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De tudo um pouco. Cada manhã. Ao sair da pena, bem cedinho. Tudo me interessa.

07
Dez17

Qual o segredo de Cristiano?

por Fátima Pinheiro

 

 

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Portugal é bom. Não o troco por nada. E ultimamente tenho pensado nesta coisa de Portugal estar na  moda. Pelas razões que todos sabemos: portugueses a ocuparem lugares de destaque em organizações internacionais, destino turístico nos tops, websummit "instalada", Fátima (se bem que com nuances...). Poderia continuar. E Ronaldo?

Já aqui escrevi muito sobre ele. Acho muito mal instrumentalizá-lo. E em termos de valor enquanto pessoa, vale tanto quanto um Zé. E também acho muito mal ele andar a comprar filhos e a privá-los de mãe. Com esta menina foi diferente. E quer ter sete filhos. "Vê lá, não compres! Família é família!".

Todos construimos este país. Nada devemos uns aos outros, é verdade. Somos adultos. Mas também é verdade que há quem não dê uma para a caixa. Por isso é verdade que em certo sentido devemos.

A  Cristiano Ronaldo tenho a certeza que devo. Não sei os números mas tenho por certo que o menino de ouro contribui para esta notoriedade do meu país. E estimo a sua generosidade. Merece a quina, logo!

Por último a lição de Ronaldo é pôr o seu talento a render. É o seu segredo. Como faz? Trabalho, trabalho, trabalho. Imaginem cada um de nós a fazer como ele! Sem modas. Talento e trabalho. A construir um Portugal sólido. De golos de felicidade, de homeplus...

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08
Nov17

Websummit sim, mentira não!

por Fátima Pinheiro

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Greve dos médicos à porta da Websummit! É só uma sugestão. Este Portugal tão surpreendente não tem nada para esconder. Ou terá?

Somos tão amigos uns dos outros, estão em Portugal os grandes do mundo...Abraços e bejos, beijos e abraços.

Eu sei que esta Cimeira não brinca e que pode vir a ser um trunfo para a resolução de problemas. Mas não está a par de tudo o que se passa. No meio vão surfar, o que é muito bom mas importa abrir o jogo.

Portugal não é só "wonderful, sun, amazing". Há pessoas a "surfar" nos Hospitais de Portugal. Agora. 

Há fogos que não se apagaram por incúria.

Websummit sim, mentira não.

Queremos consultas e as cirurgias que estavam programadas a serem feitas. Assim não dá.

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07
Nov17

Websummit: a House of Cards

por Fátima Pinheiro

 

 

 

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Está lá tudo. De uma forma ou de outra, nada falta. As cartas, o jogo, vai começar. Abrem-se palcos e discursos. 1.600 empresas de todo o mundo, 270 são portuguesas, encontram-se lá para negócios.  Mas ontem foi já a Abertura. Prometeu. Mas do que vai acontecer não sabemos. Agora que a tecnlogia não deve esquecer a vida, que a inteligência é um conceito crucial, e que não é monololítica, que a inteligência artificial pode ser perigosa, como afirmou ontem Stephen Hawking, não será um bom mote? Que Lisboa e Portugal têm tamanho, é bom ouvir. E da boca dos nossos portugueses que já ontem discursaram, ouvir que a Beleza tem nome é muito bom. Não disseram bem que nome é, mas que passa pelo caminho do tornar tudo simples, é muito, muito bom.

No fim o balanço. Vamos ver. Quem é avesso ao que a tecnologia e o bem  nos podem trazer? As sementes, de muitas nunca saberemos o futuro. Hoje daqui pouco vou conhecer a Sophia, estou curiosa, mas de uma coisa tenho já a certeza: não quero morrer nos seus braços. Nos teus, Kevin Spayce, poderá ser. É mesmo preciso saber jogar...

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30
Out17

Bateria no meu Peito

por Fátima Pinheiro

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Sim é sobre Rui Rio e Filomena Cautela, no "5 para a meia-noite". Foi na semana passada, passou no meu feed de notícias. O meu facebook mostra-me o que me querem mostrar. Facilita-me a vida.

Hoje quero dizer duas coisas, uma sobre Rio, outra sobre Cautela. E ficamos a saber quem, à meia-noite, passa a abóbora. Nem de propósito, em onda de Hallowen, mas com Cinderela em Horizonte, a coisa do sapatinho a caber.

Filomena. Dita e feita para o programa. Um sex appeal muito inteligente, de dentro, do peito. Noutro registo: que miúda gira! E não é para todos. É preciso talento mediático. Mas hoje não escrevo sobre o programa. Digo apenas que tem estilo, tem espaço e revela potencial. Tipo americano, mas potencialmente inovador.

Rui Rio. Afinal é um tipo cool,  com um "lado A" relax e fofinho. E gosta de Bateria! Ai que maravilha. Desceu a Lisboa, em Campanha. Ficou bem no retrato, os presentes, incluido as apresentadoras, não podiam ser mais apoiantes. Eu não sei quem escolhe os convidados, mas que cheira a apoio a Rio, disso não duvido. Cheira-me a coisa organizada, pensada; ele, leio noutros sítios, considera-se estável. Tudo dito. E o título do excerto que o "5 para a meia-noite" destacou é este: "Rui Rio: 'Preferia fazer os debates com o Santana Lopes'.” Fora de contexto é mentira. Rio recusou debater com Pedro Santana Lopes.  Chama-se a isto induzir em erro ou manipulação. É muito feio. Cautela!

Não disse nada de jeito, ou de peso, eu. Mas verifiquei mais uma vez que nada  é por acaso. E dá-me a ideia que as preferências  - estávamos na RTP -  são óbvias.

Perfeito coração bateu no meu peito? Só no da Cautela.

Preparem-se para cenas destas que mais não são do que  "uma asa que não voa/Esmorece e cai no mar"

Eu sigo o que o a Amália canta, que quer um perfeito coração a bater. Não corro por menos. E sempre para unir, num sapatinho onde possa caber Portugal, meu Amor na tua mão. 

 

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26
Out17

Start up person?

por Fátima Pinheiro

 "Passar o dia a apagar fogos" é uma expressão que ouvimos e dizemos. Eu acho que está bem e mal.  Depende dos fogos. Os bons, é deixá-los  arder. Quanto aos outros quero dizer duas coisas. Para concluir com uma necesidade que se deve transformar em exigência de vida.

 

Apagar fogos pode ser resolver urgências, tapar coisas mal feitas, por água na fervura e por aí. Seja com que intenção  for. O preço é muitas vezes esconder o que não deve ser escondido.

 

O nosso País, eu, todos, somos muitas vezes elogiados pelo improviso e  desenrascanço. E até achamos  graça. Mas não tem graça nenhuma. Revela falta de profundidade, ausência  de  horizonte, não querer limpar debaixo do tapete. Não me meter em trabalhos.  Os outros que façam. Somos muita vezes uns Pilatos.

Eu sei que a vida nao cabe numa excell, mas haja senso, ou seja estratégia. Parafraseio o saudoso Diogo Vasconcelos.  Ser  uma  star  up  person. Tino, estrategia e amor. Produtividade com cara  de pessoa.  Vamos a isso!! Produtividade com sentido.

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09
Out17

Os que estão na mó de baixo...

por Fátima Pinheiro

 

A Vida é injusta e muito difícil, dizias. Eu digo-te antes, a vida parece injusta, nós é que não entendemos tudo. Falámos nestes dias das nossas vidas. De política também, que faz parte da vida, é pública, e recentemente muito pública mesmo.  Mas em feliz hora,  o Prémio Nobel da Literatura foi este ano para Kazuo Ishiguro. Precisavamos de um filósofo de boas pretensões e não de um vaidoso qualquer. E que, mais uma vez mostrasse que a vida é literatura, no sentido que o dizer reflecte o que somos de uma forma criativa, inspiradora bela.  Bela, como a vida, que às vezes parece cruel e injusta. A palavra pode mudar,  independentemente da intenção do autor. As coisas mais belas, as mais importantes, não dependem de nós. E são elas que nos fazem correr. Isso sim, depende de nós.

E aqui para nós. Só está na mó de baixo quem quer. A vida é um moinho. Ponho aqui para mim e para ti. Não, não fico à beira do abismo. Ainda o Nobel e as razões da academia : a Academia informou em comunicado que Ishiguro recebeu o prêmio porque "nos seus romances, de grande força emocional, revelou o abismo sob a nossa sensação ilusória de conexão com o mundo".

Neste tempo de incerteza em  que vivemos, como refere o escritor no video que escolhi e postei em cima, importa lembrar que costumamos por uma pedra no passado, quer nas vidas pessoais, quer na História. Isso é desumano. Importa trazer tudo ao de cima, à flor da pele. Doa o que doer.

É esta a literatura que interessa. Dou parabéns à Academia. Não que eu ache que a literatura, para o ser, tenha que ter mensagem. A mensagem, a vida,  é que tem que ser literatura.  E música,  a mais metafísica de todas as artes. 

Tudo tem um propósito. O que anda agora mais nas vistas são as distintas agitações dentro dos partidos. Refiro-me a Portugal. Os que estão na mó de cima, os que passaram para a mó de baixo. É tempo sim de viver, com tudo no prato, e nada debaixo do tapete. A vida é breve e bela demais para jogos e joguinhos.  Chega de espelhos e leituras que não nos levam a nada. Tenho sim saudades do teu olhar, não me deixes ir embora!

Anthony Hopkins um mestre. E ainda Ishiguro, no livro em que usa o esquema fabuloso de uma escola que educa doadores de orgãos (sem que estes o saibam desde o nício), pergunta, pela boca de uma professora: será que temos alma ? 

 

 

 

 

 

 

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04
Out17

As Armas e os Barões Assinalados

por Fátima Pinheiro

 

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 cena do fime "A vida é bela"

O poder de umas autárquicas: mostram com mais clareza as armas e os  barões  assinalados. Não me refiro aos barões que aparecem agora a reunir. Entendo o que isso significa, mas antes escrevo sobre todos nós. Todos nós somos barões assinalados, como bem cantou Luís de Camões.  Gosto mesmo que me tratem por baronesa assinalada. Independente do que amesquinha e me pretende fazer a cabeça, digo o que penso, faço o que devo, e a minha participação política, que passa por Rasante, é viver tendo em conta os fatores todos. Desde o nascimento à  morte. Da família ao trabalho, do íntimo ao social. Uma cultura.

Assinalo  que a abstenção é crime porque mata parte da seiva que faz ser português. Assinalo o Adeus às Armas, que foi Tancos, e o facto de que no momento de votar o que interessa é o bolso. Tancos não interessa para nada! Nem a Marcelo, que não quer chatices com Costa. Marcelo, o Presidente de todas as selfies.

O que vale mais: a cara de Costa, uma cara leve que transborda de "porreiro pá" ou a cara pesada de Passos Coelho, que previne, não ilude e sublinha os podres? Também eu gosto da cara sorridente de Medina, e da  cara do  giro do BE. Já há homens giros no Bloco! (meninas, isto é para nós).

Não faço rescaldos, nem o caldo está entornado mais do que estava. Portugal move-se. Agora noutras  águas e o cenário é previsível. Dos fracos não reza a História. O que reza é quem pensa em desafios com futuro. Mas o que interessa o futuro? Eu também me interesso é pelo presente. Agora,  o presente não é um hoje sem densidade. O presente é a única oportunidade de construir um Portugal com coluna vertebral. O  resto, meus compatriotas, é caminhar passo a passo para a pompa e circunstância de funerais solenes na Basílica da Estrela, onde todos aparecem pesarosos.

Os barões assinalados são pessoas de bem, comem, bebem, e não fazem mal a ninguém. Uma  medianizinha como diz o RAP no " Calceteiro". Mas o mundo assim vai, e Trump e o da Coreia são pior. O sol e o turismo muito melhor.

O gesto da consciência humana é o que permite olhar para tudo isto com olhos de agradecimento. Sei por onde vou e arregaço as mangas. E como não sou maniqueísta, sei que somos feitos paredes meias de nobreza e vileza. O que me faz avançar é ter recebido um grande Amor, que me dá vida em cada adormecer e em cada  acordar. 

De nada  serve pensar como governar Portugal se eu não sei o que quero para mim. Que quero eu da vida? Mas estará realmente alguém interessado nisso? O tempo é pouco e  a questão é difícil. O melhor será ir andando ao sabor da onda, e depois "logo se verá"? Não. "A vida é  bela", como mostra o filme, cheio de razões que nem sempre temos pachorra para descortinar. Sei muito bem Por quem os Sinos dobram.

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26
Set17

O PS ganha as eleições

por Fátima Pinheiro

 

 

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O PS ganha as eleições no domingo. Não me baseio em sondagens. Sou apenas uma aplicada observadora. O PS ganha, e ganhar tem dimensão nacional. A retórica de que, politicamente, nacional e local são coisas diferentes é incompleta. E o  PS ganha porque veio a investir e a cortar naquilo que lhe dá o poder de agora encher o bolso dos que no domingo lhe vão dar o "agradecido" voto. É Deus no céu e a geringonça na terra. E é compreensível. "Que ninguém passe fome", disse uma vez o recém-falecido bispo vermelho, D. Manuel Martins. O vermelho vale muito, mas não é tudo. 

O PS ganha porque Marcelo deixou (foi Cavaco que deu posse a Costa, 3 meses antes de Marcelo ser eleito, mas...).  Foi o PSD que ganhou as anteriores eleições, e a solução, sabiamente forjada  por quem sabemos, não era a única solução. Cavaco estava na recta final, acabou por fazer como Pilatos e Marcelo, ao chegar, fez o mesmo, Pilatos, queria presidir sem chatices. O PR queria continuar como sempre foi: leve e magnânimo, a ensinar e a usufrir. Ontem, com alguma tristeza, vi-o na sua chegada a Luanda, para participar na cerimónia de tomada de posse do recém-eleito Presidente. Achei-o abatido. Notava-se na cara. Lá no fundo sabe o que fez e o que anda a calar. Como diz Irina Shayk, a que era do Ronaldo e faz a campanha da conhecida marca de lingerie "intimissimi": "beauty starts inside". E Marcelo é um homem de boa cepa. Mas não tem chegado.

O PS ganha, sim, mas Portugal perde. Vamos pagar  lá mais para a frente. A sala está bonita, mas debaixo do tapete...E não é só isso. Há cortes que não deveriam ter sido feitos, e já se começam a fazer sentir.  Mas os bolsos carentes, esses, estão prontos ao voto. Agora aqui poderia falar doutros bolsos, sempre na maior, porreiros pá, mas hoje não.

Mas feitas bem as contas, o PS ganha mas é em falta de vergonha na cara, ganha em falta de sentido de Estado.

Quem ganha é afinal quem não sabe enganar o Povo. Quem não mente.

Quem ganha é o Expresso por ter publicado o que publicou e por sexta-feira ir divulgar mais. Eu sei que para um bom jornalismo  é  preciso identificar a fonte do Relatório.  Mas diante das graves circunstâncias que temos vivido, a mim basta-me a credibilidade daquele jornal. 

Espero que Portugal mostre, mais cedo ou mais tarde, tudo o que tem "inside". O que se nota na cara.  Nunca embarquei em Don Sebastiões, mas sei que há quem mereça a nobre tarefa de por Portugal no rumo, com tradição e inovação. Portugal um desafio a combater já, com o futuro em perspectiva; não um Portugal de buracos que vão sendo tapados mal e porcamente, à medida de votos. O meu País, que não troco por outro,  não é um monte de cinzas entregue a terroristas.

Sejamos pragmáticos sim. Mas não a qualquer preço. Se for preciso eu ponho-me de cócoras, ponho. Mas é para mudar as fraldas a quem delas precisa e precisa de ajuda. Não é para fazer figuras tristes "lá fora". Portugal é "intimissimi".

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16
Set17

Portugal em Topless...

por Fátima Pinheiro

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Em Portugal quem manda é o Governo, certo? Na América é o Trump, cá é o Costa. Isto para simplificar e dizer que não é rei nem rainha, nem, parece, o povo, que anda agora em véspera de eleições a ver se ordena um bocadinho. O Povo até votou noutro e não lhe valeu de nada. Geringonçaram este Governo, e ei-lo lá está. Ou não? Parece que não. Eu dou exemplos, uns graves, outros gravíssimos, outros assim-assim, de falta de Topo. Verifico mesmo que Portugal está em topless. Abunda e é empurrado, de nonsense em nonsense: "nonsense é o substantivo em inglês que significa sem sentidoabsurdo ou contrassenso e indica manifestações contrárias à lógica."

O que se passou em Tancos, foi roubo ou não se passou nada? Agora aparece um novo episódio que mete material de Espanha. 

Três meses depois do sucedido, onde estão os milhões doados para as vítimas dos fogos? 

Onde estava o Primeiro Ministro quando o país estava a arder? A geringonçar.

Porque é que só há medidas "governativas" a retalho, em cima do joelho, ao sabor do paladar eleitoral, a reboque das circunstâncias  e obedecendo à geringonça?

Esta agora da proibição de futebol nos dias de eleições é mais uma medida tacanha. Passa pela cabeça de alguém que o abstencionismo se combate assim? 

169.000 crianças eliminadas na barriga da mãe é um sucesso desta lei do aborto?

A Direcção-Geral de Saúde dá informação sobre o apoio a quem quer manter o seu bebé nos hospitais e centros de saúde, e assim não precisa de abortar?

A família é uma coisa que ainda existe? Por muito que se diga o contrário, a nossa sociedade não quer ser um pagode, ou quer mesmo? Como se pode saber o que se quer, se se é ignorante? O nível de cultura dos nossos universitários, faz ressuscitar Lázaro! António Costa já viu esta pequena amostra? Com Professores lesados, colocados a milhas de casa, que se tornam assim pais e mães ausentes, é o que dá.

As listas de espera, no dia a dia, e as para as operações, não baixam, e há uns que passam à frente dos outros.

A Sacro-santa autonomia das Instituições permite o arquivo dos processos de certos senhores, de ações duvidosas, e por isso foram de cana. Uns andam por aí a passear. Outros de pulseira eletronica (o que lhes dá um certo estatuto, e ficam na história como vítimas). E, quando na prisão, têm tratamento VIP.

E o estrangeiro declarou, ontem, que Portugal saiu do lixo. Costa e Centeno exultaram.

 

 

 

 

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26
Ago17

"let's focus" ou "let's fuck us"?

por Fátima Pinheiro

 

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fotografia Rasante

 

Já ouvi quem tivesse usado uma expressão, quando deveria ter usado a  outra, num encontro em que o objetivo era focar-se sobre um tema. O que o alto dirigente português disse foi afinal outra coisa. Os americanos ficaram a gozar o prato. O português disse "Let's fuk us on this subject!". Em vez do queria mesmo dizer, que era "let's focus!" Mas vendo bem não estava assim tão errado.

Na realidade o que se tem passado no nosso país corresponde mais a um "let's fuck" do que a um "let's focus". Anda tudo a marimbar-se, a concentração e o focar-se já era. O que é que realmente interessa? Sexo, dinheiro, luxo. Para ter, ter, ter. Para poder. É a cultura do goza enquanto podes, a vida são dois dias. 

Eu também sei que a vida são dois dias. Por isso não a perco em "fuck" que passa rápido. Invisto na alta banca. Não quero apenas "viver bem, comer bem e não fazer mal a ninguém". Quero gozar até ao tutano, não me interessa só o que está à pele, quero arrepiar-me também por dentro. 

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