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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

 

 

A uma semana do Natal, no lugar descontraído mas desafiante do Conhaque - Philo https://www.facebook.com/pages/ConhaquePhilo/520931661373616?fref=ts e www.casa-museumedeirosealmeida.pt -, pudemos ontem ouvir e falar com duas figuras ímpares da sociedade portuguesa sobre um dos temas mais centrais das nossas vidas: ''O que é selecionar?''. Fernando Santos, o selecionador nacional de futebol, e D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, aceitaram o desafio. Deram o seu testemunho sobre a importância da escolha. No futebol, na Igreja, e na vida. Realço um dos pontos em foco: a justiça. Afinal selecionar é mais simples do que parece.

 

Selecionar não é apenas escolher. Selecionar, no seu melhor, é escolher o “essencial”, o “fim a atingir”, sublinhou o Patriarca. O que é mesmo conveniente para a vida das sociedades e de cada pessoa? O ideal está em ter presente o bem comum e não reduzir a liberdade a um “nada” que nos impeça de um autêntico protagonismo? Uma coisa é certa: se não sabemos selecionar somos “selecionados” e acabamos por viver uma vida em segunda mão.

 

A maior preocupação de D. Manuel Clemente prende-se ao segredo de justiça: “O segredo de justiça, se existe, é para ser cumprido. Mas nós sabemos que é difícil mantê-lo por toda esta nuvem, para não dizer, parafernália mediática que precisa de ser constantemente alimentada e é difícil cortar isto”. E acrescenta: “O caminho da justiça, precisa de uma certa distância da opinião pública para poder levar os seus processos por diante”. E lamentou: “Às vezes, penso que será difícil, com este frenesim de casos sobre casos e mais casos, em que tudo fica julgado antes de o ser”. É este então um dos aspectos que mais o “preocupa em termos de sociedade livre e responsável."

 

Fernando Santos realçou que sem um sentido de justiça o nosso selecionar fica pela rama. E explicou esta afirmação com o seu testemunho pessoal. Uma tertúlia é uma tertúlia, é para quem está. Não vou por isso revelar aqui o “segredo” do que conversamos ontem. Aliás, tertúlias há muitas.

 

A de ontem concluiu um ciclo que se iniciou há seis semanas: conversas com tema pré definido mas informais, onde todos foram desafiados a filosofar, sentados a uma mesa de café, com vinho e, claro, conhaque. Por lá passaram Eduardo Lourenço e Sofia Areal (Falemos dos Outros, foi o tema); António Pinto Leite e Albano Homem de Melo (A gestão do amor); Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho (o que pode a literatura?); Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto (AS curvas do mundo); José Milhazes e Henrique Monteiro (E a Leste?); e José Mouga e Luísa Pinto Leite (O que faz a beleza?).

 

No último debate de um ciclo que promete voltar, o improvável encontro de ontem, entre Fernando Santos e D. Manuel Clemente, lembrou-nos que não há vida sem escolhas: se não somos nós a escolher, outros se encarregam de o fazer por nós. Será assim tão difícil? É uma questão de prudência, uma virtude que escondemos debaixo do tapete, ou do relvado dos nossos passos.

 

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A uma semana do Natal, no lugar descontraído mas desafiante do Conhaque - Philo https://www.facebook.com/pages/ConhaquePhilo/520931661373616?fref=ts e www.casa-museumedeirosealmeida.pt -, pudemos ontem ouvir e falar com duas figuras ímpares da sociedade portuguesa sobre um dos temas mais centrais das nossas vidas: ''O que é selecionar?''. Fernando Santos, o selecionador nacional de futebol, e D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, aceitaram o desafio. Deram o seu testemunho sobre a importância da escolha. No futebol, na Igreja, e na vida. Realço um dos pontos em foco: a justiça. Afinal selecionar é mais simples do que parece.

 

Selecionar não é apenas escolher. Selecionar, no seu melhor, é escolher o “essencial”, o “fim a atingir”, sublinhou o Patriarca. O que é mesmo conveniente para a vida das sociedades e de cada pessoa? O ideal está em ter presente o bem comum e não reduzir a liberdade a um “nada” que nos impeça de um autêntico protagonismo? Uma coisa é certa: se não sabemos selecionar somos “selecionados” e acabamos por viver uma vida em segunda mão.

 

A maior preocupação de D. Manuel Clemente prende-se ao segredo de justiça: “O segredo de justiça, se existe, é para ser cumprido. Mas nós sabemos que é difícil mantê-lo por toda esta nuvem, para não dizer, parafernália mediática que precisa de ser constantemente alimentada e é difícil cortar isto”. E acrescenta: “O caminho da justiça, precisa de uma certa distância da opinião pública para poder levar os seus processos por diante”. E lamentou: “Às vezes, penso que será difícil, com este frenesim de casos sobre casos e mais casos, em que tudo fica julgado antes de o ser”. É este então um dos aspectos que mais o “preocupa em termos de sociedade livre e responsável."

 

Fernando Santos realçou que sem um sentido de justiça o nosso selecionar fica pela rama. E explicou esta afirmação com o seu testemunho pessoal. Uma tertúlia é uma tertúlia, é para quem está. Não vou por isso revelar aqui o “segredo” do que conversamos ontem. Aliás, tertúlias há muitas.

 

A de ontem concluiu um ciclo que se iniciou há seis semanas: conversas com tema pré definido mas informais, onde todos foram desafiados a filosofar, sentados a uma mesa de café, com vinho e, claro, conhaque. Por lá passaram Eduardo Lourenço e Sofia Areal (Falemos dos Outros, foi o tema); António Pinto Leite e Albano Homem de Melo (A gestão do amor); Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho (o que pode a literatura?); Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto (AS curvas do mundo); José Milhazes e Henrique Monteiro (E a Leste?); e José Mouga e Luísa Pinto Leite (O que faz a beleza?).

 

No último debate de um ciclo que promete voltar, o improvável encontro de ontem, entre Fernando Santos e D. Manuel Clemente, lembrou-nos que não há vida sem escolhas: se não somos nós a escolher, outros se encarregam de o fazer por nós. Será assim tão difícil? É uma questão de prudência, uma virtude que escondemos debaixo do tapete, ou do relvado dos nossos passos.

 

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20
Nov14

 

Não consegui! Um segredo guarda-se e não se conta. Ou já não é assim? Ainda vou pensar e achar ou não se a minha liberdade chega a esse ponto. Mas acho que tenho uma ideia...

 

 

 

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(Assunção Esteves, Presidente da AR)

Na sequência do post de ontem - http://rasante.blogs.sapo.pt/assuncao-esteves-amanha-numa-prisao-89 -, que referiu a visita que a Presidente da Assembleia da República fez à Prisão de Paços de Ferreira, o "Rasante" bateu à porta de Vitor Manuel Ilharco, Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR https://www.facebook.com/APARPT/info). Depois de uma breve mas intensa conversa, ele deixou-me um "Recado aos Deputados". O Recado está dado. Que é preciso conhecer as Prisões em primeira mão. Rasantes.

RECADO AOS DEPUTADOS

A visita da Presidente da Assembleia da República, acompanhada pelos deputados da Comissão dos Direitos Liberdades e Garantias, a uma cadeia (Paços de Ferreira) poderia ter sido o primeiro passo para a mudança do anquilosado Sistema Prisional Português.

A APAR defende, há muito, que os deputados dos diversos partidos visitem, de surpresa, as cadeias dos distritos pelos quais foram eleitos.

Que entrem nas cadeias às horas das refeições para tentarem perceber como é que as empresas contratadas pelo Ministério da Justiça podem servir as quatro refeições diárias (pequeno almoço, almoço, jantar e “reforço”) por 3.40 €. Sendo que, dessa verba, têm de retirar o dinheiro para ordenados e o lucro da firma.

Que reúnam, a sós, com reclusos que com eles queiram falar (e não com os escolhidos pelas direcções das prisões) garantindo a confidencialidade dos nomes daqueles que denunciem situações menos claras ou, mesmo, violadoras da Lei.

Que perguntem pelas dificuldades postas a quem pretende trabalhar ou estudar.

Que questionem sobre os salários pagos aos reclusos.

Que vejam os preços porque são vendidos os produtos nas cantinas (600.000 euros de lucro no ano passado).

No entanto, se as visitas continuarem a ser do género da de hoje, com o Ministério da Justiça a escolher a cadeia a visitar, os espaços a percorrer e os reclusos com quem falar, os deputados conseguirão, somente, a imagem que lhe quiserem vender.

Farão o papel daqueles que aceitam visitar países como a Coreia do Norte. Irão quando o “Querido Líder” disser, visitarão os locais que o “Querido Líder” escolher, falarão com as pessoas seleccionadas pelo “Querido Líder”.

Podem sair encantados. Não saem esclarecidos.

Podem pensar que estiveram preocupados com os Direitos Humanos. Não passaram de demagogos.

O mais preocupante é não se conseguir perceber se têm, ou não, disso consciência.

Vítor Ilharco
(Secretário-Geral da APAR)

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