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"Parem!"

por Fátima Pinheiro, em 31.05.17

 

 

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fotografia de  Chris Schwarz 

 

"Não há uma verdadeira vontade na luta contra a corrupção”, reconheceu ontem Baltazar Garzón, na sua intervenção nas Conferências do Estoril (29-31 Maio 2017). Também outros três notáveis juízes participaram no evento: Carlos Alexandre, Sérgio Moro e Antonio Di Pietro. Foi mesmo na mouche! Muitos pontos em "is". "Tudo é global, absolutamente tudo. Tudo, excepto quando é preciso fazer justiça", concluiu.

O Papa Francisco, incontornável, enviou uma carta a convidar os participantes nesta iniciativa a "uma mútua e frutuosa partilha de saber e experiência, assente na nossa dignidade comum e o serviço de um futuro necessariamente comum", pedindo ajuda para "vencer o desafio de uma globalização sem marginalização, de uma globalização da solidariedade". 

Já a 3 de Abril passado, no Vaticano, o Papa lembrara que perante o pecado e a corrupção Jesus “é a plenitude da lei”, porque “julga com misericórdia”, ao contrário de juízes corruptos de todos os tempos.

Francisco explicou que existe corrupção quando o pecado “entra na consciência e não deixa lugar nem para o ar”. “Nós também julgamos os outros no coração? Somos corruptos? Ou ainda não? Parem."

Fareeda viu a família ser assassinada, foi vendida como gado e escravizada, sobreviveu para contar a história. A rapariga yazidi que venceu o Estado Islâmico esteve nas Conferências do Estoril. Está sempre a regressar, a reviver  o cativeiro do Estado Islâmico. Foi ontem uma terna e comovente pedra no charco; a Rádio Renasceça entrevistou-a aqui.

Paremos. Paremos e olhemos para Jesus, que julga sempre com misericórdia:  "‘Eu também não te condeno. Podes ir em paz e não peques mais’”, acrescentou o sucessor de Pedro.

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O transplante

por Fátima Pinheiro, em 10.05.17

Transplante é "arrancar de um lugar para plantar em outro." Vem isto a propósito do que se tem passado nas redes sociais, por estes dias. É uma palavra que sintetiza, ilumina e chuta-nos para a frente, cheios de razões. 

As redes sociais fazem já parte da nossa pele. Sei que nem todos o sabem, acham que podem passar sem elas, mas depois, quando vamos a ver, sabem muito para quem diz que não sabe. Mas é certo que  nem todos têm feitio para aqui parar, e reparar, e mais coisas que não vêm agora para aqui chamadas. Eu tenho feitio para isto, sujo as mãos, lavo-as e ganho, perdendo o que não presta e que não faz falta a ninguém. Hoje apeteceu-me escrever um post "O Papa está com Sarampo". Isto porque por vezes aparecem notícias falsas e eu, parva, acredito. É tudo tão rápido, que às vezes não penso; apeteceu-me entrar no jogo. Mas não. Transplanto-me para o lugar onde posso ser mais eu, e onde continuarei a ser igual a cada um. E também lá estarei, ao pé da Azinheira.

Esta semana em que 100 anos de Aparições trazem a Portugal  um homem invulgar, diferente, brincamos. São os pinos de Nossa Senhora (por amor de Deus, D.Januário!), e que o Papa está arrependido de ter dito que vinha, ou que considera inadequada a tolerância de ponto. Até José Miguel Júdice, que nada parece mostrar que percebe de Teologia, fez hoje de teólogo, na TVI 24... 

O que nos vale é que Salvador Sobral que mesmo a precisar dum transplante de coração, canta que, mesmo assim,  o dele pode amar por dois. 

 

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Assim penso e sigo. O papa vive uma revolução que não é revolução, em sentido técnico, entenda-se. Ao ver ontem o Prós e contras lembrei-me  deste programa sobre se Francisco era revolução ou rutura, aquando da sua "tomada de posse". Penso o mesmo, só que mais guarnecido pelo que tenho visto. O seu pontificado tem sido extraordinárido pela sua simplicidade. Rico em paradoxos.

As ondas não se repetem, mas mar só há um. É como se cada onda se enchesse e crescesse, ou se esvaziasse e diminuisse num mesmo bater, avançar e recuar. Como o fogo da minha lareira. Francisco gosta de estar com as pessoas e é um solitário, faz muito trabalho de casa sozinho. É jesuíta e chama-se agora Francisco. É sério e abarrota com um sentido de humor desconcertante. É um teaser que provoca liberdade, sem deixar a formalidade dos pontos nos "is".

É uma grande oportunidade. Um avião não passa duas vezes. Veja o video.

 

 

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Geringonça intelectual

por Fátima Pinheiro, em 05.05.17

Aquela caipirosca, ao pôr do sol, à beira mar, hmmm! É subjectivo, senão eu não dava por nada. E o meu pequeno almoço, hoje de manhã, subjectivo. O sumo era o mesmo, mas cada um bebeu-o e comeu, senão só vi os outros a comer e a beber,  e eu não. Amanhece, vemos ambos o sol a irromper (hoje muito timidamente) no céu. Subjectivo. O sol não, mas ele a aparecer-me hoje de manhã, é coisa minha. E o chover também . Resumindo, tudo o que acontece é subjectivo, senão eu não dava por isso. Seja a pedra em que tropeço, ou as do castelo de S.Jorge, seja um sonho, seja uma ideia, seja o mar, seja o horizonte, são subjectivos,  não estivesse eu a falar deles. E faço-o com recurso à minha memória. E quanto mais potente for a memória que agora exerco, mais forte a presença das coisas que referi, tão forte que por momentos estou quase a beber a caipirinha (cfr. S.Agostinho). Mas não. Se quero uma caipirinha tenho que ir beber outra. Parece conversa de chacha. Mas não. Até porque palavras leva-as o vento. Todas. São palha diante da imensidão de Deus (S. Tomás).

A filosofia morreu, e fomos nós que a matamos. Diz-se que a verdade morreu. Verdades, sim senhora, senão é arrogância e falta de humildade. Tenho reparado que só ateus e agnósticos dizem coisas do género : "eu, na minha humilde opinião." Mas ai se lhes pisam os calos,  e que ninguém se atreva a negar-lhes a verdade desportiva. Quem quer poucachinho? Verdade  (Aletheia) quer também dizer luz.

Sinto-me frágil? E quero asas de condor? Um traço de avião, quando um beijo não basta? Jorge Palma, Florbela Espanca, Pedro Abrunhosa! Sim. Objectividade é o presente de quem procura. Descartes sai do cogito, porque nunca saiu do mundo. Nossa Senhora apareceu em Fátima como entendeu. Assuntos tão sérios não se arrumam num post. Mas não é com pseudo esclarecimentos mediáticos que a coisa vai. Ainda esta semana, mais livros, mais entrevistas sobre se a Senhora apareceu ou não. É a cultura do descarte. Para se vender e marcar pontos.

Termos técnicos não caem do céu aos trambolhões. Não é preciso Teologia nem Filosofia para saber que as Aparições são verdadeiras. Os pastorinhos eram só pastores, com uma vida e simplicidade exemplares. Só uma má fé geringonçica teima em não querer ver. Em não aceitar que não são visões fantasiosas que levam  um homem como o Papa a ajoealhar-se diante da Senhora mais brihante que o sol, aparecida na Cova da Iria, em cima duma azinheira, faz 100 anos a 13 de Maio. Foi subjectivo, e, paradoxalmente, uma Presença, duma objectividade inexplicáveis.

 

 

 

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A propósito da entrevista que deu, o Bispo Azevedo*, um dos dirigentes do departamento/repartição cultural do Estado do Vaticano, tem toda a razão, Nossa Senhora não precisou de aprender português para falar com a Lúcia.


O que Vossa Excelência Reverendíssima ainda desconhece com certeza é que aquando das Cortes de 1646 onde D. João IV assumiu coroar a imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, como rainha de Portugal, Ela ficou de tal maneira comovida que resolveu pedir (aliás como sempre o fez em Fátima...pedir) a alguns doutos portugueses que com Ela partilhavam o Reino Celeste, para lhe ensinarem o português. Entre eles se encontravam Santo António, que seria Doutor da Igreja em 1946, mas na altura já um belíssimo orador, Frei Bartolomeu dos Mártires a que se juntou uns anitos mais tarde o Padre António Vieira, especialista em figuras de estilo. Aprendeu num ápice ou não tivesse já Nossa Senhora a fantástica experiência do Pentecostes.

Numerosos anjos se lhe juntaram, tendo sido os mais assíduos, o Anjo da Paz e o Anjo de Portugal, este último até por dever de ofício. Daí que, quando apareceu em Fátima aos pastorinhos, Nossa Senhora, tivesse já mais de 270 anos de experiência na língua de Camões, muito mais do que Vossa Excelência Reverendíssima, ou eu temos. Já agora, e sendo, um dos dirigentes da secção cultural da Santa Sé, em quantas línguas dos homens, Vossa Excelência Reverendíssima é expert, 7, 8, 12...70 X 7 (490)? Já que imagino que a língua dos anjos seja cadeira curricular básica em qualquer seminário.

Quando eu concluir o meu livro "Presença de Nossa Senhora em Fátima. Contributo para uma fenomenologia das Aparições", com base no que aprendi em Washington com Robert Sokolovsky, a conversa será outra. Hoje foi um discurso meio blogueiro.

 

O discurso teológico avança e faz-se com a ajuda preciosa da sua eterna serva, a  filosofia, "The making of essential distinctions", como bem a define aquele autor. Isto no momento adequado, sem esquecer a pastoral da Igreja, e sempre no serviço da fé. Agora, como "eu sou eu e a minha circunstância", escrevi estas linhas, na espuma destes dias, que  antecedem a vinda do Papa ao Santuário de  Fátima no centenário das Aparições.

 

* Nós para os outros Bispos também só usamos os apelidos ex: Cardeal Ratzinguer, Cardeal Montini etc. Porque é que para os de nacionalidade portuguesa temos de usar o nome completo e de mais com Dom... Nunca ouvi chamar Dom Joseph Aloisius ou Dom Christoph Schonborn ou mesmo Papa Dom Francisco....

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Fátima mascarada

por Fátima Pinheiro, em 22.04.17

Com a vinda do Papa a Fátima têm proliferado livros, artigos e filmes, que bem revelam o estado mediocre da produção cultural  no nosso país e  no  estrangeiro. Assunto ao qual é indiferente muito  boa gente. Mas a moral é uma coisa, conhecimento é outra. Não se tape o  sol com a peneira.

Quero então dizer que  vivemos a curto prazo, que também as editoras atravessam problemas, que não há estratégia educativa, e, gravíssimo, uma ignorância que brada aos céus. Mais, mente-se, dão-se cambalhotas epistemológicas, ofende-se, manipula-se, com base  em pressupostos que passam longe do crivo da inteligência e dos  factos. E uma ausência de filosofia  que bem mostra que se Descartes já passou de moda a um nível consciente, a um nível subjacente está bem actuante. Varrem-se séculos  de filosofia, vibra-se com o "eu sou eu e a minha circunstância" de Ortega e com os saltos de Kierkeegaard no irracional, e sobre Husserl, o genial filósofo  do  século xx ( e seguintes),  uma esponja! Confunde-se fé com superstição, razão com ciência, filosofia e teologia.

Já não se escreve para esclarecer (até porque quem não está esclarecido, não esclarece). Escreve-se para aparecer, para dar cartas, marcar posição. Sim, a liberdade é uma conquista.  Mas não é uma coisa absoluta. É simples, mas dá trabalho. Um trabalho diário de libertação. E se o papa bem sabe o que é a teologia da libertação, que sublinha a necessidade de dar condições materiais de  vida  às vidas, Ele é também o intelectual que sabe das necessidades de uma teologia da libertação de preconceitos em estado bruto, para que se caminhe no conhecimento. A verdade liberta.

Com bem sublinhou  Aura Miguel, os  pastorinhos  levaram uma vida de verdade, e é por isso que vão ser canonizados. Não é por terem visto Nossa Senhora. A verdade é que viram. Basta um pouco de honestidade intelectual. Mas é muito mais cómodo ficar no discurso que se choca com os desnecessários sacrifícios e explorações comerciais...E a Igreja a deixar e a incentivar. Mas importa não esquecer que Fátima é  também um fenómeno  de massas. Agora, não se reduz a isso. Tavez seja o aspecto mais visível. E é a isso que os nossos olhos se habituram.

Só duas notas para exemplificar. Angelo d'Orsi, sabe porque é que a bala está na coroa? Se soubesse, não escreveria o que escreveu no seu livro que li por recomendação de Vitor Serrão . Gramsci não tem instrumentos para compreender Fátima. Fátima é superstição e regressso ao pré-moderno? Não. Não foi espetar a bala na coroa sem mais. Dum historiador espera-se História. E já agora, D. Carlos Azevedo, sabe o que diz Husserl das potencialidades da intencionalidade? Dum teólogo também se espera Filosofia.

Antes a Fina da Armada e seu par, o Pe da "Fátima Desmascarada".

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Então Durão não pode escolher?

por Fátima Pinheiro, em 21.07.16

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O jogo dos media já o sabemos. Faz parte do negócio. Títulos atraentes, a despertar a compra para leitura. Uma deontologia por vezes vaga, por serem também vagos os conteúdos. Tudo bem. Mal estamos, porém, se a insinuação e a suspeita sem fundamentos acabam, com ou sem intenção, por gerar violência. Injustiça não a suporto; seja com quem for. Atravesso-me, lanço-me, e mordo. Durão Barroso outra vez na praça. Um ex não pode ir para um lugar estratégico? Então porque haveria de ir para um lugar não-estratégico? Sabem-se as razões da sua decisão? Sabe-se, sabe-se.

 

E o maniqueísmo a abundar. Uns são inocentes. Outros são do piorzinho. Durão Barroso hoje na capa da Revista "Visão", associado a uma empresa que vive de escândalos, truques, teorias da conspiração e quejandos. A Revista resolveu contar a história da Goldman Sachs. Poderia ter contado outra. Mas não, outros temas parecem não interessar (e eu que me estou a lembrar de tantos tão bons...). Acresce o facto de  a estação estar perigosamente silly; eutanásia e barrigas de encomenda (que desilusão Senhor Presidente, então e os AFECTOS?) estarem já saturadas e não interessarem nem ao menino Jesus, e o facto de o papa Franscisco, em alta até há pouco, ter já começado a incomodar por ser durão também. 

 

Se Durão errou? Todos erramos. Estará agora a errar? Acha-se mesmo que sim? Ele não vale mesmo nada, nada, nada? Não saberá ele escolher? Quem tem na mão os dados todos? Estão a vê-lo a recorrer a " denunciadores, cassetes secretas e até prostitutas contratadas para sacar negócios."? 

 

Desafio os media a um esforço inovador e empreendedor: a serem objetivos, pelo menos por uns tempos, a marcarem por um jornalismo sério. Não façam de cassandras, porque não têm como. Façam o que ainda não foi feito. Até posso sugerir explicitamente outros alvos (isto a querem manter a onda). Mas não preciso, pois não? E mesmo aqui à mão, à grande e à francesa, a viverem do que têm por debaixo do tapete. Intocáveis. O que vale é que Barroso não é "apenas" um ex. Quem o quer arrumar está, como dizia a minha avó, "muito mal enganado". 

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Deus Regressou HOJE

por Fátima Pinheiro, em 03.05.16

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 imagem tirada da net

 

Conheci este teólogo pela leitura de um livro seu, "A paciência de Deus", no qual explica a diferença entre um crente e um ateu de um forma nova para mim, o que me mudou mais um bocadinho - ver o meu  http://expresso.sapo.pt/o-que-distingue-um-ateu-de-um-crente-1=f849468.

Só ontem soube que está em Portugal e que hoje vai estar na Culturgest para  reflectir connosco sobre o  «O Regresso de Deus». Ás 18h e 30m, entrada livre.

O pontificado de Francisco deu um “novo estilo” à Igreja Católica, “é um novo capítulo na história do Cristianismo”, disse em entrevista à Agência ECCLESIA.

O padre Halík está em Portugal para um conjunto de conferências e celebrações, ligados principalmente à apresentação da sua nova obra, ‘Quero que tu sejas - Podemos acreditar no Deus do amor?’.

 

 

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Aura Miguel: conta o Papa Francisco em Ação

por Fátima Pinheiro, em 27.04.16

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O Papa a um metro do meu amigo  Fechi (também Francisco) e de mim,  na Audiência  com o Movimento Comunhão e Libertação, na Praça de São Pedro, no dia 7/03/2015 

 

 

Nem de propósito.  Hoje passam dois anos do dia em que João Paulo II passou a "santo". O papa Francisco virá a Portugal no centenário das Aparições (1917- 2017). Mas de Papas percebe a vaticanista e jornalista da Rádio Renascença Aura Miguel. Aqui a deixo.

Aura é mesmo Rasante. Um dia confessou que preferia a adrelanina da rádio, à da de outro tipo de media. Se continuar neste registo audio, vai ficar a saber o jornalismo que é feito, e como ela entende que ele deve ser. Discernir sempre, sem defesas, sem rede, contando o que "vê", arriscando....

Mais, a jornalista "define" em três palavras os três papas que tem seguido. Uma espécie de três retratos. Abre-nos o que pensa da visita de Francisco a Fátima, do valor das aparições na História da Igreja, e mais.O quê? Quer ouvir?

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Papa Francisco, Costa, Soares, Chapman & Elton Jonh

por Fátima Pinheiro, em 10.04.16

 

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 imagem tirada da net

 

SORRY e está tudo bem outra vez. Desculpas dadas, viva a cultura, a política e a "Alegria do Amor" (o nome da Exortação Apostólica que o Papa Francisco hoje deu à luz)... E não me levem muito a sério, isto é só um rede social, eu não sou ministro e corro em BLUE state of mind. Fora de brincadeiras, digo então que sobretudo tento apenas ser, com a companhia autorizada, uma pessoa educada. Por isso o que escrevo agora é sobre mim. Não é sobre outras pessoas. Mas é que EU SOU da rua dos Douradores...

"Sorry Seems To Be The Hardest Word", canta Elton. Parece, diz ele, e é verdade. Pedir desculpa é simples - pode sim ser complexo - porque é só reconhecer que se errou e abrir a boca para dizer isso mesmo. É simples porque facilita a vida. Fica lisinha, sem máscaras, reduções e crispações. O sorriso fica rasgado e é luminoso, isto é, não é amarelo. Mas estou a falar do pedir desculpa mesmo. Eu já muitas vezes pedi desculpa só para despachar. Tipo esponja. Não que eu tenha alguma coisa contra as esponjas. Até acho que se devem por esponjas, ou pedras, sobre tudo aquilo que só serve para empatar. Sofia de Melo Breyner dizia que as nossas casas tem coisas pesadas, mortas. A Alexandra Solnado, num dos seus livros, afirma que Jesus Cristo lhe disse  que "tudo começa nas limpezas". Com graça, Ricardo Araújo Pereira afirma que essa sabedoria é a mesma dum slogan do Sonasol.

Mais, pedir desculpa, canta Chapman, em certos casos, é "tudo o que não podemos dizer". No caso de não haver culpa, claro.

Da muito aguardada (e acabada de sair) exortação apostólica Amoris Laetitia (Alegria do Amor) tirarei sabedoria para outro post. 

Termino reconhecendo que umas chapadinhas me teriam feito muito bem, em pequenina e agora também.

 

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