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Apetece-me mandar todos à...

por Fátima Pinheiro, em 20.06.17

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imagem do site da Rádio Renascença

 

Falta de política? Já nos habituamos a isso. E será que li bem aqui ontem no face: o Governo vai abrir um estudo para saber o que aconteceu em Pedrógão. Desculpem? !!! Eu é que pergunto ao Governo. Não é suposto que o Governo nos Governe? E o que aconteceu...O Miguel, no Púbico, cortante, doce e realista, escreve : "As dimensões terríveis da tragédia obrigam-nos a pensar no horror que seria só ter morrido uma pessoa. Foi o que aconteceu, muitas dezenas de vezes. E nem o luto sabe responder." E a Rádio Renascença quando quer continua a ser uma senhora. Parabéns! E agora? Muito simples...

Estou até nem sei onde sem poder ollhar para este caleidoscópio de incompetentes que só ligam a votos e ao futebol.  E à Europa. E eu que estimo a política e o desporto nacional! E nada me estraga os Domingos. Se não fossem os domingos é que isto estava tudo estragado. Então e agora? É simples. Complexo, mas simples. É abrir os cordões  à bolsa, ter visão para uma estratégia, e consolar, consolar, consolar.

Uma estratégia. Não é para isso que os políticos lá estão? Ou é para irem juntanto o nosso dinheiro, mais carros e assessores, pôr a família em lugares bem pagos, irem gozando, que, diz-se, é o que se leva da desta vida, que é curta, e um dia mais tarde vamos descobrir que afinal houve corrupção!

Os que morreram, passaram desta para melhor, diz o o povo a que pertenço. O que há a fazer, é, agora para além da estratégia, cuidar dos que viram o inferno e sobreviveram. Gastar-se tudo em reconstruir. A parte material não tem problemas. Em estádios de futebol, calculo que há dinheiro. As feridas emocionais, essas não têm preço. Até porque não têm cura. Mas podem ser "minoradas", consoladas, amparadas. Podem sim senhor, disse-me um grande médico. E é para agir quanto antes. Há dores que não se aguenta. 

Não me falem de mais holocautos, nem de que já não se pode fazer poesia. Nem me falem do próximo verão. Só não mando tudo a um certo sítio porque somos todos feitos do mesmo sangue e da mesma massa. Chega de cretinice, porra! O luto pode ajudar a responder....

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 imagem tirada da net

 

Pode sim. Mas só até à entrada em vigor do código de conduta, anunciado ontem por Augusto Santos Silva, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo que nos governa. Para dar uma ajudinha: não esquecer o tema "bofetadas": Das bofetas em geral e daquelas que os ministros podem dar. Por acaso pensava que já havia esse Código. Daqueles que não estão escritos. Tipo a lei especial que a Antígona celebrizou.   Ah, e pode sim senhor,  se não se esquecer de reembolsar as Galpes por uma coisa que não tinha problemas nenhuns, mas que afinal tinha (senão porque é que os três secretários de estado do momento se prontificaram a reembolsar?). E disseram-me agora que há um Código de Conduta do Fisco, em vigor, que tem um artigo a dizer que os responsáveis pelo Fisco não podem aceitar presentes.

 

Não podem continuar. O CDS já pediu a demissão dos governantes em causa. Se continuarem estão de pés e mãos atados. Surge na mesa uma decisão que envolve indústria, internacionalização e a Galp. O que fazer? Isto até nem é bom para a Galp. Há erros, esses sim, que têm que ser pagos.

 

E não acho nada de mais que os membros de um Governo, tenho ele a cor que tenha, sejam  pessoas que saibam pelo menos o basicozinho de conduta. Só há uma saída, estou certa. Quem voa mais do que pode, a mais não é obrigado.

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A Esquerdinha perdeu o piu?

por Fátima Pinheiro, em 04.08.16

 

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 imagem tiradada net

 

Quando não lhe interessa a Esquerda encolhe-se. Dois (ou três) Secretários de Estado a irem ao Euro 2016 à borla , da Galp! Muito bem, almoços grátis, sim senhor. Aumento de IMI para quem tem sol ? E a diminuir se está por perto um cemitério? Isto nem lembra a um morto. E é assim mortinha, murchinha, a esquerda, que até parece de férias. Mas aqui ninguém está de férias. Fosse a direita, Durão Barroso e assim, seria um chorrilho em Bloco.

E que o governo anterior aumentou impostos? Será ainda preciso dizer por que razões teve de o fazer? Cresçam e apareçam, boa? Ninguém é perfeito, muito menos governos e oposições. Mas, e on purpose, uma oposição à la Carte, preconceituosa e cínica, non merci! Cresçam e apareçam, boa? A ver se a estação  é menos silly.

 

Voltando à Bola. O PR não se pronuncia! E o Governo? Dar por encerrado? Criar código de conduta? Reembolso? Não brinquemos. É o famoso e conveniente "passar a esponja sobre o assunto", que só serve o bel prazer. Qualquer criança bem educada entende o que aqui acabei de dizer. Quais códigos! Será o Da Vinci

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ANTÓNIO COSTA em TOP LESS

por Fátima Pinheiro, em 02.06.16

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 imagem tirada da net

 

Como não sou ministro posso falar à vontade nas redes sociais (por acaso já fui ministra de estado por três vezes, sempre em mandatos de 9 meses que levei até ao fim, uma espécie de CRESAPS levadas a sério). E hoje faço como Edmund Husserl : ponho a pessoa em epígrafe "entre parentesis", o que não é possível fazer (mas também não há filósofos imaculados e o pai da fenomenologia - a minha "filosofia" de eleição - não foge à regra). É que têm acontecido muitas coisas que levo atravessadas. Um dia alguém disse que o país estava de tanga, não foi? Pois agora, digo eu, está em top less.

António Costa, Portugal agora é que era ou ira ser? Como sou uma mulher sem importância e tirei férias esta semana, deixo aqui umas linhas, são um feliz zero à esquerda neste universo onde há mais vida do que nos blocos, sejam eles de direita , de esquerda, mais os outros. Na segunda feira telefonei-lhe, mas o senhor PM estava numa reunião. Há coisas que só se dizem em privado, não podem ser escarrapachadas nas redes sociais.  Isto nunca se sabe. Mas fui muito bem educada pelos meus pais, e sem bofetadas, note-se. Na escola uma reguadazinha, mas coisa que passou: mordi uma colega porque ela fez umas coisas feias. Até hoje não mordi mais ninguém, só na brincadeira. Mas vimos, ouvimos, não podemos calar, não é? O futuro a Deus pertence.

Ia-me esquecendo do post. Os numeros da OCDE , os de ontem e os de hoje, muito, muito abaixo do optimismo vigente. Top? Less. O ensino público, por lei,  obrigatório para todos,  revela-se um monopólio do ensino, esquecendo a vitalidade de uma polis que takes a village e respeita as diferenças, de todo o tipo. A cultura finalmente no topo? Pois não. Começou à bofetada, obrigou o PM a educar os ministros; estranho ter que vir a público dizer aos ministros para se portarem bem nas redes sociais...então não é suposto serem já crescidinhos? Pois outra vez top less.

Não me alongo (vou arrancar um dente), e já que Carlos Moura de Carvalho é o homem com quem a minha querida irmã casou, e levou um ponta pé no traseiro ao ser demitido sem mais nem porquê, só queria dizer que é uma falta de educação não ter recebido uma palavra sequer , da parte do Governo que serviu com com dignidade enquanto esteve a cumprir as suas funções como Diretor Geral das Artes. Estiveram todos na semana passada na bienal de Veneza, e nem uma palavrinha!  Também não se faz. Abaixo de cão? Less, muito less. E sempre me disseram, e eu não podia estar estar mais de acordo, "uma carta tem sempre resposta".

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Papa Francisco, Costa, Soares, Chapman & Elton Jonh

por Fátima Pinheiro, em 10.04.16

 

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 imagem tirada da net

 

SORRY e está tudo bem outra vez. Desculpas dadas, viva a cultura, a política e a "Alegria do Amor" (o nome da Exortação Apostólica que o Papa Francisco hoje deu à luz)... E não me levem muito a sério, isto é só um rede social, eu não sou ministro e corro em BLUE state of mind. Fora de brincadeiras, digo então que sobretudo tento apenas ser, com a companhia autorizada, uma pessoa educada. Por isso o que escrevo agora é sobre mim. Não é sobre outras pessoas. Mas é que EU SOU da rua dos Douradores...

"Sorry Seems To Be The Hardest Word", canta Elton. Parece, diz ele, e é verdade. Pedir desculpa é simples - pode sim ser complexo - porque é só reconhecer que se errou e abrir a boca para dizer isso mesmo. É simples porque facilita a vida. Fica lisinha, sem máscaras, reduções e crispações. O sorriso fica rasgado e é luminoso, isto é, não é amarelo. Mas estou a falar do pedir desculpa mesmo. Eu já muitas vezes pedi desculpa só para despachar. Tipo esponja. Não que eu tenha alguma coisa contra as esponjas. Até acho que se devem por esponjas, ou pedras, sobre tudo aquilo que só serve para empatar. Sofia de Melo Breyner dizia que as nossas casas tem coisas pesadas, mortas. A Alexandra Solnado, num dos seus livros, afirma que Jesus Cristo lhe disse  que "tudo começa nas limpezas". Com graça, Ricardo Araújo Pereira afirma que essa sabedoria é a mesma dum slogan do Sonasol.

Mais, pedir desculpa, canta Chapman, em certos casos, é "tudo o que não podemos dizer". No caso de não haver culpa, claro.

Da muito aguardada (e acabada de sair) exortação apostólica Amoris Laetitia (Alegria do Amor) tirarei sabedoria para outro post. 

Termino reconhecendo que umas chapadinhas me teriam feito muito bem, em pequenina e agora também.

 

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 a minha face

 

Decidi agora dar outra face. Acho que o que se está aqui a passar nas redes sociais a propósito da falta de nível da pessoa do Ministro da Cultura - pelas bofetadas, pelos erros ortográficos, etc.- está a começar a abandalhar; eu própria abandalhei um bocado, mas decidi parar. Toda a razão em condenar esta atitude do membro do governo, mas não há necessidade de baixar a este nível.

O Dr. João Soares só me merece respeito porque é Ministro. E de um ministro é de exigir que o seja. Não me parece que este Ministro o deva continuar a ser. Mas merece respeito enquanto o é. Mas devia deixar de ser. Ao deixar passar isto, António Costa passa a ter legitimidade para começar à bofetada. Não me parece bem.

Também não gosto que se falte ao respeito à Igreja porque um padre se portou mal. O respeito é uma coisa muito bonita. A Cultura também.

Isto é o que penso. Ainda levo uma bofetada.

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PEDIU UMAS PRESIDENCIAIS?

por Fátima Pinheiro, em 20.01.16

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imagem tirada da net

 

Nestes tempos  tenho pensado que uma campanha para Presidente da República deveria ser isso mesmo, e não outra coisa; e deveriam ser candidatos apenas pessoas com a possibilidade de virem a ser eleitas. Tudo isto me parece muitas vezes uma burricada. Let´s focus on this subject: PRESIDENTE DA REPÚBLICA. O mal está em que não se distinguem nem as coisas nem os tinos.

A democracia abre as portas todas. Mas sem desmerecer ninguém não vejo como pode Nóvoa, Belém ou Marcelo se perfilarem ao mesmo que Tino. O critério do número de assinaturas é insuficiente nestas corridas. Ou então estou enganada.

Mas que outro critério se pode acrescentar? Falta a tal mão invisível. O que é certo é que se a coisa fosse levada a sério, não se forjariam assinaturas, não se organizariam excursões para encher comícios. Nem se empurraria ninguém para o que fosse sem um consentimento razoável.

Leio a Constituição: «O Presidente da República é o Chefe do Estado. Assim, nos termos da Constituição, ele "representa a República Portuguesa", "garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas" e é o Comandante Supremo das Forças Armadas."» Quem me garante que Tino não terá mais tino que Marcelo? Não se diz que é a pessoa que faz o cargo? A vida tem surpresas. Para ironia, ironia e meia. E estou farta de circo.

Há dias ouvi Maria de Belém afirmar que o Presidente da República é um Provedor. E depois entrou em detalhes sobre o que isso é. Baralhei-me e pensei que se estava a falar de Santana Lopes. Ouvimos tanta coisa que ficamos sem norte. Mas estou em campanha estou. É dever de qualquer cidadão pensar e agir. E não calar o que se vê.

Sem darmos por isso, em breve virão outras Presidenciais. Até lá espero que se cresça em democracia, o mesmo é dizer em discernimento. Engrandecer o discurso porque Portugal merece. Cada um dos portugueses merece mais do que os argumentos que têm estado na corrida. Tudo menos “le point”. Confrange o discurso de quem beija mais e onde, de quem tem este ou aquele na fotografia, dos estudos que cada um tem, e mais não digo que cansa. Aqui sim: haja tino, no crescer do trigo e do joio.

 

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António Costa:uma política à flor da pele?

por Fátima Pinheiro, em 05.12.15

 imagem tirada da net

 

Hoje lembro o “core” da Política com “P” capital; como a entendo, claro. Disse Costa em comício e bem alto - ainda Passos governava - que era tempo de COMEÇAR a pensar em Portugal (sic). Começar? Ok. Passos seguiu em frente, parecendo, a muitos, não perceber a trama e o enredo. Mal ou bem, as setas começaram a subir e Portugal não caiu no abismo. Fome sempre houve. Só falta dizer que os tempos de Soares e Sócrates (para encurtar), esses sim, estava tudo bem. Memórias curtas. O Povo gosta de causas, de ser mobilizado para elas. Mas faz muita falta olhar para o nosso umbigo. Fazer memória, numa pergunta. Passos e Costa: duas cores políticas ou duas políticas de cor?

A política tem cor. Tal como a Medicina, é também uma arte, que sabe aplicar ciências. António Damásio mostra-nos o cérebro e, sabemos que só não regista o “excesso” que não cabe nas cores do monitor. Já viram um abraço de 1 metro e 20? Ou em beijo de 50 centímetros? E Costa? Pois. Homem de escuta activa, sorriso como pano de fundo, inteligente, prudente, charmoso, pronto para a ação. Um cavalheiro que nos olha de olhos nos olhos e que não está para “mariquices”. E soube esperar. Mas já deu a mão a Sócrates, começar de novo e contar “contigo”. Dele, deles - Obama, Gandhi e outros; já agora Mandela - o que oiço: conversas sobre cores de pele.

Espero que Costa não signifique que esteja à minha espera apenas a “identidade infeliz” de uma política à flor da pele. Ou em cima dos joelhos. E espero por não estar bem? Não. É que gosto de ir sempre para melhor. Não vou em “encantos tamanhos” de olhos “castanhos”. Prefiro o “olhar” do “olho” (M. Ponty). E o célebre “invisível” do nosso “Principezinho”.

Começar a Pensar. A coleção Outono-Inverno 2015-2016 está já concluída. Os bons costureiros sabem o que fazem. A de 2014-2015 já era. Só mais uma coisa: não grites tanto, que faz mal aos ouvidos e ficas rouco. Vamos “des-stressar” Portugal.

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Portugal, precisa-se!

por Fátima Pinheiro, em 13.11.15

 

 Sátántangó , Béla Tarr, imagem tiradad da net

 

 

José Ribeiro e Castro,Raquel Abecasis e Pedro Quintela numa conversa inacabada no Conhaque-Philo, sobre a Europa. Decorreu ao mesmo tempo em que Maria de Belém confessava a Maria João Avillez, na Capela do Rato, que gostava do Pai-Nosso e que o Povo é quem mais ordena. Com efeito, na 4ªa feira a Casa Museu Medeiros e Almeida foi lugar de mais uma tertúlia do  Ciclo "A Europa Somos nós". O meu gravador não registou tudo, deixo simplesmente o mote de Ribeiro e Castro (na minha amadora gravação). Digo apenas que me esclareceu este "juntar"  de pessoas tão diderentes e tão iguais, de obra feita e a fazer. Foi uma espécie de "personstorming".

Uma jornalista que é mesmo jornalista, sem esquemas ou  poses mediáticas, com olhos de perguntar, a querer abarcar todos os factores e não o polticamente correto, e que na vida e no trabalho é a mesma pessoa; um padre, mistura de S.Francisco e S. António, a quem a vocação foi a de seguir, não a Academia, onde seria uma estrela, mas a fundação e direção de uma Associação,o Vale dÁcor, que acolhe e cuida de pessoas com toxicodependência; um europeista convicto, de perfil mais conhecido que os outros, e que aportou ao debate a porta que o vale dÁcor alberga, promessa de felicidade para cada um. Sim, porque Portugal e a Europa somos nós. Refere literatura especializida, e lembra em que prato da Balança Portugal está. Não é brincadeira, precisa-se.

 

Na próxima 3ªfeira, dia 17, sentam-se no mesmo local Francisco Sarsfield Cabral e João Luís César das Neves sob o mote: "A juventude da Velha Europa". A nossa.

 

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