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Marcelo e António estão queimados...

por Fátima Pinheiro, em 21.06.17

 

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 imagem tirada da net

 

Não se aguenta tanto disparate e tanta falta de ação. Isto não é uma carta aberta, são palavras de quem votou em Marcelo e no PSD. Quem é o primeiro ministro de Portugal? E quem é o meu Presidente? Não peço desculpa do que vou dizer, porque não tenho culpa.  De Marcelo até digo que em certas ocasiões foi afetuoso e compreensivo comigo. Mas do que falo hoje é de uma gravidade tal que apaga o resto. E escrevo porque não me levo nada a sério, limito-me a dizer o que penso. Chega. Movimento sim, agitação não. Dizem os jornais: "Marcelo imparável!". Ou "Primeiro-Ministro quer saber o que se passou." Para mim estão queimados... 

Marcelo. Quando ontem o ouvir dizer  "não vamos agora abrir mais frentes!", até fiquei com falta de ar. Sim, o fogo parece que já mostrou que as frentes são muitas, não precisamos de mais. De frentes de fogo. Mas quanto às outras "frentes"...não faça de Pilatos, nem passe o seu afecto pelo Costa e sua (também sua Professor Marcelo) geringonça. Há afectos a longo prazo, e um Presidente tem como munus saber abrir frentes. Um Presidente não faz de conta. Um Presidente quer saber, perguntar. Um presidente actua, não se agita. Um Presidente não é para dizer "enterrem-se os mortos, tratem-se dos vivos." Isso diz o povo, digo eu. De um Presidente espera-se mais qualquer coisa. Falta ser Presidente. Eu bem sei quem estaria bem na sua cadeira. Não seria assim, garanto-lhe. Não votarei mais em si. Pouco lhe interessa, eu sei. Mas não faz mal. Os actos ficam com quem os pratica.

António Costa  - o homem que "geringonça" o meu querido Portugal, e que se não fosse Passos Coelho teria hoje menos razões para sorrir meio zénico, sobretudo quando sai daquelas centênicas reuniões, de cócoras, em Bruxelas -, António Costa, dizia eu, nem um reparo merece? Pois é Senhor Presidente!!! Como eu o entendo!!! Prefere não abrir frentes. Mas não se esqueça é de não abrir mais feridas. E para que serve o senhor se não é para abrir frentes? É para as fechar e não nos levar a lado nenhum, a não ser observá-lo, em agitação mas sem movimento, sem finalidade, a não ser essa? É para dizermos de si "e no entanto ele mexe-se!" ? Para quê?

O post vai longo. António Costa: tem a certeza que governa este país de, parece, irresponsáveis? A começar por si, claro. Também não dá a cara, é? Ainda a tem? Não me parece. Queimou-se e por lá ficou, nas terras que devoraram muitos de nós e hão-de consumir para sempre muitos que chorarão, para sempre, de um  " fogo que arde sem se ver."

Já nem falo dos media...Nadinha em relação a seus amados de verdade...

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Apetece-me mandar todos à...

por Fátima Pinheiro, em 20.06.17

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imagem do site da Rádio Renascença

 

Falta de política? Já nos habituamos a isso. E será que li bem aqui ontem no face: o Governo vai abrir um estudo para saber o que aconteceu em Pedrógão. Desculpem? !!! Eu é que pergunto ao Governo. Não é suposto que o Governo nos Governe? E o que aconteceu...O Miguel, no Púbico, cortante, doce e realista, escreve : "As dimensões terríveis da tragédia obrigam-nos a pensar no horror que seria só ter morrido uma pessoa. Foi o que aconteceu, muitas dezenas de vezes. E nem o luto sabe responder." E a Rádio Renascença quando quer continua a ser uma senhora. Parabéns! E agora? Muito simples...

Estou até nem sei onde sem poder ollhar para este caleidoscópio de incompetentes que só ligam a votos e ao futebol.  E à Europa. E eu que estimo a política e o desporto nacional! E nada me estraga os Domingos. Se não fossem os domingos é que isto estava tudo estragado. Então e agora? É simples. Complexo, mas simples. É abrir os cordões  à bolsa, ter visão para uma estratégia, e consolar, consolar, consolar.

Uma estratégia. Não é para isso que os políticos lá estão? Ou é para irem juntanto o nosso dinheiro, mais carros e assessores, pôr a família em lugares bem pagos, irem gozando, que, diz-se, é o que se leva da desta vida, que é curta, e um dia mais tarde vamos descobrir que afinal houve corrupção!

Os que morreram, passaram desta para melhor, diz o o povo a que pertenço. O que há a fazer, é, agora para além da estratégia, cuidar dos que viram o inferno e sobreviveram. Gastar-se tudo em reconstruir. A parte material não tem problemas. Em estádios de futebol, calculo que há dinheiro. As feridas emocionais, essas não têm preço. Até porque não têm cura. Mas podem ser "minoradas", consoladas, amparadas. Podem sim senhor, disse-me um grande médico. E é para agir quanto antes. Há dores que não se aguenta. 

Não me falem de mais holocautos, nem de que já não se pode fazer poesia. Nem me falem do próximo verão. Só não mando tudo a um certo sítio porque somos todos feitos do mesmo sangue e da mesma massa. Chega de cretinice, porra! O luto pode ajudar a responder....

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Centeno e Centino

por Fátima Pinheiro, em 16.02.17

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imagem tirada da net

 

Estes dias têm sido atribulados. Muitas coisas a rebentar pelas costuras. Muitos valores e seu contrário. Um certo sem tino. Lembrei-me do Pino e Lino e do Lino e Pino.

Hoje é mesmo só para uns desabafos. Hoje é quinta-feira e outro dia. E já li o que diz a Lusa. Gosto dos nomes das coisas, que eles têm significado, dignidade. Rasantes. Conselheiros de Estado, Presidentes da República, Cavaco, Marcelo. Comissões Parlamentares. Centeno.

Cavaco esteve muito tempo calado e hoje - tenho ouvido desde ontem linhas do livro que é hoje lançado no CCB,"Quinta-feira e outros dias" - falou. E vai ficar.

Há horas para tudo. Como diz um dos livros da Bíblia de que gosto mais, o Eclesiastes 3 (1-9): 

"1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?"

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 imagem tirada da net

 

Pode sim. Mas só até à entrada em vigor do código de conduta, anunciado ontem por Augusto Santos Silva, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo que nos governa. Para dar uma ajudinha: não esquecer o tema "bofetadas": Das bofetas em geral e daquelas que os ministros podem dar. Por acaso pensava que já havia esse Código. Daqueles que não estão escritos. Tipo a lei especial que a Antígona celebrizou.   Ah, e pode sim senhor,  se não se esquecer de reembolsar as Galpes por uma coisa que não tinha problemas nenhuns, mas que afinal tinha (senão porque é que os três secretários de estado do momento se prontificaram a reembolsar?). E disseram-me agora que há um Código de Conduta do Fisco, em vigor, que tem um artigo a dizer que os responsáveis pelo Fisco não podem aceitar presentes.

 

Não podem continuar. O CDS já pediu a demissão dos governantes em causa. Se continuarem estão de pés e mãos atados. Surge na mesa uma decisão que envolve indústria, internacionalização e a Galp. O que fazer? Isto até nem é bom para a Galp. Há erros, esses sim, que têm que ser pagos.

 

E não acho nada de mais que os membros de um Governo, tenho ele a cor que tenha, sejam  pessoas que saibam pelo menos o basicozinho de conduta. Só há uma saída, estou certa. Quem voa mais do que pode, a mais não é obrigado.

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A Esquerdinha perdeu o piu?

por Fátima Pinheiro, em 04.08.16

 

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 imagem tiradada net

 

Quando não lhe interessa a Esquerda encolhe-se. Dois (ou três) Secretários de Estado a irem ao Euro 2016 à borla , da Galp! Muito bem, almoços grátis, sim senhor. Aumento de IMI para quem tem sol ? E a diminuir se está por perto um cemitério? Isto nem lembra a um morto. E é assim mortinha, murchinha, a esquerda, que até parece de férias. Mas aqui ninguém está de férias. Fosse a direita, Durão Barroso e assim, seria um chorrilho em Bloco.

E que o governo anterior aumentou impostos? Será ainda preciso dizer por que razões teve de o fazer? Cresçam e apareçam, boa? Ninguém é perfeito, muito menos governos e oposições. Mas, e on purpose, uma oposição à la Carte, preconceituosa e cínica, non merci! Cresçam e apareçam, boa? A ver se a estação  é menos silly.

 

Voltando à Bola. O PR não se pronuncia! E o Governo? Dar por encerrado? Criar código de conduta? Reembolso? Não brinquemos. É o famoso e conveniente "passar a esponja sobre o assunto", que só serve o bel prazer. Qualquer criança bem educada entende o que aqui acabei de dizer. Quais códigos! Será o Da Vinci

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Sachs, Mentiras, Caneladas & Golden Men

por Fátima Pinheiro, em 10.07.16

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imagem tirada da net

 

Aí a temos, a final do Euro 2016 e os seus GOLDEN MEN:  o nosso Cristiano, paredes meias com Fernando Santos a quem coube, e cabe, a guidance que só ele sabe oferecer. Mesmo assim ainda houve tempo para comentários sobre outros assuntos. Durão Barroso outra vez, e para variar, com dedos acusadores em cima. Com epítetos como os de "energúmeno" ou "peixe podre", o presenteiam aqui nas nets. E até António Costa, noutro contexto, num encontro da Nato, ao ser ontem interprelado em conferência de imprensa sobre o ex presidente da CE, respondeu que felicitava Durão pela sua nova carreira. Mas não foi disso que se tratou, pese embora a palavra do PM. Aceitar o lugar de Administrador não executivo da Goldman Sachs que Durão aceitou não é mudar de carreira. Talvez muitos gostassem que assim fosse. Em suma, e valendo todos nós, portugueses,  mais que o nosso peso em ouro, nem todos temos os mesmos talentos, e ainda bem. Uns voam e jogam como ninguém. Outros são políticos e sabem mesmo sê-lo como ninguém, não entrando em joguinhos de entala, e empata.

 

Caneladas, essas, há por todos os lados. Dentro e fora de jogo. Barroso é o "representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar", escreveu no Twitter o secretário do Comércio francês, Matthias Fekl. Aliás foram vários os líderes políticos franceses  que criticaram nestes dias a nomeação de Barroso considerando que há "conflito de interesses" e que é uma "indecência". Indecência? Vem-me logo à cabeça um comentador francês, especialista em futebol que afirmou ontem à noite que Portugal é um país nojento (ser nojento é, digo eu, comer os macacos do nariz e coisas do género). Eles, políticos e comentadors franceses, não aguentam é com tanto golo! 

 

Desejo e acredito na vitória de Portugal. Os nossos meninos são de ouro. "We´ll always have Paris" e não é a Golldman Sachs que governa o mundo. Vou vestir-me a rigor e estar à altura do jogo. O resto são invejas. Siga a marinha.

 

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 António Costa, imagem tirada da net

 

A política é um xadrez. Muitas vezes é apenas uma burricada. O Director Geral das Artes (DGA) tem toda, toda a razão. A carta que escreveu ao Primeiro-Ministro (PM), a pedir as razões do seu afastamento, deixará tudo na mesma. O PM não irá responder à carta porque todos saberemos a razão da injustiça de que o DGA será alvo.

Sempre me ensinaram, e eu concordo, que uma carta tem sempre uma resposta. De qualquer modo esta carta, e tudo o que Moura Carvalho tem dito nestes dias, e hoje nos media, são, esses sim, gestos de nobreza política. Põe a nu a hipocrisia do tira lá, dá cá. Não muito diferente da do querer governar à bofetada, género João Soares.

O trabalho do ainda DGA foi exemplar. O que fez foi cumprir a sua missão com excelência, com um orçamento mínimo. Carlos Moura-Carvalho não precisa dos louros que António Costa receberá já em Londres em Setembro com a Utopy by Design, para dar um exemplo. Os actos ficam com quem os pratica. Carlos é um homem às direitas. Siza Vieira, é prova. É destes e destas que precisamos.

António Costa não perde o sono. Não digo o que perde porque devo respeito àquele que se diz Primeiro Ministro de todos, meu também. Mas permita-me dizer-lhe senhor PM, que tristeza. E da sua boca nem um elogio verdadeiro (DOS FALSOS NÃO PRECISAMOS) ao homem que arquitectou a representação de Portugal no evento de Veneza. Não se faz. E nem o senhor é Papa, nem eu me chamo Catarina (de Sena; não haja confusões).

 

Leio no facebook de Carlos Moura de Carvalho o que este acaba de escrever há três horas:

«Acabo de me despedir de todos os funcionários da DGArtes, pois termino hoje as minhas funções de Diretor Geral das Artes por decisão do Secretário de Estado da Cultura, comunicada há dias na primeira reunião que tivemos.

O argumento invocado foi o de que é preciso dar uma "nova orientação" à gestão da DgArtes.

A nomeação de um diretor geral por concurso público e por cinco anos (período mais longo que o ciclo político...), não deve ser interrompida abruptamente por uma decisão política em que não ficam claras as razões para essa interrupção. Existem expectativas jurídicas e humanas que obrigam a uma ponderação profunda e a uma decisão muito fundamentada. É uma condição elementar de respeito pela dignidade da pessoa humana, constitucionalmente consagrado, mas também de transparência no processo de escolha dos mais altos cargos da administração pública portuguesa.

Infelizmente, o Ministro e o Secretário de Estado da Cultura não pensaram assim e procederam a minha exoneração sem referir qual é a nova "orientação" que alegam e quais as razões pelas quais não estou em condições de a levar a cabo e que justificam a cessação antecipada da comissão de serviço, a dias de se lançar novos concursos de apoios às artes e depois de dez meses em que tivemos de lidar com quatro tutelas e um dos mais baixos orçamentos de sempre da DGArtes.

Escrevi igualmente ao Primeiro Ministro solicitando a sua intervenção numa matéria que me parece delicada e que põe em causa a legitimidade das nomeações por concurso público, mas, infelizmente, não obtive qualquer resposta.

Saio com frustração por não ter podido concluir os vários processos de médio e longo prazo que estava a desenvolver.

Mas mantenho a esperança que o nosso país encontre um caminho de valorização da cultura e das artes como setor estratégico. Fortalecer as cadeias produtivas das artes é fortalecer a dimensão simbólica que elas contêm e que se opõe a muitos valores dominantes no mundo.

É com este pensamento que continuarei a enfrentar os desafios que a vida me colocar, procurando faze-lo com independência, sentido de responsabilidade e respeito pela lei.»

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"Nova" Sofia Areal: hoje no Museu do Oriente

por Fátima Pinheiro, em 12.05.16

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 Sofia Areal : tudo de novo!

 

"A Oriente tudo de novo - Cadernos de Viagem de Sofia ", é uma exposição que apresenta 28 trabalhos inéditos da artista Sofia Areal (n. 1960), desenvolvidos no âmbito de uma residência artística em Macau, enquanto bolseira da Fundação Oriente. Obras em tinta-da-china, aguarela, lápis de cera, acrílico e grafite, numa mostra singular de um nome referência da arte contemporânea portuguesa. A inauguração é hoje, dia 12 de Maio, às 18h e 30m, no Museu do Oriente.

Até 28 Agosto | Entrada gratuita
Mais informação: http://bit.ly/1T7vHCR

 

aqui a ouvimos. Desta vez falamos por telefone.  

 Rasante (R): o que é que queres transmitir com esta nova exposição?


Sofia Areal (SA): Em contraponto de “a oeste nada de novo”, aqui sim, e para mim ”a oriente tudo de novo”. A 16 de Novembro de 2014, cheguei a Macau. A Macau, ligava-me tudo e todos que por lá passaram e que por aí estão. Sou pintora, o que durante anos para mim estava assente, viver no ocidente, transformou-se na vontade de cortar barreiras.

Esta exposição no museu do oriente é o resultado de mês e meio em Macau e mais tarde uma estadia em Hong-Kong – “A oriente tudo de novo”. 

Aceito perguntas, dou respostas.

 

R:  O que é que quer dizer “Cadernos de Viagem de Sofia”? O quadro que escolheste para a capa deste evento fez-me lembrar dragões.

SA:  O grafismo Oriental é por si próprio desenho, pintura. E foi aí, e por aí, que comecei estes pequenos esboços serial-Macau. Sou de natureza entusiasta em relação ao melhor que nós humanos temos. Quando surge um momento, local novo, tudo é entusiasticamente envolvido. 


R: Sei que o que te faz é pintar, o que expressa os teus sentimentos e o que pensas da pintura. Mas se pudesses numa palavra descrever o que é o Oriente.  E numa outra palavra o que é o Ocidente... Se se complementam ou não há possibilidade de um ponto de união?

SA: Acredito por fundamento na igualdade das pessoas. No entanto, a surpresa de viver e o viver faz-me acreditar que o AMOR/RESPEITO permite tudo. Nem deus nem Homens, o mundo. A forma circular que eu repito, repito e quero sempre e para sempre repetir.

 

R: Qual é a cor do Oriente? E já agora porquê?

SA: “Amarelo, vermelho e preto.
Amarelo – Sol
Vermelho - AMOR
Preto - Noite”.


R: Dá  aqui uma razão para uma pessoa vir à exposição/ver o que pintaste. Uma razão apenas...

SA: Acredito que ao vermos o melhor que os outros nos dão, faz de nós um ser melhor. E o momento exato onde tudo está a nascer – acontecer – merece a nossa maior atenção.

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Mamã, posso inaugurar um túnel?

por Fátima Pinheiro, em 11.05.16

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  imagem tirada da net

 

Por não acreditar em coisas sem sentido, devo dizer que foi o episódio da inauguração do túnel que me levou a escrever estas linhas. E que foi Sócrates, um dos meus recentes ex-primeiro ministros, que nos fez olhar para o túnel. Se não fosse ele, alguém, na semana que passou, iria notar no Marão? Digam-me se há no mundo homem mais belo que eu? Estas linhas referem aspetos que considero essencias à Política. Ao Sócrates effect lá iremos, mais para o Verão.

 

O túnel é meu, é nosso. Todos os que lá morreram são irmãos meus. O irmão de Sócrates, que efetivamente morreu lá - "Perdi um irmão no IP4, tinha de vir cá", disse -,  também é meu irmão. De bom gosto eu própria inauguraria aquele túnel. A política não é feita à medida ou ao espelho. A política é para o bem comum que só o é se for para cada pessoa. Ai não? Os políticos são uma cambada de mafiosos? 

 

Como não sou maniqueísta e muito menos cegueta, acho nada disso. Há de tudo em tudo. Os políticos têm o desafio de enfrentar ambições desonestas, neste salve-se quem puder.  Contudo têm o mais nobre desafio de com um gesto poder mudar a vida de muitos. Os políticos de mão-cheia não são os que arrecadam com elas, as mãos, o que não devem, mas sim os que as erguem generosas a construir os túneis das nossas vidas. 

 

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