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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

05
Fev18

Casos de injustiça

por Fátima Pinheiro

meryl-streep.jpg

 

 
Estes últimos tempos têm sido pródigos em "casos" de justiça que nos preocupam. Nalguns casos têm implicado muito sofrimento. Como sou fã de Ricardo Araújo Pereira, e acho mesmo que é dos melhores jornalistas que temos em Portugal - óbvio, um jornalismo pouco fedorento e perspicaz até dizer "chega" -, andava ontem a rir-me "com ele", quando me deparo com esta pergunta que ele fez num programa de televisão, ao então Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto. O Programa era: "Gato Fedorento - Marinho Pinto Esmiúça os Sufrágios". O que fui encontrar!

A terminar, e no fim de uma conversa que merece ser "vista", lá vem a resposta à pergunta "o que é a justiça", igualmente cheia de sentido de humor. Vem aqui: http://youtu.be/Ia1vdEknONM 

E se Ricardo Araújo Pereira é jornalista, Marinho Pinto pode ser outras coisas, também. Como vem num livro que ando a ler (que frase foleira) eu sou antes de mais "eu". E não isto ou aquilo. Ou do clube A ou do Clube B. A  notíca é o princípio da História, afirmou um dia o fundador do Washington post. Vale a pena ir ver o filme, sobretudo a maravilhosa Merly Streep.
 
 

 

 

 

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14
Dez17

 

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A minha pergunta vem porque uma amiga minha escreveu no facebook que há coisas que ela preferiria não saber. Isto a propósito da entrevista do agora ex-secretário de estado e do seu relacionamento com a Rarissimas. Eu tinha acabado de  ver a entrevista.  A entrevista entristeceu-me muito.

Ao almoço a entrevista foi tema de conversa. A certa altura eu disse que se  calhar  era melhor  não saber certas coisas, e que as redes sociais em certa medida poderiam ser uma perda de tempo. Depois pensei melhor.

Ser político envolve uma responsabilidade distinta. Quer dizer, diferente das outras e, por outro lado, a Política é para ser nobre, elevada. Não é como conduzir uma coisa qualquer. É como conduzir um país. É o destino das pessoas que pode estar em causa. A Política pode ter muitas cores. A Política é construida por homens, não por deuses. Contudo a Política não pode ser a bel-prazer.  Da Política se exige e dela devem decorrer exigências.

Obrigada à Ana Leal. Obrigada às redes sociais. É bom saber que  homens e mulheres temos ao leme. Até para que saibamos se o leme e o norte se perderam.

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31
Out17

Estaline teve um caso...

por Fátima Pinheiro

 

Stalin.jpg

 

Em pleno centenário da Revoluçao russa, porque conheçi o Pe Romano Scalfi, que partiu para o céu o ano passado, no dia de Natal, e porque hoje um seu "colega", sem igual, Eugen Kissin, vai fazer parar o tempo, celebro a efeméride com esta bela história.

Quem "inventou" que diante da Beleza um coração pode ressuscitar? Ou que a experiência da liberdade está ao alcance de todos, mesmo que pareça tarde de mais? Maria Yudina era uma miúda russa que desde pequenina começou a tocar piano maravilhosamente. Os pais aperceberam-se dos seus dons e, com sacrifício, puseram-na no Conservatório de Moscovo, onde se aprendia e aprende mesmo a sério. Só que como ela professava a religião ortodoxa, não tinha grande "futuro" profissional. Não terá sequer ido à Alemanha de Leste.

Realmente as vidas marcam. Um dia ela tocou um concerto que passou na Rádio e Estaline ouviu. E espantou-se. Pediu logo que falassem para a Rádio a pedir um disco dela. Claro que não havia discos de Maria Yudina. Mas não se podia dizer "não". Nessa mesma noite, às quatro da madrugada, gravou-se o concerto. O primeiro maestro que foi convocado para a inesperada encomenda não tinha lá muito jeito. Veio um segundo, só que estava bêbado. E à terceira acertaram. No dia seguinte metem o disco numa capinha e levam a Estaline.

Consta que quando Estaline morreu tinha no gira-discos o disco dela. Mas vem agora o mais importante e que mostra a pinta, a coragem dela, e o que isso terá nele provocado. Estaline quando recebeu o disco meteu uns rublos (muitos) num envelope e fê-lo chegar à pianista. Ela escreve-lhe uma nota agradecendo mais ou menos com estas palavras: 'em primeiro lugar agradeço-lhe o facto de ter apreciado, reconhecido a arte, a beleza da música, e quero dizer-lhe que a partir de hoje vou rezar todos os dias pela sua alma, para que Deus lhe perdoe todos os males que fez à humanidade. Quanto ao resto, agradeço a oferta que me fez, a qual acabo de dar à Igreja que costumo frequentar.' Isto é uma experiência de liberdade...É um história fantástica! De pessoas livres! Estaline nem teve coragem para fazer nada contra ela, tal foi a liberdade que terá experimentado...

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25
Out17

A política veste "Pravda"

por Fátima Pinheiro

 

Ai se não fosse ela!  Ontem a moção de censura deu-nos uma grande lição. E sobretudo levantou-nos o ânimo. A Política é possivel. Temos sentido de Estado. A Política não tem cor nem veste Prada. A Política veste, sim Pravda. E nestes últimos meses  é de luto que tem dicilmente respirado. Mas está de volta, na sua Casa.

Era ver ontem a cara do Primeiro-Ministro enquanto Cristas apresentava a moção de censura. Encolhido,  envergonhado, censurado com razões que aquela senhora lia desfiando com fortaleza, sobriedade, e sentido de Estado.

Mas quem não se demitiu por um erro crasso, teve essa endurance e hoje já vai continuar a cirindar. Mas nada que apague o fogo em que se meteu.

Assunção falou o que eu queria dizer. E não sou a única. Falou por todos nós. E por Marcelo. Temos Parlamento, as instuições a funcionar. A lider parlamentar pôs os pontos nos "is"  de uma forma rigorosa e, nem mais, nem menos. E de forma educada, o que nem sempre se vé naquela casa. 

A moção não passou, é verdade. Mas passou. Quero dizer com isto que já nada será como dentes. E os "fofinhos" da esquerda mostraram mais uma vez que querem governar, doa a quem doer. E Costa ralado! Mas como não é um estadista, finca pé, e quais demitir-se!

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20
Out17

Aproveitamento Político

por Fátima Pinheiro

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 A moção de censura do CDS é "acusada" de aproveitamento político. Quem o faz, confunde oportunismo e aproveitamento. Vamos a um exemplo clarificador. A minha mãe ensinou-me a aproveitar. Refiro- me a restos de comida, ainda boa. Já oportunista, nunca. Por isso passei a aproveitar o aproveitável e a não instrumentalizar nada nem ninguém para o meu umbigo. Claro que há um risco que se pisa, não vou dizer que nunca fui oportunista. Mas faço por não ser, ter bem definidos os meus objetivos, agir em conformidade e não pisar as pessoas. E?

Se a política é boa, há que aproveitar tudo para atingir objetivos. Sem pinga de oportunismo. Refiro agora a Moção de Censura do CDS. Quem a acusa ao dizer que é um aproveitamento, lá sabe as linhas com que se cose. O que faz o CDS faz muito bem. É aproveitar tudo o que pode e deve para que haja um Governo que não faça as asneiras que fez. É tocar no ponto chave de uma política que seja digna desse nome.

Quem critica o CDS é que está a fazer um aproveitamento político, no mau sentido da palavra. Quem o faz revela um oportunismo que só pensa em pisar para reinar.

Não me divido em partidos, sou sim a favor de razões. O PS, o BE, e o PCP não têm neste ponto razão nenhuma. Zeros à esquerda. O CDS faz muito bem: aproveita e arrisca a bem das pessoas. Os outros vão tendo reuniões para distribuir guito pelo maior número de pessoas vivas. Aqui ia dizer uma asneira, mas contenho-me, e empurro o microfone para longe. Mas isto digo, sim, àquele senhor: depois do que o senhor PR disse, faça as malas, andor!  O senhor é um case study de oportunismo. Mas como tem várias vidas, tem o futuro à sua frente...

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Eu agora não largo Kazuo Ishiguro. Estou a ler tudo. E o que escreve o agora nobel da literatura lê mesmo o nosso tempo, o meu dia. E torna tudo mais claro. Torna por isso mais claro o caminho. O meu.  Não há tema que lá não seja abordado. Sem moralismos, sem pretensões. Sendo formado em filosofia da boa, nem me devia surpreender. A fenomenologia é um recurso fabuloso!

Lê-lo é mergulhar num oceano, ter vontade de sair e fazer. Ter vontade de ser. Na primeira pessoa. E não há falta de material. Ontem, antes de chegar ao trabalho, fui beber un café na padaria da esquina. Uma rapariga está lá sempre a arrumar carros e a comer e beber o que lhe dão, é o escritório dela. Sempre sorrimos, mas ontem ela foi mais longe e disse: "ofereces-me um café?" "Claro!". Pedi para me sentar na mesa dela. Olhei bem para ela. Uma mulher linda!  Perguntei-lhe o nome, ela o meu, "Fátima", revelei-lhe. E o nobel no meio? Todos conhecem pelo menos as novelas "Remains of the day" e o "Never let me go".

O dia cheio, no fim "levou-me" a casa. Cruzei-me com ela, estava a arrumar um carro. Acenou- me e disse "Adeus Fatinha, até amanhã...". Ainda lhe perguntei como tinha sido o dia. Ela disse "está fraco, mas dá para pagar o quarto". E sorriu dizendo "tudo se vai arranjar". E sorriu, cheia de esperança. Lembrei-me do que fica do dia e de como eu fui para casa e "fiquei" com ela a arrumar carros. E pensei que a mediocridade é monstruosa. Em todos os campos. São precisos profissionais. Só os meus amigos me tratam por Fatinha.

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18
Set17

Hoje resolvi escrever javardices

por Fátima Pinheiro

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         Francisco Seixas da Costa, António Correia de Campos, numa das sessões do meu Conhaque-Philo de 2017

 

Domingo são as autárquicas. Tanta tinta, sangue e mentira têm corrido! Hoje vou escrever sem norte, em modo de salada mista. É que os assuntos são tantos, tratados sem critérios que se estimem, arbitrariedade e estupidez, que decidi escrever, nem sei bem o quê. E porquê? Porque por muito que alguns digam que se estão a lixar para isto tudo, é mentira. E os que não se lixam, escusam de por fotografias da "humanidade" coitadinha, crianças a sofrer, os vários alepos e coisas do género, estamos em Portugal e há crianças e os outros que sofrem muito. Mas mais longe custa menos, não é? É só ilusão. Eu também me iludo...

Porque é que há um senhor muito salgado que recebe uma pensão de 90.000 mil euros, mês ? O que fez ele? Porque é que Sócrates ganha também uma choruda quantia mensal? O que fez ele? Deve ser de família!!!! Como de família deve ser o que se dá a César e não é de César! É que é a família toda com trabalhos muito porreiros. Se fosse um ou dois! Agora todos! Eu sei que uma pessoa pode ser excelente profissional apesar do nome. Mas todos e adjacentes!! Não me cheira bem.

Os impostos vão baixar em 2018, senhor ministro Centeno. Não tenho razões para acreditar que "eles não virão" de outra forma. Ou será que nas férias conheceu o tio Patinhas? Duvido. Parece-me mais uma promessa sem tino.

Sócrates deu uma entrevista à "Voz da Galiza". Então cadê a voz de Paris? Compara-se  a Lula da Silva. Por supuesto...

Medina compra e mete no bolso, Moreira favorece a família. Há mesmo eleições no Domingo? Pelas temáticas em debate não parece,

Poe  rotunda, estátua, mais as selfies e levar com o cheiro do povo.  A cultura dá-me vontade de rir. Não me apetece escrever mais. Só quero daqui enviar os meus parabéns ao senhor embaixador Francisco Seixas da Costa.

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30
Ago17

Os facebook badalhocos

por Fátima Pinheiro

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 Ontem vi um post indecente. Preciso de definir "indecência"? Não, não defino, todo a gente sabe o que é. O post era sobre uma figura pública que não aprecio. E era um post para achincalhar. Era um bota abaixo. Fiquei escandalizada? Não. Escândalo é uma palavra que vem do grego e significa "obstáculo", algo que se atravessa no meu caminho e me impede de avançar. Para mim não há obstáculo (nem a morte, que foi ultrapassada há mais de 2000 anos, mesmo para quem não sabe; mas hoje não venho falar da morte). Então? Hoje queria apenas reconhecer aqui que esse post me fez relectir e avançar.

O meu facebook não é badalhoco. É aberto, as intimidades deixo para encontros cara a cara e nunca achincalho ninguém. Mesmo as pessoas que não têm a minha preferência não são gozadas. Que grande relfexâo esta!!!! Até acho uma grande la palisse o que acabo de dizer. Mas a vida é isto mesmo: muitas vezes descambo para o que não interessa e portanto preciso de fazer memória do essencial. Às vezes o que me ajuda nesta ascese é uma coisa nojenta. Fico agradecida, mesmo,  a quem me faz voltar ao que é bom. Seja quem for. Para que serve gozar gratuitamente uma figura pública com um humor de mau gosto? Achincalhar porque sim?  Não, obrigada.  Fazer rir é uma arte.

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22
Ago17

Hoje estou muito triste

por Fátima Pinheiro

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 fotografia Rasante

 

Não estou a gozar. Oiço falar dele todos os dias. Do SIRESP. O bode expiatório. Ontem falhou outra vez. Em Bragança. A ministra Constança Urbano de Sousa vai abrir um processo à empresa que explora o SIRESP, diz o Público. Mas não foi ela a assessora jurídica do então ministro da administração interna, António Costa, que aprovou tudo isto? Cá para mim o melhor seria  abrir um processo ao Governo. Mas entretanto o tempo vai passando. Senhor Presidente,  não acha que chega? Está à espera duma gota de água? Ou que passem as autárquicas? Não me parece. E li ontem que Costa propõe acordo com PSD após estas eleições. Um acordo para o betão. Está a brincar o PM! Dois pesos, duas medidas. Isto é sim um pragmatismo para o qual já vimos que hierarquia de valores tem em apreço. 

Este clima de cretinice faz mal. Entristece. Bem se pode dizer que se é indiferente à política, mas é impossível. A Política é omnipresente. Não adianta fingir. Eu não desisto. Só vejo uma solução.

O Senhor Presidente não prometeu uma investigaçaão até ao fundo? Se calhar não percebi bem. Eu sei que é Verão. Mas há prioridades e urgências. "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!" Ontem fui  ver o Dunkirk mais uma vez. Toda  a gente deveria ver o filme. Nas escolas deveria ser obrigatório. Mas nas nossas escolas parece que alunos com negativa passam!!! Dá vontade de perguntar "para onde"? Escolas cujos alunos sabem as perguntas que irão ser feitas nos exames nacionais pelas mãos dos seus professores. Falo assim porque quem cala.....Sim, o inquérito ou investigação em que deu?

Cheira mal. Mas isto não fica assim. Até porque amanhã, dia 23, é dia para grandes memórias.

 

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25
Jul17

Vou "contabilizar" o morto !

por Fátima Pinheiro

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"O governo não contabiliza os mortos”, aforismo de António Costa, a rematar a pergunta de quem quer saber ao certo quantas pessoas morreram no crime de Pedrógão. É segredo de justiça, inventaram há umas horas. É mais segredo de injustiça, acho eu. Realmente dá que meditar. Por certo deve ser uma coisa zénica, metafísica até. Eu cá não sei o que é contabilizar um morto. O governo confessamente diz que não sabe. Abençoada ignorância! Realmente os Governos devem é saber governar. Isso sim. Tanto na prosperidade, como na provação. Só que muitas vezes só pensam em contabilizar os votos que vão ter, as oscilações da sua popularidade, a começar com a do Chefe, os dias de férias, as medidas populistas e demagógicas. A oração do Governo : "venham a mim os vossos votos, assim nas autárticas como nas legislativas."  E pedem-se "tanto propriedades como compensações ".

Realmente a política não é para todos. Um governante é um especialïsta. Em governar. Não tem que saber tudo. Mas, pelo menos o minimozinho. E não ter vergonha na cara. Uma espécie de herói. Um todo o terreno. E quando a porca torçe o rabo não nos obrigar a ter que perguntar "mas onde é que está o wally?".  Neste caso, nas horinhas, onde está Costa? Heading to Venus? Onde está a vergonha na cara? Onde estão os que têm parte nas responsabilidades?

"Poder é querer", ou não seria melhor "querer é poder"?  Penso que chegou o tempo de acabar com a indecência. Melhor, a indecência gerou o absurdo. O Governo acabou por morrer. Nasceu sem pernas e acabou por se espalhar em contradições e ser um "faz figura". Nem digo figura de quê. Mas  isto ainda sei contabilizar: the final countdown...

Vão para Vénus. Venha um PS à maneira. Não sou mulher que baixe os braços à alternância partidária. Mas Portugal não é uma guerra de tronos qualquer nem um jogo de cartas manhoso. É casa de grande memória e nela me revejo nos homens e mulheres de boa contabilidade.

 

 

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