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Abriu a época Balnear, mas a dos Santos Populares também. Há novidades! Hoje quem as revela é D.Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, sobre as semelhanças físicas que encontrou entre o treinador de futebol Paulo Bento e Santo António. Não deixa de ser uma opinião. Tudo partiu de ter observado os ossos do santo, em Pádua, onde está sepultado.

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Fernando Santos e D. Manuel Clemente, numa sessão do Conhaque-Philo

D. Manuel Clemente reconheceu essa semelhança numa tertúlia pública , o Conhaque-Philo, na Casa Museu Medeiros e Almeida, organizada pela autora deste blog. Voltamos este mês neste blog com mais novidades sobre os nossos santos.

O Conhaque-Philo, com  três edições no seu historial, regressa ainda este mês com uma sessão "hors série" com santos à mistura, e depois da época balnear, vem aí uma nova edição do Conhaque-Philo, com novo formato. Ver mais aqui.

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Fernando Santos: selecionar e ser selecionado

por Fátima Pinheiro, em 27.12.16

 

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Fernando Santos esteve no Conhaque - Philo em 2014. Hoje, dia em que foi considerado o melhor selecionador do mundo, passo aqui um excerto da sessão na qual esteve acompanhado por outro "selecionador", o Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente. O video da Sic Notícias pode vê-lo aqui, e a transcrição abaixo. D. Manuel Clemente e Fernando Santos trocam ideias sobre “o que é seleccionar”. Uma tertúlia animada e realista na Casa-Museu Medeiros e Almeida, com Santo António e Paulo Bento à mistura. A Rádio Renascença também registou a sessão aqui: o que têm em comum um patriarca e um treinador de futebol? (Aura Miguel e Ricardo Fortunato)

 

Repórter da Sic Notícias: Selecionar, ser selecionado, escolher, deixar que os outros escolham por nós... O dilema cruza a vida dos homens, sejam eles selecionados, pela palavra de deus, ou selecionadores de futebol, de um país. 

Fátima Pinheiro (Rasante): Porque é que não põe o Quaresma a jogar desde o início?
Risos
Fernando Santos: É prima, é prima...
Interveniente: Há aqui uma coisa que tem sido permanente, ele tem resolvido os jogos, nos seus últimos jogos como selecionador. E eu pergunto é: quando é que o vai deixar jogar desde o início?

Fernando Santos: Eu acho que a resposta foi dita... Quando é que o vou selecionar? Ele tem sido sempre selecionado, não sei a razão, não percebi a pergunta... Eu percebi, mas não quero responder! Risos
Se eu respondesse à sua pergunta agora pela negativa ou pela positiva estaria sempre de alguma forma a pôr em causa um grupo de trabalho que é para mim muito mais importante do que o individuo por si só.
Repórter da Sic Notícias: O encontro entre Fernando Santos e D. Manuel Clemente fluiu com outras perguntas do público. Quem foi à Casa Museu Medeiros E Almeida em Lisboa ouviu selecionador e patriarca de Lisboa a concordarem num ponto.Dom Manuel Clemente: É exatamente na medida em que nós nos treinamos a selecionar, é que nos tornamos selecionadores. 

Fernando Santos: Sim, claro.

Dom Manuel Clemente: Isto é, se nós tivéssemos assim uma conceção parada da vida e tínhamos de repente um conjunto de possibilidades à nossa frente, assim como quem vê o/um festival de filmes ou coisa do género, e então depois fossemos escolher, nós nunca escolheríamos nada.
Repórter da Sic Notícias: No futebol e na religião as escolhas são muitas vezes condicionadas pelo que está à volta.

Fernando Santos: As campainhas tocam, não é? E quando tocam, levam-te a pensar. E levando-te a pensar, aqui não há uma questão de condicionar... Mas levam-te a pensar e levam-te eventualmente até à conclusão de que na realidade quem estavam certos eram eles e não eramos nós, e isso mudar, fazer-nos mudar um pouco. Mas isso só os burros é que não aprendem, acho eu. Eu de burro acho que não tenho nada, felizmente. Risos

Dom Manuel Clemente:  É um processo educativo, é um processo que tem de ser necessariamente demorado porque nem a pessoa, nem o sujeito, tem consciência daquilo que é capaz. Temos que lhe dar tempo e às vezes é errando uma e outra e outra vez que depois acerta.
Repórter da Sic Notícias: As reflexões da iniciativa “Falemos dos Outros” da bloguista e filósofa, Fátima Pinheiro, regressam em 2015 com outros protagonistas da vida pública nacional.

 

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fotografia da Lusa, antes de Fernando Santos anunciar os selecionados

 

Não existe nenhum Manual do género "Como ganhar um europeu". Cada caso é um caso. Mas os factos não enganam. Fernando Santos leu ontem uma carta que escreveu antes do campeonato, onde dizia que iria trazer para Portugal a Taça. Que antes de mais agradecia a Deus Pai, e que quando voltasse Lhe iria agradecer tudo, e que desejava e esperava que este acontecimento fosse "para glória do Seu nome." Porque acreditou, ganhou.

 

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. Neste caso saber selecionar. Ontem, mais uma vez, não pôs o Quaresma a jogar desde o início, ficou sem Cristiano Ronaldo, mas não baixou braços, nem perdeu a serenidade com a sacanice do francês, e, sem ninguém esperar, soube apostar, já no fim, no ilustre desconhecido que fez, com todos, a gota de água.

 

Não há futebol católico, como não há matemática católica. Há factos. E a verdade é que só é protagonista, só faz história, quem se arrisca todo em tudo, e quem arrisca tudo em todos. Também gosto de ti Cristiano. Mostraste o que vales. Quem tem autoridade para te cortar os joelhos ou as asas?

 

Há também duas cartas que eu lhe escrevi aqui, a ele, o engenheiro genial, antes da final, que diziam assim:

 

"Sei distinguir futebol e religão, como tu. Mas eu, pequenina, faço a minha vida no meu pequeno retângulo.  Tenho contudo a certeza que poucos como tu, expostos como tu, fazem o que fazes. Eu seria capaz de assinar uma petição contra a eutanásia, aliás já assinei. Agora tu?! E assinaste, há dias. Estimo pessoas que não querem nem sabem dizer 'nim'. Esses  - que sou eu às vezes - somos, uns baralhados, mediocres, e o mais não digo. Homens inteiros, há poucos. Meu nosso Fernando, alguém duvida de que vamos ganhar? Eu sei que no futebol há um baralho. Agora,  o futebol é total, e eu acredito. Em ti.

Um beijinho."

 

E da segunda carta: "Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação." Até já.

 

 

 

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Sachs, Mentiras, Caneladas & Golden Men

por Fátima Pinheiro, em 10.07.16

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imagem tirada da net

 

Aí a temos, a final do Euro 2016 e os seus GOLDEN MEN:  o nosso Cristiano, paredes meias com Fernando Santos a quem coube, e cabe, a guidance que só ele sabe oferecer. Mesmo assim ainda houve tempo para comentários sobre outros assuntos. Durão Barroso outra vez, e para variar, com dedos acusadores em cima. Com epítetos como os de "energúmeno" ou "peixe podre", o presenteiam aqui nas nets. E até António Costa, noutro contexto, num encontro da Nato, ao ser ontem interprelado em conferência de imprensa sobre o ex presidente da CE, respondeu que felicitava Durão pela sua nova carreira. Mas não foi disso que se tratou, pese embora a palavra do PM. Aceitar o lugar de Administrador não executivo da Goldman Sachs que Durão aceitou não é mudar de carreira. Talvez muitos gostassem que assim fosse. Em suma, e valendo todos nós, portugueses,  mais que o nosso peso em ouro, nem todos temos os mesmos talentos, e ainda bem. Uns voam e jogam como ninguém. Outros são políticos e sabem mesmo sê-lo como ninguém, não entrando em joguinhos de entala, e empata.

 

Caneladas, essas, há por todos os lados. Dentro e fora de jogo. Barroso é o "representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar", escreveu no Twitter o secretário do Comércio francês, Matthias Fekl. Aliás foram vários os líderes políticos franceses  que criticaram nestes dias a nomeação de Barroso considerando que há "conflito de interesses" e que é uma "indecência". Indecência? Vem-me logo à cabeça um comentador francês, especialista em futebol que afirmou ontem à noite que Portugal é um país nojento (ser nojento é, digo eu, comer os macacos do nariz e coisas do género). Eles, políticos e comentadors franceses, não aguentam é com tanto golo! 

 

Desejo e acredito na vitória de Portugal. Os nossos meninos são de ouro. "We´ll always have Paris" e não é a Golldman Sachs que governa o mundo. Vou vestir-me a rigor e estar à altura do jogo. O resto são invejas. Siga a marinha.

 

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Fernando Santos só volta a casa quando quer

por Fátima Pinheiro, em 07.07.16

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 Fernando Santos e D. Manuel Clemente juntos, na 2ªed. do Conhaque-Philo

na Casa Museu Medeiros e Almeida

 

Debate-se o estado da Nação. A Nação tem as atenções na final de Domigo. Tudo certo, tudo faz parte. A vida é uma bela mistura. Também Fernando Santos sabe que é assim. E sabe que ganharemos porque acreditamos. Mas fazemos por isso.

Acreditar não é uma fezada, muito menos um cruzar de braços. Acreditar é trabalhar. É a aventura de arriscar permanentemente naquilo que mereçe a nossa tensão. Balelas, desculpas, reticências, pessimismos, caneladas, faltas, amarelos, podem entrar, mas não têm categoria para me definir, nem para decidir por mim. Tal como o selecionador, eu também só volto a casa quando quero, ou seja, quando me deixo descobrir pelas razões que me atraem e me fazem perder medos de existir e ser feliz, mesmo se às vezes dói. Melhor, é através do que dói que a melhor parte nos é reservada e servida de forma requintada. A Torre Eiffel é minha, e não há nada nem ninguém que ma possa tirar, como não há ninguém que me teça cada batida do meu coração, que domingo soa mais forte. 

Estranha forma de vida? Antes pelo contrário. E preferia que tudo se decidisse nos 90 minutos. Quem tem autoridade para me apoucar o desejo? 

Ia a dizer que o facto deste homem ser católico não é para aqui chamado. Mas seria mentira. Ele é um homem de camisa e camisola, que se põe todo em tudo e sabe porquê. Quando não há razões, isto é uma burricada, como diz a Sofia Areal, onde tudo é novo, mesmo a Oriente. Seja a França ou a Alemanha.

Eu acredito nele, é um homem de corpo inteiro. Não tem medo de existir. São poucos os homens com a simplicidade desarmante que sabe que dependemos de tudo, e principalmente da nossa liberdade, no apostar dos talentos que cada um tem. Tenho o privilégio de conhecer alguns desses homens. Ele é um deles. Keep your shirt on. Encontramo-nos em casa, na Vitória da Nação.

 

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Fernando Santos e Quaresma

por Fátima Pinheiro, em 06.07.16

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fotografia da Maria da Paz Cantista

 

Já no Conhaque-Philo  o Quaresma era o centro das atenções. Deixo o video da Tertúlia, realizada na Casa Museu Medeiros e Almeida e espero que logo à noite sejam estes os nossos sorrisos...

E, já agora, neste lançe fica a data de início da 3ºedição do Conhaque-Philo, 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, do Fernando também! Sempre na Sala do Lago daquela Casa Museu. O tema? Cinema e energia. Tudo a ver com o jogo de mais logo: um grande filme, meia bola e força!

 

 

 Fátima Alves lança a Bola....

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Fernando Santos: anda tudo baralhado...

por Fátima Pinheiro, em 01.07.16

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imagem tirada da net

 

 

Eu não disse aqui ontem que, para mim , é tudo por "tu"? Quem tem  garras para esta equipa que ontem, mais uma vez, mostrou o valor que tem? Eu sei. E tu também. Quem sabe o valor do que vale, não estraga, mas sim constrói  - , escrevi aqui depois do jogo com a Hungria. E a prova é que as meias finais estão à porta. Quem aposta naquele rapaz de 18 anos que ontem meteu dois golos tão importantes, e que ainda é meio conhecido? Não precisas dos meus elogios, eu sei, eu é que preciso de desabafar. E quem consegue por o Ronaldo a jogar assim, em equipa? Também sei. E se hoje distingo é para unir.

Sei que não desistes, nem te passas. Nem com aquele óbvio penalty de ontem, que não foi assinalado. E tu, não te vais abaixo. Devia haver uma sanção para o árbitro que não se engana (atchim), ele e para os laterais, muito laterais, mesmo; brincamos, ou quê? São as tecnologias são... Mas o futebol tem muita coisa baralhada. Então um polaco que dá uma rasteirola e o Ronaldo cai e a bola não entra! Ele bem protestou. Mas temos que baixar a bolinha, senão ainda levamos amarelos. Detesto amarelos, sobretudo os inúteis em termos de golos; como se dissessem que impediste um golo (que aqui é o que interessa), mas levas esta grande punição. Tarde e a más horas.

E as rasteiras são uma coisa muito feia. Quem diz rasteiras, diz o resto; as violências que sabemos e vemos, e as outras. Menos se protesta contra elas, do que se protesta contra os direitos dos animais, touradas e coisas assim. Quantos touros vale uma canela?

Só mais uma palavra. Sei distinguir futebol e religão, como tu. Mas eu, pequenina, faço a minha vida no meu pequeno retângulo.  Tenho  contudo a certeza que poucos como tu, expostos como tu, fazem o que fazes. Eu seria capaz de assinar uma petição contra a eutanásia, aliás já assinei. Agora tu?! E assinaste, há dias.

Estimo pessoas que não querem nem sabem dizer "nim". Esses  - que sou eu às vezes - somos, uns baralhados, mediocres, e o mais não digo.

Homens inteiros, há poucos.  Um dia destes até desenvolvo o tema... Hoje não.

Meu nosso Fernando, alguém duvida de que vamos ganhar? Eu sei que no futebol há um baralho. Agora,  o futebol é total, e eu acredito. Em ti. Um beijinho.

 

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o Papa na Bola

por Fátima Pinheiro, em 22.12.15

 

imagem tirada da net 

 

A conversa com o Papa Francisco sobre A BOLA será contada hoje pela jornalista da Rádio Renascença, numa tertúlia com Guilherme d’Oliveira Martins, às 21.30 horas, na Casa Museu Medeiros e Almeida, na Rua Rosa Araújo (perto da Cinemateca) em Lisboa.

A iniciativa é da blogger Fátima Pinheiro - eu - e vem encerrar um ciclo de conferências realizadas no passado mês de novembro e este mês, tendo como pano de fundo a Europa. É um ciclo que vai ter o seu "prolongamento" no primeiro trimestre de 2016. O Futebol está sempre pressente (o ano passado teve na sua sessão final o senhor Fernando Santos e o Cardeal Patriarca http://sicnoticias.sapo.pt/…/2014-12-17-Fernando-Santos-e-D….)

Este ano ano junta hoje  a vaticanista e jornalista da RR, Aura Miguel - que no avião papal mostrou o Jornal "A Bola" ao Papa, e o Dr. Guilherme Oliveira Martins, que dispensa também qualquer apresentação.

A Bola  deu um empurrão, uma espécie de GOLO, para que esta inciativa cultural se tornasse mais visível, ao publicar no seu espáço uma notícia sobre o evento. Não o faço por mim, faço pelos valores que aqui estão implicados.

Sei que esse Jornal não precisa de mim para nada. Mas também sei que a Bola pode ganhar a estima que a pessoa do Papa Francisco nos merece. O QUE DISSE O PAPA AO VER A PRIMEIRA PÁGINA DA BOLA? O Segredo é desvendado hoje à noite. A ENTRADA É LIVRE.

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Durão Barroso, Rasante, encerra Conhaque-Philo 2015

por Fátima Pinheiro, em 20.08.15

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 Durão Barroso/imagem tirada da net

 

O Conhaque-Philo ao vivo começa só  a 4 de Novembro. Mas como a vida são dois dias, e muitas agendas estarão neste momento já bem recheadas, então façam favor de anotar o que aqui deixo.  Em 2014 o Conhaque-Philo encerrou juntando à mesa  o selecionador nacional, Fernando Santos, e o cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, assim: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-12-17-Fernando-Santos-e-D.-Manuel-Clemente-juntos.  A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolheu a iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro: Durante 7 sessões semanais, à 3º feira, FALEMOS dos OUTROS, foi uma conversa, com tema pré definido, mas informal, provocadora e desafiante entre quem desafiou  e todos os que quiseram assistir e serem desafiados.Foi todas as 3ªs à noite entre 4 de Novembro e 16 de Dezembro, com os temas que abaixo se indicam. A moderação foi feita pela bloguista.

4 Nov – FALEMOS dos OUTROS - Eduardo Lourenço e Sofia Areal

11 Nov – A gestão do amor - António Pinto Leite e Albano Homem de Melo

18 Nov – O que pode a literatura - Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho

25 Nov – As curvas do mundo - Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto

2 Dez – E a leste? - José Milhazes e Henrique Monteiro

9 Dez – O que “faz” a beleza – José Mouga e Luísa Pinto Leite

16 Dez – O que é “selecionar”- Fernando Santos e D.Manuel Clemente.

 

A Sala do Lago da Casa-Museu transformou-se num espaço descontraído, onde cada um pode acompanhar e participar nesta iniciativa sentado a uma mesa enquanto bebia um café, um vinho... e conhaque, claro.

 

Este ano, também com ENTRADA LIVRE, todas as 2ªas feiras , a começar a 4 de Novembro e a terminar a 14 de Dezembro,  das 21h e 30m às 23h, a bela Sala do Lago da CASA-MUSEU MEDEIROS E ALMEIDA  promete ainda mais. O tema?  "A Europa em Nós". Durão Barroso encerra, e com ele estará também um special one. E os outros convidados, sempre dois a dois, são de se lhes tirar o chapéu...

 

 

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     Natureza morta? Só destas/ Imagem da net de uma pintura de Van Gogh

     
    Volto ao que escrevi ontem por causa de palavras que troquei com um dos meus amigos do facebook, ao qual todos têm acesso. O título de hoje é paráfrase da conhecida expressão de Nietzsche: Deus morreu! Fomos nós que o matamos. De facto, palavras como "segredo", "justiça", "amor", "beleza", "verdade", "felicidade", "bem" e quejandas, já eram. Mudam-se os tempos....
     
    Todas estas noções são quando um homem quer e como quer. No entanto qualquer criança terá a maior das facilidades em reconhecer, por exemplo, e se for menina, que o pai não lhe deve ir "a certo sítio". Diz um tipo de Sociologia: foi porque interiorizou; é a sociedade que enfia os conceitos de "bem" e "mal", e todos os outros. Mas quem a mandou interiorizar? Terá sido à martelada? Ou não terá antes sido ela própria? E como? Com um crivo que possui e lhe permite ser tudo menos burra. Mas com o tempo, a maioria das pessoas, já crescidinhas, quando dá por ela, já pensa com uma cabeça que não é a sua. Matou a autenticidade e o sorriso de criança. Vive de marteladas, in-puts. Sim,  a razoabilidade da tal interiorização está na existência de uma natureza humana. Que matámos. E? Recuso-me a ser uma "natureza morta" e não desistirei de matar a alienação que me querem impingir. Uma espécie de régia posição: não sei por onde onde vou, só sei que não vou por aí. Ou se quiserem, vou à procura do que me corresponde, uma espécie de onde está o Wally? Eu sei que existe o Wally, está escondido, mas pode ser encontrado.
     
    O meu amigo: "Não tenho qualquer certeza sobre o chamado 'processo Sócrates' mas fico espantado quando vejo alguém, como tu, achar completamente normal tudo o que tem sido publicado contra José Sócrates, sobretudo pelo Sol e pelo Correio da Manhã, e que deveria estar em segredo de justiça, e, depois, quando a TVI resolve confrontar o acusado com os factos, dando-lhe a oportunidade de contar a sua versão dos ditos, reage com a indignação com que tu reages, chegando ao ponto de criticar a própria TVI por ter feito o que qualquer órgão de comunicação sério, em qualquer parte do mundo, teria tentado fazer, em circunstâncias idênticas. Aliás, quem só conhece o lado da história contado pelo Sol e pelo Correio da Manhã tem aqui o link que lhe permite aceder à versão do acusado: http://www.tvi24.iol.pt/.../exclusivo-tvi-as-respostas-de... EXCLUSIVO TVI: As respostas de Sócrates a seis questões essenciais "
     
    Eu: "Não há 'processo', há uma pessoa que tem uma dignidade intocável e que tem esse nome. Foi meu primeiro-ministro. Acho inadmissível tudo isto. Viste o que escrevinhei sobre o segredo de justiça? [publicado neste blogue, a 17 de Dezembro e ontem no PINN Segredo de Justiça: Fernando Santos e D.Manuel Clemente Fátima Pinheiro http://portugueseindependentnews.com/.../segredo-de.../ ] Achas normal porem publicidade no meio da entrevista? E a própria entrevista? Não devia haver recato? Por outro lado, não nasci ontem, e independentemente de quem seja, achas normal um enriquecimento assim? Não me interessa o Sol ou o Correio da Manhã . Infelizmente já não acredito muito nos media. Neste espaço de blogues e fb digo o que penso; apenas usando o bom senso que tenho. Gostaria que tudo fosse mentira. Mas tenho o direito a desconfiar de quem subiu muito na vida, assim de repente. Nada disto é normal e eu sou apenas uma boa dona de casa. Alguma vez me considero superior a José Sócrates? E não fico excitada [expressão que ele introduziu no começo da conversa] mas triste com esta burricada toda. Acho que todos, incuindo Sócrates, mereçemos mais e melhor. Mas percebo que penses o que pensas. Já me habituei a que me interpretem mal. A Democracia precisa de treino e de saber selecionar http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=832107 O que têm em comum um patriarca e um treinador de futebol? - Renascença V+ "
     
    O meu amigo:  "Subscrevo - e aplaudo - o que disse D. Manuel Clemente sobre o segredo de justiça, no teu Conhaque - Philo: 'O caminho da justiça, precisa de uma certa distância da opinião pública para poder levar os seus processos por diante´ E lamentou: 'Às vezes, penso que será difícil, com este frenesim de casos sobre casos e mais casos, em que tudo fica julgado antes de o ser'. " No 'caso Sócrates', sobre o qual, como disse acima, não tenho qualquer certeza, já tudo está 'julgado antes de o ser'. Tal como tu, a generalidade das pessoas já interiorizaram que Sócrates ficou imensamente rico pelo que, tendo apenas funções públicas há imensos anos, apenas o poderá ter conseguido via corrupção/enriquecimento ilícito. Será mesmo assim? Não sei! Só sei o que os jornais publicam (que poderá constar do processo, ou não, e, mesmo que conste, carece de ser provado) e as respostas de Sócrates."
     
    Para terminar, digo que o meu amigo me responde assim porque não quer ser uma natureza morta. E apesar de não parecer, eu, tal como ele, não andamos aqui para ver andar os outros. Mais respeito por favor! Mas parece que esta bola de neve não quer parar; ou que todos os dias lá se atira mais uma acha para a fogueira. Uma espécie de oração da manhã. A que Deus? 
     
    PS: Acabo de ouvir da boca de um dos advogados de Sócrates (no noticiário das 8h da Rádio Renascença) que o facto de Sócrates ter dado a entrevista não vai contra a lei. E logo de seguida afirma que aquilo não foi uma entrevista, foi um conjunto de respostas a umas perguntas. Então foi ou não foi entrevista? Que burricada!

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