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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

03
Ago17

Quem decide as eleições...

por Fátima Pinheiro

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Volto ao meu tema recorrente nestes últimos tempos do diz que diz, e depois diz outra coisa. E desaparece e volta a aparecer. E permite e promove declarações "sabe Deus", como aquela do CEMGFA, sobre a sucata. Anda a calar Marcelo, ou então Marcelo é mesmo assim. Mas porque volto a Costa? Eu explico. É mesmo para ateu não crer, ou não querer, depende da perspectiva.

Primeiro era a tanga. Depois da fuga veio o período socrático. Fartança. Passos veio a seguir e começou a  reconstruir Portugal, depois de tanto desgoverno e de bolsos de muitos a encherem-se sob uma a justiça low profile, isto é, com dois pesos e duas medidas.

Com Passos tivemos pois que apertar o cinto. Ao fim de um Governo de medidas austeras porque necessárias, mesmo assim ganhou as últimas eleições. Mas, diz quem diz saber, não chegava para governar. Marcelo dá o Governo a um PS que inventou, em conjunto com gente interessada, a famosa geringonça. E agora, expliquem-me, todos os dias dizem-me que - e apesar das recentes tragédias causadas por um governo em férias - as nossas vidas estão uma maravilha. Como se consegue uma coisa assim?

Eu sei que quem decide as eleições são os bolsos. Todos os dias oiço que vão aumentar as reformas, os subsídios, que vamos ter mais não sei quantos hospitais. Coisas boas.  E as coisas que não funcionam e que prometem que a casa um dia destes vem outra vez abaixo? Não, não sou desmancha prazeres. Sou é a favor de muitas vezes ter que fazer o que não gosto, quando é preciso. Detesto sim a mentira, a imparcialidade, o mau gosto e a falta de carácter. E que estraguem o meu país, a vida das pessoas.

Desmintam-me: caminhamos de ilusão em ilusão, para um Portugal virtual, ou a curto prazo, verdade? Quem não quer por mão nisto? Costa virá abaixo, um dia. Entretanto goza na minha cara. E na sua? 

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27
Jul17

De passitos...

por Fátima Pinheiro

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Entrei hoje em Campanha eleitoral por Pedro Passos Coelho. E estou cheia de razões!!!! Querem ler?

Grão a grão enche a galinha o papo, devagar se vai ao longe. E o seu contrário: quem não arrisca não petisca, quem vai ao mar perde o lugar. Olho a História Universal e os casos confirmam. Nem preciso de puxar muito pela cabeça. Não sou vingativa em relação aos que nada fazem e parece terem tudo, nem em relação aos que só sabem prejudicar. E muitos são os que agem assim para comigo. Também não me deixo ir por conversas de recompensas futuras.  Em última análise a vida é um eterno presente. Nem digo: o último a rir é o que ri melhor, um dia hão-de ver, e frases do género. Mesmo que tudo diga que não, quem vive o agora é que é.

Olho à minha volta e vejo. Limitadamente, claro. É apenas um olhar. Mas há os outros olhares todos onde vejo o que eles vêem. Limitadamente. O que nos torna  numa espécie de companhia ilimitada. As novidades sucedem-se umas atrás das outras. Que raio de conversa esta hoje?!!!!

É que Portugal precisa de governo. Como dona de casa sei bem o que isso é. Quem vejo ao meu redor que tenha mostrado trabalho feito, paciência para suportar sacanices, mentiras e injustiças?  Quem está no lugar onde é mesmo preciso estar? Estar mesmo, e não apenas para a fotografia? Quem tem falado para apontar o que está errado? Quem é discreto e corajoso? Quem não se atreve a dar passos maiores que as pernas? Quem dá os passitos certos, na hora? Quem é honesto e não vive a fazer de conta mas em primeira mão, a prescindir de cosméticos e de campanhas de imagem caras?

Quem foi capaz de enfrentrar Ricardo Salgado e dizer "acabou- se  papa doce"?

Leio agora no DN digital que o Presidente da República, em entrevista ao Diário de Notícias que será publicada no próximo fim de semana, lembra que vivemos numa democracia e, "portanto, em democracia não há desaparecimento de vítimas, não há, como se contava de algumas ditaduras estrangeiras, aviões a lançar corpos no mar. Isso não existe". Mas, e agora digo eu, numa Democracia não há desaparecimento do primeiro-ministro, leia-se António Costa, quando o País mais precisa. Numa Democracia não há desaparecimento do Comandante Supremo das Forças Armadas, num momento de autêntico caos, de dito por não dito. De desnorte de soberania. Não estaremos a brincar aos indíos e cowboys! ? Não estou a dizer que o PR não tenha estado lá (depois da confusão dos primeiros dias esteve, depois desapareceu e só voltou - obviamente - depois da lista divulgada). Estou a falar de desaparecimento de autoridade. 

Nessa entrevista ao DN  - uma entrevista a dedo para assegurar o regular funcionamento das insituições... -  o PR pede "cabeça fria". Mas isso é o que mais tem havido!!!! Quer mais fria do que a do primeiro ministro que vem falar de segredo de justiça em relação à tal lista!!!  E de reformas para o futuro e no computador e mais dinheiro na saúde e planos e planos, a serem feitos mesmo ali, em Pedrógão (deve ser para fazer o luto....) para um Interior global, sustentável e digital? Segundo a sua conceção de Democracia, Senhor Presidente, o seu  António Costa não sabe o que isso é.  E pelos vistos o Senhor também não. Também o que poderia eu esperar: não foi o Senhor que lhe deu o governo sem ele ter ganho as eleições? 

 

 

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transferir (9).jpgO País? Bem. Vê-se no espelho de quem governa e no espelho de quem garante o regular funcionamento das instituições.  Os fogos passarão. A onda de optimismo que caracteriza a esquerda, agora alargada, continua em crescendo, uma espécie de vie en rose. A ilusão de que a culpa é do fogo, e de quem atravessou a estrada quando não devia; essa ilusão floresce nas barbas de quase todos, incluindo-se aqui o misterioso, inefável e inestimável apoio de onda dos media em geral. Só falta o canto de Sócrates que agora , e uma vez descoberto o dono do dinheiro, vai piando mais fino. Mas a farsa é tal que algumas ricas vozes sensatas insistem em chamar as coisas pelo seu nome. Bem hajam. Sem vocês, tudo seria uma esquizofrenia, ou uma monstruosidade.  Ainda acredito no fogo que arde sem se ver, no fogo que muda e vira as páginas da História.

 

O senhor feliz, após breve e notório desaparecimento foi agora para Mação. Só quem lá está é que compreende, diz. Então eu não compreendo? Será que o País caberia todo em Mação, ou estaremos condenados à ignorância? Feliz por ser compassivo com quem sofre, o senhor feliz, magnânino, até ignora a mentira do CEMGFA. Primeiro o material de Tancos era sucata, e ontem ficamos a saber pela mesma boca, que o material não era sucata. Na minha terrra isto chama-se mentir. Por que não ser magnânimo com o General? Eu bem queria acreditar que as instituçoes estão a funcionar regularmente, mas não consigo. Nem quero ser desmancha prazeres. Mas não vejo razões que me dêem prazer. O utilitarismo do senhor feliz desgosta-me. O seu comportamento político de não fazer ondas para ser cada vez mais feliz, entristece-me, gera mal, envergonha. 

Mas isto de não querer confrontos com o senhor contente - nem com ninguém - tira-lhe em coluna vertebral. Lembra-me um senhor chamado Pilatos. E, à maneira de Jesus, caminha sobre as águas, deixa as ondas para o mar e vai abraçando a gente da nossa terra. Tolera Costa, porque o que o move é mesmo, e só , ser feliz. Como comentador já assim era, muito Gentil e a fazer todos muito felizes também. 

 

O senhor contente, cada vez mais contente com o seu "comigo é que é" (e muitos indices e relatórios independentes do estrangeiro a confirmar...). Bem pode agora - depois das merecidas férias - planear, dizer que vai fazer, chutar para canto, e aparecer nas televisões com hora estudada e marcada. O destino marca a hora! Catarinas, Mortáguas, Jerónimos, aguentam bem o preço do poder, e aqui e ali vão tapando buracos. Mas já não têm a graça de um touro enraivecido. Até já tenho saudades de quando eles eram genuínos e abriam a boca para dizer verdades. Mas passaram para a Côrte e o caldo, sem se entornar, até poder ter bom aspecto, mas azedou. Sonsice. E insonso é o ar que nos dão a respirar. Sal? Aumenta o das lágrimas de Portugal.

 

E já agora falando de Salgados: vem agora o homem inocente (atchim)  a querer passar por marmota bébé. Cabia aqui um palavrinha às editoras, mas isto vai longo. Nos anos recentes tem saido cada livro. Eles, os "inocentes", ficam com mais tempo e escrevem a sua inocência. Mas voltando ao mister Ricardo Salgado, e porque escrevo sobre o meu País, devo escrever que houve um homem que lhe disse Não. Por acaso esse homem foi o mesmo que ganhou as últimas eleições. Para quem esqueceu chama-se Pedro Passos Coelho. E o senhor feliz o que decidiu? Decidiu ser mais feliz, e investir o senhor contente com mais contentamento. Optou por uma ave rara...

Qual flautista de Hamelin, Costa continuará a pular e a saltar, a encantar tudo e todos. Mas a música começa a soar mal, e ainda há quem se ache gente, e não um rato que só vive para o queijo. Por enquanto esta tristeza que trago, tenho a certeza, foi de vós que a recebi. Porreiro, pás!!!  

A  Proteção Civil acaba de dizer que está tudo  controlado, mas o vice-presidente da Câmara de Mação, ao início desta manhã, diz outra coisa: "já ardeu metade do Concelho", sendo a situação "completamente descontrolada", "catastrófica" (sic). O senhor ainda aí está com o seu Povo? Ah, e o Ministro da Saúde acaba de dizer que vai ter mais orçamento. Pudera!!!!

 

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02
Mai17

 

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                                           photo Chris Schwarz

 

Uma pergunta que faço, a propósito deste engarrafamento de artigos, livros e filmes sobre Fátima, agora que se aproxima o centenário 13 de Maio. Fátima não é um dogma, pode ser-se um "bom" católico sem se acreditar em Fátima, todas as crianças, não apenas os pastorinhos, são santos ( não conhecem os meus filhos...) tem-se dito. Para não falar da falsa dicotomia aparições/visões. Quem quiser acredite, quem quiser não acredite. É usar a razão.! Contudo, quem acredita no Deus das Aparições acredita em Alguém que não cabe na minha medida. É mesmo transcendente.

Li hoje um artigo no DN, uma entrevista a um teólogo que hoje lança um livro seu, moderando um debate, na Gulbenkian, onde estarão presentes, entre outros, Marcelo, Ramalho Eanes e Adriano Moreira. Proeza, não é? Um teólogo que precisou de Ernst Bloch e de Nietzsche para situar a questão central na sua maior atualidade. Quem sou eu, donde venho, para onde vou, o que espero? Dr. Anselmo , essas questões são ancestrais, e as crianças, sim, agora sim, todas as crianças, têm essas perguntas bem vivas, mesmo quando não as formulam. Uma criança que sofre, e o senhor muito bem as refere, tem essas perguntas estampadas no rosto. E tem fome. Eu peço o impossível, porque ao Deus em Quem acredito não ponho limites, e a minha oração vai de mão dada com as mangas que nada me faz desistir de arregaçar.

Mais, um teólogo que remete para os cientistas a explicação do Milagre do sol, um teólogo que nuns milagres acredita e noutros não, parece enfermar do gnosticismo que refere, sem a frontalidade que a questão exige. Uma teologia encolhida às pressões do cultural pós- pós - moderno (muito à frente mesmo). Se eu fosse ateia, diria "eu, na minha humilde postura"( Nietzsche aqui sim!) , a postura do "quem sou eu para julgar".... Mas sou libertada de presunções porque Aquele em Quem acretido, que me "faz" em cada instante (não um Deus ex-machina) como o senhor bem refere na sua entrevista, é superior à razão, embora em nada a contrarie (Maurice Blondel).

Pois então, para concluir, não sei dizer quem é um bom católico. Quanto a um bom teólogo, já a coisa muda de figura. O Papa não um é demagogo, nem um populista. É um teaser, com muita pinta. 

Ah, e sei que dizemos que a Aparição não o foi em sentido técnico, e que há três tipos de percepção, estudei Husserl e li com muita atenção texto de Bento XVI. Mas também não ponho limites às Aparições. Nossa Senhora apareceu  e eles viram, como Deus bem entendeu. É algo entre eles. Chamem-me pré-moderna. 

 

 

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06
Mai16

Marcelo "assim você mi mata!"

por Fátima Pinheiro

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   Marcelo Rebelo de Sousa, ontem em Moçambique, na Escola Portuguesa

   fotografia tirada da net

 

As pessoas são um bocado bota abaixo, e por diversas razões, assunto pelo qual tenho o maior interesse, alguma experiência, e uns quantos estudos. Não interessa agora a "cor" política do Presidente. Alías porque Marcelo tem cor própria. Não é presidente quem quer.

 

Isto hoje era só para dizer que tenho orgulho em ver o que poucos, ou ninguém, sabe "fazer". De mãos dadas com Moçambique, como menino de seu pai, saudoso governador daquele que é hoje um país cheio de graves problemas. Não escapa ao seu papel mais difícil, mas também não escapa à alegria de estar com aquelas crianças. Por outro lado, é também para dizer que a quem se queixa de que se mexe e gasta muito, que se lembrem das críticas que dirigiam a quem não se mexia, diziam. E mais do que gastar, Marcelo "gasta-se". Tem estatuto, perfil, idade, para poder ter optado por ficar na praia. Chamem-me lambe botas. Não me importo. Viva Portugal, que sabe rir, dançar e  abraçar o mundo, para a Deus dele dar parte grande. 

 

Novo temor da Maura lança? Maravilha fatal da nossa idade? Dada ao mundo por Deus, que todo o mande? (Lusíadas)

 

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10
Nov15

 

 à porta da Capela do Rato estava o Rui Ochoa

 

“A Europa não existe” disse Eduardo Lourenço na abertura do Conhaque-Philo2015, faz hoje uma semana. Não existe mas seduz, comentei. Ele, que estava ao lado de José Manuel Fernandes para conversar sobre o tema “Europa: Observas-te a ti mesma?”, coincidia com este num ponto: a crise é profunda, é diferente das outras, por não ser uma crise intra-europeia, e é necessário encontrar saídas. Ou não?

A Europa não existe, a Europa somos nós. A lembrar o que Oliveira dizia do Cinema: o cinema não existe, o que existe são as cadeiras. O mesmo a dizer dos “públicos”: só os urinóis. Existiram sim para mim esta semana (por entre os milhares de "agoras" que vivi) o cruzar-me com aqueles dois bons rapazes mais um outro, Marcelo Rebelo de Sousa – nas conversas sobre Deus, uma iniciativa do Pe Tolentino Mendonça -, a provocarem-me  uma reflexão sobre a Europa.

Eu sei que uma barriga vazia precisa “primeiro” de pão. Mas eu vejo muita barriga cheia, a começar pelo meu lindo umbiguinho, bem longe destes maduras “peripatices”. E no entanto ela seduz! E porquê? A India e a China, disse o José, fornecem tecnologia e mão de obra, ao passo que a Europa é o Museu. Não que nela não se "faça" do bom e do melhor, mas porque a Europa é o  lugar de memória. Não de um fixismo no passado, mas de um húmus do qual se alimentam liberdade e criatividade. De mulheres e homens que são bons – Marcelo sublinhou que “Deus é a razão de ser da vida” -, pelo menos e sobretudo no sentido ontológico (a moral vem “depois” é outra coisa). De homens e mulheres que são capazes de amar mas têm tendência a ter medo uns dos outros – “O drama do nosso tempo é o medo do outro” (Bento XVI) – e que precisamente por meio desses medos e desuniões vão atraindo e seguindo em frente, incluindo. Eu sei que parece que não. Mas nem tudo o que parece é.

 

 

 

 

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