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O Presidente é um homem que afecta...

por Fátima Pinheiro, em 07.06.17

Vem isto a propósito das declarações do PR nos Açores sobre a política dos afectos. Há o antes e o depois dela. Será que ele disse  que há o antes e depois dele?

Sei que a política, como disse e bem Aristóteles, é a atividade mais nobre porque é a procura do bem comum. O bem comum que só merece se for o bem de cada pessoa. O bem de cada pessoa. Mais afecto que isto não há. Trabalhar para que cada pessoa esteja bem, que comungue do que de melhor a humanidade pode proporcionar a cada um, sem exclusões, é edificante para quem a faz e para quem disso benificia. Em sentido amplo todos fazemos política. O homem é, disse o mesmo filósofo, o homem é um animal político.

Mas quando se fala de Politica, em sentido específico, falamos dos que nos governam. A política é neste sentido, a actividade mais nobre porque se faz a um nível de big picture, ou seja, de quem tem nas mãos a complexa agricultura de semear o que vale para uma colheita digna de seres humanos. De quem tem a complexa tarefa de nada nem ninguém esquecer ou deixar de fora.

O PR refere-se ao Universo dos afectos. Sem dúvida. Mas isto não é a metro. Nem com voluntarismo. Beijar e abraçar, certo. Mas os meus braços não chegam a todo o lado. Os braços têm que investir em grandes decisões. Diz o Pedro Abrunhosa : "quando um beijo não basta...".

A política, como a entendo, tem a coragem, sim, do grande abraço. Um beijo pode ser tudo num determinado momento, contudo a política é estratégia e gabinete, é rodear-se de quem sabe e não engana. É ir à Rua sempre que preciso. É ouvir. Mas é sobretudo mudar, transformar, beneficiar. Um presidente é investido de "qualquer coisa " que o distingue. Por isso é que é Presidente. Não é "apenas" um homem de afectos. É um homem que afecta. Por alguma razão Aristóteles acabou por dizer que o homem  é um animal falante. Mas sabe o que diz, e sabe  o momento adequado para o dizer. E sabe calar. Recata-se e quando é a hora pula, se necessário, dando-se. Politicamente.

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ser o ronaldo disto, ser o ronaldo daquilo...

por Fátima Pinheiro, em 26.05.17

 

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Este senhor ao meu lado é o José Milhazes.

 

É um desprestígio e uma instrumentalização. Pior, pode levar a um relativismo e a um abuso de poder. Mas está já a entrar nos dicionários, a nível internacional. Nada a fazer. É ela esta: ser o ronaldo disto, ser o ronaldo daquilo. Eu sou prática e pragmática. Não sou um edifício inteligente, mas não sou estúpida de todo. Nem uma purista da língua, tirando a boa comida e um belo beijo. Estou chocada e  desiludida. 

A conversa chegou à União Europeia. O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, disse esta terça-feira que Mário Centeno é o “Ronaldo do Ecofin”, o grupo de ministros das Finanças da UE. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou esta comparação que o ministro das Finanças alemão fez entre Centeno e Ronaldo, considerando que "quem quer que disse isso, por uma vez não pensou mal".

Fico ao menos com a informação oficial de que há consenso universal no que respeita ao topo da hierarquia de valores daqueles que alimentam a nosssa democracia. E agora é Centeno a dizer que Portugal é que é o ronaldo da Europa.

 

 

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Um homem vale mais que uma ilha

por Fátima Pinheiro, em 29.03.17

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Na Ilha da Madeira há pessoas que acham que haveria melhor nome para o Aeroporto. Ouvi agora, nas notícias. Mas acrescentam que como o Primeiro Ministro e o Presidente de Portugal vão estar na Cerimónia, então é porque está bem.

Cristiano Ronaldo é genial. O Turismo é fundamental. Agora o nome que se vai dar ao aeroporto da illha da Madeira é roubar a nossa História. Mais uma vez se mostra um ato de política do cifrão e do futebol. É também reduzir um homem como CR7. Parem de instrumentalizar o rapaz. O maquievelismo no seu fulgor. Isto entristece uma portuguesa como eu. Por muito que voe, Ronaldo vale mais que um avião. Ou como  dizia o outro "nenhum homem é uma ilha".

 

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"Só se conquista o que se dá"

por Fátima Pinheiro, em 05.03.17

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“SEMPRE NÓS” na Casa Museu Medeiros e Almeida


“SÓ SE CONQUISTA O QUE SE DÁ”
7 de Março - 21h30
ENTRADA GRATUITA

Convidados:
. Rui Ramos
. Luís Osório
. Siiri Milhazes

Sempre nós? Por ser sobre cada um de nós, sempre. Porque a vida está cheia de nós, entre nós, por atar e desatar, sempre. Porque a nossa História tem os “nós” da primeira globalização, “feita” com genial “corda”: sangue, energia e criatividade. Sempre foi e é. Será?

As terças-feiras à noite prometem ser diferentes na Casa-Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, a partir de março e durante seis semanas. Às 21h30 iniciam-se conversas provocadoras e desafiantes entre Fátima Pinheiro e os seus convidados, enquanto bebem um café, um vinho ou mesmo um conhaque.

A Sala do Lago da Casa-Museu Medeiros e Almeida é o palco intimista, com entrada livre e sem necessidade de inscrição prévia. A filósofa Fátima Pinheiro, conhecida na blogosfera como Conhaque-Philo, é a autora do blogue Rasante (http://rasante.blogs.sapo.pt/), sendo a moderadora, ao longo de 1h30, do “Sempre nós”. Esta iniciativa insere-se nos encontros Conhaque-Philo, já na 3.ª edição.

“Sempre nós” é, simultaneamente, o nome desta iniciativa e a temática transversal aos mais diversos entrevistados: políticos, jornalistas, economistas, artistas e empresários. Estão confirmados Rui Ramos, Luís Osório, Siiri Milhazes, João Soares, José Milhazes, Joaquim Sapinho, Ângelo Correia, Raquel Abecasis, Luís Miguel Cintra, Francisco Seixas da Costa, António Correia de Campos, Filipe De Sousa Magalhaes, Higino Cruz, Pedro Abrunhosa, Ruy de Carvalho, Paula Roque, e são esperadas algumas surpresas.

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Hoje é avulso e para para partir a louça. As pessoas (expediente para dizer "ninguém") andam sempre muito ocupadas. Quanto mais não seja em nada fazer, a vida é mesmo, muitas vezes, insuportável. Já para não falar de quem morre de fome, frio, solidão, falta de dinheiro, doença, tortura, perseguição, eu sei lá. Por outro lado, a parte "ativa", pensante, ou política, é outra loiça. 

A rádio é uma coisa boa. Digam-me então por que é que tenho que levar logo pela manhã, e logo nas notícias de abertura, que o meu primeiro ministro tweetou, a dar os parabéns ao presidente da minha república por hoje fazer um ano de ter sido eleito? tweetou? Então e os abraços de cavalheiros? Se calhar já não há cavalheiros. Ou eu sou muito atrasada mental. Na política, e no mais, meio mundo anda a enganar meio mundo. Para quê? Abraços nos sem abrigo, a TV e as redes sociais vêem , e? Gosto bem do meu presidente, mas e agora? Não te peço que vás todas as noites abraçar aquelas pessoas sem abrigo! Assim não resulta.

Ontem estive a jantar na minha casa com uma amiga minha que enviuvou recentemente. Como me disse uma pessoa muito especial, esse sim um inteletual - por ter os pés bem assentes na terra - : "vamos uns atrás dos outros." Tanta canseira. E a vida podia ser tão justa e divertida...

Depois um novo presidente americano que pensa que nos "põe de cuecas" à frente dos russos. E estou cheia de medo do que nos possa acontecer. Graças a Deus que é relativo, este medo. É um descaradão que escorraça emigrantes e é casado com uma; que asssina contra o aborto e sabe Deus. Não que eu seja a favor desse crime (sim, crime, tenho amigos que por uma inversão de marcha percorreram aqueles 9 meses). E diz que a America está primeiro! Isso nem dos meus filhos posso dizer. Claro que digo que os meus filhos e o pai deles são a base da família. Mas todos somos pessoas no seu lugar. Não quero vou pisar nenhuma pessoa. Nem prejudicar os outros às custas da minha beautiful family.

Os intelectuais andam preocupados com o "Silêncio" de Deus. Até que Scorcese tem pinta e é boa bandeira. Neste caso também um "taxi driver", para levar Alexandra Solnado para o Japão. Não, não vou dizer "nada tenho contra a senhora". Acontece que as pessoas (ninguém) andam sem  companhia, sem "guidance" , como diz uma amiga minha que faz anos hoje. Ainda precisamos de mais sinais?

Vale tudo! O mesmo é dizer que nada vale...

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Então Durão não pode escolher?

por Fátima Pinheiro, em 21.07.16

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O jogo dos media já o sabemos. Faz parte do negócio. Títulos atraentes, a despertar a compra para leitura. Uma deontologia por vezes vaga, por serem também vagos os conteúdos. Tudo bem. Mal estamos, porém, se a insinuação e a suspeita sem fundamentos acabam, com ou sem intenção, por gerar violência. Injustiça não a suporto; seja com quem for. Atravesso-me, lanço-me, e mordo. Durão Barroso outra vez na praça. Um ex não pode ir para um lugar estratégico? Então porque haveria de ir para um lugar não-estratégico? Sabem-se as razões da sua decisão? Sabe-se, sabe-se.

 

E o maniqueísmo a abundar. Uns são inocentes. Outros são do piorzinho. Durão Barroso hoje na capa da Revista "Visão", associado a uma empresa que vive de escândalos, truques, teorias da conspiração e quejandos. A Revista resolveu contar a história da Goldman Sachs. Poderia ter contado outra. Mas não, outros temas parecem não interessar (e eu que me estou a lembrar de tantos tão bons...). Acresce o facto de  a estação estar perigosamente silly; eutanásia e barrigas de encomenda (que desilusão Senhor Presidente, então e os AFECTOS?) estarem já saturadas e não interessarem nem ao menino Jesus, e o facto de o papa Franscisco, em alta até há pouco, ter já começado a incomodar por ser durão também. 

 

Se Durão errou? Todos erramos. Estará agora a errar? Acha-se mesmo que sim? Ele não vale mesmo nada, nada, nada? Não saberá ele escolher? Quem tem na mão os dados todos? Estão a vê-lo a recorrer a " denunciadores, cassetes secretas e até prostitutas contratadas para sacar negócios."? 

 

Desafio os media a um esforço inovador e empreendedor: a serem objetivos, pelo menos por uns tempos, a marcarem por um jornalismo sério. Não façam de cassandras, porque não têm como. Façam o que ainda não foi feito. Até posso sugerir explicitamente outros alvos (isto a querem manter a onda). Mas não preciso, pois não? E mesmo aqui à mão, à grande e à francesa, a viverem do que têm por debaixo do tapete. Intocáveis. O que vale é que Barroso não é "apenas" um ex. Quem o quer arrumar está, como dizia a minha avó, "muito mal enganado". 

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Estado deixa milhares sem cartão de cidadão

por Fátima Pinheiro, em 14.05.16

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 Sofia Reimão, José Diogo Martins e João Carlos Loureiro, ontem na inauguração do Congresso

 

Milhares de seres humanos ceifados , zás e já está. Não eram os pobrezinhos. Saiba aqui como , quando, onde e porquê. E se a eutanásia passasse, como agora se pretende, mais ficariam sem cartão antes de tempo. Um pequeno detalhe: o dono do tempo e da vida tem outro nome, não se chama Estado, e tem amigos especiais. Hoje há novidades.

A 'Federação Portuguesa Pela Vida' organiza ontem e hoje o Congresso "Os desafios da vida e dos tempos." O programa . À tarde somos convidados para uma Caminhada pela Vida. Nesta terá início a recolha de assinaturas para uma petição que diga sim à vida e a uma cultura humana, um sim para se por no lixo estas modernices de quem nem sabe do que fala quando diz a palavra "eutanásia". Esta apresenta-se como solução, como a promessa de uma boa morte ( do  grego , eu+tanós ). A morte não pode ser uma coisa boa assim sem mais, por muito que o queiram perspectivas de blocos de esquerda, de meio ou direita. A morte só é 'boa' numa perpectiva que nada descarta. Autoridade, sabedoria e experiência para dizer que morrer é 'bom', que é natural, que faz parte da vida, só a tem quem já por ela passou. Quem tem as chaves da vida?

Do ponto de vista filosófico - esta questão não é do foro religioso - a razão impõe que não se toque no que não se sabe. O antes do embrião, o que é? Quando é que eu começei? Naquele instante em que a minha mãe foi violada? E o que se passa realmente na pessoa que lhe dói e sofre? Quero morrer, diz. Mas será que quer mesmo? Autonomia é uma coisa, dignidade outra.

Deixemos mentiras. E  tretas. Não me venham com a conversa de que não há cuidados paliativos suficientes. Eu sei que é preciso mais e melhor. Vamos por pé em rama verde? E o cartão de cidadão, como é? Vamos sim trabalhar nas obras. Fazer para que se possa  nascer, para que se possa crescer e passar pelos momentos finais, em Companhia, em Solidaridade. Tenham pachorra para me aturar. Por outro lado chamem-me tótó, não faz mal.

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Outro Palhaço

por Fátima Pinheiro, em 04.10.15

Pasolini, numa imagem tirada da net

Ti ride negli occhi la stranezza di un cielo che non è il tuo

(Cesare Pavese)

 

A propósito das eleições e porque abre-se hoje aqui um espaço novo, muito íntimo, segredo que quero um palhaço, a toda a hora, em cada coisa, em casa terra, em cada casa, em cada céu. Palhaçadas é que não.

Como o de Kierkegaard, o do palhaço que, vendo o circo a arder, corre à vila a avisar da iminente chegada, destruidora. Ninguém acredita! Não é ele o palhaço?

Rimo-nos, rimo-nos. E fazêmo-lo cada vez mail alto porque o seu grito é cada vez mais verdadeiro. Os seus olhos espelham a estranheza de uma verdade que não é dele, diria Pavese. A Itália tem tanta coisa boa! Hoje celebra-se o dia do seu patrono,  S.Francisco de Assis.

  

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Sou nudista não praticante

por Fátima Pinheiro, em 03.09.15

 Henri Cartier Bresson / imagem tirada da net

 

Já viu um nudista não praticante? Eu não. Até agora só vi nudistas. E não sou praticante. Não sou nudista, quero eu dizer. Até posso vir a ser. Se tiver razões para isso. Vem isto a propósito da expressão "católico não praticante", que muitos utilizam ao posicionaram-se no quadro das religiões. Dizem-me isto quando eu digo que sou católica, que vou à missa e o resto. Podem dizer. Como eu também o posso. Cada um é o que escolhe. Mas não faz pleno sentido dizer "católico não praticante". Usa-se o adjetivo para dar mais força a essa auto-declaração? Porque sempre são 3.000 anos "às costas"! E com cremação ou sem ela, quando um dos nossos morre, lá se chama o padre, não é?

Eu percebo o sentido que se quer dar: alguém, batizado ou não, quer dizer com essa expressão que tem determinado apreço por certos valores "católicos", mas que não aceita tudo o que o Vaticano diz. Mas para apreciar e seguir esses valores não é preciso ser católico. Qualquer moral os apregoa: amor, justiça, paz, e os outros todos.

O que oiço mais de quem assim se designa é: a Igreja está cheia de contradições; o fausto, pompa e circunstância; as riquezas em geral; a pedofilia; os padres que têm amantes; a inquisição; e mais, muito mais. Mesmo assim não tem sentido. É como se alguém dissesse: eu sou nudista, mas não sou praticante. Mas não é bom. É bom ser-se plenamente uma coisa. Ser benfiquista assim-assim, por exemplo, não tem graça nenhuma. Quando ele perde, na minha casa cai o Carmo e a Trindade. Mas ninguém é obrigado a ser isto ou aquilo. E como pessoas valemos todos o mesmo. Qual o mal em ser católico, ou não o ser? Onde está a liberdade religiosa? E não me venham com os fantasmas do passado. Neste ponto todos temos culpas no cartório.

É costume dizer-se que para uma boa diplomacia há dois assuntos que devem ser evitados: religião e política. Vou a muito sítio e confirma. Fala-se de tudo, menos disso. Há que ser politicamente correto. Como se fosse possível viver tirando a pele: a da política e a da religião. Eu percebo que se possa viver sem querer tomar posição; o que redunda numa posição também. Mas como optei por refletir estas coisas, sou politicamente incorreta. Se vem a propósito, abordo tudo. Às vezes também o faço quando parece não vir a propósito, como hoje, se calhar, agora aqui.. Ou seja, não faço questão de começar a atirar para matar, mas considero mais humano não fazer tabu de certos temas. Uso a "razão". Nasci com ela. E aplico-me à argumentação. Na praia onde descansamos, ainda sabe melhor. E vai mais um mergulho.

É bom ser-se plenamente de uma coisa, dizia eu. Pois é, a minha família (a começar por mim) está cheia de contradições. Mas eu não a trocava por nada. Tenho orgulho nela. Por ser a minha. E não me calo. O segredo e a intimidade é outra coisa. E esta última é do que mais humano há. Aí o silêncio é natural. Como a respiração. Aliás, sem isso não há "família" que resista.

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A oposição: feia,porca e má?

por Fátima Pinheiro, em 06.08.15

 

Passam hoje 70 anos de Hiroshima/ imagem tirada da net

 

Esta season é silly, mas não pelas razões do costume. É por causa das eleições. Sou de todas as cores. Sobretudo gosto de uma cara lavada de quem diz o que pensa, na base de que se confronta consigo mesmo. Só pode ser exigente com outros quem é exigente consigo. Procurei as palavras, muitas. Uma caçadora de mim. E mais uma vez verifiquei que o dualismo e o maniqueísmo é do piorzinho. E que felizmente sei discernir, palavra que a Raquel Abecasis usou aqui no Rasante, anteontem. Náo há almoços grátis e ainda bem que os factos são os factos. Feios, porcos e maus? Ou Hiroshima meu amor?

 

Sei que em clima de pré campanha muito se diz. Encontrei palavras feias, porcas e más. Mas como o que disse no título é o nome de um filme (foi só para por um título mais chamativo; eu gosto mesmo que me leiam), prefiro as palavras certas, uma vez que esta minha quinta é filosófica, e digo que procurei as palavras  justas e injustas. Óbvio que com o meu critério. Aconselho a que se faça esse exercício e que se dê a cada um aquilo que é seu. Este post nada diz? Pois não. Isto da Democracia é para fazer mesmo, e dá muito trabalho de casa. A liberdade é coisa fina, discreta.

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