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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

28
Set17

Política local é assim!

por Fátima Pinheiro

Festas das artes.jpg

 

 

Jardim das Artes. Porque arte, é fora. E se o Jardim das Amoreiras fosse até Montmartre? É até aí que queremos ir com a sua arte e com a nossa iniciativa. Cultivamos a ideia de que trazer a arte para a rua, torná-la mais próxima e acessível, num ambiente descontraído, tem um sentido artístico. Foi assim que surgiu a ideia do Jardim das Artes. Trata-se, nada mais, nada menos, do que plantar arte num dos jardins mais inspiradores de Lisboa. Num evento que vai já na 2ª edição e que é organizado pela Boa Vizinhança de Santo António, o Jardim das Amoreiras abre-se às escolas de arte e a todos os artistas que queiram mostrar o seu talento.

Da pintura ao desenho, da escultura à fotografia, da gravura à aguarela, todos estes temas serão bem acolhidos neste movimento de expressão artística.
 
O Jardim das Artes irá ter lugar, dia 30 de setembro, entre as 11h00 e as 19h00 e o custo é de 15 euros por participante. ENVIE  A SUA CANDIDATURA para jardimdasartesbv2015@gmail.com
 

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27
Set17

Cheira-me a ditadura

por Fátima Pinheiro

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Imagem de um filme de Tarkovsky

 

Agora são postos no mercado outra vez. Refiro-me aos célebres cadernos de atividades rosa e azul. A Porto Editora, que por recomendação de altas autoridades tirou os livros do mercado,  diz ter ficado agora comprovada "a não existência de qualquer discriminação". Santo Deus, então não se viu logo, como a própria empresa reconheceu? Trata-se de matéria que  Ricardo Araújo Pereira desmontou em segundos! Mas não. A editora afirma que foi necessária "uma análise serena e ponderada de um caso que gerou imediata polémica assim que foi conhecido". A editora que há dois dias voltou a por os azuis e rosas nas livrarias aproveitou a ocasião "para denunciar o que classifica de lamentável manipulação". Pois eu também lamento, mas sim outra manipulação, não a das redes sociais, mas a do toque e foge do Governo. E ai Jesus, que antes de Domingo já posso ir comprar os cadernos.

Eu sei o que é ditadura. Quando ensinei na Universidade um colega disse-me: cuidado, olhe que já se sabe que você pertence ao Comunhão e Libertação...Quando fiz umas conferências numa prestigiada Universidade Russa, e a pedido, contei o fenómemo Fátima, na parte mais picante alguém entrou na sala a mandar-me calar. Eu como só tenho medo de baratas, deixei-me estar, continuei e terminei.  Terminei o que tinha preparado, que foi seguir o que a vaticanista Aura Miguel escreveu sobre o tema, o livro "O segredo que conduz o Papa". Foi para não me perder com especulações sobre o tema e porque considero ser o melhor livro sobre Fátima.

Já agora, quando a Aura Miguel me fez uma visita a Moscovo, um grupo de amigos russos ficou tão interessado que decidi arranjar maneira de o publicar em russo. Pedi ajuda e dinheiro e a Aura teve que voltar a Moscovo para o lançamento. Foi um evento memorável. Estavam representantes ortodoxos, ao mais alto nível. Diplomatas, e muitos amigos. Não foi uma beatice católica.

A autora fez a apresentação do livro em italiano.  Tinha recebido um convite para irmos jantar, a seguir à cerimónia no Kremlin, na residência de um grande diplomata italiano. E hoje é tudo.

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26
Set17

O PS ganha as eleições

por Fátima Pinheiro

 

 

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O PS ganha as eleições no domingo. Não me baseio em sondagens. Sou apenas uma aplicada observadora. O PS ganha, e ganhar tem dimensão nacional. A retórica de que, politicamente, nacional e local são coisas diferentes é incompleta. E o  PS ganha porque veio a investir e a cortar naquilo que lhe dá o poder de agora encher o bolso dos que no domingo lhe vão dar o "agradecido" voto. É Deus no céu e a geringonça na terra. E é compreensível. "Que ninguém passe fome", disse uma vez o recém-falecido bispo vermelho, D. Manuel Martins. O vermelho vale muito, mas não é tudo. 

O PS ganha porque Marcelo deixou (foi Cavaco que deu posse a Costa, 3 meses antes de Marcelo ser eleito, mas...).  Foi o PSD que ganhou as anteriores eleições, e a solução, sabiamente forjada  por quem sabemos, não era a única solução. Cavaco estava na recta final, acabou por fazer como Pilatos e Marcelo, ao chegar, fez o mesmo, Pilatos, queria presidir sem chatices. O PR queria continuar como sempre foi: leve e magnânimo, a ensinar e a usufrir. Ontem, com alguma tristeza, vi-o na sua chegada a Luanda, para participar na cerimónia de tomada de posse do recém-eleito Presidente. Achei-o abatido. Notava-se na cara. Lá no fundo sabe o que fez e o que anda a calar. Como diz Irina Shayk, a que era do Ronaldo e faz a campanha da conhecida marca de lingerie "intimissimi": "beauty starts inside". E Marcelo é um homem de boa cepa. Mas não tem chegado.

O PS ganha, sim, mas Portugal perde. Vamos pagar  lá mais para a frente. A sala está bonita, mas debaixo do tapete...E não é só isso. Há cortes que não deveriam ter sido feitos, e já se começam a fazer sentir.  Mas os bolsos carentes, esses, estão prontos ao voto. Agora aqui poderia falar doutros bolsos, sempre na maior, porreiros pá, mas hoje não.

Mas feitas bem as contas, o PS ganha mas é em falta de vergonha na cara, ganha em falta de sentido de Estado.

Quem ganha é afinal quem não sabe enganar o Povo. Quem não mente.

Quem ganha é o Expresso por ter publicado o que publicou e por sexta-feira ir divulgar mais. Eu sei que para um bom jornalismo  é  preciso identificar a fonte do Relatório.  Mas diante das graves circunstâncias que temos vivido, a mim basta-me a credibilidade daquele jornal. 

Espero que Portugal mostre, mais cedo ou mais tarde, tudo o que tem "inside". O que se nota na cara.  Nunca embarquei em Don Sebastiões, mas sei que há quem mereça a nobre tarefa de por Portugal no rumo, com tradição e inovação. Portugal um desafio a combater já, com o futuro em perspectiva; não um Portugal de buracos que vão sendo tapados mal e porcamente, à medida de votos. O meu País, que não troco por outro,  não é um monte de cinzas entregue a terroristas.

Sejamos pragmáticos sim. Mas não a qualquer preço. Se for preciso eu ponho-me de cócoras, ponho. Mas é para mudar as fraldas a quem delas precisa e precisa de ajuda. Não é para fazer figuras tristes "lá fora". Portugal é "intimissimi".

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25
Set17

Portugal está uma vergonha!

por Fátima Pinheiro

 

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Que segunda-feira forte e feia! Areia, só na praia. Nos olhos não. Porque iria o Expresso mentir? O Expresso não mentiu. E Pedro Santos Guerreiro (PSG) não só diz que o Relatório existe, como hoje já prometeu mais revelações. Parece que ainda há jornalismo. Estou farta dos jornais de fio dental!!!! Prefiro os de fio condutor. E nas circunstâncias em que vivemos, de mentira atrás de mentira,  é preciso Norte. E as palavras podem e devem contribuir. A ver vamos.

Esta semana promete. Há caras que vão aparecer nesta recta final de campanha. Não pode ser de outra forma. Mas sabem daquelas caras que têm o sorriso pendurado? De plástico? Cinismos? Obrigadinha, não preciso.

Por outro lado, o PR diz que foi só ruído, diz que não há relatório OFICIAL sobre o  assunto...Estão a ver a  nuance do OFICIAL!!!!!?????? Oficial ou não, há relatório. E há mais...Não adianta virar a  cara, e pôr-se ao fresco!

"Presidente" Marcelo: o que o "Expresso" divulgou aproxima-me do essencial. E dá-me esperança.  Não é só fumaça.

As pessoas não são estúpidas. Mas há pessoas que não parecem ser estúpidas e são. Há também pessoas  que não são estúpidas e às vezes, porque convem, atuam estupidamente. Se é para iludir, ou para tapar o sol com a peneira, põe- se o lixo debaixo do tapete.

Podia agora abundar sobre Costa ou sobre  os  fofinhos da geringonça, mas fica para amanhã.

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16
Set17

Portugal em Topless...

por Fátima Pinheiro

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Em Portugal quem manda é o Governo, certo? Na América é o Trump, cá é o Costa. Isto para simplificar e dizer que não é rei nem rainha, nem, parece, o povo, que anda agora em véspera de eleições a ver se ordena um bocadinho. O Povo até votou noutro e não lhe valeu de nada. Geringonçaram este Governo, e ei-lo lá está. Ou não? Parece que não. Eu dou exemplos, uns graves, outros gravíssimos, outros assim-assim, de falta de Topo. Verifico mesmo que Portugal está em topless. Abunda e é empurrado, de nonsense em nonsense: "nonsense é o substantivo em inglês que significa sem sentidoabsurdo ou contrassenso e indica manifestações contrárias à lógica."

O que se passou em Tancos, foi roubo ou não se passou nada? Agora aparece um novo episódio que mete material de Espanha. 

Três meses depois do sucedido, onde estão os milhões doados para as vítimas dos fogos? 

Onde estava o Primeiro Ministro quando o país estava a arder? A geringonçar.

Porque é que só há medidas "governativas" a retalho, em cima do joelho, ao sabor do paladar eleitoral, a reboque das circunstâncias  e obedecendo à geringonça?

Esta agora da proibição de futebol nos dias de eleições é mais uma medida tacanha. Passa pela cabeça de alguém que o abstencionismo se combate assim? 

169.000 crianças eliminadas na barriga da mãe é um sucesso desta lei do aborto?

A Direcção-Geral de Saúde dá informação sobre o apoio a quem quer manter o seu bebé nos hospitais e centros de saúde, e assim não precisa de abortar?

A família é uma coisa que ainda existe? Por muito que se diga o contrário, a nossa sociedade não quer ser um pagode, ou quer mesmo? Como se pode saber o que se quer, se se é ignorante? O nível de cultura dos nossos universitários, faz ressuscitar Lázaro! António Costa já viu esta pequena amostra? Com Professores lesados, colocados a milhas de casa, que se tornam assim pais e mães ausentes, é o que dá.

As listas de espera, no dia a dia, e as para as operações, não baixam, e há uns que passam à frente dos outros.

A Sacro-santa autonomia das Instituições permite o arquivo dos processos de certos senhores, de ações duvidosas, e por isso foram de cana. Uns andam por aí a passear. Outros de pulseira eletronica (o que lhes dá um certo estatuto, e ficam na história como vítimas). E, quando na prisão, têm tratamento VIP.

E o estrangeiro declarou, ontem, que Portugal saiu do lixo. Costa e Centeno exultaram.

 

 

 

 

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22
Ago17

Hoje estou muito triste

por Fátima Pinheiro

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 fotografia Rasante

 

Não estou a gozar. Oiço falar dele todos os dias. Do SIRESP. O bode expiatório. Ontem falhou outra vez. Em Bragança. A ministra Constança Urbano de Sousa vai abrir um processo à empresa que explora o SIRESP, diz o Público. Mas não foi ela a assessora jurídica do então ministro da administração interna, António Costa, que aprovou tudo isto? Cá para mim o melhor seria  abrir um processo ao Governo. Mas entretanto o tempo vai passando. Senhor Presidente,  não acha que chega? Está à espera duma gota de água? Ou que passem as autárquicas? Não me parece. E li ontem que Costa propõe acordo com PSD após estas eleições. Um acordo para o betão. Está a brincar o PM! Dois pesos, duas medidas. Isto é sim um pragmatismo para o qual já vimos que hierarquia de valores tem em apreço. 

Este clima de cretinice faz mal. Entristece. Bem se pode dizer que se é indiferente à política, mas é impossível. A Política é omnipresente. Não adianta fingir. Eu não desisto. Só vejo uma solução.

O Senhor Presidente não prometeu uma investigaçaão até ao fundo? Se calhar não percebi bem. Eu sei que é Verão. Mas há prioridades e urgências. "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!" Ontem fui  ver o Dunkirk mais uma vez. Toda  a gente deveria ver o filme. Nas escolas deveria ser obrigatório. Mas nas nossas escolas parece que alunos com negativa passam!!! Dá vontade de perguntar "para onde"? Escolas cujos alunos sabem as perguntas que irão ser feitas nos exames nacionais pelas mãos dos seus professores. Falo assim porque quem cala.....Sim, o inquérito ou investigação em que deu?

Cheira mal. Mas isto não fica assim. Até porque amanhã, dia 23, é dia para grandes memórias.

 

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Na entrevista ao DN, Marcelo já fala em cenários de recandidatura!!! Cruzes, deve ser por se tratar de uma Grande Entrevista. Tão grande, tão grande que não coube toda na edição de hoje do jornal, a segunda  parte sai amanhã. É para ser de espacito. Tudo bem. Hoje só queria lembrar que, se em política importa prevêr, o ponto de partida, importa sublinhar, é o presente.  

 

O "dever ético, um dever cívico, o dever estrito", de que fala o Presidente, o de se re-candidatar ou não, não está à mesa. O que está à mesa é este estado que temos vindo a viver. Isso sim. Um insólito e geringôncico irregular funcionamento de instituições. Uma mediocridade. É inadmissível. Um Presidente ou está ou não está à altura de dizer "basta!". De que temerá ao não estar nesse patamar de nobreza e sentido ético? Porque navegará ao sabor desta onda mentirosa, demagógica, utilitarista, que já mostrou, por "A+B", ao que veio, e para onde quer ir?

Importa pois olhar e ver o que se passa. Percebo que estar próximo das pessoas é importante para a cura das suas feridas, das suas dores físicas, das dores pelo que perdeu, bens e pessoas, percebo muito bem, até porque já vivi tudo isso na primeira pessoa. Mas não desviar as atenções é  essencial. Não sendo conselheira de Estado, nem de gostar de declarações formais, solenes, de pesar ou quejandas; fartinha de saber que a reforma florestal exige o que já foi escrito milhares de vezes por milhares de peritos; sabendo que estas forças armadas são tudo menos armadas, tudo menos forças, tendo a astúcia que Deus me deu para, não sendo muito inteligente, não ser parva de todo, tenho um conselho, que partilho na convição de que quem nasce torto pode sim endireitar-se.

A bomba atómica de que o PR fala na Entrevista - dissolução da AR - não é o único recurso disponível para por cobro a esta imoralidade e bagunça em que se vive, colorida agora das promessas para as autárquicas, que distrai e põe engodo nos cidadãos. Engodo do mau. Venha o conselho: já pensou o meu ainda PR nas outras soluções? Estou a lembrar-me de duas. Soluções corajosas. Soluções que só o PR pode tomar. Para os abraços nós ajudamos...

Por uma questão de bom senso, pelo menos, é mesmo um dever que não haja distração com os ontens:  o encontro amoroso-político de Costa e Macron, o "voltem que nós cuidamos de vocês" de Augusto Santos Silva aos portugueses que tiveram que sair da Venezuela. Somos mesmo bons, solidários, humanos...

O que nos vai custar este teatro de operações?  "Nao deixes para amanhã o que podes fazer hoje." 

 

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25
Jul17

Vou "contabilizar" o morto !

por Fátima Pinheiro

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"O governo não contabiliza os mortos”, aforismo de António Costa, a rematar a pergunta de quem quer saber ao certo quantas pessoas morreram no crime de Pedrógão. É segredo de justiça, inventaram há umas horas. É mais segredo de injustiça, acho eu. Realmente dá que meditar. Por certo deve ser uma coisa zénica, metafísica até. Eu cá não sei o que é contabilizar um morto. O governo confessamente diz que não sabe. Abençoada ignorância! Realmente os Governos devem é saber governar. Isso sim. Tanto na prosperidade, como na provação. Só que muitas vezes só pensam em contabilizar os votos que vão ter, as oscilações da sua popularidade, a começar com a do Chefe, os dias de férias, as medidas populistas e demagógicas. A oração do Governo : "venham a mim os vossos votos, assim nas autárticas como nas legislativas."  E pedem-se "tanto propriedades como compensações ".

Realmente a política não é para todos. Um governante é um especialïsta. Em governar. Não tem que saber tudo. Mas, pelo menos o minimozinho. E não ter vergonha na cara. Uma espécie de herói. Um todo o terreno. E quando a porca torçe o rabo não nos obrigar a ter que perguntar "mas onde é que está o wally?".  Neste caso, nas horinhas, onde está Costa? Heading to Venus? Onde está a vergonha na cara? Onde estão os que têm parte nas responsabilidades?

"Poder é querer", ou não seria melhor "querer é poder"?  Penso que chegou o tempo de acabar com a indecência. Melhor, a indecência gerou o absurdo. O Governo acabou por morrer. Nasceu sem pernas e acabou por se espalhar em contradições e ser um "faz figura". Nem digo figura de quê. Mas  isto ainda sei contabilizar: the final countdown...

Vão para Vénus. Venha um PS à maneira. Não sou mulher que baixe os braços à alternância partidária. Mas Portugal não é uma guerra de tronos qualquer nem um jogo de cartas manhoso. É casa de grande memória e nela me revejo nos homens e mulheres de boa contabilidade.

 

 

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15
Jul17

 

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O voto vem do eleitor para o partido que escolheu como o melhor, certo? Aqui põe-se a questão de "o melhor" ser relativo. Mas é mais simples do que parece. Onde se decide o voto? A resposta explica em parte o elevado grau de abstenção e o desinteresse pela política oficial. Vejo muito gente que fica em casa ou vai para fora, não votam. Acham que não faz diferença. Por outro lado vejo pessoas que se juntam e vivem em diferentes tipos de colectividade ou mesmo de comunidades. Polis dentro da Polis. E a palavra de origem grega é já tão elástica que nela tudo vai cabendo.

Os votantes votam. Quem no final ganha, ganha com um critério muito simples: o bolso. Nas próximas eleições há uns bolsos que estão agora mais cheios. Sabemos quais são e porque estão mais cheios. Daí a saber quem vai ganhar nas urnas não é muito difícil. 

Os que sempre tiveram o bolso cheio nunca fizeram deiferença.

A não ser que haja outra revolução. A não ser que a democracia se reinvente. Ou que haja alguma surpresa, assim como a de termos nascido um dia. Ou a do dia em que morrerei.

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04
Out15

Outro Palhaço

por Fátima Pinheiro

Pasolini, numa imagem tirada da net

Ti ride negli occhi la stranezza di un cielo che non è il tuo

(Cesare Pavese)

 

A propósito das eleições e porque abre-se hoje aqui um espaço novo, muito íntimo, segredo que quero um palhaço, a toda a hora, em cada coisa, em casa terra, em cada casa, em cada céu. Palhaçadas é que não.

Como o de Kierkegaard, o do palhaço que, vendo o circo a arder, corre à vila a avisar da iminente chegada, destruidora. Ninguém acredita! Não é ele o palhaço?

Rimo-nos, rimo-nos. E fazêmo-lo cada vez mail alto porque o seu grito é cada vez mais verdadeiro. Os seus olhos espelham a estranheza de uma verdade que não é dele, diria Pavese. A Itália tem tanta coisa boa! Hoje celebra-se o dia do seu patrono,  S.Francisco de Assis.

  

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