportamento político de não fazer ondas para ser cada vez mais feliz, entristece-me, gera mal, envergonha. 

Mas isto de não querer confrontos com o senhor contente - nem com ninguém - tira-lhe em coluna vertebral. Lembra-me um senhor chamado Pilatos. E, à maneira de Jesus, caminha sobre as águas, deixa as ondas para o mar e vai abraçando a gente da nossa terra. Tolera Costa, porque o que o move é mesmo, e só , ser feliz. Como comentador já assim era, muito Gentil e a fazer todos muito felizes também. 

 

O senhor contente, cada vez mais contente com o seu "comigo é que é" (e muitos indices e relatórios independentes do estrangeiro a confirmar...). Bem pode agora - depois das merecidas férias - planear, dizer que vai fazer, chutar para canto, e aparecer nas televisões com hora estudada e marcada. O destino marca a hora! Catarinas, Mortáguas, Jerónimos, aguentam bem o preço do poder, e aqui e ali vão tapando buracos. Mas já não têm a graça de um touro enraivecido. Até já tenho saudades de quando eles eram genuínos e abriam a boca para dizer verdades. Mas passaram para a Côrte e o caldo, sem se entornar, até poder ter bom aspecto, mas azedou. Sonsice. E insonso é o ar que nos dão a respirar. Sal? Aumenta o das lágrimas de Portugal.

 

E já agora falando de Salgados: vem agora o homem inocente (atchim)  a querer passar por marmota bébé. Cabia aqui um palavrinha às editoras, mas isto vai longo. Nos anos recentes tem saido cada livro. Eles, os "inocentes", ficam com mais tempo e escrevem a sua inocência. Mas voltando ao mister Ricardo Salgado, e porque escrevo sobre o meu País, devo escrever que houve um homem que lhe disse Não. Por acaso esse homem foi o mesmo que ganhou as últimas eleições. Para quem esqueceu chama-se Pedro Passos Coelho. E o senhor feliz o que decidiu? Decidiu ser mais feliz, e investir o senhor contente com mais contentamento. Optou por uma ave rara...

Qual flautista de Hamelin, Costa continuará a pular e a saltar, a encantar tudo e todos. Mas a música começa a soar mal, e ainda há quem se ache gente, e não um rato que só vive para o queijo. Por enquanto esta tristeza que trago, tenho a certeza, foi de vós que a recebi. Porreiro, pás!!!  

A  Proteção Civil acaba de dizer que está tudo  controlado, mas o vice-presidente da Câmara de Mação, ao início desta manhã, diz outra coisa: "já ardeu metade do Concelho", sendo a situação "completamente descontrolada", "catastrófica" (sic). O senhor ainda aí está com o seu Povo? Ah, e o Ministro da Saúde acaba de dizer que vai ter mais orçamento. Pudera!!!!

 

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24
Jul17

Obviamente demita-se!

por Fátima Pinheiro

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Onde é que é hoje o fogo? Sertã e Castelo Branco, é onde está pior. Vai passar a clássico? Pessoas queimadas e mortas, e ninguém diz nada. Coitadinhos, não têm culpa! Quem não tem culpa foi quem morreu e morre por incúria. Quem ficou de mãos a abanar, chora pelos que partiram, sem férias que os descanse. As queimaduras emocionais não se curam com um 'delete' tecnológico. Ficam para sempre.  E parece haver apelo e agravo. Já quanto à Inquisição ninguém a poupa. Pior, muito pior o que se está a passar. É uma analogia, obvio. Eu não misturo temas. É só por uma espécie de paradoxo da tangência.

Na Assembleia da República ouvi dizer que obviamente dois ministros não seriam demitidos. E que as ações deles eram da responsabilidade de um outro. Então que se demita esse outro, António Costa, óbvio! Não adianta ir ao local, após merecidas férias, e pôr um capacete e uma cara de missa de sétimo dia. Só adianta para a imagem, que parece ser a única preocupação de muitos.

Tinha muito mais a dizer, mas hoje não quero nem posso. Que o meu silêncio tenha o valor de um profundo pesar e grito de indignação. Acabe-se com esta piolhada! Mas parece que não, os Media insistem no deixar vir a mim as criancinhas...

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14
Jul17

 

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Cada dia que passa tem sido uma anedota. Hoje às 19h temos novo governo. Não saem os que deviam, entram oito nomes credíveis. Sejam bem vindos, queremos todos contribuir para construir uma vida melhor no nosso Portugal. Agora o problema não é a vossa credibilidade. O problema está na credibilidade de quem conduz este governo e quejandos. E o que interessa agora a Costa é ganhar as autárticas. É como nada do que aconteceu nestas semanas  tivesse acontecido. Eu aprecio o pragmatismo e o cortar a direito. Não choro sobre leite derramado. Sou também optimista, mas não piso nem gozo com ninguém. Há limites de decência e a demagogia é uma vergonha.

Ontem temos a anedota. Júdice revela: "assaltantes de Tancos estavam a ser vigiados pelas autoridades. A informação de que os assaltantes estavam "sob suspeita" e vigilância para os tentar apanhar em "flagrante delito" foi dado ao advogado por um "político de nível muito elevado", é o que se pode ler no Jornal Económlco de ontem. Um político de alto nível, aliás, um político de muito alto nível!!!! Só duas perguntinhas. Delito? Então não era sucata? O político de muito alto nível não sabia? Recuo. Podem alguém dizer-me o que é um político de muito, muito, repito, alto nível? "Se calhar mora no ultimo andar !!! ", esclareceu-me uma amiga.

"Até tenho medo de falar nisto. Eu ponho com todas as cautelas, porque se calhar isto nem é verdade. Há muita ‘boataria’”, continua Júdice. Medo? Por amor de Deus. Então porque é que falou? Judice responde : "Mas quem me disse isto é um político de nível muito elevado que me disse o seguinte: este bando, ou este grupo, já estava sob suspeita das forças de investigação, das polícias”. Fico esclarecida. Quem tem razão é Rui Ramos ontem no Observador. A imagem e mediatismo, é o que vale.

Digam lá que para casa ardida não vem mesmo a calhar uma nova secretaria de Estado, a da Habitação? E pôr em Pedrógão o polo de estudos sobre o Interior, hein? Assim nem um voto se perde. Se calhar antes pelo contrário. Já vejo os aplausos em Outubro. Mas como tudo isto que se passa nas nossas barbas é um pesadelo ou uma anedota, pode ser que eu esteja enganada.  Sou uma pessoa decente, e tenho da política uma visão de nobreza, e não de um oportunismo e ambição sem limites. O ilusionismo de Costa é elevado a transcendental. Que pena. E quanto a si senhor Presïdente? Ah, pois é, um PR não é um político de muito alto nível, é só PR. Garante o bom funcionamento das instituições.

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13
Jul17

 

 

 

 

 

 

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O Debate do Estado da Nação foi à altura. Deixo para daqui pouco o meu comentário sobre a Paz, o Pão e...a Habitação!!! O ovo de Colombo, ou o Coelho da cartola: a Habitação. A falta de vergonha chega a iludir quem dela precisa mesmo. Por agora repito o que aqui disse ontem . Guardo eu também alguns coelhos na minha cartola.

 

"Isto vale tudo, não é? Então água vai! Escrevo hoje sobre o roubo do material em Tancos. Andamos aqui enxovalhados, inseguros, preocupados, e agora oiço o primeiro-ministro a dizer, só agora, "no passa nada", "no passou nada"* . Parte do material até era para abate! E que o ministro da defesa é tão bom que se mantem no Governo por merecer a sua confiança. Porque é que só agora ficamos a saber a verdade? Porque nos fez sofrer se era assim tão simples? Santos Silva podia tê-lo dito! Porque não o fez? 

O ardil e a manha são fruto de experiência e plano. Agora de cara de ter sempre estado under controle, entre os pingos da chuva e das lágrimas de Pedrógão, e de duas figuras encolhidas Yes Prime Minister, vêm agora dizer que nada se passou, nem passa? Sei, confirmo, que consigo é assim. Sabe dar a volta. Faria de certo boa figura no Circo. E vai continuar a governar. E sabe porquê? Porque a sua popularidade aumenta, porque este pais é uma maravilha... Já viu o belo sol que está hoje? Como diz o Salvador, há pessoas que tudo aplaudem. Até um peido. 

Mas há quem tenha coluna vertebral, e não viva em nirvana. Há também gente, muita gente a viver mal pelo desgoverno em que se vive. 

Não tenho pretensões de ser comentadora política, até já fui recusada em vários jornais. Ou seja, não sou um edifício inteligente, mas devo dizer que não sou parva de todo...e até já adivinho as cenas dos próximos capítulos. O Senhor sabe  que é demasiado previsível, não sabe? E que lhe fica bem, não sabe?"

 

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21
Jun17

 

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 imagem tirada da net

 

Não se aguenta tanto disparate e tanta falta de ação. Isto não é uma carta aberta, são palavras de quem votou em Marcelo e no PSD. Quem é o primeiro ministro de Portugal? E quem é o meu Presidente? Não peço desculpa do que vou dizer, porque não tenho culpa.  De Marcelo até digo que em certas ocasiões foi afetuoso e compreensivo comigo. Mas do que falo hoje é de uma gravidade tal que apaga o resto. E escrevo porque não me levo nada a sério, limito-me a dizer o que penso. Chega. Movimento sim, agitação não. Dizem os jornais: "Marcelo imparável!". Ou "Primeiro-Ministro quer saber o que se passou." Para mim estão queimados... 

Marcelo. Quando ontem o ouvir dizer  "não vamos agora abrir mais frentes!", até fiquei com falta de ar. Sim, o fogo parece que já mostrou que as frentes são muitas, não precisamos de mais. De frentes de fogo. Mas quanto às outras "frentes"...não faça de Pilatos, nem passe o seu afecto pelo Costa e sua (também sua Professor Marcelo) geringonça. Há afectos a longo prazo, e um Presidente tem como munus saber abrir frentes. Um Presidente não faz de conta. Um Presidente quer saber, perguntar. Um presidente actua, não se agita. Um Presidente não é para dizer "enterrem-se os mortos, tratem-se dos vivos." Isso diz o povo, digo eu. De um Presidente espera-se mais qualquer coisa. Falta ser Presidente. Eu bem sei quem estaria bem na sua cadeira. Não seria assim, garanto-lhe. Não votarei mais em si. Pouco lhe interessa, eu sei. Mas não faz mal. Os actos ficam com quem os pratica.

António Costa  - o homem que "geringonça" o meu querido Portugal, e que se não fosse Passos Coelho teria hoje menos razões para sorrir meio zénico, sobretudo quando sai daquelas centênicas reuniões, de cócoras, em Bruxelas -, António Costa, dizia eu, nem um reparo merece? Pois é Senhor Presidente!!! Como eu o entendo!!! Prefere não abrir frentes. Mas não se esqueça é de não abrir mais feridas. E para que serve o senhor se não é para abrir frentes? É para as fechar e não nos levar a lado nenhum, a não ser observá-lo, em agitação mas sem movimento, sem finalidade, a não ser essa? É para dizermos de si "e no entanto ele mexe-se!" ? Para quê?

O post vai longo. António Costa: tem a certeza que governa este país de, parece, irresponsáveis? A começar por si, claro. Também não dá a cara, é? Ainda a tem? Não me parece. Queimou-se e por lá ficou, nas terras que devoraram muitos de nós e hão-de consumir para sempre muitos que chorarão, para sempre, de um  " fogo que arde sem se ver."

Já nem falo dos media...Nadinha em relação a seus amados de verdade...

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 imagem tirada da net

 

Pode sim. Mas só até à entrada em vigor do código de conduta, anunciado ontem por Augusto Santos Silva, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo que nos governa. Para dar uma ajudinha: não esquecer o tema "bofetadas": Das bofetas em geral e daquelas que os ministros podem dar. Por acaso pensava que já havia esse Código. Daqueles que não estão escritos. Tipo a lei especial que a Antígona celebrizou.   Ah, e pode sim senhor,  se não se esquecer de reembolsar as Galpes por uma coisa que não tinha problemas nenhuns, mas que afinal tinha (senão porque é que os três secretários de estado do momento se prontificaram a reembolsar?). E disseram-me agora que há um Código de Conduta do Fisco, em vigor, que tem um artigo a dizer que os responsáveis pelo Fisco não podem aceitar presentes.

 

Não podem continuar. O CDS já pediu a demissão dos governantes em causa. Se continuarem estão de pés e mãos atados. Surge na mesa uma decisão que envolve indústria, internacionalização e a Galp. O que fazer? Isto até nem é bom para a Galp. Há erros, esses sim, que têm que ser pagos.

 

E não acho nada de mais que os membros de um Governo, tenho ele a cor que tenha, sejam  pessoas que saibam pelo menos o basicozinho de conduta. Só há uma saída, estou certa. Quem voa mais do que pode, a mais não é obrigado.

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02
Jun16

ANTÓNIO COSTA em TOP LESS

por Fátima Pinheiro

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 imagem tirada da net

 

Como não sou ministro posso falar à vontade nas redes sociais (por acaso já fui ministra de estado por três vezes, sempre em mandatos de 9 meses que levei até ao fim, uma espécie de CRESAPS levadas a sério). E hoje faço como Edmund Husserl : ponho a pessoa em epígrafe "entre parentesis", o que não é possível fazer (mas também não há filósofos imaculados e o pai da fenomenologia - a minha "filosofia" de eleição - não foge à regra). É que têm acontecido muitas coisas que levo atravessadas. Um dia alguém disse que o país estava de tanga, não foi? Pois agora, digo eu, está em top less.

António Costa, Portugal agora é que era ou ira ser? Como sou uma mulher sem importância e tirei férias esta semana, deixo aqui umas linhas, são um feliz zero à esquerda neste universo onde há mais vida do que nos blocos, sejam eles de direita , de esquerda, mais os outros. Na segunda feira telefonei-lhe, mas o senhor PM estava numa reunião. Há coisas que só se dizem em privado, não podem ser escarrapachadas nas redes sociais.  Isto nunca se sabe. Mas fui muito bem educada pelos meus pais, e sem bofetadas, note-se. Na escola uma reguadazinha, mas coisa que passou: mordi uma colega porque ela fez umas coisas feias. Até hoje não mordi mais ninguém, só na brincadeira. Mas vimos, ouvimos, não podemos calar, não é? O futuro a Deus pertence.

Ia-me esquecendo do post. Os numeros da OCDE , os de ontem e os de hoje, muito, muito abaixo do optimismo vigente. Top? Less. O ensino público, por lei,  obrigatório para todos,  revela-se um monopólio do ensino, esquecendo a vitalidade de uma polis que takes a village e respeita as diferenças, de todo o tipo. A cultura finalmente no topo? Pois não. Começou à bofetada, obrigou o PM a educar os ministros; estranho ter que vir a público dizer aos ministros para se portarem bem nas redes sociais...então não é suposto serem já crescidinhos? Pois outra vez top less.

Não me alongo (vou arrancar um dente), e já que Carlos Moura de Carvalho é o homem com quem a minha querida irmã casou, e levou um ponta pé no traseiro ao ser demitido sem mais nem porquê, só queria dizer que é uma falta de educação não ter recebido uma palavra sequer , da parte do Governo que serviu com com dignidade enquanto esteve a cumprir as suas funções como Diretor Geral das Artes. Estiveram todos na semana passada na bienal de Veneza, e nem uma palavrinha!  Também não se faz. Abaixo de cão? Less, muito less. E sempre me disseram, e eu não podia estar estar mais de acordo, "uma carta tem sempre resposta".

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 António Costa, imagem tirada da net

 

A política é um xadrez. Muitas vezes é apenas uma burricada. O Director Geral das Artes (DGA) tem toda, toda a razão. A carta que escreveu ao Primeiro-Ministro (PM), a pedir as razões do seu afastamento, deixará tudo na mesma. O PM não irá responder à carta porque todos saberemos a razão da injustiça de que o DGA será alvo.

Sempre me ensinaram, e eu concordo, que uma carta tem sempre uma resposta. De qualquer modo esta carta, e tudo o que Moura Carvalho tem dito nestes dias, e hoje nos media, são, esses sim, gestos de nobreza política. Põe a nu a hipocrisia do tira lá, dá cá. Não muito diferente da do querer governar à bofetada, género João Soares.

O trabalho do ainda DGA foi exemplar. O que fez foi cumprir a sua missão com excelência, com um orçamento mínimo. Carlos Moura-Carvalho não precisa dos louros que António Costa receberá já em Londres em Setembro com a Utopy by Design, para dar um exemplo. Os actos ficam com quem os pratica. Carlos é um homem às direitas. Siza Vieira, é prova. É destes e destas que precisamos.

António Costa não perde o sono. Não digo o que perde porque devo respeito àquele que se diz Primeiro Ministro de todos, meu também. Mas permita-me dizer-lhe senhor PM, que tristeza. E da sua boca nem um elogio verdadeiro (DOS FALSOS NÃO PRECISAMOS) ao homem que arquitectou a representação de Portugal no evento de Veneza. Não se faz. E nem o senhor é Papa, nem eu me chamo Catarina (de Sena; não haja confusões).

 

Leio no facebook de Carlos Moura de Carvalho o que este acaba de escrever há três horas:

«Acabo de me despedir de todos os funcionários da DGArtes, pois termino hoje as minhas funções de Diretor Geral das Artes por decisão do Secretário de Estado da Cultura, comunicada há dias na primeira reunião que tivemos.

O argumento invocado foi o de que é preciso dar uma "nova orientação" à gestão da DgArtes.

A nomeação de um diretor geral por concurso público e por cinco anos (período mais longo que o ciclo político...), não deve ser interrompida abruptamente por uma decisão política em que não ficam claras as razões para essa interrupção. Existem expectativas jurídicas e humanas que obrigam a uma ponderação profunda e a uma decisão muito fundamentada. É uma condição elementar de respeito pela dignidade da pessoa humana, constitucionalmente consagrado, mas também de transparência no processo de escolha dos mais altos cargos da administração pública portuguesa.

Infelizmente, o Ministro e o Secretário de Estado da Cultura não pensaram assim e procederam a minha exoneração sem referir qual é a nova "orientação" que alegam e quais as razões pelas quais não estou em condições de a levar a cabo e que justificam a cessação antecipada da comissão de serviço, a dias de se lançar novos concursos de apoios às artes e depois de dez meses em que tivemos de lidar com quatro tutelas e um dos mais baixos orçamentos de sempre da DGArtes.

Escrevi igualmente ao Primeiro Ministro solicitando a sua intervenção numa matéria que me parece delicada e que põe em causa a legitimidade das nomeações por concurso público, mas, infelizmente, não obtive qualquer resposta.

Saio com frustração por não ter podido concluir os vários processos de médio e longo prazo que estava a desenvolver.

Mas mantenho a esperança que o nosso país encontre um caminho de valorização da cultura e das artes como setor estratégico. Fortalecer as cadeias produtivas das artes é fortalecer a dimensão simbólica que elas contêm e que se opõe a muitos valores dominantes no mundo.

É com este pensamento que continuarei a enfrentar os desafios que a vida me colocar, procurando faze-lo com independência, sentido de responsabilidade e respeito pela lei.»

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