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Abriu a época Balnear, mas a dos Santos Populares também. Há novidades! Hoje quem as revela é D.Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, sobre as semelhanças físicas que encontrou entre o treinador de futebol Paulo Bento e Santo António. Não deixa de ser uma opinião. Tudo partiu de ter observado os ossos do santo, em Pádua, onde está sepultado.

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Fernando Santos e D. Manuel Clemente, numa sessão do Conhaque-Philo

D. Manuel Clemente reconheceu essa semelhança numa tertúlia pública , o Conhaque-Philo, na Casa Museu Medeiros e Almeida, organizada pela autora deste blog. Voltamos este mês neste blog com mais novidades sobre os nossos santos.

O Conhaque-Philo, com  três edições no seu historial, regressa ainda este mês com uma sessão "hors série" com santos à mistura, e depois da época balnear, vem aí uma nova edição do Conhaque-Philo, com novo formato. Ver mais aqui.

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Luis Miguel Cintra, Raquel Abecasis e Ludovic Martins

por Fátima Pinheiro, em 28.03.17

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Para além da Taprobana’ é o tema da sessão 4 do Conhaque-Philo que desta vez nos mostra três estrelas: do jornalismo, do teatro e dos céus.

 

Raquel é sub diretora de informação da rádio renascença.

Luís, prémio Pessoa, é um senhor da cultura, do teatro em especial, fundador da Cornucópia.

Ludovico, engenheiro do ambiente, é um astrónomo amador, passou pelo Centro Ciência Viva de Sintra          

 

Esta terça-feira vão estar numa conversa improvável (mais uma), dos ciclos Conhaque-Philo, promovidos pela bloger Fátima Viseu Pinheiro. O local é o de sempre, a Casa Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, e a hora, a do costume, 21h30. É só chegar e ajudar a pensar. Com café ou conhaque. Contamos consigo.

 ver mais em 

www.coolture.pt

 

www.facebook.com/events/214075612406229/

 

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Ângelo Correia e Joaquim Sapinho - Engenho e Arte

por Fátima Pinheiro, em 20.03.17

 

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17362830_1422996334418456_6404777945273496379_n.jpA semana passada foi surpreendente  (na fotografia em baixo, João Soares e José Milhazes). Amanhã promete : Ângelo Correia e Joaquim Sapinho - Engenho e Arte .

 

O primeiro é um engenhoso político, ex-ministro, empresário e especialista em assuntos internacionais. O segundo é artista, realizador de cinema e autor do galardoado filme “Deste lado da Ressurreição”, onde o surf, a religião e a vida, andam de mãos dadas. Têm em comum o amor pela vida, a atração pela serra de Sintra e o fascínio pela religião. Esta terça-feira vão estar numa conversa improvável (mais uma), dos ciclos Conhaque-Philo, promovidos pela bloger Fátima Viseu Pinheiro. O local é o de sempre, a Casa Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, e a hora, a do costume, 21h30. É só chegar e ajudar a pensar. Com café ou conhaque. Contamos consigo.

 

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 HOJE

 

MAR14

Sempre NÓS -JOÃO Soares E JOSÉ Milhazes - 14 MARÇO

Público 

 

JOÃO SOARES e JOSÉ MILHAZES como nunca os vimos. Dois homens bem diferentes, e com muito em comum, entre ‘Perigos e guerras’. Esforçados? Estarão hoje á noite3ª feira no Conhaque-Philo.

 

Provocador e desafiante, o Conhaque-Philo, uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro, convida gente a conversar, com café, um vinho ou mesmo um conhaque, junta políticos, jornalistas, economistas, artistas, empresários. Nesta sua 3ªedição para debater ‘Sempre Nós’: os nós que são as pessoas, os nós que atamos e desatamos, os nós da nossa História, os que queremos agarrar para construir o presente e o futuro. Oue queremos do que nos espera? Orgulhosamente acompanhados?

 

Rui Ramos, Luís Osório e Siiri Milhazes abriram na 3ª-feira passada, de forma brilhante, este novo ciclo de tertúlias, conversando sobre ‘Só se conquista o que se dá’.

 

António Correia de Campos, Joaquim Sapinho, Ângelo Correia, Raquel Abecasis, Luís Miguel Cintra, Francisco Seixas da Costa, Filipe Magalhães, Pedro Abrunhosa, Rui de Carvalho, e Paula Roque, são os que se seguirão.

 

ENTRADA GRATUITA

 

Às 21h na Casa Museu Medeiros e Almeida, hoje

 

 

Programa

7 MARÇO (3ªfeira) – “SÓ SE CONQUISTA O QUE SE DÁ”
Rui Ramos/ Luis Osório/Siiri Milhazes

14 MARÇO (3ªfeira) – “ENTRE PERIGOS E GUERRAS”
João Soares/José Milhazes

21 MARÇO (3ªfeira) – “ENGENHO E ARTE”
Joaquim Sapinho/Ângelo Correia

28 MARÇO (3ªfeira) “PARA ALÉM DA TAPROBANA”
Raquel Abecasis/Luis Miguel Cintra/Francisco Seixas da Costa

4 ABRIL (3ªfeira) – “A FORÇA HUMANA”
António Correia de Campos/Filipe de Sousa Magalhães/Higino Cruz

12 ABRIL (4ª feira) – “Tens os olhos de Deus”
Pedro Abrunhosa/ Rui de Carvalho/Paula Roque 

 

 

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Fernando Santos só volta a casa quando quer

por Fátima Pinheiro, em 07.07.16

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 Fernando Santos e D. Manuel Clemente juntos, na 2ªed. do Conhaque-Philo

na Casa Museu Medeiros e Almeida

 

Debate-se o estado da Nação. A Nação tem as atenções na final de Domigo. Tudo certo, tudo faz parte. A vida é uma bela mistura. Também Fernando Santos sabe que é assim. E sabe que ganharemos porque acreditamos. Mas fazemos por isso.

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. É a aventura de arriscar permanentemente naquilo que mereçe a nossa tensão. Balelas, desculpas, reticências, pessimismos, caneladas, faltas, amarelos, podem entrar, mas não têm categoria para me definir, nem para decidir por mim. Tal como o selecionador, eu também só volto a casa quando quero, ou seja, quando me deixo descobrir pelas razões que me atraem e me fazem perder medos de existir e ser feliz, mesmo se às vezes dói. Melhor, é através do que dói que a melhor parte nos é reservada e servida de forma requintada. A Torre Eiffel é minha, e não há nada nem ninguém que ma possa tirar, como não há ninguém que me teça cada batida do meu coração, que domingo soa mais forte. 

Estranha forma de vida? Antes pelo contrário. E preferia que tudo se decidisse nos 90 minutos. Quem tem autoridade para me apoucar o desejo? 

Ia a dizer que o facto deste homem ser católico não é para aqui chamado. Mas seria mentira. Ele é um homem de camisa e camisola, que se põe todo em tudo e sabe porquê. Quando não há razões, isto é uma burricada, como diz a Sofia Areal, onde tudo é novo, mesmo a Oriente. Seja a França ou a Alemanha.

Eu acredito nele, é um homem de corpo inteiro. Não tem medo de existir. São poucos os homens com a simplicidade desarmante que sabe que dependemos de tudo, e principalmente da nossa liberdade, no apostar dos talentos que cada um tem. Tenho o privilégio de conhecer alguns desses homens. Ele é um deles. Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação.

 

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Fernando Santos e Quaresma

por Fátima Pinheiro, em 06.07.16

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fotografia da Maria da Paz Cantista

 

Já no Conhaque-Philo  o Quaresma era o centro das atenções. Deixo o video da Tertúlia, realizada na Casa Museu Medeiros e Almeida e espero que logo à noite sejam estes os nossos sorrisos...

E, já agora, neste lançe fica a data de início da 3ºedição do Conhaque-Philo, 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, do Fernando também! Sempre na Sala do Lago daquela Casa Museu. O tema? Cinema e energia. Tudo a ver com o jogo de mais logo: um grande filme, meia bola e força!

 

 

 Fátima Alves lança a Bola....

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Portugal, precisa-se!

por Fátima Pinheiro, em 13.11.15

 

 Sátántangó , Béla Tarr, imagem tiradad da net

 

 

José Ribeiro e Castro,Raquel Abecasis e Pedro Quintela numa conversa inacabada no Conhaque-Philo, sobre a Europa. Decorreu ao mesmo tempo em que Maria de Belém confessava a Maria João Avillez, na Capela do Rato, que gostava do Pai-Nosso e que o Povo é quem mais ordena. Com efeito, na 4ªa feira a Casa Museu Medeiros e Almeida foi lugar de mais uma tertúlia do  Ciclo "A Europa Somos nós". O meu gravador não registou tudo, deixo simplesmente o mote de Ribeiro e Castro (na minha amadora gravação). Digo apenas que me esclareceu este "juntar"  de pessoas tão diderentes e tão iguais, de obra feita e a fazer. Foi uma espécie de "personstorming".

Uma jornalista que é mesmo jornalista, sem esquemas ou  poses mediáticas, com olhos de perguntar, a querer abarcar todos os factores e não o polticamente correto, e que na vida e no trabalho é a mesma pessoa; um padre, mistura de S.Francisco e S. António, a quem a vocação foi a de seguir, não a Academia, onde seria uma estrela, mas a fundação e direção de uma Associação,o Vale dÁcor, que acolhe e cuida de pessoas com toxicodependência; um europeista convicto, de perfil mais conhecido que os outros, e que aportou ao debate a porta que o vale dÁcor alberga, promessa de felicidade para cada um. Sim, porque Portugal e a Europa somos nós. Refere literatura especializida, e lembra em que prato da Balança Portugal está. Não é brincadeira, precisa-se.

 

Na próxima 3ªfeira, dia 17, sentam-se no mesmo local Francisco Sarsfield Cabral e João Luís César das Neves sob o mote: "A juventude da Velha Europa". A nossa.

 

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Três bons rapazes: Marcelo, José e Eduardo

por Fátima Pinheiro, em 10.11.15

 

 à porta da Capela do Rato estava o Rui Ochoa

 

“A Europa não existe” disse Eduardo Lourenço na abertura do Conhaque-Philo2015, faz hoje uma semana. Não existe mas seduz, comentei. Ele, que estava ao lado de José Manuel Fernandes para conversar sobre o tema “Europa: Observas-te a ti mesma?”, coincidia com este num ponto: a crise é profunda, é diferente das outras, por não ser uma crise intra-europeia, e é necessário encontrar saídas. Ou não?

A Europa não existe, a Europa somos nós. A lembrar o que Oliveira dizia do Cinema: o cinema não existe, o que existe são as cadeiras. O mesmo a dizer dos “públicos”: só os urinóis. Existiram sim para mim esta semana (por entre os milhares de "agoras" que vivi) o cruzar-me com aqueles dois bons rapazes mais um outro, Marcelo Rebelo de Sousa – nas conversas sobre Deus, uma iniciativa do Pe Tolentino Mendonça -, a provocarem-me  uma reflexão sobre a Europa.

Eu sei que uma barriga vazia precisa “primeiro” de pão. Mas eu vejo muita barriga cheia, a começar pelo meu lindo umbiguinho, bem longe destes maduras “peripatices”. E no entanto ela seduz! E porquê? A India e a China, disse o José, fornecem tecnologia e mão de obra, ao passo que a Europa é o Museu. Não que nela não se "faça" do bom e do melhor, mas porque a Europa é o  lugar de memória. Não de um fixismo no passado, mas de um húmus do qual se alimentam liberdade e criatividade. De mulheres e homens que são bons – Marcelo sublinhou que “Deus é a razão de ser da vida” -, pelo menos e sobretudo no sentido ontológico (a moral vem “depois” é outra coisa). De homens e mulheres que são capazes de amar mas têm tendência a ter medo uns dos outros – “O drama do nosso tempo é o medo do outro” (Bento XVI) – e que precisamente por meio desses medos e desuniões vão atraindo e seguindo em frente, incluindo. Eu sei que parece que não. Mas nem tudo o que parece é.

 

 

 

 

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"O Gebo e a Sombra": Oliveira em 33 dias (1)

por Fátima Pinheiro, em 11.04.15

num intervalo das filmagens, Ricardo Trepa e Jeanne Moreau/imagem tirada da net

 

Perco o conto às linhas que Oliveira me faz escrever. Todos os Maios, uma vez por semana, ele vai levar-me a uma sala onde o  "partilho" com quem quiser vir ao Conhaque-Philo, e vamos ver e conversar. Um Acto de Primavera, assim se chamará esta "estação" da minha vida. No Rasante, aos sábados vou repor tudo o que escrevi, mais o que continuarei a escrever sobre o seu cinema, que é, como ele disse, a vida. 107 e muito mais, se Deus quiser. Começo com o "O Gebo e a Sombra", uma jóia plena de simbolismo. Em 33 sábados. Acabo lá por perto de Dia de Cristo-Rei.

 

O GEBO E A SOMBRA (2012)

«Páscoa tem rescaldo. Reinicia-se a vida, a semana, o dia, que com ou sem sentido aí está, agora com mais luz mais cedo. Um bom filme visto e revisto: a última vez que o vi foi numa das salas das Amoreiras. Estavam quatro pessoas. Uma eu não conhecia, outra era uma amiga da minha filha mais velha (que pinta de 20 anos) e uma amiga. E moi. A vida com ou sem sentido leva-se. Trocando por miúdos, o filme de Manoel de Oliveira faz-me uma pergunta sobre a vida: és levado por ela, ou és tu que a levas? Ou seja: és livre? Talvez o melhor da sua última década, palavras de um crítico acerca do último filme de Manoel de Oliveira "O gebo e a sombra", homónimo da peça de Raul Brandão. Quando o vi pela primeira vez encontrei qualquer coisa mais. Comparar interessa, se estão em jogo critérios: Oliveira apurou a sua aposta numa performance sem redes. Seis atores geniais, dão-nos em 92 minutos, numa cozinha - a famosa 'gaiola' - a totalidade e a beleza do carácter dramático da existência humana. Está tudo aqui. Numa divinal dança de luz e sombra, vale o silêncio que nos poderá devolver a nós próprios. Estamos diante da pedra preciosa do colar que é a cinematografia dum olhar inigualável?

A espessura do humano todo numa história igual à minha

O que cativa não é a largueza de imagens como as de um Vale Abraão. É antes uma contenção, densidade, a espessura do humano todo. Em altas vagas sem fundo, que provocam a liberdade do espetador a um mergulho sem fim, no terreno ontológico a que Oliveira sempre nos habituou. Preso numa fidelidade às palavras de Brandão, faz outra coisa. Não por prescindir do último ato, mas por dele fixar o melhor. É uma história sobre a pobreza: Gebo, contabilista, chega a casa com o dinheiro do trabalho. Esperam-no a mulher, Doroteia, e a nora, Sofia. O filho, João, acaba por roubá-lo e fugir. Duas visitas frequentes, o Chamiço e a Candidinha, dão o contraponto de humor e ligam o interior ao exterior da casa. O mesmo fazem as janelas e as portas, através das quais o dia dará lugar à noite, e esta à manhã, quando batem à porta e se dá o Acontecimento.

Luis Miguel Cintra: "a arte! a política! era preciso visão, um pulso forte! a rotina instalou-se"

Está tudo aqui, diz Jeanne Moreau, fazendo festinhas na mala de Michael Londsdale. Como seria bom ter este dinheiro; dizer: faz isto, faz aquilo. E Luis Miguel Cintra: a arte! a política! era preciso visão, um pulso forte! a rotina instalou-se. Um frio de rachar, lá fora! Ai, e a música!; exprime melhor que tudo o amor; ficavam-me todas pelo beicinho. E finge que toca flauta! Leonor Silveira, mulher sábia, cuida de todos, ocultando (com o sogro) de Claudia Cardinale, mulher de dores, o desassossego de Ricardo Trepa, seu super-homem. Em frequentes esperas religiosas à janela, recebe sinais do tempo. Do espelhado chuvoso, cabem na câmara de Oliveira, ela, de costas, e uma Imagem de Nossa Senhora, num nicho, lá fora. Depois, numa das suas rondas da noite - aquela em que João desaparecera com o dinheiro -, lá está Sofia diante da mesma estátua (agora grande) num diálogo silencioso. O cinema de Oliveira não tem pinga de moralismo. Mostra-se o cruzar de olhares onde a nossa liberdade é também implicada. Somos, ou não, apanhados no fogo cruzado daquela oração?

"Fui eu que roubei": o acontecimento de uma liberdade que também me devolve a humanidade

 A culpa do marido, ela sabe, é diluída no desejo que ele tem de uma vida melhor. Não é melhor morrer do que viver sepultado?, perguntara ele uma vez, num dos momentos do seu permanente desassossego. É o que ela pergunta à Senhora, de quem recebeu seguramente pronta resposta: a consolação, que Oliveira dá no rosto sereno e luminoso de uma Leonor Silveira irrepreensível. Batem à porta, de madrugada. A esperada visita da polícia escancara os olhos da trindade: o pobre, a sofia e a doroteia. Espantados por razões diferentes ouvem: quem roubou fui eu. De pé, com o sol que se adivinha por incidir em metade do écran, o Gebo deixa desvanecer a sombra. É o acontecimento de uma liberdade que também me devolve a humanidade, que me devolve a mim mesma: uma imaculada realização.»


(1 Abril 2013)

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Hamburgology

por Fátima Pinheiro, em 03.01.15

 

 

 

 

 

 

 

os homens do h3 (Albano Melo é o de camisa azul)/imagem da net

 

h3 é uma nova maneira de olhar para hambúrgueres. Hoje é só copy paste porque tenho muito que fazer e no meio vou mais uma vez verificar o que aqui copio do site deste amoroso lugar de se comer . É verdade de chorar por mais. Um dos sócios do restaurante, o Albano Melo, esteve em Novembro passado, no Conhaque-Philo, na Casa Museu Medeiros e Almeida, a contar tudo isto. Qualquer dia faço um Conhaque-Philo a comer hamburgers. Ouro sobre azul. Que tal? E 2015 saboreia-se à grande porque nesta Casa Portuguesa ( que já está espalhada pelos 4 cantos da Aldeia), tuga mesmo (tuga é também o nome de um dos meus hamburgers preferidos), o critério de gestão chama-se amor  (cfr. António Pinto Leite, O amor como critério de gestão)

 

«Entrando directo no assunto da comida. Os nossos hambúrgueres têm 200 g de pura carne. São grelhados (e não chapados ou prensados) no ponto escolhido com sal marinho puro por grelhadores diplomados e aprovados em 72 parâmetros na Escola de grelha h3. E por fim, servidos em pratos aquecidos e não no pão, para comer de garfo e faca de metal.

A esta maneira de pensar chamámos new hamburgology.

 
NOT SO FAST FOOD
É possível servir boa comida a um preço acessível com rapidez. Dizemos nós.

Acreditamos que se provar vai concordar que a nossa comida é boa.

Acreditamos que a comida deve ser gourmet, mas os preços não. Os nossos menus incluem hambúrguer, acompanhamento e bebida (qualquer uma) e começam em 6.75 Euros.

Acreditamos que nas alturas de maior movimento o conseguimos servir em 30 segundos (a contar a partir do pedido). Todos os gestos foram estudados para que não se perca nem 1 segundo, nem 1 sorriso. Reclamamos a patente da primeira máquina simpática. É a “Tuga machine”.

 

TRUE FOOD

Dizemos que fazemos comida de verdade para pessoas de verdade porque ainda não nos apareceu um cliente de plástico. Porque é que dizemos isto? Porque é mesmo assim e gostamos deste tipo de frases engraçadinhas.

A nossa limonada é feita com sumo de limão, os nossos chás com chá, a Coca-Cola compramos feita, ainda não descobrimos a fórmula. O nosso esparregado de espinafres é feito com espinafres, o nosso arroz thai vem mesmo da Tailândia, os nossos espinafres, cogumelos, cebola e alho salteados são isso mesmo, espinafres, cogumelos, cebola e alho salteados.

Os nossos ovos estrelados são feitos com azeite, as nossas batatas às rodelas são mesmo batatas rodelas como ninguém as faz. E por aí fora. Porque é que fazemos assim? Porque (somos um bocado básicos) fica muito melhor.

Que venha um cliente de plástico dizer o contrário.»

 

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